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0:00Ih, já entrei. [risadas]
0:04Boa noite.
0:07Boa noite, professores do Brasil
0:10inteiro. Rômulo Bolivar na área.
0:15Vai, meu filho, dá dá seu boa noite aí.
0:18Você com essa com essa carinha toda
0:19batida. Gente, perdoa a pessoa. Ele até
0:23passou uma base, mas não não adiantou
0:26muito não, amigo. [risadas]
0:29>> Boa noite, seus lindos.
0:32Olha só, gente, eu tô nessa reta final
0:34aqui de pesquisa, né? A Rosane tá me
0:36acompanhando aqui. Batalha espiritual
0:38travada, mas vencida, né? Vamos dizer
0:40assim.
0:41>> Vencida, em nome de Jesus. Pois é, mas
0:44eu parei tudo aqui para poder atender
0:46esse pedido da minha amiga. Afinal, se
0:49não fosse ela, eu não estaria aqui com
0:50esse cansaço, né isso?
0:53>> Ah, que esse cansaço não estaria lá na
0:55Universidade de São Paulo.
0:58>> Pois é. Eh, a gente tem uma história
1:00muito legal. Eu vou, antes da gente
1:02começar a aula aqui, eh, eu quero falar
1:07para os professores, né, eh, que
1:11o Rômulo foi meu aluno na UERGE,
1:16ele foi meu aluno na graduação
1:19lá na ERGE, pegava lá a cadeirinha dele,
1:21vinha correndo paraa minha aula, igual
1:23os outros alunos, né, para assistir a
1:25minha aula,
1:27porque eu dava aula igual dava aula para
1:29concurso público. Isso era uma novidade
1:31na na faculdade, né? Professor de
1:33faculdade d aula sentado e eu dava aula
1:36o dia inteiro para concurso, chegava na
1:39universidade, sentava p igual eu fazia
1:41no concurso público. E aí a galera
1:44ficava assustada, né? Nossa, professora
1:46parece um furacão e tal. E eu dava aula
1:48à noite, né, amigo? Era noite que eu
1:50pegava. E aí, eh, conversa vai, conversa
1:53vem, eu descobri que ele morava na Barra
1:55da Tijuca, eu também.
1:58E aí eu comecei a dar carona para ele,
2:01para você e para uma outra menina que
2:03também estudava lá, que eh ia para
2:05Bárbara, acho que Bárbara é o nome dela.
2:08E ali nós começamos a bater papo, ele me
2:10contou a vida dele, eu contei a minha, a
2:12gente foi travando ali uma amizade. Até
2:15que um dia falei: "Pô, vai lá em casa,
2:18né, eh, para, pra gente bater um papo.
2:21Aí, pronto, ficamos eh mais íntimos ali,
2:25mais parceiros. começamos a a conversar
2:29sobre trabalho
2:31e aí um dia eu falei para ele formado
2:34já, ele já era formado, né, pela UFRJ,
2:39estava fazendo uma complementação de
2:41graduação, porque ele fez português
2:42latim e aí foi paraa Er para fazer
2:46complementação.
2:48E aí eu falei para ele, vou te arrumar
2:49um emprego lá onde eu trabalho [risadas]
2:53e um dia ele vai contar essa história
2:55para vocês que foi muito legal, porque
2:58eu tive que me ausentar da banca porque
3:01eu falei: "Eu tenho que sair porque eu
3:02conheço o candidato
3:05[risadas]
3:06daqui."
3:07>> Eu tenho que contar isso daqui a pouco.
3:09O pessoal tá chegando, pessoal.
3:11>> Tá, tem muita gente já aí. você vai
3:14contar resultado. Ele passou, claro,
3:17porque ele sempre foi muito bom
3:19professor e foi trabalhar onde eu onde
3:22eu trabalhava que era no sistema elite
3:24de ensino, né? Depois dali nós
3:27estreitamos os laços, né? Ficamos
3:29realmente eh muito amigos.
3:33E aí eu preparei o rômulo pro mestrado.
3:36Eu falei: "Não, você tem que continuar
3:37estudando, não vai parar da graduação,
3:39não vai para mestrado".
3:41Aí preparei o rômulo para o mestrado e
3:44uma grata satisfação, ele foi aprovado
3:48pro mestrado na EERGE, aprovado com
3:51louvor para estudar com nada mais nada
3:53menos do que Darcília Simões, que era
3:56que tinha sido minha orientadora, né? Eu
3:59coloquei o Rômulo na mão da Darcília
4:01Simões. Muito bem.
4:03Quando ele finalizou o mestrado, ficou
4:05um tempo ainda amadurecendo, aí eu falei
4:08para ele, tá na hora do doutorado, tá na
4:09hora do doutorado, enchendo o saco dele,
4:11ah, não tenho tempo que eu tô
4:12trabalhando muito, Rômulo, tá na hora do
4:15doutorado. Fiquei perturbando.
4:18Aí ele vira para mim e diz assim: "Eu
4:20tenho um sonho, morando no Rio de
4:22Janeiro, eu tenho um sonho de fazer
4:25doutorado na USP.
4:27Meu sonho é ser doutor pela USP."
4:32Falei: "Ué, por que não vai?
4:34Pois São Paulo é longe, é difícil
4:36passar, né, amigo?" Aí, aí começam
4:39aqueles, aí começa aqueles amigos a
4:41desestimular. Ih, você vai desistir logo
4:45porque vai ficar indo para lá que não
4:48sei qu, que não sei quê. Não, bora. Vá,
4:51vai estudar, vai fazer e manda para cá,
4:54manda para lá. Projeto aqui, estuda ali,
4:58amiga. Que que você acha desse projeto?
5:00e vamos ajudar e vamos para lá. E
5:02pronto, esse menino passou paraa
5:05cadeira, é filologia, né? [roncando]
5:07>> É filologia e língua portuguesa.
5:09>> Filologia e língua portuguesa. E agora
5:12concluiu o doutorado. Por isso que ele
5:14tá com essa cara de acabado e os livros
5:17dele estão aquela bagunça ali atrás,
5:19porque ele [risadas]
5:21acabou o doutorado e vai defender semana
5:24que vem. Já
5:26>> não, eu vou depositar essa semana agora.
5:29Ah, vai depositar.
5:30>> Defend. É, aí defendo só em outubro, 20
5:33de outubro.
5:34>> Pronto. Então, já tá bem próximo da
5:37defesa. É claro que eu vou ao Rio para
5:39treinar você, é óbvio, né? Para para
5:43defesa, porque a defesa da USP não é
5:45qualquer defesa, né? É uma defesa na
5:47USP. Então, é por isso que ele tá com
5:49essa cara, tá, gente? Porque ele tá
5:52exausto, porque a tese dele foi muito
5:54cansativa, muito bonita. E ele vai falar
5:58para vocês porque a tese dele tem a ver
5:59com a aula de hoje.
6:02E por isso que eu convidei o Rômulo, né?
6:04Porque ele é especialista,
6:07né? em em
6:10Enem, agora se doutorando, especialista
6:14em Bactim, vai se tornar bactiniano.
6:18Tanto é que tá ali o livro atrás dele
6:20ali, ó, Micael Bactim.
6:23E ele
6:24continua trabalhando com Enem. Isso eu
6:27acho muito bonitinho. Mas eu quero que
6:28você vá dar aula na USP, viu? Não vai
6:30ficar vida inteira no Enem, não. Eu
6:33quero ver você professor da USP.
6:36vamos lutar para isso aí que eu quero
6:38ver você na universidade porque a
6:40universidade precisa de você. Então é
6:43essa história aí que eu tenho para para
6:45contar para vocês e por isso
6:47>> não, mas tem um outro trecho, então
6:48faltou o trecho da aula.
6:51>> Então conte enquanto as pessoas estão
6:53chegando, a gente conta rapidinho, né?
6:55Já entra no tema da aula. Aí a Rosane
6:58deu uma aula maravilhosa na lá na ERD.
7:01Aí ela falou assim: "Olha, quando vocês
7:03forem fazer alguma prova aula ou
7:04qualquer coisa, vocês têm que analisar
7:06esse poema aqui que era o poeminha do
7:08contra. Tu já analisou com eles?
7:10>> Já analisei com eles. Já
7:13>> ela com essa aula aqui você mostra
7:15conhecimento de língua portuguesa, de
7:16literatura, de gramática, de semântica,
7:20de semiótica e não sei o qu e tal. E aí
7:23eu anotei aquilo tudo tal tal tal.
7:25Quando eu cheguei para fazer a prova,
7:27né, a prova de aula, a Rosane ainda não
7:30tava na sala. Então eu falei: "A Rosane
7:32não tá aqui vai ser o quê? Vai ser isso
7:35mesmo, vai ser o poeminha do contra".
7:37Todo mundo chegou para fazer a aula, era
7:39muito disputado, todo mundo queria dar
7:40aula no Elite naquela época, né? E aí
7:43tinha gente com placa para dar aula,
7:45tinha gente com com objetos, com não sei
7:48o qu, PowerPoint. Eu cheguei com um giz
7:50na mão, porque não era nem caneta, era
7:52um giz. E fui lá, coloquei o poeminha do
7:55contra no quadro e tô lá, beleza. Falei,
7:59vou arrasar.
8:00Aqui é uma aula inédita. Eu tenho
8:02certeza que ninguém nunca viu essa aula.
8:05Terminei, joguei o disc, quando eu virei
8:08cheio de autoridade. Rosan tá sentada
8:10assim na cadeira.
