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Artista plástico apresenta Forest Chair, com exposição em Milão e Nova York Cultura na Mesa #98

Defensoria RR · 4,749 words · 22 min read

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0:05Olá para você, eu sou Beatriz Pri, está

0:07começando mais um podcast Cultura na

0:10Mesa e hoje a gente vai falar sobre uma

0:12amostra, mas em especial sobre uma mais

0:15uma obra do artista plástico Milhomem

0:18Alba, que foi selecionada inclusive para

0:21expor em Milão, em Nova York e aqui em

0:23Boa Vista. Ele também vai fazer uma

0:25exposição, uma pequena amra, na verdade,

0:28da obra Forest Share. Tá certo?

0:31>> Uhum. Perfeito.

0:31>> Seja muito bem-vinda. Obrigada por ter

0:33aceitado o convite.

0:34>> Valeu. Obrigado pelo convite mais uma

0:35vez.

0:36>> Explica pra gente então, né, que obra é

0:38essa? Eh, e enfim, o que que ela

0:42significa para você antes da gente falar

0:43realmente dessa seleção.

0:46>> É bom, vamos lá. Primeiro, é importante

0:48sempre frisar que eu atuo em dois dois

0:50mercados distintos, né? Um é obra de

0:51arte e o outro é mobiliário assinado,

0:53né?

0:54Que que é um mobiliário assinado? São

0:56móveis eh

0:58são móveis autorais, né? E a Force Chare

1:02é um móvel autoral, um móvel assinado da

1:04minha da minha marca, né, Milomen Alba.

1:06E já tem 3 anos que eu venho desenhando

1:09esse esse projeto. E ano passado eu eu

1:11finalizei, lancei e em dezembro foi para

1:15uma galeria de arte em na Flórida, né?

1:18Tá em exposição lá.

1:20E agora em fevereiro a gente fechou com

1:23o Isalone. Conseguimos uma oportunidade

1:25de expor no Isalone na semana de design

1:28de Milão e no ICF que agora vai a

1:32pronúncia em inglês que a gente tava

1:34conversando antes, né? é o International

1:36Contemporani Fornity Fair, que é uma big

1:40feira de de design de móveis em Nova

1:43York, é uma das maiores do mundo junto

1:44com o o Isalone. Então são dois dos

1:48maiores eventos do mundo de design que a

1:51Forestir vai est lá exposta, né,

1:53juntamente com outros fabricantes

1:55brasileiros, indústrias bem grandes,

1:57inclusive para representar o país, né,

2:00né, nessa nesses nessas duas referências

2:03de mercado de imobiliário.

2:06E no caso agora com essa exposição,

2:08aliás, com essa amostra mesmo, né, para

2:10você, o que significa levar também eh

2:13essa sua obra, esse mobiliário também

2:15para outras regiões além de Roraima. Na

2:18verdade, quem consome de fato são e é eh

2:21um público internacional mesmo, né?

2:23>> Sim, sim. Eu não digo nem só

2:25internacional, não, eu digo fora de

2:26Roraim, porque assim, eh, com essa

2:29campanha que eu tô fazendo

2:31de para ajuda na nos cursos, a viagem e

2:34tal, muita gente de São Paulo, do Rio

2:37Grande do Norte, inclusive eh se

2:39manifestou interessado em comprar a

2:42poltrona. Eh, então eu notei que há uma

2:45viabilidade fora de Hororaima, né? eh,

2:48independente de ser Brasil ou não.

2:50Então, eh, mas assim, é lógico que ela

2:53tem um apelo internacional muito forte

2:54pelo exotismo, né? Exotismo, não sei se

2:57a palavra tá bem aplicada nessa frase,

2:59mas enfim, por ser muito exótica, né?

3:02eh, pros padrões internacionais. Então,

3:04você tem elementos amazônicos, você tem

3:06um design muito diferente do que já se

3:08viu. Eh, então o o público internacional

3:12ele gosta disso, ele gosta de ver a

3:13Amazônia como um local exótico e tudo

3:16que há dentro dela também deve ser

3:18exótico, né? Mas ao mesmo tempo o

3:20mobiliário não é caricata, ele é sóbrio

3:24e isso leva você também para mercados

3:26mais sóbrios, tipo São Paulo, Rio,

3:28entendeu?

