Full transcript
0:00Você já fez a sua matrícula nos cursos
0:02profissionalizantes com foco em IA da
0:05[música] Unifates? Se ainda não fez,
0:07agora é o melhor momento. A Unifates
0:09está com preço promocional de lançamento
0:12e uma condição especial por tempo
0:15limitado. Você se matricula em um curso
0:18e ganha outro totalmente [música] focado
0:20em inteligência artificial. É isso
0:22mesmo. Você faz uma formação completa e
0:25sai com duas qualificações [música]
0:26profissionais em apenas três meses.
0:29Enquanto muitos ainda estão tentando
0:31entender [música] a IA, você pode estar
0:33na frente, pronto para aproveitar as
0:36[música] oportunidades. Mas atenção,
0:38essa condição é por tempo limitado.
0:40Garanta agora a sua vaga e [música]
0:42aproveite o lançamento para acelerar a
0:45sua carreira com a Unifates, porque o
0:47seu futuro não [música] pode esperar.
0:50Olá, eu sou a Grace Botelho e
0:52>> eu sou o Flávio Fraqueta
0:53>> e estamos aqui para fazer um convite
0:55muito especial para você.
0:56>> É isso aí. Estamos aqui para te convidar
0:58a participar do quarto COFA, que este
1:02ano irá ocorrer de 9 a 13 de novembro.
1:05>> O tema é um tema muito importante e
1:07atual. Vamos falar sobre ciência,
1:09inovação e equidade pela qualidade de
1:12vida.
1:12>> E as inscrições já estão abertas. Você
1:15pode se inscrever acessando a plataforma
1:17do evento em www.confates.com.br
1:23e o valor para a modalidade ED é R$ 15 e
1:27você ganha uma certificação de 40 horas
1:30complementares.
1:31>> Você não vai perder a oportunidade de
1:33dar o upgrade no seu currículo, não é
1:35mesmo?
1:35>> Venha para essa jornada do conhecimento.
1:38Venha para o quarto Confatce.
1:42Você
1:46já sabe que um aluno da Unifates vai
1:49ganhar um carro 0 km em 2026, mas talvez
1:53[música] ainda não saiba de um detalhe
1:56muito importante. Para concorrer, é
1:59preciso est cadastrado na campanha
2:01Acelere seu futuro com a Unifates. Então
2:05não deixe para depois. Leva menos de um
2:07minuto. É rápido, é simples e pode
2:11acelerar o seu futuro. Cadastre-se agora
2:14pelo Qode ou acesse [música] acelera
2:182026.unifesses.edu.br. unifica.edu.br.
2:20do edu.br. BR.
2:23[música]
2:31[música]
5:51Olá, pessoal. Boa noite. Estão me
5:52ouvindo?
5:57Perdão pela demora, tivemos alguns
5:58problemas técnicos.
6:01Mas agora estamos aqui.
6:03Boa noite, Fabiane, Célio, Jéssica,
6:08Karina, Silvia. Bastante gente por aqui
6:11hoje.
6:15Boa noite a todos. Eu sou a Doutora
6:16Gabriela do curso de Biomedicina e
6:19estarei com vocês hoje
6:21mediando então a aula do professor Dr.
6:24Igor Neves.
6:26Tá bom pessoal? Qualquer dúvida que
6:28vocês tiverem durante a live, podem
6:30mandar aqui no chat. A lista de presença
6:33vai ser enviada aqui no chat no decorrer
6:35da aula, tá bom?
6:39Sem mais delongas, então vamos paraa
6:42aula.
6:45>> Olá, espero que todos estejam bem. Hoje
6:48nós daremos início à disciplina de
6:50integração multiprofissional e cidadania
6:52em saúde. Me chamo professor Igor e hoje
6:55nós iremos trabalhar, né, o a
6:58interdisciplinariedade e
7:00interprofissionalidade.
7:01Então, quando diferentes saberes se
7:03encontram para isso, né, vou me
7:05apresentar um pouco, tá? Então, eh, meu
7:08nome é Igor Fernando Neves, doutor e
7:11mestre em enfermagem pela UEM Maringá,
7:13no Paraná, especialista em auditoria em
7:16saúde, especialista em didática e
7:18metodologia do ensino superior e básico,
7:21especialista em educação à distância e
7:23novas tecnologias e especialista em
7:25centro cirúrgico, tá? Então, graduada em
7:28enfermagem pela Unispar, a campus
7:30Paranavaí e docente nos cursos de
7:33enfermagem do Centro Universitário UNIFA
7:35e UNESPAR, coordenador geral de
7:37enfermagem na Secretaria Municipal de
7:39Saúde de Paranavaí e experiência
7:41profissional de pesquisa e de gestão em
7:43saúde mental, editor chefe da revista
7:46científica saúde global. Então, eh, até
7:48como um convite para vocês, né,
7:50conhecerem a revista. É uma revista da
7:53casa, da editora UNIFA. Então, essa
7:56revista eh nós temos muitas publicações
7:59da área da saúde. No último quadriênio
8:01nós tivemos uma uma atualização, então
8:04ela hoje é uma revista com fator de
8:07impacto importante, né, com Qualis B4.
8:10Então, eh, fica o convite para vocês,
8:12né, para publicações aí do trabalho de
8:15vocês. Então, pra gente dar início, né,
8:18então eu gosto sempre de trabalhar com
8:19os objetivos que a gente vai falar, né,
8:22nesse momento aqui. Então, um dos um dos
8:25objetivos é reconhecer situações em que
8:28o trabalho integrado melhora os
8:30resultados. Então, como a gente vai
8:31falar de interprofissionalidade, não tem
8:34como a gente trabalhar com o produto
8:36final, que é o quê? o usuário, né, o
8:39paciente, o cuidado. Então, para isso, a
8:41gente tem que focar muito nessas
8:43situações aí, pra gente identificar,
8:45identificar falhas comuns, tá, em
8:48relação à comunicação entre os
8:49profissionais, eh, analisar casos reais.
8:53Então, eu quero trazer para vocês aqui
8:54alguns casos eh reais, eh casos eh
8:59típicos da rede de atenção à saúde,
9:01tanto de saúde básica, né, quanto a
9:04parte hospitalar também.
9:06eh conhecer estratégias utilizadas pelos
9:09serviços de saúde. Então, existem
9:11algumas estratégias, algumas ferramentas
9:14que podem ser eh viabilizadas dentro do
9:16serviço de saúde para que vocês
9:18consigam, né, alinhar. E quando a gente
9:21fala de eh estratégia, né, a gente fala
9:24de de situações relacionadas à gestão.
9:28Então, não importa se o profissional é
9:30farmacêutico, se é odontólogo, se é
9:32enfermeiro, se é médico, qualquer área
9:35da saúde, existem ferramentas que podem
9:37ser e universais ali dentro do processo
9:40de trabalho.