8:12[risadas]
8:15>> Eu bem na banca examinadora. [risadas]
8:18>> Ela na banca. Aí eu dei um sorriso
8:20assim,
8:23[risadas]
8:27aí eu comecei a tremer tanto que ela
8:29falou assim: "Gente, eu conheço ele, eu
8:32prefiro me exentar, eu vou, eu sei que
8:36ele é bom, mas eu não vou votar porque
8:38eu já o conheço." Aí ela saiu, consegui
8:41da minha aula finalmente. [risadas]
8:43Mas quando eu virei para arrasar, aquele
8:45grito da Bec, [risadas]
8:47aí Rosane assim, ó. Au!
8:51>> Ué, mas você fez o que eu aconselhei,
8:53né?
8:53>> Foi você que matou. Mas eu me vi de espo
8:57ali. Eu
8:59[risadas]
9:01>> eu não sabia para onde correr.
9:03[roncando]
9:04>> Ah, é muito bom. E nós temos tantas
9:06histórias juntos. Isso é muito legal,
9:08né? E agora estamos construindo mais
9:11uma, né? Porque eu tenho loucura para
9:14voltar a trabalhar com Romo, que nós já
9:16trabalhamos juntos. Eu [roncando] até
9:17chorei de rir aqui, amigo.
9:20E de professora dele passamos a a
9:23grandes amigos, né? Eh, muito legal,
9:27pessoal. Agradecendo aí, gente. Obrigada
9:30por vocês estarem aqui. Hoje a aula vai
9:32esquentar, mas vai esquentar. Então,
9:34olha só, eh, ô Gabriel,
9:39você já consegue colocar o material aí
9:42no link pro pessoal? O Edu colocou no
9:45grupo de criação eh o material para
9:48colocar num drive pro pessoal receber os
9:52slides da aula de hoje, porque esses
9:54slides vão ser eh muito importantes para
9:58que vocês possam usar, né, eh esse
10:03conhecimento nas aulas de vocês. a gente
10:06não combinou a dinâmica da aula, mas
10:07como a gente já eh já tá nessa estrada
10:11há muitos anos, né, Papai Noel ainda
10:13tinha barba preta, você ainda tinha
10:14cabelo, né, quando a gente eh quando
10:17você foi meu aluno, então porque ele
10:20agora disfarça, né, ele vai botando
10:21cabela, eu já fiz o implante, tá, meu
10:23amor? Agora me arrasa
10:26>> arrasou aí.
10:28>> É isso aí, arrasou. [risadas]
10:31Ou seja, ele agora tem cabelo de novo,
10:34era um menino, né? E agora tá aí fazendo
10:38[limpando a garganta] sucesso. Quero ver
10:40sair um curso de redação por essa dupla
10:43maravilhosa. A gente diz agora ou diz no
10:45final?
10:47>> Deu. Diz no final que vamos guardar a
10:48surpresa.
10:49>> Então, vamos guardar a surpresa. Vamos
10:51lá. Vamos juntos.
10:53Eh, eu não combinei com Rômulo a
10:55dinâmica da aula, tá? Então, durante a
10:58aula eu vou cutucando o Rômulo. Ele vai
11:01falar mais do que eu nessa aula, porque
11:03é ele o especialista no Enem, não sou
11:05eu. [roncando]
11:06Mas eu a gente não teve tempo de
11:08combinar a dinâmica, mas vai dar certo,
11:11né? Deu certo no poeminha do contra. Eh,
11:15vai dar certo, vai dar certo hoje.
11:18Pronto.
11:20Ah, estou aí eu com ele
11:23hoje. Então, vamos falar não só de
11:26textos motivadores, né, da leitura ao
11:29argumento,
11:31mas dentro dessa dessa desse tema de
11:35texto motivador, o Rômulo vai aprofundar
11:39a questão dos repertórios, né, porque eh
11:42todo mundo sempre questiona o uso do
11:45repertório e também o uso dos textos
11:48motivadores. No entanto, a aula de hoje
11:51é muito mais focada
11:53no eh na utilização ou não, né, dos
11:57textos motivadores. Apesar de nós
12:01falarmos de bancas de uma forma geral,
12:05eh [limpando a garganta][tosse] nós
12:07vamos ter o foco no Enem, tá? Por isso
12:11que Rômulo está aqui. Então, a nossa
12:15aula,
12:18calma, não, não, não adianta fazer sair
12:21perguntando agora, não. Primeiro vocês
12:23vão ouvir o que a gente tem para falar,
12:25depois a gente vai abrir para vocês
12:27fazerem perguntas, tá bom? Então, eh, a
12:30base da nossa aula de hoje é essa daí:
12:32textos motivadores, da leitura ao
12:35argumento, como ensinar o aluno a
12:38aproveitar a coletânea, e presta bem
12:40atenção nessa parte, sem copiar.
12:45Ah, se não pode copiar, não pode usar.
12:48Eu não sei você, Rômulo, mas eu já vi
12:49muito professor dizer pro aluno: "Nem lê
12:52os textos motivadores."
12:54Eu não acho isso bom, né? O o aluno tem
12:58que ler o texto motivador
13:01até para ele tomar conhecimento, né, de
13:04muita coisa que talvez saiba, não para
13:08ele fazer cópia, não para ele usar
13:10aquele texto no texto dele, mas existe
13:14uma forma de você treiná-lo. Eu vi muito
13:17professor reclamando naquele tema eh da
13:21invisibilidade social, de que eh muitos
13:24alunos ficaram perdidos sem nem saber
13:27por onde começar. E é para isso que
13:29serve o texto motivador. O aluno às
13:31vezes não tem a menor ideia do que ele
13:33vai fazer e o texto motivador pode dar a
13:36ele, né, um norte. Rômulo Bolivar, você
13:40não tem ideia de quem está nos
13:42assistindo.
13:44Darcília Simões, nossa orientadora.
13:47Ali, ó,
13:47>> falamos dela agora. Maravilhosa,
13:50>> maravilhosa. Ali, ó. Também estou, vou
13:52até botar aqui, ó. Também estou aqui.
13:55Aí, ó. Vou exibir observando vocês dois.
13:58Ai, meu Deus. [risadas]
14:01Ai, meu Deus.
14:04Querida amiga,
14:05>> pode desapontá-la. Olha aí.
14:07>> Não, nós nunca desapontamos ela. Querida
14:09amiga, obrigada por estar aqui. Um beijo
14:12no seu coração. Eu te amo. [roncando]
14:15Então, vamos lá.
14:16Eh, vamos começar falando da
14:20dificuldade, né, de usar o texto
14:22motivador. Eh, a dificuldade não está
14:26apenas na cópia. Ah, o aluno copia e tal
14:29porque ele tem dificuldade. Então, vamos
14:31lá. Alguns alunos copiam trechos, outros
14:35apenas substituem algumas palavras.
14:37Muitos mencionam uma informação, mas não
14:40a interpretam. E há ainda os que ignoram
14:43completamente a coletânea. Rômula, a
14:45gente poderia dizer que esses quatro
14:47itens são a forca para os alunos?
14:51É, exatamente. Primeiro a gente tem que
14:54eh marcar bem de que lugar nós estamos
14:56falando.
14:58Existe uma nomenclatura que não é muito
15:00respeitada, mas a gente tem a ideia de
15:02texto motivador e a ideia de texto de
15:04apoio. Eu uso coletânea que serve para
15:06tudo, em que o texto motivador é o
15:08modelo do Enem que você lê apenas para
15:11se inspirar, para compreender o tema. É
15:14uma tentativa da banca de colocar os
15:15candidatos um pouco mais no próximos de
15:19alguma igualdade na hora de compreender
15:23o que tá distribuído ali na frase
15:26temática. Quando a gente fala de texto
15:28eh eh eh de apoio, a gente tem uma
15:30banca, algumas bancas de concurso que de
15:33fato tem a expectativa de que o aluno
15:35use, por exemplo, que a gente fala
15:37concurso da PM pela Vunesp, a Vunesp
15:40gosta que você use o texto que ela deu,
15:43que você mobilize aquelas ideias do
15:45texto, não é a ideia do Enem. Então, a o
15:50olhar que você tem para ou como
15:53professor ou como aluno para os textos
15:56motivadores que estão ali é uma ideia de
15:58quem precisa compreender melhor o tema.
16:02Isso por quê? Porque em geral a frase eh
16:05temática ela é incompleta do ponto de
16:10vista semântico discursivo. Eu ia
16:13conversando sobre isso com a Rosane,
16:16sobre um ano que caiu, por exemplo,
16:19publicidade infantil no Brasil. Existem
16:22algumas pessoas que usam a ideia de
16:24publicidade infantil como a criança
16:26recebendo a publicidade. E existe
16:28algumas cri algumas pessoas que usam
16:30publicidade infantil com a ideia da
16:32criança fazendo a publicidade ou como
16:35agente, aquela que se apresenta, que
16:36protagoniza uma publicidade. Quando essa
16:39frase temática apareceu, foi apresentada
16:42no Enem, né? Vamos falar sobre
16:43publicidade infantil no Brasil. Muitas
16:46pessoas falaram [roncando]
16:48sobre a criança usada para apresentar a
16:52publicidade e aí tiveram suas notas
16:55rebaixadas. Qual foi a justificativa do
16:57INEP? Apesar de haver uma certa
17:00ambiguidade na frase temática, que não
17:03era para haver, né? Mas apesar de haver,
17:06esse tema se concluí a partir dos textos
17:08de apoio, nos textos, n textos
17:10motivadores, na coletânea, só havia
17:13texto reforçando a ideia de que
17:15publicidade infantil é a criança
17:17recebendo a publicidade, ou seja, vai
17:21ser o texto motivador que, enfim, vai
17:25dizer do que se trata aquela frase
17:27temática.
17:29>> Perfeito?
17:31Eh, então nós vamos falar de como
17:34transformar
17:36uma informação da coletânea em
17:39raciocínio próprio.