3:30Então, mas a o mais curioso é de fato

3:32Horemense não me parece não comprar

3:35coisas de Horemense. Isso é a gente sabe

3:37disso, né? Infelizmente tem essa

3:38cultura. Eh, e observando essas questões

3:42de demanda, eu como empresa preciso

3:44atrás de que de onde tem demanda e a

3:45demanda é fora e tô galgando esse

3:48caminho, né?

3:49>> E na verdade, quais são as suas

3:51inspirações, inclusive para construir

3:53esse mobiliário, para fazer essa obra,

3:55né? que apesar de você explicar até que

3:57existem duas vertentes aí das suas da

4:00sua arte, para mim, quando eu vejo, né,

4:02eu já vi, você mandou umas fotos também,

4:04eu acho linda, assim, para uma obra de

4:05arte mesmo. Sim. Aham.

4:07>> Além de ser mobiliário também. Mas quais

4:09são as inspirações que vem de você?

4:11>> É, na verdade, lá na Flórida, ela ela

4:13entrou numa galeria de arte, ela foi

4:16encarada pela gestão, a diretoria de

4:18arte da galeria como um objeto artístico

4:20e não como um móvel, entende? Então, sua

4:23percepção, ela faz muito sentido,

4:25entendeu? principalmente no mercado

4:26profissional. É porque na verdade assim,

4:28existe uma linha muito tênue entre o

4:31móvel ser e artístico e ser uma obra de

4:34arte. É muito flerta ali, meio que às

4:37vezes põe um pezinho de um lado, de

4:38outro, tal,

4:39>> dependendo de quem vê também.

4:41>> Exatamente. Depende do uso, de onde vai

4:43ficar e tudo mais, né?

4:46Mas desculpa, você fez a pergunta, eu me

4:47perdi. Qual era a pergunta que você

4:49tinha feito?

4:50Ah, sobre

4:52>> as inspirações, desculp sobre de onde é

4:54que vem realmente isso de você.

4:55>> É, começou, na verdade, de uma forma

4:57muito racional. precisava fazer um móvel

5:00que fosse de identidade roraimense, mas

5:03nós não temos uma identidade ainda

5:05firmada aqui em Roraima, porque é um

5:07estado muito novo. Nós estamos como

5:10artistas, como eh eh indivíduos

5:12criativos, seja na música, seja nas

5:15artes cênicas, enfim, todo mundo tá

5:18lutando diariamente para forjar uma

5:20identidade roremense. Então, a gente tá

5:22numa fase histórica onde a gente tá

5:24criando uma identidade, entende? em

5:27todos os campos. Eh, mas no campo do

5:30design não tinha ninguém fazendo isso.

5:32Então eu decidi ser o pioneiro nessa

5:35nessa área. Então eu comecei a fazer um

5:37móvel pensando em que ele fosse

5:39representativo a nossa cultura,

5:43não só a cultura ranense, mas a a

5:44cultura amazônica, né, de modo geral.

5:47Então a inspiração ela vem pelo que nós

5:49temos.

5:51Eh, nós temos a fauna, nós temos a

5:52flora, nós temos a cultura indígena, nós

5:55temos a a minha cultura, né, como

5:59raremense clássico, é que aquele que é

6:01filho de quem veio de fora, né, que é

6:04uma mistura danada, que conviveu com

6:07pessoas de outros lugares, enfim.

6:10Então, surgiu a Force, a Force surgiu

6:12dessa, dessa ideia que, na verdade, o

6:14projeto original chama e poltrona da

6:16floresta, que nada mais é do que o

6:20emprego de uma rede dobrada ao meio em

6:22formato de poltrona. Esse é o conceito

6:24da família Foresta Chair. E daí nascem

6:26outras poltronas

6:28da a da poltrona da floresta, né? E aí,

6:31a no caso do da rede, por exemplo, eu

6:35tentei empregar redes nordestinas, não

6:37funcionou no projeto, então eu entendi

6:39que eu precisava achar materiais locais

6:41mais particulares. E através da redeau e

6:46da história dos, que é um povo

6:48venezuelano que já tá aqui em Boa Vista,

6:50já tem mais ou menos 10, 15 anos, já tem

6:51uma comunidade aqui. É, tem uma história

6:54muito interessante que a palavra boaral

6:56significa pessoa do barco ou pessoa da

7:00embarcação.