9:42E refletir também sobre o próprio papel
9:44da equipe. Então, qual que é o papel da
9:46equipe, né, dentro, né, dessa
9:49conjuntura, eh, do processo de trabalho.
9:52Então, para isso, a gente dá início, né,
9:54a uma seguinte situação. Então vamos
9:56imaginar essa seguinte situação, tá? Eh,
9:59um paciente idoso, diabético,
10:02hipertenso, deprimido e com dificuldade
10:04financeira procura uma unidade básica de
10:06saúde. Então, quando a gente pensa
10:08assim: "Ah, mas esse é uma pessoa
10:10normal, né? é uma pessoa normal, típica,
10:14né, do do nosso cotidiano, né, porém é
10:18realmente
10:21uma pessoa típica, porém ela tem uma
10:23doença crônica, então ela tem uma
10:25diabetes, ela tem uma hipertensão, isso
10:27tem que ser tratado de maneira especial.
10:30Eh, deprimido pode ter relação com algum
10:32transtorno mental ou não, né? Pode estar
10:34relacionado à própria doença crônica,
10:36mas também pode estar relacionado à
10:38dificuldade financeira. Então, tem
10:40muitas situações que a gente precisa eh
10:42avaliar. Então, quem deve cuidar desse
10:44paciente? Então, nessa conjuntura, então
10:48eu até apresento aqui para vocês algumas
10:50possibilidades. Eu gostaria de de saber
10:53qual que vocês acham eh quem que deve
10:56cuidar desse paciente. Somente o médico,
10:59somente o enfermeiro, somente o
11:01psicólogo,
11:02somente o assistente social? Somente o
11:05nutricionista, somente o farmacêutico?
11:08Então a resposta é não, tá? Então são
11:10todos. Então a gente precisa trabalhar
11:12em conjunto, né, com toda essa equipe
11:15relacionado a esse processo de trabalho.
11:18Então eh caso prático um, tá? Então a
11:22gente vai trabalhar bastante com caso
11:23prático, com cases e eh cases reais, né?
11:27E e claro que tudo de maneira
11:29controlada, sem identificar nenhum tipo
11:32de paciente. Então, um caso prático um é
11:34um paciente com 72 anos, diabetes
11:37descompensada, pé diabético, mora
11:41sozinho, esquece medicamentos e
11:42alimentação inadequada.
11:45Então, quando a gente observa, né, um
11:47quadro tão complexo, tá? Então, uma um
11:50paciente de 72 anos com controle
11:53inadequado de medicação, uma doença
11:56crônica descompensada, né? Morando
11:59sozinho, a gente vê todo um agravante,
12:01né? Então, qual profissional resolveria
12:04esse problema sozinho? Então, se a gente
12:06for pensar como sozinho, a gente não tem
12:10como. Então, até, né, tabulei aqui para
12:13vocês conseguirem organizar como cada
12:16profissional ele pode contribuir dentro
12:17desse processo. Então, vamos dar um
12:20exemplo aqui. O enfermeiro ele pode
12:22auxiliar em curativo, em educação, em
12:24saúde. O médico, o próprio tratamento
12:27clínico, que é super relevante dentro
12:29desse processo. Então, eh, não tem como
12:32o paciente tomar a medicação sem uma
12:34prescrição de um médico clínico, por
12:36exemplo. A nutrição, um paciente com
12:39diabetes compensada precisa ter um plano
12:41alimentar e que isso seja integrado ao
12:44processo de trabalho dentro da equipe
12:46multiprofissional.
12:48A psicologia, a própria eh psicoterapia
12:51para adesão ao tratamento. Então,
12:53provavelmente esse paciente é um
12:55paciente que ele está deprimido. Existe
12:57uma questão familiar, um abandono
12:59familiar. né? Ou até uma eh às vezes ele
13:02não tem família, né? Vinculado ali ao
13:05aquela rede de apoio. Eh, isso pode
13:07gerar também um quadro, né? Um quadro de
13:10inicial de depressão, de tristeza,
13:13assistente social. Então, se o paciente
13:15ele não consegue trabalhar, ele
13:17necessita de benefício social, ele
13:19necessita de algum apoio financeiro, né,
13:22ou de alimentação em relação à
13:23assistência social. o farmacêutico, a
13:26organização das medicações, sobretudo eh
13:30em pacientes que têm dificuldade de eh
13:34de ler, de leitura, né? Dificuldade de
13:37eh entendimento de como é feito o
13:39processo de separação da medicação.
13:41Então, não adianta a gente pensar que
13:42todo idoso de 72 anos tem essa
13:45dificuldade, né? E nem que todos não
13:47tenham. Então, nós temos idosos, né, que
13:50usam tecnologia,
13:52mas tem idosos que não usam. Nós temos
13:55idosos que sabem separar medicação, tem
13:57idosos que não sabem, tem idosos que
13:59sabem ler, tem uns que não sabem. Então,
14:02a gente precisa pensar nesse contexto,
14:04né? Então, por isso que a gente trabalha
14:06com a equipe multi, para que consiga
14:09agrupar os conhecimentos e um produto,
14:12né, que a gente consiga um tratamento
14:13com qualidade. E o educador físico,
14:16alguns exercícios compatíveis. Então, se
14:19nós temos, tá? Então, não, eh, existe
14:22portaria atual sobre a questão do
14:24educador físico na atenção básica, na
14:26atenção primária, porém a gente não vê
14:28essa realidade, né? Então, eh, isso tá
14:31sendo com o tempo construído, né? O
14:33educador físico, ele é super importante
14:36dentro do processo de trabalho da equipe
14:37multiprofissional, né? sobretudo em
14:40relação à equipe emut, que eu vou falar
14:41um pouquinho daqui a pouco para vocês.
14:44Eh, então dentro dessa conjuntura, olha
14:46o tanto de coisa que a gente pode fazer
14:49em conjunto. Então, não é o enfermeiro
14:51que vai fazer tudo sozinho, não é o
14:53médico que vai fazer tudo sozinho, nem o
14:55nutricionista, psicólogo, enfim. Então é
14:58conjuntamente, então é nesse ponto que a
15:01gente pensa em trabalhar com
15:02instrumentos para organizar esse plano
15:05terapeutico do nosso usuário.
15:09Então o resultado quando existe a
15:11integração, então quando tem essa
15:12integração, ele reduz internação, existe
15:16maior adesão daquele paciente. Ah, eu tô
15:19fazendo a separação da medicação por e
15:22desenho de sol, de prato de almoço e
15:25lua. Isso vai facilitar com que o meu
15:27idoso consiga tomar a medicação? Beleza?