17:42É isso que vocês, professores, precisam
17:45ensinar para que o seu aluno não pegue o
17:48texto motivador e faça um contrl C,
17:50conttrl V, porque tem isso, não tem
17:52rômulo, tem muito aluno que copia o
17:54texto, né? Tem muito
17:55>> traz ideia parafraseada, né?
17:59Isso. Então vamos lá. Aí eu sempre digo
18:02isso porque falando de um lugar
18:03avaliativo numa competência dois, por
18:06exemplo, que julga a a o texto
18:08motivador, não julga o repertório
18:10sociocultural do aluno, se ele tiver
18:13muitos trechos de cópia, ele não pode
18:16passar do nível dois, ele não pode
18:17passar de 80 pontos. Se não tiver cópia
18:20nenhuma, mas todas as ideias dele
18:23estiverem presas à aquele texto
18:25motivador, ele não pode passar do nível
18:27três, ou seja, ele não pode passar de eh
18:31ah 120 pontos. Então, é necessário que
18:34esse texto sirva sim de inspiração, que
18:37ele oriente a reflexão crítica do
18:39candidato, mas ele não pode eh ser o
18:43acabamento do posicionamento axiológico
18:46dele, ou seja, da visão crítica dele
18:48diante daquela realidade.
18:50>> Exatamente. Então, sigamos.
18:54Então, o que o professor precisa ensinar
18:57ao final do processo? O aluno que
19:00processo? todo o processo que nós vamos
19:02falar hoje aqui para vocês, né, de como
19:05você pode ensinar o aluno a transformar
19:09esses textos motivadores em argumentos,
19:12não é? Então, ao final desse processo
19:14que você eh vai ter ensinado aos seus
19:17alunos, eles têm de ser capaz de
19:20compreender a função de cada texto
19:23motivador. A gente vai falar sobre isso
19:25aqui nesta aula, qual é a função de cada
19:27texto? Porque eh a gente olha quatro
19:31textos motivadores e cada um tem uma
19:33função diferente. Você vai ter que
19:35ensinar o seu aluno a identificar cada
19:39função. Dois, a selecionar informações
19:44relevantes para sua tese. Então, o aluno
19:47vai ler os textos motivadores e vai
19:50dizer: "Eu vou selecionar isso aqui pra
19:52minha tese, eu vou eh eu vou defender
19:55essa ideia e eu vou pegar esse trecho
19:58aqui para defender essa ideia. Três, ele
20:02tem que aprender a reformular essas
20:04informações. Não é parafrasear,
20:07não é mudar só uma palavra ou outra, né?
20:11Ele vai precisar aprender a reformular
20:15as informações para que ele não seja
20:17penalizado,
20:19né, como o Rômulo falou aí, de não
20:22ultrapassar 120 pontos, não ultrapassar
20:2580, porque o examinador vai reconhecer
20:29algumas coisas retiradas do texto
20:31motivador. Então, nós vamos ensinar eh a
20:34você a mostrar ao seu aluno como é que
20:37ele pode usar uma informação
20:40reformulada, que não é a mesma coisa que
20:42parafraseada.
20:44E vamos ensinar também ao nosso aluno a
20:47produzir inferências.
20:49Ou seja, eu digo uma coisa e está dito
20:53uma coisa no texto motivador e eu posso
20:55inferir outra. Então ele pode usar uma
20:59informação para chegar a uma inferência.
21:03Então esses quatro tópicos aqui podem
21:06ser feitos com os textos motivadores. Aí
21:09não precisa ficar preocupado porque não
21:12haverá cópia, não haverá eh paráfrase,
21:15não haverá dados estatísticos usados. Ou
21:19seja, o aluno não vai não vai trazer
21:20nada do texto motivador. Ele vai apenas
21:23aprender com você
21:26a modificar algumas coisas que foram
21:29ditas, caso ele caso ele não saiba
21:34algumas coisas sobre o tema. Isso é
21:36importante. Se ele souber, né, Rômula,
21:38aí não precisa do apoio do texto
21:40motivador. Ele pode conduzir a
21:43argumentação dele sem o apoio do texto
21:45motivador. A nossa preocupação é aquele
21:48aluno que não sabe nada sobre o tema. E
21:52aí você tem que ensinar esse aluno a se
21:55virar nos 30 no dia da prova.
21:58>> Ótimo. Deixa eu fazer um
21:59comentáriozinho, amiga.
22:00>> Com certeza.
22:01>> É o seguinte. Eh, a gente vai discutir
22:03aqui e e junto com a Rosane eh como a
22:07gente vai usar esse texto de apoio para
22:08compreender o tema em um contexto
22:11normal de temperatura e pressão,
22:13dizendo, dizendo assim, por quê? Porque
22:16os elaboradores são humanos, existe
22:18muita troca política por trás da banca e
22:20às vezes também existe uma certa falha
22:23na apresentação da coletânea dos textos
22:25motivadores. A gente tem, por exemplo,
22:28eh, edição, que o tema foi publicidade
22:30infantil no Brasil e nos textos do eh da
22:33coletânia só cai publicidade infantil
22:35fora do Brasil. Muitos alunos vão atrás
22:38daquilo ali e só falam sobre a
22:41publicidade infantil fora do Brasil.
22:43Toda vez que você, professor, perceber
22:45que por um acaso um dos textos da
22:47coletânia representa algum tipo de
22:50confronto com a ideia da da do tema
22:52entre um e o outro, fique sempre com a
22:54frase temática. Por último, vou dar só
22:57um exemplo que eu não vou me estender
22:58nisso, que a gente a gente vai discutir
22:59o certo, não o defeito. Mas nós tivemos
23:02recentemente um tema que foi sobre a
23:04inclusão educacional de alunos surdos,
23:08eh inclusão educacional de alunos
23:12surdos, ou seja, o aluno surdo estava
23:15sendo excluído da educação no Brasil. Aí
23:19tinha um texto mostrando evasão escolar
23:22de pessoas com deficiência auditiva ou
23:25outro texto mostrando um que queria
23:26estudar. E lá no meio tinha um texto
23:28perdido que era assim: "Eu sou surdo,
23:32eh, tenho graduação, pós-graduação, mas
23:36não tenho trabalho. Existe uma vaga na
23:39sua na sua empresa?" Para mim era uma
23:42coisa assim. Quer dizer, o tema era a
23:45inclusão do aluno surdo na educação e no
23:48meio da da coletânea tinha um tema de um
23:51surto que não conseguia emprego e até a
23:53pós-graduação ele já tinha.
23:55>> Aí quer dizer, houve uma parte
23:57significativa dos candidatos naquela
23:59edição que fizeram uma redação sobre a
24:02inclusão do surdo no mercado de
24:04trabalho.
24:05>> Trabalho.
24:06>> E aí agora, por que que houve um desvio
24:07tão grande? Aí no final foram investigar
24:10que isso foi uma falha da equipe de
24:11elaboração, né? Eu falo, mando fazer um
24:14texto sobre comida japonesa e no meio eu
24:17boto um texto falando sobre a picanha.
24:19Enfim, então é a Darcília tá aí um signo
24:23desorientador sobre aquele aquele aquele
24:27tema, né, amiga?
24:28>> Esse texto foi muito desorientador,
24:30muito. Eh, é caso até para se anular,
24:34né? Mas enfim. Então, vamos lá. Então, a
24:37gente apresenta aqui para vocês o método
24:40eh não vamos falar lista porque não tem
24:43um i aí, né? Mas l. Que método é esse?
24:46você vai ensinar o seu aluno a ler
24:50para compreender o comando e a
24:53coletânea. Então, a leitura do tema
24:58eh não pode ser só assim: entrega o tema
25:00pro aluno, não. Você tem que educar o
25:03olhar do seu aluno para compreender cada
25:06trecho do tema, qual é o tema, qual é o
25:09direcionamento desse tema, porque o tema
25:12ele tem uma divisão, né? Eh, você
25:15percebe o assunto, você percebe o
25:17recorte temático e o direcionamento.
25:19Então, você tem que ensinar o seu aluno
25:22a ler para compreender o comando da
25:26prova [limpando a garganta][tosse] e
25:28compreender a coletânea. Por exemplo, um
25:30aluno bem preparado por vocês, depois
25:33dessa aula, nessa prova aí dos surdos,
25:36ele identificaria, olhando para o tema,
25:39compreendendo o tema e olhando a
25:40coletânea, ele ia dizer: "Opa, esse
25:42texto aqui não serve, porque ele está
25:44falando de mercado de trabalho e não do
25:47sistema educacional". Pronto. Segundo,
25:50selecionar, ou seja, tem que ensinar o
25:53seu aluno a escolher as informações
25:57úteis para tese dele, ou seja, o que que
26:00eu vou defender? Então, ele vai olhar a
26:03coletânea e vai dizer: "Poxa, esse texto
26:06aqui está conversando com a minha tese".
26:11Então, você vai, depois que ele
26:12selecionar, você vai ensiná-lo a
26:15transformar.
26:17Observe. Aqui a gente não está falando
26:20de usar
26:22o texto da coletânea, a gente está
26:25falando de transformar,
26:28ou seja, aprender a resumir, aprender a
26:32relacionar informações e a produzir
26:36inferências.
26:39E por último, articular,
26:42ou seja, inserir aquela informação que
26:45ele retirou do texto motivador em um
26:49raciocínio
26:51argumentativo.
26:53E aqui eu quero que vocês marquem isso
26:56no caderno de vocês, que eu sei que todo
26:58mundo que me assiste já assiste com
26:59caderno do lado, sabe, Romo, que eles
27:01anotam é coisa na aula. E aí tá lá, você
27:05vai marcar isso aí, ó.