7:02É um povo que tem uma cultura náutica. E

7:05quando eu fiquei sabendo disso, eu

7:06embarquei literalmente na no conceito e

7:10falei: "Não, vamos pegar isso como um

7:12ponto inicial para pra gente tocar um

7:15design que representa Roraima, né? Então

7:18assim, mesmo o povo sendo da da

7:20Venezuela, mas ele é da da Amazônia, né,

7:22de modo geral. Então veio a rede que

7:24eles fazem com fibra de buriti, né, na

7:26coxa, enrolando na coxa. Eles levam em

7:29média dois meses para fazer cada rede. É

7:31uma rede muito bonita, ela esteticamente

7:33funcionou super bem, ou seja, ela não

7:35foi utilizada por por ser uma rede

7:37indígena, ela foi utilizada pelo que ela

7:39é, uma peça de qualidade, rica em

7:42cultura.

7:43E aí fui juntando elementos artísticos

7:46na poltrona, visando o comércio. A ideia

7:48era fazer em escala, não era fazer peça

7:50peça única, né?

7:53Eh, então nasceu a a Forest Chair, que

7:56tem esse nome em inglês, porque ela

7:58nasceu para ser vendida fora do país a

8:01princípio. E o mercado internacional

8:04pede uma linguagem universal, que é o

8:06inglês, né? Por enquanto nós temos como

8:08língua universal em inglês, né? Então,

8:11eh, é basicamente isso, né? Ser o

8:12primeiro mobiliário artístico, ou

8:14melhor, o primeiro mobiliário assinado

8:16roremse a ser vendido fora do país.

8:19Então, é um é um verdadeiro marco, né? E

8:21a inspiração veio todo disso, assim, do

8:23racional ao cultural, né?

8:26>> E para você, o que significa também ter

8:28eh ela sendo vista também em Milão, né?

8:30Um um marco, né, nessa semana do design.

8:35Eh, enfim, o que que significa para

8:37você?

8:38>> Assim, sinceramente, eu ainda não

8:39acredito assim. Eu talvez eu ainda vou

8:41passar uns dias lá dentro não

8:43acreditando, porque é simplesmente o

8:46maior evento de design do mundo na

8:48cidade do design, entende? Quando se

8:51fala em design de roupa, é milão. Quando

8:53se fala design de de arquitetura, design

8:56de interiores, enfim, é Milão, entende?

9:00É uma cidade que funciona em função da

9:02beleza estética. Eh, e você tem um

9:06espacinho lá no evento, assim, um

9:08produto teu lá, é, é, é, para mim é

9:12praticamente como se fosse um premium,

9:14né?

9:15Porque você só consegue mediante

9:17apresentação de validação, através da

9:20qualidade do seu trabalho. E o meu

9:21trabalho foi validado com esse convite,

9:23com os dois, inclusive o ICF também,

9:26então em Nova York, né? Então é uma

9:29sensação assim, ontem eu tava vendo os

9:30números, já saíram alguns números do

9:32evento, né? A estimativa é de 300.000

9:35pessoas visitando o evento. São quase

9:372000 eh stands. 2000 stands. É, é

9:42gigante o negócio lá. É faraônico assim.

9:45E o e o mais interessante, não é grande

9:47pelo grande, é grande e em qualidade.