15:30Então, a gente vai fazer isso, né, de
15:32maneira gradual, né, e rotineira.
15:35Eh, a prevenção de amputação. Então, se
15:38eu tenho uma alimentação saudável, um
15:40curativo adequado, né, a administração
15:43da medicação de forma adequada, eu
15:46reduzo, né, o esse risco, esse grande
15:48risco de amputação que o pé diabético
15:50tem. Economia pro sistema. Então, se eu
15:54tenho uma atividade de prevenção na
15:56tensão básica, eu evito internações
15:59desnecessárias, eu evito que o paciente
16:00ele tenha algum tipo de infecção,
16:03eh, maior satisfação do paciente. Então,
16:06no momento em que ele é atendido pela
16:07equipe multi, né, e ele é atendido em
16:10todas as esferas, né, e quando a gente
16:12fala e além da questão longitudinal, né,
16:15e e toda a universalidade do cuidado,
16:19então a gente pensa nessa nessa maior
16:21satisfação do nosso usuário. Então,
16:24quando a equipe não trabalha integrada,
16:27o médico muda a medicação,
16:29o enfermeiro desconhece dessa mudança, o
16:32farmacêutico orienta a dose errada, a
16:35nutrição não recebe encaminhamento,
16:38então o paciente ele permanece tomando a
16:40medicação e errada, né, de forma errada.
16:43Eh, não é feito plano de alimentar para
16:45aquele usuário e a psicologia também
16:48nunca foi acionada. Então, imagina-se
16:50que é uma situação eh controlada, né,
16:53que o paciente toma medicação, né,
16:55diabetes descompensado e o pé diabético,
16:57mas tem muita coisa por trás, tá? Eh,
17:01lembrando também que a nutrição ela é
17:03uma área que a gente precisa pensar no
17:04contexto familiar. Então, se a gente for
17:07pensar numa questão de alimentação
17:10saudável, né, então a gente sabe, né,
17:12alimentação saudável, legumes, frutas,
17:14né, eh, alimentos integrais, mas é a
17:17realidade dessa dessa população. Então,
17:20como que essa população ela tá tem
17:22acesso a esse tipo de alimento? Então, a
17:25gente precisa pensar nesse nesse
17:27conjunto aí. E algumas consequências, o
17:30paciente recebe orientação errada, tá?
17:33Então ele tá eh de maneira diferente
17:35ali, tá errada. A família fica confusa
17:38no caso desse paciente, né? Ele mora
17:40sozinho, mas pode ter uma família, né?
17:42Uma rede de apoio ali, é, fora do
17:44domicílio. A equipe culpa uns aos
17:47outros, né? ah, a culpa é de do fulano,
17:49a culpa é do ciclano. Então, a gente
17:51precisa entender quem que é o e a
17:53situação para não haver esse momento,
17:55né, de discussão entre equipe.
17:58O paciente abandona o tratamento. Então,
18:00uma das falhas, essas falhas são são eh
18:04100% ligadas, né, a ao desligamento
18:07desse usuário ao ao serviço e a
18:10internação, ela é evitada. Então, tudo
18:12que é organizado, eu tenho uma prevenção
18:15de internação.
18:19Então, eh, para vocês conseguirem
18:22entender nessa conjuntura, tá? Então, a
18:24gente vê o quanto essa
18:25multidisciplinaridade ela ela entra no
18:28serviço. Então, para isso, nós temos o
18:30caso prático dois, é um case hospitalar.
18:33Então, um caso básico que a gente
18:34encontra muito no hospital, então,
18:37paciente politraumatizado, ponto quem
18:40participa. Então, se a gente for pensar
18:42nesse contexto, então a equipe do
18:44trauma, a enfermagem sozinha, a
18:47cirurgia, a radiologia, anestesia, UTI,
18:51a fisiopsicologia, assistente social.
18:53Então, quem que quem que trabalha nesse
18:55processo? Então, a resposta são todos,
18:59tá? Então, não tem como nós tratarmos
19:02essa pessoa que foi atendida com
19:04politraumatismo,
19:05né, sem passar para um exame de imagem,
19:08né, se não fizer uma avaliação
19:10psicológica, né, por conta da situação,
19:12né, sobretudo se o paciente tá tiver
19:14muito tempo internado numa unidade de
19:16terapia intensiva.
19:18Eh, e o que que acontece quando existe a
19:20comunicação efetiva, tá? Então é menor
19:23tempo de internação. Então se tem essa
19:25conjuntura, esse trabalho em conjunto,
19:28eh existe o menor tempo de internação, o
19:30a menor mortalidade, o é menos erros,
19:34né, e e maior segurança e maior
19:36satisfação do usuário e da família.
19:38Então, a gente tem que pensar também que
19:39aquele usuário tem uma família junto com
19:42ele. Então, nós temos o familiar que
19:44visita aquele paciente, eh, que trata,
19:47né, e ajuda a tratar esse usuário no
19:50domicílio.
19:53Pr isso, né, eu gosto de trazer para
19:55vocês sobre a questão da segurança do
19:56paciente. Isso tá inserido em todo o
19:58processo de trabalho, seja na
20:00enfermagem, seja na odontologia, seja na
20:04parte médica, qualquer processo de
20:06trabalho na saúde, a gente tem
20:08regulamentado pela RDC 36 de 2013, pela
20:11Anvisa, né, o núcleo de segurança do
20:14paciente. Então, recentemente, né, foi
20:16instituído para que o núcleo de
20:18segurança seja instituído na na atenção
20:21primária. Eh, coisa que a gente vê muito
20:23na realidade na no nos hospitais, né,
20:25desde 2013. Eh, mas hoje a gente tem
20:28essa realidade de atenção básica. Claro
20:30que engatinhando, né, com as
20:31dificuldades que tem da atenção básica,
20:33mas sendo eh bastante trabalhado com
20:36isso. Então, o paciente recebeu
20:38medicação errada. Qual que poderia ser o
20:41motivo? Então, a enfermagem não foi
20:43comunicada.
20:45a farmácia dispensou corretamente,
20:47então, né, isso é algo que a gente
20:49precisa pensar. Tá? Então a gente vai
20:51sair daqui muito muito pensativo em
20:54algumas situações e também pensando em
20:56alguns processos de trabalho. Resultado,
21:00evento adverso. Medicação foi feita
21:02errada, a enfermagem não foi comunicada,
21:05a farmácia dispensou a medicação de
21:07maneira equivocada, causa-se um evento
21:10adverso. Então o evento adverso nada
21:12mais é do que uma situação em saúde que
21:15poderia ser evitada. Então algumas
21:17situações elas podem ser evitadas.