27:07Raciocínio argumentativo. Por, abre
27:10aspas,
27:12abre parênteses. Se você não ensinar
27:15corretamente
27:17ao seu aluno como argumentar,
27:22você pode jogar essa aula aqui fora,
27:25tá? Por quê? Nós vamos ensinar a ler,
27:28compreender, selecionar, articular
27:32as informações dos textos motivadores
27:36no raciocínio argumentativo. Mas se você
27:38não souber ensinar o seu aluno esse
27:41raciocínio argumentativo,
27:43esse método aqui não vai funcionar, tá?
27:45Porque todas essas etapas vão desembocar
27:49ali no método, no raciocínio
27:52argumentativo, tá bom? O texto motivador
27:56então fornece informações. É para isso
27:59que ele tá ali, para fornecer
28:01informações, não é para usá-las no
28:04texto, né, copiá-las, mas ele está ali
28:08para fornecer informações. O que que o
28:10aluno precisa? atribuir a essas
28:13informações
28:16uma função argumentativa. Então, anotou
28:18aí no seu caderno, eu preciso saber
28:21ensinar o meu aluno
28:24a argumentar, tá? Sigamos.
28:27[limpando a garganta] Quer falar mais
28:28alguma coisa?
28:31>> Não. Vamos sim.
28:32>> Então, eu vou deixar esse slide para
28:34você.
28:36>> Então, vamos lá. Vou ler. Você quer ler
28:38alguma coisa e eu explico?
28:40>> Posso ler? Então vamos lá.
28:43copiar. Não ficou claro isso que é para
28:46ninguém sair daqui dizendo assim: "E a
28:49Rosan e o Romelo falaram para usar os
28:51textos motivadores, gente." Então esse
28:54essa parte aqui a gente pode até, ô
28:56Gabriel, dá um print aqui nessa tela,
29:00né, de nós dois juntos aqui com esse
29:02slide e bota lá no meu Instagram, nos
29:04stories, por favor, [risadas] que é para
29:07ficar registrado
29:09que a gente disse que não é para copiar,
29:11tá bom? Então vamos lá. Copiar não. No
29:15Enem, como na maioria das bancas
29:19examinadoras de concursos, as sequências
29:22copiadas
29:24dos textos motivadores
29:27são desconsideradas
29:30na contagem do número mínimo de linhas.
29:34Se após esse desconto restarem até sete
29:38linhas, a redação será considerada
29:41insuficiente. E acreditem, tem gente que
29:43copia, né?
29:45>> Tem gente que copia.
29:46Mas o problema não se limita à
29:49quantidade de linhas. A dependência
29:52excessiva da coletânea também impede a
29:56contribuição autoral
29:59e a capacidade de, de novo, na tecla,
30:02argumentação.
30:04Não diga para seu aluno que qualquer uso
30:07da coletânea é proibido.
30:09Não é isso. O que se penaliza é a
30:13reprodução, não a apropriação crítica. E
30:17hoje a gente vai ensinar essa
30:19apropriação crítica. Agora a palavra é
30:21do Rômalo.
30:22>> Então, eh, nós tivemos uma edição cujo
30:25tema o estigma relacionado às doenças
30:28mentais no Brasil. A banca antecipou a a
30:32ideia de que muitas pessoas no Brasil,
30:35muitos candidatos, não sabiam o que era
30:38estigma. Então, colocaram lá um dos
30:41textos motivadores explicando a
30:43etimologia que estigma queria dizer
30:46marca ou cicatriz, que antigamente os
30:48escravos eram marcados, aí ficou aquela
30:50coisa do estigmatizado, ou seja, aquela
30:53marca que acompanha a pessoa. Então, eh,
30:56uma das primeiras funções do texto
30:59motivador
31:00é certificar-se de que o candidato vai
31:06entender o que tá escrito,
31:09vai entender palavra a palavra.
31:13A segunda finalidade é compreender o
31:16direcionamento argumentativo. Por quê?
31:19Porque cai um tema como eh violência
31:22contra a mulher no Brasil. Cai ali em
31:242015 para existência da violência contra
31:25a mulher no Brasil. Existem algumas
31:28pessoas que querem fazer um texto
31:30desmentindo a violência. Se você desmir
31:33o tema, você tá perdido. Ele, o aluno
31:36acha que argumentar
31:38é contraargumentar o tema. É combater, é
31:42se posicionar, é ser um eh eh rebater
31:46a ideia inicial que o tema traz. Ah, eu
31:49tenho que ser por iso. Todo mundo vai
31:51falar aqui que a violência eh tá
31:53crescendo, eu vou fazer diferente que a
31:55banca vai me notar.
31:57E aí a banca vem lá e traz estatísticas
32:00de quantas denúncias existem, de onde
32:02denunciar, de campanhas eh eh que estão
32:06acontecendo na mídia, do número de
32:08mulheres mortas, de feminicídio. Então,
32:12eh como existem eh muitas pessoas que
32:15olham o tema e ainda não sabem se são a
32:18favor, se são contra, a, enfim, nós
32:21temos uma marca do Enem que é garantir a
32:25compreensão do tema. E a direção
32:28argumentativa. Olha, a abordagem é
32:31negativa contra o tema. Quando a gente
32:34contra o tema, não, né? Ou a partir do
32:36tema, quando o tema foi, por exemplo, a
32:38questão da lei seca no Brasil, muitas
32:41pessoas fizeram uma redação elogiosa. E
32:43aí não, você pode até concordar com a
32:46lei seca, mas você tem que criticar o
32:49fato de as pessoas beberem e dirigirem
32:52no Brasil. Então, eh, a gente tem um
32:55texto de apoio como sendo uma discussão
33:00diretamente ligada, porque é da
33:02competência dois, a questão do
33:04repertório sociocultural. Eu ia até
33:06falando com a Rosane, né, porque a minha
33:07pesquisa é justamente justamente sobre
33:09isso, sobre o repertório sociocultural
33:12mobilizado nas redações nota 1000 do
33:14Enem. Eh,
33:16a gente tem que observar que quando um
33:21candidato eh já preparado vai fazer a
33:26redação do Enem, ele já sabe que a
33:28abordagem dele diante do tema tem que
33:29ser negativa. E por que que tem? Porque
33:32é um texto que pede uma proposta de
33:35intervenção.
33:38De novo, faça uma redação sobre Rosane
33:41Reis. Aí eu vou dizer, é uma excelente
33:43professora. Ela é muito didática, ela é
33:46muito amorosa, ela é muito capacitada.
33:48Sim. Agora faça uma proposta de
33:50intervenção eh eh para resolver o que
33:53você falou sobre a Rosan Ris. Se eu não
33:54falei nada contra ela, eu não tenho como
33:58fazer proposta.
34:01Aí então Rosane Reis é o tema da
34:03redação, vou falar mal dela, mora longe,
34:06me abandonou no Rio de Janeiro, não sei.
34:09Então, qual é a proposta de intervenção?
34:11Portanto, Rosane Reis tem que voltar a
34:14morar no Rio para ficar mais perto da
34:16gente. Ou seja, o candidato bem
34:18preparado, ele já sabe que o olhar dele
34:22tem que ser o olhar, eu brinco com meus
34:23alunos, tem que ser o olhar do Twitter,
34:25do X, o olhar da sogra. Ou seja, você
34:29olha e tem que localizar um problema
34:31social, porque o tema existe a partir de
34:35eh eh eh a partir da BMC, que quer um
34:39posicionamento, uma resposta de um aluno
34:41situado socialmente.
34:43Enfim, aí muitas vezes ele não tem um
34:46domínio do repertório sociocultural e
34:48ele se vê, né, na obrigação de
34:52reaproveitar, de reciclar o que está nos
34:55textos de apoio. Vamos abrir, vamos
34:57abrir aqui um parênteses, né? Um aluno
34:59meu comentou esses dias: "Ah, eu não sei
35:01porque que a redação e eh do Enem trouxe
35:05o repertório sociocultural para os
35:08exames, para a avaliação.
35:11Na verdade é o contrário, foi o
35:14repertório sociocultural que trouxe o
35:16texto dissertativo para o ambiente
35:19escolar. Nós temos aí uma data que
35:22remonta ali do século XIX, a questão da
35:24Revolução Francesa, as, né, o os
35:27revoltados vieram com aquela ideia de
35:29liberdade, igualdade, fraternidade que
35:32as pessoas, né, que haveria na na
35:34cidade, escola para todos, que era o
35:36ideal lindo mesmo. Mas quando a
35:39Revolução Francesa eh eh
35:42vence,
35:44nós vamos ter eh
35:47a pessoa mais simples que vem do campo,
35:50quer estudar numa escola que não que não
35:53tem vaga para ela, que não sabe como
35:55resolver, né, que que não sabe como
35:57receber. E vamos lembrar que a Revolução
36:00Francesa, gente, eu não tô falando mal
36:02da Revolução Francesa, não, tá? também
36:03não sou contra não, mas eh vamos nos
36:06lembrar de que quem faz na verdade a
36:09Revolução Francesa é a burguesia que usa
36:11o povo para se rebelar contra a
36:14monarquia. Na verdade, nem para derubar
36:16uma monarquia, né? Eles queriam
36:17simplesmente ter o maior poder, enfim,
36:20para explorar a colônia, para explorar o
36:22abrir comércio dentro do próprio país. A
36:25partir desse momento que a escola não
36:27tem lugar para receber todo mundo, o que
36:30que a escola faz? Ela quer impor, como
36:33critério de entrada na escola, a questão
36:35do repertório sociocultural, ou seja, só
36:38vai entrar na escola quem dominar
36:41minimamente o repertório burguês. Ou
36:45seja, a literatura ela é incorporada com
36:49mais força na nos liceus, nas escolas, e
36:52o repertório sociocultural vira aí uma
36:55moeda de entrada. E como é que você vai
36:56saber se tem repertório sociocultural ou
36:58não? manda fazer uma redação. Então, na
37:02verdade, a redação surge, né, no
37:04vestibular, porque a gente segue um
37:05modelo francês, né? Eh, eh, o próximo
37:08passo é fazer o pósdoc na França, tá?