9:51A gente não tem mediano lá naquele

9:53evento, só tão os melhores. Então vai

9:56ser uma oportunidade única para eu

9:58mostrar que a Amazônia tem um trabalho

10:00de qualidade, apesar de ter poucos

10:03profissionais, mas tem um trabalho de

10:04qualidade. E é uma oportunidade de botar

10:07Hororaima num cenário mundial em questão

10:09de pouco tempo, né? Então eu vejo muito

10:12por isso. Obviamente tem as questões da

10:13das vendas, mas eu confesso que eu não

10:15tô me prendendo muito a isso. Eu quero

10:17realmente firmar o pé no mercado

10:18permanentemente, mostrando o valor

10:20nosso, para que, por exemplo, ano que

10:22vem a gente consiga ir pro Fore Salone,

10:24que é assim, o Isalone ele é ele é o

10:28evento principal, que é o evento que eu

10:30vou participar. Ele fica dentro de um

10:31centro de convenções gigantescos,

10:34gigantesco. E fora da cidade, o evento

10:37cresceu tanto que ele cresceu para fora

10:39da cidade. Então, as esquinas e alguns

10:41estabelecimentos tem mini exposições e é

10:44chamado de Forealone. Então, Milão

10:48inteira é um evento, a cidade inteira é

10:50um evento, cada esquina tem um pedacinho

10:52do evento. Então, assim, hoje eu tô no

10:56principal, eu poderia ter começado das

10:57margens, né? Eu já comecei no principal,

11:00no no centro das da importância do

11:02evento. Então assim, eu já tô visando

11:04ano que vem visitar o FA FA Salone

11:06também, então e outros eventos maiores,

11:09né? Então a minha a minha felicidade é

11:12muito grande e a importância é muito

11:14grande. Eh,

11:17enfim, eu acho que é é isso. O resto é é

11:19o que a gente pode ver no futuro e e uma

11:23futura conversa, né, para eu te passar o

11:25>> o feedback,

11:26>> o feedback, né, o saldo, né? Mas que é

11:28uma coisa muito séria, é simplesmente o

11:30maior do mundo.

11:32>> E como é que você enxerga? Eh, a gente

11:34fala agora para além do do artista

11:36plástico, né, além da das suas

11:38características aqui do Milhão em Alba

11:41para você, né, já é uma grande

11:42conquista, mas como que eh ter essa essa

11:46essa obra exposta, né, saindo de

11:48Horaima, como você falou, consolida

11:49também o estado de Hororaima. A gente

11:52sabe que o mundo inteiro tem olhos pra

11:54Amazônia, tem olhos para aquilo que é

11:56regional, apesar de que e é o própria

12:00própria pessoa que mora aqui na região

12:01às vezes não compreende isso muito bem,

12:03mas quem tá de fora aprecia muito, né, a

12:05cultura indígena, a cultura amazônica.

12:08Como é que você acredita que ter esse

12:10mobiliário exposto também em Milão ou em

12:12Nova York consolida também a arte de

12:14design em Hororaima? É, eu observo

12:17assim, ó, pela ausência de designers na

12:19Amazônia,

12:20eh, as designers de qualidade, né, a

12:23gente tem pouquíssimos.

12:25Que que acontece? Muitas vezes vem

12:26alguém de São Paulo, vem para cá, faz

12:28uma imersão de alguns dias, volta para

12:32lá, liga o seu computador e faz um móvel

12:33inspirado na Amazônia. Só que ele não é

12:35um amazônida. Ele não viveu isso aqui.

12:38Ele vivenciou por um pequeno momento. Às

12:42vezes saem trabalhos muito legais,

12:43bonitos e tudo mais, mas na maioria das

12:46vezes não sai originais

12:48de quem fez, sabe? De quem vivenciou

12:50isso. Eu tô há 38 anos em Roraima, nasci

12:52aqui, né? Então assim, uma coisa é você

12:56ter um trabalho artístico ou de

12:58imobiliário feito por alguém que viveu a

13:00vida inteira na Amazônia. Outra coisa é

13:02você ter alguma coisa inspirado na

13:04Amazônia. É notória a diferença, né?

13:07Originalidade, tal. Então eu consigo ver

13:10com bons olhos nesse sentido, sabe? De

13:13realmente marcar um botar um um

13:16alfinetezinho em cima assim da do mapa

13:18de Horam e falar: "Ó, aqui tem produção

13:20de design de alto padrão". Entende?

13:24Porque e eu tava conversando com o

13:25pessoal da da Abimóvel e realmente há

13:27essa carência.