21:20Então, se comunicado, existia uma
21:22comunicação entre os profissionais, a
21:24medicação, né, que que ela seja separada
21:26de maneira adequada, né, a dose
21:29adequada, a quantidade adequada, isso
21:32evita muita situação. Então, todo evento
21:34eh evento adverso é algo evitável, então
21:37que pode ser evitado. Então, por isso
21:39que a gente trabalha isso dentro do
21:40núcleo. E aí eu trago, né, uma frase
21:43para vocês que comunicar bem é cuidar
21:46melhor. Então quero que vocês levem isso
21:49para pra vida de vocês, que comunicar
21:51bem é cuidar melhor, tá? Então, briefing
21:55diário, passagem de plantão estruturada,
21:58checklists,
21:59protocolos e comunicação padronizada,
22:02então modelis bars são ferramentas que
22:05transformam informação em segurança.
22:08Então, quando a gente fala de briefing,
22:09né, briefing, né, diário, essa troca,
22:12tá? Então essa devolutiva de alguma
22:14situação eh eventual no trabalho. Então,
22:17quando a gente fala de briefing,
22:18debriefing, né, quando a gente fala no
22:20processo de trabalho, então trabalhei,
22:23né, fiz a minha demanda e na avaliação
22:26eu faço uma discussão de caso com a
22:29minha equipe. Então, vejo se aquilo foi
22:31eh organizado, se aquilo foi rotineiro,
22:34se aquilo é rotineiro, no caso, ou se
22:37aquilo foi adequado para aquele para
22:39aquele tipo de usuário. Então, a gente
22:40precisa pensar nisso. Nesse processo do
22:43case hospitalar, a gente entra na
22:45questão da passagem de plantão, que é
22:47super importante, de todos os médicos
22:50para todos os médicos, de todo
22:51enfermeiro da equipe de enfermagem paraa
22:53equipe de enfermagem,
22:55de todo profissional que seja anexo, né,
22:58no hospital, nutricionista, psicólogo,
23:00assente social. Então tem que existir
23:03essa troca de informação. Eh, os
23:06checklists, né? Muitas vezes a gente
23:08acha que o checklist ele simplesmente é
23:11para checar. E não é checar somente, né?
23:15A gente pensa num processo de
23:17organização de fluxo. Então, para que?
23:20Então, se a gente pensar que o checklist
23:21ele vem da da parte aeronáutica, né?
23:24Então, o avião hoje ele não sai, né? se
23:27não for feito todo um processo de
23:29checagem de itens de segurança. Da mesma
23:32forma, a gente aplica isso dentro de um
23:34serviço de saúde, né, principalmente a
23:36parte hospitalar, para que não ocorra
23:39nenhuma falha. Então, o checklist não é
23:42só, não é só checar, não é só e fazer um
23:46um xizinho ou uma um cheque no naquele
23:49instrumento. O checklist ele vem muito
23:51como processo de trabalho. Então, para
23:54facilitar, então, isso a gente consegue
23:56eh tanto na não o erro, né, a redução do
24:01erro, quando a gente tem um checklist, o
24:03protocolo e comunicação padronizado, que
24:05é o sbar, tá? Eu vou explicar daqui a
24:08pouco um pouquinho sobre o que que é,
24:09tá? Então ele entra como protocolo de
24:11comunicação,
24:13eh, eles são ferramentas de segurança.
24:16Eh, então o caso prático três, na
24:18atenção primária à saúde, tá? Então,
24:20nesse processo é uma gestante de alto
24:22risco. Então, quem que participa desse
24:24processo da gestante de alto risco?
24:26Então, quando a gente pensa na gestante
24:28de alto risco, né, a gente pensa assim:
24:29"Ah, mas a mulher não tá doente, né? Ela
24:31tá grávida". Porém, o processo de
24:35gestação, eh, ele demanda muitos, muitas
24:38situações. Então, hoje a gente tá
24:40envolvido num processo de parte
24:42hormonal, eh, doenças crônicas, né, que
24:46muitas mulheres têm e durante a gravidez
24:49acaba evoluindo para essa doença
24:50crônica, é, piorando, né, agravando a
24:52doença crônica.
24:54Eh, a parte odontológica, a parte
24:56clínica. Então, quem que participa?
24:58Somente o médico. Somente o médico
25:01ginecologista ou obstetra. somente a
25:03enfermagem, né? Isso adentra a questão
25:05do técnico e do enfermeiro, somente a
25:08odontologia, que muitas vezes as pessoas
25:11não sabem, né, que a avaliação
25:12odontológica é muito importante dentro
25:14do processo da gestante.
25:16Eh, o a nutricionista, então, uma
25:18gestante acima do peso e precisa
25:21controlar uma doença crônica como
25:22hipertensão e diabetes, né, por exemplo,
25:25que estão ligadas à alimentação. a parte
25:28psicológica, existem gestações muito
25:30traumáticas, eh, gestações que que a
25:33mulher não aceita o processo de
25:35gestacional ou que e veio em momento que
25:38era inoportuno, né, na visão dela. É, o
25:41serviço social muitas vezes tem
25:43situações relacionadas à dificuldade
25:46financeira, a situações de de
25:49agravamento ali, né, questão financeira
25:52familiar, o marido, eh, ou, né, mães que
25:55não têm relacionamentos, que começam a
25:57ter dificuldade financeira, eh,
25:59obstetrícia, né, conforme eu falei, a
26:01própria maternidade. Então, a
26:04maternidade tem ligação sim, né, no
26:07período antes da antes do do do
26:10nascimento, mas eh sobretudo, né, muito
26:13importante no período quando nasce.
26:15Então, a gestante de alto risco, a
26:17criança nasce também com com perfil alto
26:20risco. Isso é super importante ser
26:21avaliado. Então, eh, para isso a gente
26:25pensa também na equipe em, tá? Então, a
26:27equipe em ela é uma equipe é
26:31interdisciplinar,
26:33lembrando que nós tínhamos o antigo
26:34NASP, né? Então, hoje a gente fala NAS
26:37barraem, porque hoje eh mudou-se a
26:40nomenclatura, mas a função é muito
26:42próxima. Então, a gente trabalha com a
26:44interdisciplinariedade,
26:46são profissionais de várias categorias
26:48de de trabalho, né? Então a gente
26:51consegue fazer um contexto geral e criar
26:54um plano terapêutico para aquele usuário
26:57eh em cima da equipe emute.
27:01O fluxo ideal. Então, se a gente for
27:02pensar nessa gestante, é a ideia é que
27:05ela seja e seja realizada uma consulta,
27:08né, inicial, uma avaliação
27:10compartilhada. Então, o enfermeiro que
27:13faça a primeira avaliação, depois é
27:14encaminhado para avaliação
27:16compartilhada,
27:17tanto com o médico clínico quanto médico
27:20obstetra,
27:22ser feito um plano único de trabalho, um
27:26acompanhamento. Então assim, eh,
27:29minimamente os acompanhamentos de
27:30gestante são de são no mínimo sete, eh,
27:33atendimentos durante a gravidez, mas uma
27:36gestante de alto risco, possivelmente,
27:38né, e obrigatoriamente vai precisar de
27:40mais atendimento do que sete somente.