37:12Quando você vibra, a coisa acontece.
37:14Então, já tô deixando aí o o o aviso.
37:18Eh, então, a gente pode dizer que não
37:21que seja ruim, eu eu acho maravilhoso a
37:25gente ter uma uma redação na na escola.
37:28Agora, a gente precisa entender que a
37:30redação ela entra como exame pro roll
37:33dos exames avaliativos como um braço
37:35autoritário da burguesia francesa ali no
37:38no século XIX. E a gente precisa se
37:42lembrar também que a redação é um gênero
37:46discursivo escolar. Ele não é um gênero
37:51do discurso eh eh não é um gênero
37:53cotidiano, ele não é um gênero primário
37:56se a gente for usar uma linguagem
37:58bactiniana. Ou seja, a nossa escola
38:02teoricamente ela tinha que preparar a
38:04gente pra vida. Então eu, por exemplo,
38:06eu dou aula na escola pública, eu sei
38:09que eu tenho todo um currículo para para
38:11ensinar de redação pro meu aluno, mas eu
38:13jogo o currículo de lado e abro um
38:16espaço para ensinar para ele eh eh
38:18comportamento numa entrevista de
38:20emprego, como elaborar eh eh
38:23comportamento linguístico, tá? como
38:25elaborar um currículo,
38:28aquele que faz curso de tudo, tem
38:29experiência com tudo, como criar eh eh
38:31currículos diferenciados de acordo com a
38:33vaga, como ele vai se apresentar, porque
38:35teoricamente a escola deveria nos
38:37preparar para vida,
38:40>> não é isso? Acho que
38:41>> eu sempre sentia isso.
38:43>> É,
38:43>> eu acho, eu acho um desserviço da escola
38:46passar 3s anos do ensino médio
38:49preparando para um texto e um dia, né,
38:52que é o exame. Eu acho um desserviço.
38:55E a BNCC orienta que a eh ao longo do
38:59ensino médio seja e também no
39:01fundamental sejam trabalhados diversos
39:04gêneros, mas o que se vê na maioria das
39:06escolas, principalmente nas
39:08particulares, é um ensino médio 100%
39:11voltado para a prova do Enem.
39:13>> É, eu vejo isso. É muito cultura aqui do
39:15Rio de Janeiro, viu? Tanto que a gente
39:17quando compra material didático de
39:19outros lugares, né, de São Paulo, do
39:22Nordeste, às vezes a gente fica
39:24impactado porque aparecem vários gêneros
39:27e a o professor de de redação tem que
39:30pular. Porque se o professor de redação
39:32entra na sala de aula dizendo: "Hoje nós
39:33vamos falar sobre um editorial, hoje nós
39:36vamos falar sobre o aluno, ele quer, ele
39:38vai pra direção reclamar, o professor
39:40não tá dando redação do Enem."
39:42assim em São Paulo é diferente porque a
39:44gente tem uma presença maior de gêneros
39:47variados, né, na na na redação ou é nas
39:50avaliações nos vestibulares de São
39:52Paulo.
39:53>> Mas aí e se a gente for falar sobre
39:55outras áreas, porque não é só língua
39:56portuguesa, né? O cara fica anos e anos
39:59estudando matemática na escola, ele sai
40:01da escola, ele não sabe a diferença
40:03entre pagar com cartão de crédito, pagar
40:05no Pix e usar o cheque especial da
40:07conta. Essa matemática da vida ele não
40:09sabe, mas ele tem que calcular a
40:11velocidade, a raiz quadrada de coisas
40:14que ele nunca vai usar na vida. Isso
40:15acontece também com a gente. A
40:18dissertação argumentativa, ela é um
40:20texto da escola para a própria escola. A
40:24questão é que saber argumentar faz de
40:28você também o melhor cidadão, porque
40:31saber argumentar aumenta a o seu melhora
40:34o seu vocabulário, eh eh aumenta a a sua
40:39capacidade de persuasão, de
40:41convencimento, as suas relações
40:43interpessoais se tornam mais claras. Se
40:46você quer pleitear uma vaga de emprego,
40:49se você quer se posicionar em relação a
40:51qualquer assunto, o texto dissertativo
40:54argumentativo, ele promove ele no ensino
40:57dele, ele ele gera, ele impacta ao aluno
41:00uma um encadeamento de ideias, uma
41:03organização que na verdade tem impacto
41:06cognitivo e positivo. Então, apesar de
41:09ser um gênero eminentemente escolar, a
41:12gente pode dizer que o impacto na vida
41:16vivida, né, enfim, é é muito importante.
41:20Então, voltando para cá, o a dissertação
41:23argumentativa do Enem, ela quer ver
41:26repertório sociocultural
41:28variado, inovador. Ela não quer
41:31encontrar os textos motivadores em forma
41:33de repertório, mas ela quer sim
41:36encontrar os textos motivadores em forma
41:38de posicionamento. Então é sobre isso,
41:41né, Rosane? Eu tenho que me posicionar a
41:43partir do que eu vou encontrar nos
41:46textos motivadores. A sua redação, Alo,
41:48tem que saber, é uma resposta que foi
41:51dado na coletânea.
41:53>> Perfeito. Agora eu quero perguntar a
41:55todos vocês que estão nos assistindo se
41:57vocês querem que o Rômulo dê um
42:00minicurso sobre o uso de repertório
42:04sociocultural. vai dizendo aí que nós
42:06vamos avançando, porque só desse
42:08pedacinho que ele falou do uso do
42:11repertório já tá todo mundo ali
42:13comentando de gênero. Então eu acho que
42:16nós deveríamos convencer o Rômulo
42:19Bolivar, que é um ser humano difícil de
42:23trazer. Nós deveríamos convencer o
42:26Rômulo de gravar um minicurso para
42:30ensinar vocês a trabalhar repertório. Ó
42:32lá, Rômulo, eu quero sim, claro que sim,
42:35com certeza. Sim. Vai se virando aí. Eu
42:38não quero nem saber. Você que vá se
42:40virando aí. Bom, só para eh concluir
42:44isso que o Rômulo falou. Ó lá, ó. Tá
42:46acompanhando, Rômulo?
42:47>> Tô sim.
42:48>> Tá tá conseguindo ler ali?
42:50>> Tô sim.
42:51>> Os comentários. Ó lá, ó. Rômulo para
42:53presidente. [roncando]
42:54>> Eu não tô vendo os comentários, não. Tô
42:56vendo só a tela.
42:57>> Ah, Rômulo para presidente, entendeu?
43:00Olha aí, ó. Sim, principalmente por
43:02conta das mudanças do ano passado com os
43:04repertórios de bolso, entendeu? Aí uma
43:08pergunta, Rômulo, então eu vou exibir a
43:10pergunta para você. [roncando] Então, o
43:12repertório sociocultural faz retomada ao
43:14argumento ou ao tema? Vamos deixar pro
43:17Rômulo explicar isso na no curso. Vamos
43:20deixar. Rômulo, se vira. você vai ter
43:22que dar esse curso, tá?
43:24Tá bom. Você pode te responder
43:27rapidinho. Se quiser eu posso responder
43:28daqui a pouco.
43:29>> Pode, pode responder.
43:30>> É, o repertório sociocultural ele tem
43:33que tá relacionado ao tema, tá? Não ao
43:37argumento.
43:39>> Pronto, respondido. Eh, a lá. Sim, sim,
43:42sim. Claro, claro. Sim, titio. [risadas]
43:46[suspirando]
43:48>> É ótimo, né? Eh, processo autoral
43:52significa escolher bons repertórios e
43:54criar lógicas argumentativas
43:56inteligentes. É isso aí, Maristela.
43:59[roncando]
44:00Depois da defesa do doutorado, Rômulo
44:02pode oferecer esse curso antes da
44:03defesa. Ele já entregou a tese, já
44:05depositou, vai depositar agora essa
44:07semana. Até a defesa ele não tem mais
44:10nada para fazer. Tese depositada.
44:13Amiga, se puder ser ao vivo e a gente
44:16até deixar gravado, mas se puder ser ao
44:18vivo
44:19>> e aos domingos eu aceito, mas quem que
44:22vai querer estudar domingo?
44:24Semana não consigo não.
44:26>> Você não sabe. Eu dou aula sábado,
44:28sábado, domingo, dia santo, feriado,
44:30chovendo com sol, eles estão aqui. Meu
44:34público, meu filho, não tem isso não. Se
44:36você disser que vai dar aula de
44:37madrugada, eles vão assistir. Então,
44:39pronto. Vou combinar, vou combinar com
44:41Rômulo, tá? Lá, eu já começou, ó. Eu, eu
44:45quero. Nosso domingo é seu, Rômulo. Tá,
44:48acabou. É isso, meu filho. É isso.
44:51Qualquer dia, tá vendo, ó? Quero sim.
44:53Pessoal que gosta de estudar, tá? Eles
44:55não vem aqui à toa não. Ô gente, olha
44:57só. Já sei que vocês querem. Vou
45:00combinar com Rômulo. Eu faço até
45:02chantagem emocional. Pode deixar.
45:04[risadas]
45:05Para ele dar esse curso pra gente. Ó lá,
45:07tem um monte de gente comentando ali.
45:09Rômulo, eu quero, eu quero, eu quero, eu
45:10quero. Nossa, a turma já tá lotada.
45:14Como são avaliados os trechos de cópia
45:16da redação? Esse trechinho aqui que eu
45:19trouxe,
45:22eu tirei do da cartilha do participante,
45:25só para confirmar tudo isso que já foi
45:27dito, tá? A gente não precisa mais
45:29comentar não, Rômulo. O pessoal
45:32realmente tá animado, ó. Euzinha,
45:34domingo de madrugada, tá vendo? Quero
45:37qualquer dia da semana, é só dar uma
45:39data. Tá todo mundo animado aí.