13:29Se eu não me engano, nesse evento que eu

13:30tô indo, só tem eu e uma empresa do

13:33Pará, que é uma baita de uma indústria,

13:35inclusive, que não é uma empresa

13:36pequena, indústria. Eh, mas não tem, não

13:40tem designer, não tem não tem outro

13:43indivíduo que, que

13:44>> da região norte,

13:44>> da região norte. O, é, porque o mercado

13:47brasileiro de imóveis é muito forte Sul,

13:49Sudeste, principalmente Rio Grande do

13:51Sul, né? É o polo industrial eh

13:54moveleiro é forte lá, né? Então assim,

13:57região norte quase não tem. Tanto é que

14:00esse essa esse convite que eu recebi da

14:03da Abimóvel veio muito por causa disso,

14:06pela ausência de representatividade,

14:08porque assim, Abimóvel reúne as empresas

14:11qualificadas e monta um stand nesses

14:14eventos chamado Brasil, tá? E aí o que

14:18acontece é entende-se que todos os

14:21móveis que estão ali representam um país

14:23inteiro, mas na maioria das vezes só tem

14:26Sul, Sudeste, alguma coisa do Nordeste,

14:29entende? Não tem nada do norte, uma

14:31coisa ou outra raro. Então, pela assim,

14:35já dessa vez, 2026, já vai ter uma

14:38representatividade nista mais forte no

14:41portfólio brasileiro. Então eles buscam

14:43muito isso. Então é importante

14:46participar desses eventos. É, olha, é um

14:47evento caríssimo, ainda mais para uma

14:50empresa pequena como a minha, mas que

14:52vale muito a pena investir, vale muito a

14:55pena tá lá, porque se você se mostra

14:58existente, as coisas acontecem,

15:01entendeu? Então você precisa estar

15:04presente eh para você existir, né? Ah,

15:09muitas das vezes as pessoas acabam

15:11pensando: "Ah, pô, pega tuas malas e vai

15:12embora, né?" que seria uma boa

15:16ideia no sentido de viabilidade,

15:19mas por que não produzir na Amazônia?

15:21Fica a pergunta, né? Então para você

15:24produzir na Amazônia tem um ônus que é o

15:25quê? Que é pagar um pouco mais caro para

15:27participar dos eventos, logística,

15:29enfim, essas dificuldades. Mas é uma boa

15:32maneira de você manter a qualidade

15:34original amazônica, cara. Isso é

15:36amazônica, é feito na Amazônia,

15:38entendeu? Por um Amazônia, sabe? Isso é

15:41massa. Então eu acho que seria por aí.

15:44>> E para quem quiser prestigiar e

15:46conhecer, quem não conhece ainda também,

15:48você vai fazer uma pequena mostra aqui

15:50em Boa Vista também antes de chegar

15:52inclusive lá em Milão para prestigiar

15:54esse momento. E como é que surgiu esse

15:56convite? Vai ser na UP, que é uma uma

15:59conveniência, né? Uma pub aqui na na

16:01Avenida Vy Roy. Como é que vai acontecer

16:03isso?

16:04>> Então, eh, o pessoal da UP me veio com

16:06essa proposta, né? Achei até estranho

16:09porque não não condiz muito com a o

16:12programa deles, né? Eh, a rotina de

16:14programa deles do local. Mas assim, é um

16:18lugar muito bonito. Eu acho que com um

16:19planejamento histográfico mínimo ali, dá

16:21para deixar adequado para exposições de

16:24obra de arte. Eu topei, é uma pequena

16:26mostra, é uma oportunidade de mostrar a

16:29Forest pr as pessoas que conhecem só

16:31pela internet, que é uma, tá? é uma peça

16:33que tá bem famosa agora na cidade,

16:35graças a à campanha que tá sendo feita,

16:37né? Então, é

16:40assim, eu vi como uma oportunidade de

16:42expor e também expor algumas peças do

16:45meu acervo artístico também junto, né?

16:48Então, vai ser uma amostra basicamente

16:52eh artística de design da minha carreira

16:55para as pessoas que não conhecem, para

16:56aquelas que conhecem também acho que

16:59vale a pena visitar porque vai ter peça

17:01inédita, principalmente no que se refere

17:04ao artístico.

17:06Então eu acho que vale muito a pena,

17:08assim, e nessa correria da viagem eu

17:12ficaria muito complicado eu fazer esse

17:13evento, mas eu decidi me esforçar mais

17:16para fazer porque é uma oportunidade de

17:18mostrar antes de ir pra Europa e pros

17:21Estados Unidos, entendeu? Pro público.