27:43Então, eh, a gente pensa no mínimo, mas
27:46a gente não pode parar, né, de pensar no
27:49máximo. A gente não tem máximo de
27:51atendimento. A gente vai de acordo com a
27:53necessidade daquela pessoa. a própria
27:56contrreferência. Então, lembrando que a
27:58contrareferência é super importante.
28:00Então, quando o usuário ele vai para
28:02algum tipo de serviço, né, vou dar um
28:04exemplo, né, muitos serviços de atenção
28:06básica atendem a gestante de alto risco
28:09e encaminham para uma especialidade, né?
28:12né? Então tem centros ambulatoriais ali
28:14de especialidade nível secundário. Então
28:16o paciente ele é encaminhado e se ele
28:18não vem uma contraferência, um plano de
28:21trabalho de contrareferência,
28:23aquele usuário ele fica desassistido.
28:25Então não tem como não ter essa conversa
28:28do serviço básico, que é o nível
28:30primário em saúde, do nível secundário
28:33em saúde. Essa conjuntura é o que a
28:36gente organiza e faz o plano de
28:38trabalho, né? o plano terapêutico
28:40singular, que eu vou explicar um
28:41pouquinho daqui a pouco.
28:43Para isso, a gente tem que ter essa
28:45discussão de caso. É super relevante ter
28:47essa discussão. Eh, a equipe precisa,
28:50precisa ter esse momento de pausa para
28:55discussão de caso. Então, eu sempre é
28:57uma metáfora que eu sempre falo, a gente
28:59não consegue pegar o ônibus com o ônibus
29:01andando. Então, quando eu preciso eh
29:05organizar a minha metodologia de
29:07trabalho, eu preciso parar, sentar,
29:10entrar em contato com a minha equipe e
29:12trabalhar com todas as áreas. Então, até
29:14que ponto aquele paciente, a gestante,
29:16precisa de psicologia? Até que ponto ela
29:19precisa de avaliação de nutricionista?
29:21até que ponto tem a precisa de um apoio
29:24social, né, financeiro, social e, né,
29:28até a questão eh eh médica, questão
29:31clínica e a questão de da enfermagem
29:33também.
29:36E aí eu trago novamente, né, quando a
29:38gente fala de comunicar bem é cuidar
29:40melhor. Então, briefing diário, isso é
29:43super importante, tá? que seja diário,
29:46semanal, mensal, mas que seja feito.
29:49Discussão de caso, checklist, protocolo
29:52de comunicação, né, e padronizada os
29:54bar, por exemplo, são ferramentas que
29:57transformam informação e segurança.
29:59Então, eu gosto de trazer até essa
30:00imagem, né, no caminho de pedras, que eu
30:02sempre falo que é um caminho de pedras,
30:06porém a gente pode organizar esse
30:08caminho. Então, é um caminho difícil de
30:10ser passado, né? Então, pela imagem a
30:12gente vê que é um caminho difícil. Mas
30:14se a gente trabalha em equipe, a gente
30:16consegue chegar ao meio comum.
30:19Para isso, nós temos o caso prático
30:21quatro, tá? Então ele tá relacionado à
30:23saúde mental, sobretudo o paciente com
30:26depressão, hipertensão, diabetes e uso a
30:30diabetes e uso abusivo de álcool. Quem
30:32participa desse processo?
30:35Então, o CAPS, né? Então, Centro de
30:38Atenção Psicossocial,
30:40a APS, que é atenção primária, saúde,
30:42hospital
30:44CRAS, né, que é o centro de referência
30:46de assistência social, a psicologia, a
30:49família. Então, quando a gente pensar
30:51nessa conjuntura de saúde mental, a
30:53gente vê o paciente diagnosticado com
30:55depressão, mas também com uma doença
30:57crônica. E aí que vem o detalhe. Muitas
31:00vezes o paciente com depressão grave ou
31:03com algum sintoma psicótico, muitas
31:06vezes ele é reduzido à situação mental.
31:09E muitas vezes a gente não pensa que o
31:11paciente com transtorno mental grave que
31:13seja tem uma hipertensão e uma diabetes.
31:17E outra coisa, a gente pode pensar que o
31:19uso abusivo de álcool pode estar
31:20relacionado à depressão ou a depressão
31:23ao uso de álcool. Então essa avaliação é
31:26muito importante que seja feita em
31:27conjunto. Então se o paciente do CAPS,
31:30ele está sendo atendido no CAPS, mas ele
31:32precisa dar continuidade no serviço, né,
31:35e de pra parte da hipertensão e da
31:37diabetes, ele pode ser encaminhado pra
31:39tensão primária. Então ele teve um
31:41agravamento, né, relacionado à diabetes,
31:43ele pode ir pro hospital? Pode. Então a
31:46gente tem que pensar nisso como um todo,
31:48tá? Isso a gente às vezes eh fala sobre
31:50a questão do dessa
31:52interdisciplinaridade,
31:53dessa movimentação que esse usuário pode
31:56ter no serviço de saúde e muitas pessoas
31:58acham que não precisam, que esse
32:00paciente não precisa eh rodar na rede e
32:03na verdade ele precisa, ele tem todo
32:05esse processo de trabalho para ser
32:07seguido. Então o tratamento fracassa
32:10quando cada profissional cuida apenas da
32:13sua parte. Então vamos pensar nesse
32:15paciente ali depressivo, tá? Com
32:18hipertensão e diabetes. Se é tratado
32:21somente a depressão e não tratado doença
32:25crônica, ele vai se agravar, vai ser
32:27agravado esse processo crônico. E a
32:29gente não conseguiu identificar em tempo
32:31que ele tem uso abusivo de droga, de
32:33álcool. Se ele não, a gente não consegue
32:35identificar em tempo, a gente trata a
32:38depressão de maneira muito superficial.
32:40Então, por isso que é importante a gente
32:42avaliar como um todo. Então, entender o
32:44contexto dele e o contexto familiar,
32:47avaliar, né, chamar a família para
32:49conversar junto, né, sobretudo com a
32:52equipe multi. O tratamento ele melhora
32:55quando existe um plano terapêutico, um
32:57projeto terapêutico singular. Então,
32:59esse projeto terapêutico singular eh não
33:02é algo simples, tá? aí, mas também não é
33:04nada complexo, é algo que a gente tá
33:07tentando eh inserir na atenção primária
33:10à saúde, eh principalmente em situações
33:12agora que a gente tá vendo em relação à
33:14saúde mental, eh de pacientes, né,
33:16usuários neurodivergentes, que precisam
33:18de uma demanda eh multiprofissional.