45:43Madrugada também. Outra, outra herança
45:45de Darcíha Simões.
45:48>> Outra herança de Darcília. [risadas]
45:52Eu vou explicar isso agora, Edivaldo,
45:53que seria reformular as informações do
45:56texto motivador. Ah lá, a Suziane falou
45:59porque aqui estudamos mesmo. É isso aí.
46:03Então, na cartilha do participante, isso
46:06vem muito explícito. Olha só, para
46:10efeito da de avaliação e de contagem do
46:13mínimo de linhas escritas, os trechos
46:15que apresentarem cópia de textos da
46:18prova de redação, que são os textos
46:21motivadores, ou do caderno de questões.
46:24Ainda tem isso, tem gente que vai lá
46:26copiar coisa do caderno, né?
46:28Eh, em relação ao total de linhas
46:30escritas, sendo contabilizadas apenas as
46:34que forem produzidas pelo ou pela
46:36participante.
46:38São consideradas linhas com cópia,
46:41presta atenção, aquelas compostas
46:45integral ou parcialmente por trechos de
46:49cópia da prova de redação, tá? Trechos
46:53de cópia, ou seja, o aluno foi lá e
46:56copiou. Então, o que nós vamos ensinar
46:58hoje aqui é diferente, viu, Edivaldo?
47:01Não é pegar lá e fazer cópia. Nós vamos
47:03ensinar a usar as informações. Então,
47:07por exemplo,
47:09a leitura tem que começar pelo comando,
47:13nunca pelo texto motivador. Você vai ler
47:15com seu aluno, você vai começar pelo
47:17comando. E o comando dessa proposta foi
47:20de 2023, então está lá, ó. Enem 2023. A
47:26proposta foi desafios para enfrentamento
47:29da invisibilidade do trabalho de cuidado
47:33realizado pela mulher no Brasil. Rômul,
47:35eu achei esse tema bem complexo. Muitos
47:38alunos saíram da prova dando entrevista,
47:40dizendo que eles tiveram dificuldade
47:42para falar sobre isso, porque não era um
47:44assunto muito bem eh debatido, né, na
47:47sociedade,
47:49mas foram alunos talvez que não tenham
47:52sido preparados pelos professores para
47:56depreender, né, informações dos textos
47:59motivadores. Então eu eu sempre gostei
48:02de ensinar o aluno isso para qualquer
48:05banca, tá gente? Qualquer banca você tem
48:09que ensinar o aluno a preencher
48:12esse essas casinhas aí, ó. Gente, isso
48:15aqui dá um resultado incrível. Eu sempre
48:19trabalhei assim com meus alunos para
48:21qualquer banca examinadora.
48:24Qual é o problema? Qual é o objeto de
48:27que grupo social está falando? Qual a
48:30delimitação desse tema e a direção
48:33argumentativa?
48:35Você gosta disso, Romo? Eu gosto muito.
48:38Alguns quando a gente vai fazer o Enem,
48:40conhecendo o Enem, a gente já tem que
48:42trazer na cabeça. Por exemplo, Brasil
48:44vai ser sempre delimitação.
48:46Que a palavra Brasil não esteja presente
48:49na frase temática, a argumentação tem
48:51que ser sobre o Brasil, sob pena de eles
48:54eh apanhar por tangenciamento, ser
48:56apenado por tangenciamento.
49:00>> Isso. É, então, ó, tem uma pergunta aqui
49:03que eu vou deixar aqui para depois você
49:06responder, tá? Mas já anota aí, Rômulo,
49:10para responder pro Rodrigo,
49:12tá? Que eu vou ocultar. Anotou?
49:17>> Não. Eh,
49:20volta depois de novo. Quando for
49:21responder, você volta a pergunta. Tem
49:22como? Ou não volta mais?
49:24>> Volta. Já marquei aqui. Pronto. Então é
49:28isso. Olha, antes de você ler a
49:30coletânea com o aluno, você vai pedir a
49:33eles para decompor o tema. Sabe aquilo
49:36que a gente faz na matemática? 124
49:39é igual a 100 + 20 + 4. Decomposição do
49:43número. Você vai fazer a decomposição do
49:46tema. Qual é o problema? É a
49:48invisibilidade. Invisibilidade é o
49:50problema, né? Qual é o objeto? é o
49:54trabalho de cuidado. Esse é o objeto que
49:57você vai discutir. Ou seja, é é o
50:01coração do tema. Esse é o coração do
50:04tema. O objeto é é o coração. Então você
50:06vai falar do trabalho de cuidado, ou
50:08seja, dos cuidadores, né, de daquele que
50:10cuida de criança, de que cuida de velho,
50:12de quem cuida, né, da família. Esse
50:14trabalho de cuidar de alguém, não é? O
50:18problema desse trabalho é a
50:20invisibilidade.
50:22De que grupo social ele está falando?
50:24Por exemplo, no tema dos surdos, né? O
50:26grupo social eram os surdos. No tema da
50:29criança lá da da publicidade infantil, o
50:33grupo social eram as crianças, tá?
50:35Então, qual é o grupo social? as
50:37mulheres. A delimitação, como o Rômulo
50:40falou, não é nem será sempre Brasil, mas
50:43em outras bancas de outros concursos
50:45pode ter outra delimitação.
50:48E a direção argumentativa, tá escrita
50:51ali, ó, desafios para o enfrentamento.
50:55Você vai fazer o seguinte, vou propor um
50:58exercício aqui para eles, Romo, vê se
51:00você gosta dessa ideia. Peguem todos os
51:03temas do Enem, pelo menos dos últimos 8
51:05anos.
51:07E elaborem isso para vocês, porque o
51:11professor tem que ser capaz de fazer
51:13isso primeiro. Você não vai levar isso
51:15paraa turma sem antes ter estudado.
51:18Então você vai pegar os temas e vai
51:21fazer esse esse quadrinho. Eu sei
51:23identificar qual é o problema, qual é o
51:25objeto, qual é o grupo social, qual é a
51:26delimitação e qual é a direção
51:28argumentativa. Pronto, faça isso com
51:31todos os temas e leva esse trabalho pro
51:33seu aluno para ele conseguir também
51:36fazer esse exercício quando ele receber
51:38o tema, porque aqui já tem um caminho eh
51:42eh para ele seguir, né? Depois,
51:46o que o tema exige explicar? O aluno não
51:50deve apenas definir trabalho de cuidado.
51:52Isso aí é um problema que eu vejo em
51:54várias redações. Às vezes o aluno começa
51:57o o texto só definindo.
52:00Ele não tem que só definir, ele precisa
52:02responder a essas perguntas aí, ó. É um
52:05por um porqu, um como, quais o qu? pode
52:08ter outro como não, mas por como quase e
52:11o que ele tem que responder. Ou seja,
52:14por que esse trabalho é invisibilizado?
52:17Como essa invisibilidade se manifesta?
52:20Quais são as consequências? o que
52:22dificulta seu enfrentamento e como o
52:25problema pode ser combatido. Se você
52:27pegar essas perguntas e fizer essas
52:30mesmas perguntas, claro, trocando, né, a
52:33invisibilidade e o trabalho pelos outros
52:36temas, você vai conseguir preparar o
52:39raciocínio do seu aluno, sempre pensando
52:42o seguinte, ó. Eu preciso trabalhar não
52:45só o texto do aluno. Eu bato nessa
52:47tecla, Rômulo, todas as vezes que eu dou
52:49aula de redação. Não adianta você querer
52:52preparar o texto do cidadão se você não
52:55preparar o raciocínio dele. Se você não
52:59fizer um raciocínio argumentativo,
53:03esse aluno não vai escrever uma
53:05argumentação. Então aqui eu já preparo o
53:07raciocínio. Eu digo, beleza, eh o que
53:11que é o trabalho de cuidado? já definiu,
53:14tá? Mas agora a gente precisa responder
53:16por que ele é invisibilizado? Por que
53:18que ninguém vê quem está cuidando?
53:21Como é que essa invisibilidade se
53:23manifesta? É na família? É na sociedade?
53:27Ela se manifesta em determinados grupos,
53:30né? Quais são as consequências dessa
53:33invisibilidade? Se ninguém está
53:35prestando atenção a essa galera que está
53:38cuidando, né? Quais são as consequências
53:42que isso traz?
53:43para essas esses cuidadores,
53:46os cuidados que eles fazem para as
53:49pessoas que são cuidadas e paraa
53:51sociedade. O que que dificulta
53:54o enfrentamento desse problema? é a
53:57legislação.
53:59[limpando a garganta] É o quê que vai
54:01dificultar
54:03e essas pessoas de continuar esse
54:06trabalho ou porque que elas estão
54:08enfrentando determinadas dificuldades
54:11e como é que ele pode ser combatido,
54:13porque aí já aponta, né, Rômulo, para a
54:14proposta. Essa esse como o problema pode
54:17ser eh combatido, já vai apontar paraa
54:20proposta, porque você já discutiu com
54:23ele essas outras coisas. Amiguinhos,
54:25olha só, não adianta você colocar um
54:28tema no quadro, só discutir o tema por
54:31alto, por alto, e mandar o seu aluno
54:33escrever, dizendo para ele o resultado
54:35da redação. Ah, na introdução você tem
54:37que fazer isso, no argumento tem que
54:38fazer isso, na na conclusão tem que
54:40fazer aquilo. Não existe uma sequência
54:45didática. Eu bato nessa tecla o tempo
54:47todo. Não ensine nada sem uma sequência
54:51didática, porque senão você ensina só o
54:54resultado e não faz a sequência, tá?