17:24Uma oportunidade única, né? Eh, tendo em

17:27vista que eu não teria eh nenhuma

17:30previsão de fazer uma exposição esse

17:32ano. Sinceramente, eu já tinha botado um

17:34uma pical nesse assunto e tinha falado,

17:37ó, esse ano não tem exposição em Horima,

17:39mas acho que assim, foi uma oportunidade

17:41legal do pessoal da da UP, bem viável e

17:45e as pessoas querem ver, estão me

17:46cobrando, tal. Eu eu acho que vale a

17:49pena, sabe, mostrar pro público hora

17:51imenso esse esses trabalhos. Você

17:53acredita que esse espaço também onde há

17:56esse interesse da comunidade, da

17:57sociedade em volta, de dar esse espaço

18:01mesmo para ver e conhecer e saber um

18:04pouco sobre obras de artistas, como você

18:07aqui em Horaima também desenvolve a

18:09curiosidade, o interesse do Horaimens

18:12pela arte como um todo.

18:14Não, eu acho que esses eventos eles

18:16sempre são importantes nesse sentido,

18:17né? É aquele lance que eu que eu falei

18:19há pouco sobre aparecer e existir. Se

18:22você não aparece, você não existe. Por

18:25exemplo, eu eu sou artista há 5 anos.

18:28Eh, 80% do meu acervo eu produzi até

18:322023.

18:34Em 2023 quase ninguém me conhecia aqui

18:36em Hororaima, ou seja, eu era um artista

18:38inexistente com baita do acervo

18:40artístico em casa. Já tinha ganho até

18:41prêmio na Alemanha nessa época até.

18:44Mas a partir do momento que eu comecei a

18:46aparecer, ou seja, fazer exposições, dar

18:48mais entrevistas e tudo mais, eu passei

18:49a existir.

18:51Então é importante que o artista exista

18:54nesse sentido, que ele exponha seu

18:56trabalho, lógico, de forma respeitosa,

19:00eh, profissional, não é em qualquer

19:03lugar que a gente expõe, não é de

19:04qualquer maneira que a gente expõe, né?

19:06Eh, geralmente são eventos caros, enfim,

19:10mas assim, se você não fizer isso, você

19:12não existe, entende? E assim, eu conheci

19:15ao longo da vida muitos artistas que não

19:17existiam, mas que você ia no atelier

19:19deles tinha um acervo riquíssimo e eu

19:22ficava, cara, tira isso daqui, bota em

19:25algum lugar, faz uma exposição, apareça,

19:28exista, entende? Mas eu entendo as

19:31dificuldades que a gente tem hoje, né?

19:33Eu entendo, não é tão simples assim, mas

19:35é importante ter essa mentalidade,

19:37porque assim, quando você expõe sua

19:39arte, você existe como inspiração para

19:42quem quer ser artista, você existe como

19:45potencial e vendedor de obra de arte

19:47para quem quer comprar obra e ser

19:49colecionador.

19:51Você existe para aquela pessoa que

19:52simplesmente quer aprender um pouco de

19:54arte, só não quer nem levar para casa,

19:56mas ela quer aprender um pouco, quer um

19:57programa diferente. Então assim, é uma

20:01há uma cadeia de benefícios nisso, né? E

20:05eu já tive aqui algumas vezes, a gente

20:07já conversou várias vezes sobre essa, a

20:08o problema de Hororaima não ter museu,

20:11de não ter galeria, é um problema sério,

20:15mas a gente tem que procurar

20:17subterfúgios, assim, caminhos para poder

20:20driblar isso aí. E esse evento da Up foi

20:22um evento muito curioso. Eu acho que eu

20:24tô apostando bem assim, que vai ser bem

20:26legal. A proposta deles é é que esse

20:29evento se repita mais de uma vez durante

20:31um ano com outros artistas. Eu tô sendo

20:33o primeiro. Inclusive eu tô eu tô dando

20:36essa assessoria para eles copiarem o

20:37mesmo modelo pros outros artistas paraa

20:40casa já aprender a fazer eventos de

20:42arte, entendeu? E aí e dessa maneira a

20:47gente consegue construir até um além da

20:49cultura, um padrão de qualidade legal

20:52para

20:54esse tipo de evento, entendeu?

20:56E na sua visão também, como você falou

20:59que pode incentivar também, né, inspirar

21:01outros artistas, que orientação, dica

21:04que você dá hoje já enquanto um artista

21:07que tem essas exposições já

21:08internacionais para quem tá começando,

21:11pro artista que vai lá prestigiar, vai

21:13conhecer nessa amostra agora é as suas

21:15obras, é qual é o incentivo e a

21:18inspiração que você quer deixar?