33:21Então, hoje um paciente neurodivergente
33:23precisa de atendimento fonodiológico,
33:26né, eh, nutricional, que seja por
33:28questões alimentares ali, psicológicas,
33:31psicoterapêuticas, né, neuro
33:34neuropediatra,
33:35psiquiatra, enfim. Então, eh, nesse
33:38contexto, a gente precisa trabalhar com
33:40plano terapêutico, o que cada um precisa
33:43fazer para que tenha um meio comum, que
33:46é a qualidade do trabalho do do e a
33:49satisfação do usuário. Então, quando a
33:51gente pensa no SUS, a gente não pensa
33:53nesse processo de somente fazer, tá?
33:57Então, a gente sai dessa linha
33:58quantitativa e entra num lado
34:00qualitativo.
34:02Apresentar rapidamente o PTS real
34:04adaptado. Então, eu sempre gosto de
34:06colocar um PTS real, entre parênteses
34:09ainda colocar adaptado, porque muitos
34:12planos terapêuticos, se a gente pega um
34:13projeto terapêutico eh completo, muitas
34:17vezes o serviço de saúde não contempla.
34:20Então, eh, existe situações que a gente
34:23acaba recebendo demandas de plano
34:25terapêutico de um município X, né, que
34:28tem uma estrutura muito grande, tem
34:30muitos profissionais e ele é encaminhado
34:32para um município pequeno, né, menor,
34:34que tem menos demanda, né, menos
34:36demanda, não, desculpa, menos eh
34:38qualidade de trabalho, menos
34:40profissional, menos quantidade de
34:42profissional. Então, quando a gente
34:44pensa nisso, a gente precisa adaptar
34:47esse PTS. Então o tratamento seria para
34:50melhorar a qualidade do usuário. Porém,
34:53se o serviço não abarca todo esse todo
34:57esse processo do do projeto terapêutico,
34:59aí tem que ser adaptado. Então, por isso
35:01que a gente sempre fala do PTS real, né?
35:04é o que é algo que pode ser feito.
35:06Então, não adianta a gente querer
35:07inventar a roda, informar que tem que
35:10ser feito eh situações relacionadas a
35:13atendimento fono audiológico e a cada
35:15três dias, que essa não é a realidade do
35:17Sistema Único de Saúde, tá?
35:19diferentemente do serviço particular que
35:21você consegue, né, organizar de acordo
35:24com a sua realidade financeira, mas o
35:26serviço público de saúde é mais
35:28complicado.
35:30Então, outra de outra forma eu de
35:34novamente, na verdade, né, eu coloco,
35:36né, o caminho de pedras e coloco
35:38comunicar bem é cuidar melhor, tá? Tá?
35:41Então eu gostaria que vocês levassem
35:42isso para vocês, né, pro trabalho de
35:44vocês, pro dia a dia. Então o briefing
35:46diário, a discussão de caso, checklist,
35:49protocolo e comunicação sbarramentas
35:52que transformam informação em segurança.
35:56Então o caminho de pedra ali, ele
35:57facilita muito pra gente passar.
36:00E aí a gente entra nas questões da das
36:03ferramentas utilizadas atualmente, né, o
36:05que a gente pode utilizar atualmente.
36:07Então, eh é interessante a gente
36:09trabalhar com casos, né, que eh casos
36:12reais, né, não nominando nenhum tipo de
36:14usuário, mas são casos que acontecem no
36:16dia a dia, né? Então são casos que eu,
36:19que você pode ter acesso dentro da rede
36:22de atenção básica, até no serviço
36:24privado e também na rede hospitalar.
36:27Então aqui nós temos algumas ferramentas
36:29que a gente pode utilizar, então que é o
36:31Sbar, né, uma ferramenta de que a gente
36:33pode fazer essa troca e identificação
36:36precoce de algumas situações. Então o S,
36:39né, então é menômico é relacionado a a à
36:42situação, histórico, avaliação e
36:44recomendação. Então S significa
36:47situation, né, situação, eh histórico,
36:50background, o assessment que é a
36:52avaliação, e a recomendation, que é a
36:55recomendação. Então, quando a gente
36:57pensa no Sbar, a gente pensa em avaliar
36:59a situação. Então, vamos pensar ali eh
37:02um paciente neurodivergente que precisa
37:05eh de atendimento, né, da equipe multi.
37:09Então, a situação é eh paciente, né,
37:12autista não verbal, então ele não
37:15verbal, tem dificuldade, tem uma certa
37:17seletividade alimentar e ele tem
37:19dificuldade, né, de deambular por algum
37:22algum tipo de problema, alguma situação,
37:24né, relacionada à parte ortopédica.
37:26Então, para isso, a gente vê a situação.
37:28Então, qual que é a dificuldade? Então,
37:30a dificuldade alimentar, a dificuldade
37:32de deglutição, de fala e a dificuldade
37:35ali de deambular. Então, para isso, a
37:37gente puxa todo o histórico daquele
37:39usuário, a gente solicita que a família
37:42venha, né, a gente solicita, né, a gente
37:44também consegue fazer essa visita em
37:46loco, né, para ser feito, para levantado
37:48esse histórico. Primariamente,
37:51primeiramente também a gente faz
37:52avaliação. Então, como que esse paciente
37:54pode ser avaliado? Então, quais eh
37:57esferas, né, e quais categorias
37:59profissionais ele pode ser avaliado e
38:01quais as recomendações que a gente tem
38:03para melhorar esse processo de
38:05comunicação de trabalho. Então, o sbar é
38:07muito importante, né? A gente usa muito
38:09isso na na atenção primária e na atenção
38:11terciária também.
38:14Eh, nós temos também o PTS. Então, o PTS
38:16é onde agrupa-se toda o processo de da
38:19equipe multiprofissional. Então é aqui
38:22que a gente consegue inserir, né, no
38:24caso, a fonoaudiologia, né, a
38:26fisioterapia,
38:28eh, a nutrição, a enfermagem
38:31dentro dessa dessa conjuntura do
38:34atendimento, né, do neurodivergente que
38:35eu que eu comentei com vocês agora a
38:37pouco. Tem que ser feito discussão de
38:39caso, não tem como a gente trabalhar com
38:43PTS, com SBAR, que é instrumento de de
38:47comunicação, sem discutir caso. Então,
38:50como eu falei anteriormente, precisamos
38:52parar e agrupar a nossa equipe e falar
38:55sobre qualquer tipo de de usuário.