54:58Então, a coletânea
55:00deve ser lida em função dessas
55:02perguntas, porque quando você pega essas
55:05perguntas e apresenta para ele a
55:07coletânea, ele vai lá paraa coletânia e
55:10vai responder essas perguntas como se
55:11ele tivesse fazendo um exercício de
55:14interpretação de texto. Isso faz muito
55:17sentido.
55:19você está mexendo na cabeça desse aluno,
55:22ensinando a interpretar os textos da
55:25coletânea, não para ele copiar, mas para
55:29ele começar a raciocinar, tá? Então
55:34vamos lá.
55:35>> Eh, [limpando a garganta] eu, enquanto
55:36você vira o slide, eu posso falar
55:37rapidinho, amigo?
55:38>> Deve. Eh, quando eu trabalho em redação
55:41com os meus alunos em em mentoria,
55:43algumas
55:44aqueles que têm muita dificuldade, eu eu
55:47trabalho muito com aluno com
55:50TDH, igual a mim, alunos eh com algum
55:54espectro autista e alguns alunos muito
55:58com uma questão emocional muito grande,
55:59né? Eu bloqueio, não consigo escrever. E
56:02aí eu tenho um método que eu chamo de
56:05argumentação empática. Que argumentação
56:07empática é essa? Aí eu chego para aluno,
56:09por exemplo, eu dou aula aqui na nesse
56:11eixo Barrada Tijuca e Recreio. Quando a
56:13gente chega como um tema pessoa em
56:15situação de rua,
56:17eh o aluno diz: "Eu não sei falar, não
56:19tenho nada para falar. Até porque nem
56:22pessoa em situação de rua tem muito por
56:24aqui, não tem nem esquina para eles
56:25ficarem. Não vou dizer que não exista,
56:27tá? Mas aqui não não tem muito, né?
56:31perto de praia e não tem, enfim, eh, não
56:34tem muitas marques, Copacabana e Panema,
56:37tem mais aqui. Não, não, não tem muito.
56:39E aí você vai conversar com o aluno, eu
56:40vou conversar com o aluno, aí eu fico
56:42imaginar e eu viro para fal assim, vamos
56:44fazer o seguinte, não tem nada para
56:45escrever, né? Então [roncando] vamos lá,
56:48imagina, né? Fecha seus olhos e imagina
56:51que você acordou
56:53e você é uma pessoa em situação de rua.
56:57Ah, impossível.
56:59Só se eu ficar louca, né? O que eu tenho
57:02em minha casa só se eu ficar doida. Aí
57:04eu, então, pronto, você já tem um
57:05primeiro argumento, primeiro caminho
57:07argumentativo, porque a uma das
57:09principais causas de as pessoas irem pra
57:12rua é a questão da doença mental. Não é
57:14a necessidade de estar na rua. Aí o
57:17outro fala: "Ah, só se eu tivesse usando
57:19droga. Só se eu tivesse". Então, tá aí.
57:21O consumo de drogas é a segunda maior
57:24razão para as pessoas estarem. Então,
57:26quando você deixa de olhar o tema como
57:31um objeto simplesmente de uma tarefa
57:34escolar e traz para sua vida e faz o
57:37movimento empático de se colocar no
57:38lugar do outro, você argumenta melhor. E
57:42os textos da coletânea, em geral, eles
57:45ajudam a gente que não conhece aquela
57:47realidade a se aproximar dela, a
57:50exercitar essa empatia discursiva, vamos
57:54dizer assim. E aí quando a gente tava
57:56vendo aquela etapa que você falou
57:58anterior, né, esse como aqui resolver já
58:00é a proposta de intervenção. A proposta
58:03de intervenção, ela é uma etapa
58:06argumentativa,
58:07>> sim,
58:08>> do gênero discursivo do Enem.
58:11>> Apesar porque quando a gente pensa só em
58:14tipologia textual, que a gente não tá no
58:15discurso, né? Se a gente no plano
58:17textual pensar em tipo, é como se a
58:19gente tivesse fazendo uma argumentação e
58:22chega no final, a gente muda de tipo,
58:23né? a gente torce e sai do
58:25argumentativo, vai pro injuntivo,
58:27mas eh esse é o modelo discursivo da da
58:33redação do Enem. Ela é fechada com esse
58:36tom, com essa cor eh eh injuntiva. Da
58:39mesma forma que na hora de argumentar
58:41nós vamos ter trechos descritivos, né?
58:45Agora, o principal do Enem que as
58:48pessoas estão perdendo é justamente o
58:51tom crítico. E se é você, professor, e
58:54você tá na sala de aula, a gente vê os
58:56alunos às vezes super agressivos ou
58:58super críticos no nas redes sociais,
59:01você manda escrever uma linha sobre
59:03algum tema e ele não consegue. Ué, mas
59:05por que isso? Porque em geral nas redes
59:08sociais eles não têm autoria, né, nas
59:14suas colocações. Eles estão reproduzindo
59:18o discurso ou de ódio ou de exclusão, ou
59:22mesmo o discurso politicamente correto.
59:25Eles estão discutindo, estão
59:27reproduzindo, eles estão replicando o
59:30que outros disseram. Se você dá um papel
59:32aí, caneta e manda ele se posicionar sem
59:35dizer nada antes, ele não sabe de onde
59:38vem, nem para onde vai, né?
59:40>> Claro. É por isso, Romo,
59:42[tosse][limpando a garganta]
59:42que eu eu até mandei para você hoje, né?
59:45Eu escrevi um material eh ensinando esse
59:50passo a passo e como exercício.
59:54Então eu elaborei 116 páginas de
59:58exercícios para desenvolver
1:00:00argumentação,
1:00:02porque eu vejo professores completamente
1:00:05perdidos, sem saber como é que ele
1:00:07ensina o aluno a argumentar. Então,
1:00:09perfeito isso que você falou. se coloca
1:00:12nesse lugar, o que você faria, por você
1:00:15estaria ali? E eu tenho um exercício
1:00:17muito parecido nesse meu e-book, né, que
1:00:20eu coloco uma cena de de três crianças
1:00:24brincando no lixão
1:00:26e eu faço perguntas sobre aquela cena e
1:00:30aí o aluno vai respondendo aquelas
1:00:32perguntas, eu vou com as perguntas, eu
1:00:34vou conduzindo o raciocínio dele para
1:00:37poder falar desse problema de crianças
1:00:41vivendo no lixão. Então, a argumentação
1:00:43ela não nasce do nada, ela nasce de
1:00:46provocações, de sequências didáticas,
1:00:50né? E e aí, como muitos professores que
1:00:54compraram eh esse book estavam sem saber
1:00:57muito como aplicar, porque é um método
1:00:59novo, né? um método diferente, porque a
1:01:02maioria ensina argumentação só
1:01:05ensinando, né, e não executando. E aí
1:01:09eles me pediram para gravar o o curso.
1:01:11Então eu gravei um minicurso, né? Tem
1:01:15quatro aulas para ensinar essa essa
1:01:18técnica e mais quatro aulas para ensinar
1:01:21a redação de uma forma geral. Eh, e eles
1:01:25gostam muito. Eu tem uma professora
1:01:27acabou de comentar ali, né? Material
1:01:28maravilhoso, tá? é um método incrível.
1:01:31Eh, e isso é importante, né, desenvolver
1:01:34no aluno essa capacidade argumentativa.
1:01:37Não é só ensinar o texto argumentativo,
1:01:40é desenvolver neles uma capacidade
1:01:44argumentativa. E como você falou,
1:01:45argumentação empática eu achei ótimo.
1:01:48>> Rosan depois já vai falar mais. Depois
1:01:50eu queria falar mais um pou
1:01:51>> pode falar.
1:01:53Então, eh, tem duas coisas que a gente
1:01:55precisa observar paraa gente ser bem
1:01:58sincero com a realidade de professor.
1:02:00Primeiro é que o nosso papel de
1:02:02professor é preparar o aluno como
1:02:03cidadão. Então, a gente precisa
1:02:05raciocínios argumentativos, capacidade
1:02:07argumentativa. Essa formação dele é
1:02:10muito importante. Por outro lado, a
1:02:13gente precisa entender que a a redação,
1:02:16a dissertação argumentativa do Enem é um
1:02:19gênero muito coercitivo, ele é muito
1:02:21fechado, ele é muito engessado.
1:02:24Então, por mais que seja importante e
1:02:27necessário a gente passar pelo
1:02:29pensamento argumentativo, pelas
1:02:31estratégias, a gente também tem que
1:02:34mostrar esse produto final, porque o o a
1:02:38existe um modelo prototípico de texto
1:02:40que a banca quer receber.
1:02:41>> Sim.
1:02:42>> A banca tem se esforçado para mudar.
1:02:45Existe uma expectativa de que a grade de
1:02:46correção mude muito mais nos próximos 2,
1:02:49tr anos. Eh, mas
1:02:53eh se você não tiver aquelas etapas,
1:02:55introdução,
1:02:57repertório de contextualização do tema,
1:03:00depois tese, que é problema social,
1:03:02verbo, espaço e tempo, e depois você tem
1:03:05uma antecipação argumentativa com o
1:03:07argumento um e o argumento dois. Depois
1:03:09você passa pro desenvolvimento.
1:03:11Quando a gente fala de desenvolvimento,
1:03:13a gente precisa ter uma primeira frase
1:03:15estratégica que cumpre duas funções.
1:03:18Primeira, mostrar pro aluno que ele não
1:03:20é louco. Ele vai continuar falando sobre
1:03:21o que ele disse na introdução. Então eu
1:03:23preciso ter nessa primeira frase uma
1:03:25retomada de um argumento. Segundo,
1:03:27mostrar que ele não abandonou o tema,
1:03:29então precisa ter uma retomada do tema.