21:20>> Eu acho que é o seguinte, depende também

21:22do que que a pessoa quer, né? Por

21:23exemplo, tem gente que quer fazer arte

21:25só para como um válvula de escape,

21:29certo? Para essas pessoas, estude

21:31técnica. Para as pessoas que querem eh

21:34construir uma carreira, estude mercado

21:37de arte. Começa pelo mercado de arte,

21:40certo? Se você tem uma técnica legal,

21:44se você tem uma personalidade bacana,

21:46eh, foque 90% do tempo em estudo de

21:49mercado de arte, porque é o seguinte,

21:51não tem como você viver de arte se você

21:54não aprender como funciona o sistema da

21:56arte, como diria o Jaidesbell, o

21:59sistemão da arte que ele falava que é

22:02tipo, existe um sistemão mesmo, um

22:04sistema como todo como toda a economia,

22:07regras não escritas, ocultas, que você

22:10precisa aprender para poder permear ali,

22:13entendeu? Naquele ambiente. Então eu

22:16acho que é importante você ter essa

22:18preocupação de se você quiser levar a

22:21sério o negócio.

22:23E todo mundo pensa assim: "Ah, não, para

22:25ser artista tem que ser bom no que faz."

22:26Cara, eu já vi tanta artista desenhando

22:29que eu acho que desenha mal, mas na

22:32verdade o que que o cara é? Ele é um

22:34excelente articulador,

22:36entende? ele consegue trabalhar com

22:39pessoas, ele consegue trabalhar eh com

22:43comunidades, né, com sistemas,

22:46utilizando a arte como uma cola ali para

22:49ligar as pessoas. E às vezes essa cola

22:52ele não pinta tão bem, digamos assim, é

22:54um abstratismo estranho que a gente não

22:56entende e tal, mas assim eh porque a

22:59arte é muito subjetiva, né? Então

23:02>> você precisa conectar primeiramente, né?

23:04Exatamente, porque assim, ó, eu já vi

23:05muito artista que que tem muita técnica,

23:09mas que não sobreviveria um dia no

23:12mercado da arte porque não tem

23:16não tem, como é que se diz? Ah, não tem

23:20uma base filosófica no trabalho. O

23:22trabalho não comunica nada, porque é

23:24preciso entender que o trabalho precisa

23:26comunicar, você tem que ter história

23:28para contar. Porque eu costumo dizer

23:30assim que, deixa eu pegar um exemplo

23:32aqui, por exemplo, essa cu marrão aqui,

23:34isso aqui é um objeto, certo? Só que

23:36quando você vê uma pessoa segurando isso

23:38aqui, o que que você imagina? Você já

23:40imagina o lugar que ela nasceu?

23:43Você já imagina o sotaque que ela tem?

23:45Você já imagina, sei lá, talvez que a

23:49avó ou avô tenha nascido em outro país,

23:52entende? Olha o tanto de coisa que você

23:53imagina por causa de um objeto. Por quê?

23:56Porque esse objeto ele tem um

23:58significado e esse significado foi dado

24:00por alguém ao longo de uma história. A

24:02obra de arte é a mesma coisa. Quando eu

24:04pinto o quadro, ele tem que ter um

24:05significado. Então, muitos artistas

24:07pintam super bem, mas não tem

24:09significado. E aí entra o mercado da

24:11arte, estudar o sistema da arte,

24:13entendeu?

24:14>> Muitas camadas, viu?

24:15>> É complexo, é muito complexo. E outra, é

24:17uma é uma é uma carreira a longo prazo,

24:20é 15, 20 anos, cara. Carreira de artista

24:23é muito mais é muito mais extensa e

24:25complexo do que uma carreira de médico,

24:26para você ter ideia, entendeu? Então

24:29assim, não quero desencorajar as pessoas

24:31aí que, cara, mas assim, que se se é o

24:33teu propósito de vida, isso não vai te

24:35desencorajar. A verdade é essa. E e se é

24:39o teu propósito de vida, tu já faz de

24:40graça, que eu sei, eu também fazia.

24:44Então eu acho que o que o conselho que

24:46eu teria para dar é esse e entender o

24:48seguinte, se tu erro aremense aqui não

24:50tem mercado de arte, tá? Vai para fora.