38:58Eh, rounds profissionais, algo que eu
39:01gosto muito, né? A gente vê bastante
39:03isso, né? Existe um trabalho com uma
39:06instituição, né, de São Paulo, né, e e
39:09relacionada a rounds multiprofissionais.
39:11Então, é um hospital, né, da de São
39:14Paulo que tem uma grande eh tem grande
39:17nome aí no Brasil. Então eles fazem, né,
39:20trabalhos de rounds multiprofissionais,
39:23então eles usam a telemedicina para
39:24isso. Então o existe uma câmera, né,
39:28dentro do ambiente hospitalar, né, e é
39:30feita uma troca de com a telemedicina
39:33com um profissional de outra localidade.
39:36Então o o profissional médico, né, ou
39:38enfermeiro, fisioterapeuta de outra
39:40unidade, né, desse hospital, faz uma
39:43análise, né, do por telemedicina com
39:46aquele paciente em loco. Então a câmera
39:49filma mesmo o paciente no leito, é feita
39:51uma troca, né? Então assim, é muito
39:53bacana, né? A questão do round
39:54multiprofissional. Claro que a gente
39:56pode levar isso paraa realidade atual
39:58também, sem telemedicina, né? Para custo
40:00baixo. Eu sempre falo que a gente tem
40:02que trabalhar com algo sustentável.
40:04Então eh claro que se existe
40:07financeiramente, né, disposição para
40:09para ser feito algo mais caro, tudo bem,
40:11mas a gente tem que sempre começar de do
40:13algo sustentável. Então, os hings
40:16multiprofissionais é quando existe essa
40:18passagem de plantão entre várias áreas,
40:21né? E a troca de saberes, ah, foi
40:23entrada uma medicação X, não, mas será
40:26que será será que você se você fizer uma
40:27associação da X e Y, o paciente ele não
40:30pode ter uma resposta melhor? Eh, ah,
40:33então se a gente trocar essa esse essa
40:35essa pomada para aquele curativo, será
40:37que isso não pode ser não vai melhorar?
40:40Então isso não vai evoluir de maneira,
40:41né, existe um prognóstico. Então para
40:44isso o round multiprofissional é
40:45bastante interessante. O próprio
40:47matriciamento, tá? Então, matriamento e
40:49educação permanente em saúde. Então, é
40:52quando a especialidade, né, traz paraa
40:55rede básica eh como é feito o cuidado,
40:59porque pensando naquele usuário com
41:02depressão, né, que tem hipertensão e
41:05diabétic e e diabetes, se a gente não
41:08trabalha com matriçamento, a gente não
41:09tem essa relação íntima da atenção
41:12especializada, que é nível secundário,
41:14com a atenção básica, que é a tensão
41:17primária, a gente não consegue ter essa
41:19relação, né, e esse esse produto final
41:22com qualidade, que é a qualidade do
41:24trabalho do do do cuidado daquele
41:27usuário. As próprias linhas de cuidado,
41:30então eh os estados e sempre eh
41:33disponibilizam, né, a linhas de cuidado.
41:35Então existe a linha de cuidado da saúde
41:36da mulher, as linhas de cuidado da
41:38hipertensão e diabetes, as linhas de
41:40cuidados em saúde mental, eles auxiliam
41:43muito os processos de trabalho. Então,
41:46ele ele trabalha de maneira bastante eh
41:49organizado o fluxo de trabalho, eh
41:53referenciais teóricos relacionados a
41:55isso, eh também protocolo assistencial,
41:58que é super relevante. Então não tem
42:00como trabalharmos sobre a questão da, eh
42:04de organização e interdisciplinariedade
42:07se a gente não utilizar protocolo
42:08assistencial, tá? isso seja protocolo
42:11assistencial da atenção primária, na
42:13tensão secundária ou da tensão
42:14terciária. Então isso é bastante eh
42:17amplo. Algumas tendências atuais que a
42:21gente consegue observar, então a
42:23teleconsultoria
42:25que eu acabei comentando para vocês
42:26sobre a questão do Rud, ele entra muito
42:28sobre essa questão de teleconsultoria,
42:30mas claro que de maneira eh fixa dentro
42:32da instituição. O prontuário eletrônico
42:35integrado. Então, o prontuário
42:37eletrônico via de regra, ele já é algo
42:40eh antigo, mas eh a partir do momento
42:43que alguns serviços estão integrando a
42:45rede de atenção primária com a rede
42:47secundária e a terciária, isso é muito
42:49válido.
42:51Eh, a inteligência artificial, existem
42:53muitos processos de trabalho que
42:55conseguem ser organizados com a
42:56inteligência artificial. Então, eu
42:58sempre falo que a inteligência
42:59artificial, se mal utilizada, ela vira
43:02um plágio, né? Isso é algo que é
43:04copiado. Agora, se a gente utiliza a
43:07inteligência artificial como base, né,
43:10como base, como respaldo, né,
43:12científico, é muito interessante. Então,
43:14por isso que a gente pensa também e
43:16apoio da inteligência artificial eh para
43:19complementar a prontuária eletrônica é
43:21super válido. Eh, apoio, né, de
43:24diagnóstico, inteligência artificial.
43:26Existem algumas inteligências que
43:27facilitam isso. Alguns apps
43:30colaborativos, então, eh, são
43:32aplicativos que você alimenta
43:34informações e ele te dá muita, eh,
43:36agilidade, né? Aplicativos de de
43:39diagnóstico, parte médica, que você
43:41consegue fazer o a coleta do CID, C S C
43:4411, CD 10, C 11.
43:46Eh, o monitoramento remoto, existem
43:49muitas situações relacionadas a
43:50monitoramento remoto também, que isso
43:52pode ser avaliado com o tempo.
43:55E aí a gente tem alguns obstáculos, tá?
43:58A hierarquia excessiva. Então, a gente
44:00tem essa hierarquia excessiva, sobretudo
44:02quando a gente trabalha com equipe eh
44:05multiprofissional.
44:07Então, eh, existe um pouco daquele, eh,
44:09ah, eu mando mais que você, eu preciso
44:12me organizar e, né, você faz o seu, eu
44:15faço o meu. Então, esse é complicado. A
44:17falta de comunicação, se não existir,
44:20né, nenhum tipo daquelas ferramentas que
44:22eu falei para vocês, né, o o esse
44:24contato vai ser prejudicado. Falta de
44:27tempo, isso é algo é super eh
44:33como que eu posso dizer, super e que a
44:35gente vive, né? a gente vive essa falta
44:36de tempo. A gente começa a atender,
44:38daqui a pouco já começa a chegar uma
44:40outra demanda e inisso a gente vai
44:41apagando o fogo de uma coisa e outra.
44:43Chegou, acabou o tempo, não consegui me
44:45organizar com a minha equipe.