24:54Todo mundo fez isso. Jidersbell fez

24:55isso, entendeu? Jbell é estourado no

24:57mundo todo. Inclusive eu fui, eu tava na

25:00Arte Base Miami em dezembro, eu

25:02encontrei uma obra dele lá de 180.000

25:05e tipo, não é a mais cara, tá? É mediana

25:08assim. Então, tipo assim, ele é super

25:10cotado lá fora. Eh, ele errora imensa

25:14indígena era, né? Infelizmente era

25:16falecido, mas ele teve que ir embora.

25:18Por quê? Porque não há mercado de arte

25:19aqui. A gente tem que realmente pegar as

25:21malas e embora,

25:22>> mas levar a nossa identidade pro mundo.

25:24>> Claro, aí que tá. Esse é o grande lance.

25:26É o diferencial nosso aí da nossa

25:27identidade. É de onde a gente veio, mas

25:29não necessariamente é onde a gente tem

25:31que tá produzindo. Isso eu tô falando no

25:33campo das artes, né?

25:35Mas o o Jaider é um caso à parte também,

25:37é uma muito mais complexo, ele é

25:39indígena, tem uma história muito mais

25:40profunda que a minha, por exemplo. Eh,

25:43mas o que eu quero dizer é assim, eh, a

25:45gente tem outros exemplos de artistas

25:46que foram para fora e hoje tão

25:49estourados, né, na região norte. Então,

25:53eh, enfim, é esse o o conselho que eu

25:56teria para para dar pros futuros

25:58artistas.

25:59E pra gente encerrar, faz um convite aí,

26:02deixa aqui o horário, o dia certinho da

26:04amostra que vai ter lá na UP pra galera

26:06ir prestigiar e conhecer um pouco mais

26:08do seu trabalho, tá? Eu queria fazer

26:09dois convites, eu não sei se eu vou

26:11poder fazer, que eu tô fazendo a

26:12campanha da da viagem, né? Que que

26:14acontece? Só um contexto, tá? Eh, eu

26:16recebi esse convite 60 dias antes de ir

26:18pra Itália. Eh, faltam, se eu não me

26:21engano, 19 dias para eu ir pra Itália

26:22agora. E aí os cursos são altíssimos. Eu

26:25tive que fazer uma campanha. Então, quem

26:27quiser me ajudar, entra lá no meu

26:28Instagram, lá na B, no na Bio tem um

26:30linkzinho da vaquinha. Que puder me

26:32ajudar, eu agradeço demais. Eh, sobre a

26:37amostra, amostra é o seguinte, é dia 2

26:39de abril, ah, às 19:30, nessa

26:43quinta-feira, tá, dessa semana, lá na

26:46UP. Eh, o evento vai ser na parte da UP

26:50de trás, vocês podem eh entrar, né?

26:53interna mesmo.

26:54>> Exatamente. É, é de graça a entrada.

26:58Então, a partir das 19:30, eu acho que

27:01vai até mais ou menos umas 11, certo?

27:03Pronto. Então, convite feito. Queria

27:05agradecer mais uma vez ter vindo aqui

27:07conversar com a gente, falar realmente

27:09sobre a sua visão, compartilhar com a

27:11gente sua visão sobre e a arte que você

27:13faz e essa arte no mundo que você tem

27:15levado e parabenizar e desejar aí uma

27:18boa viagem com muito sucesso aí para

27:20Milão. Agora sai primeiro, depois que

27:22vai para Nova York, né?

27:22>> Se Deus quiser

27:24>> vai dar certo. Parabéns e de verdade

27:26muito sucesso.

27:27>> Beleza. Obrigado pelo convite, viu? A

27:29gente volta a se falar no retorno, né?

27:32né, para contar os os as respostas, os

27:34feedbacks que houve lá.

27:35>> Isso. História não vai faltar.

27:37>> Então assim, a gente vai encerrando mais

27:38um podcast Cultura na mesa. Cultura na

27:41mesa. E eu já te convido a também ouvir

27:43os outros podcasts lá nos canais

27:45oficiais da Defensoria, no Dieser, no

27:47Spotify e no YouTube. Qualquer dúvida,

27:50digita @defensorr.

27:52Muito obrigada pela sua companhia mais

27:53uma vez e até o nosso próximo encontro.

27:55Tiao! Tchau.

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