44:47Prontuários incompletos. Então, gosto de
44:49trazer sobre a questão do prontuário
44:51incompleto e associar a questão da
44:53inteligência artificial, que é uma uma
44:55dica aí para vocês, e a cultura
44:57individualista, que isso é algo muito
44:59antigo, que o a gente sempre vai fazer
45:03algo sozinho, mas a gente percebe na
45:05saúde que a gente não faz nada sozinho,
45:08então sempre a gente faz em conjunto com
45:10os colegas ali as outras áreas. a gente
45:13pode superar, né, esse processo de
45:15trabalho, essa dificuldade, né, com a
45:18educação permanente em saúde. Então,
45:20algo rotineiro. Eh, claro, gente, a
45:23gente não vai fazer educação permanente
45:24toda semana, mas algo que seja agendado,
45:27seja feito um cronograma.
45:30Existem instituições que fazem
45:31cronogramas anuais, né, em relação à
45:33educação permanente.
45:35Simulações, é super relevante a
45:37simulação, eh, simulações realísticas,
45:40né, quando mostra o ambiente prático ali
45:43da situação, treinamentos, né,
45:45protocolos. um protocolo é importante,
45:47mas ser não feito, não aplicado na
45:50educação permanente, né, muitas vezes
45:52ele não vai ter resolutividade.
45:54A liderança colaborativa, aquela
45:56liderança que vai conseguir organizar,
45:58né, e vai conseguir auxílio da equipe
46:00ali para pro trabalho. Então é
46:04importante lembrar que o paciente é
46:06responsabilidade da equipe, a
46:08comunicação salvam vidas e nenhuma
46:11profissão resolve tudo sozinha e que
46:14também compartilhar decisões melhora
46:16resultado. E a interprofissionalidade é
46:18a prática diária. Então é algo que a
46:20gente tá vendo ali eh no nosso dia a
46:24dia. Então deixo para reflexão para
46:26vocês, tá? Uma na sua realidade, qual
46:29que é o maior desafio para trabalhar em
46:31equipe, tá? Então isso fica de maneira
46:34bastante reflexiva para vocês e que
46:36mudanças podem ser implementadas já na
46:38próxima semana. Então, claro que muitos
46:41de vocês não tm a formação, mas eh eu
46:44gostaria que vocês levassem isso pro
46:45ambiente de trabalho quando vocês já
46:47tiverem trabalhando. Qual mudança pode
46:50ser feito pra próxima semana? Então,
46:52sempre pensar em curto, médio e longo
46:54prazo para que a gente consiga ter algo
46:57eh algo palpável, algo resolutivo.
47:02Então, pra gente finalizar, né? Então, o
47:03melhor cuidado ele não acontece quando
47:05cada profissional faz mais, então ele
47:08acontece quando todos trabalham juntos.
47:11Então, eh, fecho essa essa esse
47:14material, né? então uma uma com uma
47:16referência da da Anvisa, né, para vocês
47:19identificarem o núcleo de segurança do
47:21paciente e as imagens eh que a gente
47:24disponibilizou nos slides. Então, eu
47:26agradeço e até a próxima.
47:31Pessoal, essa foi a nossa aula de hoje.
47:36Espero que vocês tenham gostado e
47:37aproveitado bastante conteúdo.
47:41Veja que nos que no chat já
47:44disponibilizaram a lista de presença, tá
47:46bom? Então, precisa assinar somente uma
47:49vez.
47:51E também viemos aqui no chat o link de
47:53inscrições do quarto Confatce.
47:57Acho que vocês estão vendo que estamos
47:58divulgando com frequência sobre este
48:00evento. Faça sua inscrição como ouvinte
48:04ou então para submissão de trabalhos.
48:08É um evento internacional,
48:10congresso, né, internacional e que vai
48:14enriquecer bastante o currículo de
48:15vocês. Façam as inscrições como ouvinte
48:18ou então como
48:21apresentação de trabalho por apenas R$
48:2315. Tá bom, pessoal?
48:26Façam as inscrições de vocês. E é isso a
48:28nossa aula de hoje.
48:31Nos vemos na próxima. Até mais.
48:36>> Você já fez a sua matrícula nos cursos
48:38profissionalizantes com foco em IA da
48:41Unifates?
48:42>> Se ainda não fez, agora é o melhor
48:44momento. A Unifates está com preço
48:46promocional de lançamento e [música] uma
48:48condição especial por tempo limitado.
48:52Você se matricula em um curso e ganha
48:54outro. totalmente focado [música] em
48:56inteligência artificial. É isso mesmo.
48:59Você faz uma formação completa e sai com
49:01duas [música] qualificações
49:02profissionais em apenas 3 meses.
49:05Enquanto muitos [música] ainda estão
49:06tentando entender a IA, você pode estar
49:09na frente, pronto para aproveitar as
49:12[música] oportunidades. Mas atenção,
49:14essa condição é por tempo limitado.
49:16Garanta agora a sua vaga e [música]
49:18aproveite o lançamento para acelerar a
49:21sua carreira com a Unifates, porque o
49:23seu futuro não pode esperar.
49:26Olá, eu sou a Grace Botelho
49:28>> e eu sou o Flávio Fraqueta.
49:29>> E estamos aqui para fazer um convite
49:31muito especial para você.
49:32>> É isso aí. Estamos aqui para te convidar
49:34a participar do quarto Cofatce, que este
49:38ano irá ocorrer de 9 a 13 de novembro.
49:41>> O tema é um tema muito importante e
49:43atual. Vamos falar sobre ciência,
49:45inovação e equidade pela qualidade de
49:48vida.
49:48>> E as inscrições já estão abertas. Você
49:51pode se inscrever acessando a plataforma
49:53do evento em www.confates.com.br
49:59e o valor para a modalidade é R$ 15 e
50:03você ganha uma certificação de 40 horas
50:06complementares.
50:07>> Você não vai perder a oportunidade de
50:09dar o upgrade no seu currículo, não é
50:11mesmo? Venha para essa jornada do
50:13conhecimento. Venha para o quarto
50:15Confatce.
50:15>> Venha. Você
50:23já sabe que um aluno da Unifates vai
50:25ganhar um [música] carro 0 km em 2026,
50:29mas talvez ainda não saiba de um detalhe
50:32muito importante. Para concorrer, é
50:35preciso est cadastrado na campanha
50:37Acelere seu futuro com a Unifates. Então
50:41não deixe para depois. Leva menos de um
50:43minuto. É rápido, é simples e pode
50:47acelerar o seu futuro. Cadastre-se agora
50:50pelo QR Code [música] ou acesse acelera
50:542026.unifesses.br. unifap.edu.br.
50:56edu.br. BR.
50:59[música]
51:09>> [música]