1:03:31Então essa primeira frase da do da do
1:03:33desenvolvimento, ela tem um conectivo
1:03:36que em geral é algum prototípico também
1:03:38tem uma retomada do argumento e uma
1:03:39retomada do tema. Aí você vai pras
1:03:42paraas frases seguintes. Nas frases
1:03:44seguintes existe uma expectativa da
1:03:46banca de que o aluno amarre o debate à
1:03:50realidade, porque o aluno ele eh costuma
1:03:54ser muito filosófico e muito abstrato na
1:03:56hora de escrever. Então, eh, é um
1:03:59absurdo haver pessoas em situação de
1:04:00rua, porque o abandono ele prejudica as
1:04:04pessoas, porque a condição humana, você
1:04:06deve ter pelo menos um lá, eu a
1:04:09inoperância do Estado prejudica a
1:04:11moradia, a falta de atuação dessa forma
1:04:14aí, eh, eh, a postura negligente, não,
1:04:17eu tenho que dizer que essa postura
1:04:19negligente do governo é o quê? falta de
1:04:23eh leis de acolhimento a pessoa em
1:04:25situação de rua, falta de centros de
1:04:28ressocialização, eh políticas antidrogas
1:04:31direcionadas a Então, eu preciso dar
1:04:33exemplos concretos da falta. E aí entra
1:04:36gramática, porque para eu saber o que é
1:04:38exemplo concreto, em geral, eu preciso
1:04:41usar o substantivo concreto.
1:04:44>> Claro. E aí é aquele o hoje eu me pego,
1:04:48né, e e eu acho que eu fiz um percurso
1:04:50muito feliz, eu acho, quando eu passei
1:04:52na sua mão, amiga, e também passei eu,
1:04:54né, quando eu fui orientando o professor
1:04:56Bechara e fui orientando da Darcília,
1:04:59porque eh primeiro e
1:05:04todos vocês nunca fizeram campanha
1:05:07contra a gramática, nem contra o
1:05:09discurso, apesar de vocês gostarem do
1:05:13texto. E aí eu fiz a especialização em
1:05:16gramática, né, com Bexara. Eu fiz o meu
1:05:19mestrado com a Darcía no plano do texto,
1:05:22né, com aquela semiótica do texto e
1:05:25agora o doutorado na análise do discurso
1:05:27e análise do discurso bactiniana que diz
1:05:29que eu não sou médico, eu não sou um
1:05:32geógrafo, eu não sou eu sou professor de
1:05:34língua portuguesa. Então qualquer
1:05:36análise social que possa fazer que eu
1:05:38possa fazer, tem que partir do enunciado
1:05:41linguístico, tem que partir da
1:05:42materialidade textual.
1:05:46O professor ele não sabe, vem com uma
1:05:48história, ah, porque quando ele é agente
1:05:49da proposta de intervenção é com letra
1:05:51maiúscula. Não, a o que define se a
1:05:53letra maiúscula ou minúscula é o básico
1:05:56do feijão com arroz, se é substantivo
1:05:58próprio ou substantivo concreto.
1:06:00Exatamente. [risadas]
1:06:02Se é comum ou próprio, né, da
1:06:05[tosse][limpando a garganta]
1:06:06própria, concreto, é, se é substantivo,
1:06:08comum ou próprio. E aí, eh, eh, a
1:06:11história de poder público, o aluno não
1:06:14entende porque que o poder público é com
1:06:15letra minúscula e por que que poder
1:06:18executivo, poder judiciário, é com letra
1:06:20maiúscula. E alguns professores também
1:06:22não sabem. E a gente tá aqui para para
1:06:25ajudar, né? A nossa função é essa,
1:06:27porque eh o discurso ele pra gente parte
1:06:31do texto e o texto também tá ancorado na
1:06:34gramática, não é isso? É, a Irandê
1:06:37Antunes, a Irandê Antunes, eh, tem uma
1:06:39frase que eu gosto muito, né, e eu
1:06:41sempre uso, que ela diz:
1:06:44"Não se faz gramática sem texto,
1:06:48mas também é verdade que não se faz
1:06:50texto sem gramática". [risadas]
1:06:53Acho perfeita essa fala da Irandê, né?
1:06:55>> É. E a Magda Soares fala que a gramática
1:06:59se materializa no texto. Então, assim, a
1:07:02gente tem que trabalhar o texto, tem. E
1:07:04olha, essa tua fala, parece até que a
1:07:05gente combinou, né? Essa tua fala vem
1:07:07muito de encontro com aquilo que eu falo
1:07:08nesse nesse meu e-book e nesse meu
1:07:10minicurso.
1:07:12Eh, por quê? Porque eu sigo a teoria do
1:07:17Osval do C, que é a teoria da
1:07:20argumentação na língua. Você não ensina
1:07:24ninguém a argumentar só pensando. Você
1:07:27ensina por meio de estruturas
1:07:30linguísticas de argumentação. Eu bato
1:07:33muito nessa tecla e agora foi muito
1:07:34legal que você falou sobre essa questão
1:07:36da gramática que é substantivo concreto,
1:07:39porque é uma ação, é uma coisa concreta
1:07:41que tem que ser feito. Como é que você
1:07:43descobre isso? E eu digo isso pros
1:07:45professores, argumentar é entender de
1:07:48língua. Por quê? Porque existem os
1:07:50modalizadores do discurso, existem os
1:07:53tempos verbais certos para você usar,
1:07:55poderia, deveria, né? Quais são os
1:07:57tempos verbais da tese? Quais são os
1:07:59tempos verbais do argumento? Qual é a
1:08:01coesão que você faz entre a tese e o
1:08:04argumento? Que elemento coesivo é esse?
1:08:06Então, se você não souber a eh ensinar o
1:08:09seu aluno a usar as ferramentas
1:08:12gramaticais na argumentação, pode ter
1:08:15certeza de que a argumentação dele vai
1:08:18falhar. O João Marcelo disse que ser
1:08:19orientado pelo beixar é vencer na vida.
1:08:22[risadas]
1:08:25Bom, vamos dar continuidade, senão a
1:08:27gente não acaba porque ainda tem muita
1:08:29coisa para falar.
1:08:31ler os textos pela função deles.
1:08:35Ensine o aluno a identificar o que cada
1:08:38texto oferece. Por quê? Existem textos
1:08:41na coletânea de diversos gêneros, né?
1:08:44Existem textos que definem, que
1:08:46exemplificam, que comprovam, que
1:08:48explicam, que problematizam e que
1:08:50sugerem. Então você vai fazero uma
1:08:52pergunta de leitura, né? Se o texto
1:08:55define, você vai perguntar o que é esse
1:08:58fenômeno da invisibilidade, né? Vai
1:09:02definir o que é invisibilidade.
1:09:05Existe texto que exemplifica. Então,
1:09:06como é que essa invisibilidade se
1:09:09manifesta?
1:09:10Que dado confirma essa existência? Isso
1:09:13é a comprovação.
1:09:15Que causa pode ser identificada? É aí
1:09:18aquele momento de exemplificar o que
1:09:20está até o Rômulo acabou de falar sobre
1:09:23essa questão do exemplo aí dos moradores
1:09:25de rua.
1:09:27Eh, quando ele falou: "Por que que você
1:09:29estaria morando na rua?" "Ah, só se eu
1:09:30tivesse louco, só se eu tivesse usando
1:09:32droga". É a causa que vai identificar
1:09:35isso. É o exemplo. Problematizar que
1:09:38contradição aparece na coletânea, né? e
1:09:43sugerir que caminho de intervenção pode
1:09:45ser deduzido de todas essas respostas
1:09:49que o aluno fez. Esse quadrinho aqui é
1:09:51muito bom para vocês usarem nos textos
1:09:54de coletânea. E eu volto a dizer, usar
1:09:57os textos de coletânea como se você
1:09:59tivesse fazendo com eles, como se
1:10:01tivesse, não, fazendo com eles o
1:10:04exercício de interpretação de texto,
1:10:08trabalhar o texto da coletânea numa aula
1:10:12de interpretação textual,
1:10:15respondendo a essas perguntas e fazendo
1:10:18essa essa sequência, né?
1:10:22Eh, deixa eu ler aqui que o
1:10:25o Rodrigo perguntou. Penso com base
1:10:29nesse slide que isso tem a ver com a
1:10:31forma, a compreensão da estrutura da
1:10:34redação e não com a parte de conteúdo.
1:10:37Leitura, inferência, construção de
1:10:39repertório, correto?
1:10:43[tosse]
1:10:43[limpando a garganta] Você tá falando
1:10:44especificamente desse slide que eu tô
1:10:46apresentando aqui agora de definir,
1:10:48exemplificar, comprovar?
1:10:50>> [roncando]
1:10:54>> Eh, eh, na verdade isso tem a ver com as
1:10:56duas coisas, com a forma e com o
1:10:58conteúdo.
1:11:00Eh,
1:11:00>> é porque eu não sei se ele tá pensando
1:11:01que isso aqui é na hora de fazer a
1:11:03redação. Isso aí é para para ler o o
1:11:07texto da coletânea. Eh, é porque você
1:11:09vai ler o texto da coletâneia eh usando,
1:11:12eh, essas perguntas, mas depois as
1:11:16respostas a essas perguntas vão servir
1:11:19para estruturar o texto da da redação,
1:11:23entendeu, Rodrigo?
1:11:25Ah, então vamos lá.
1:11:29[limpando a garganta]
1:11:34Bom, continuando aqui, tá lendo ali, eh,
1:11:38o que ofereceu a coletânea do Enem em
1:11:412023? Então, o primeiro texto, né, o
1:11:44trabalho de cuidado não remunerado e mal
1:11:48pago
1:11:49eh, e a crise global da desigualdade. O
1:11:54segundo é um documento informativo,
1:11:57tempo de cuidar de um site de eh de org.
1:12:02O texto dois trouxe uma interpretação
1:12:08muito simplória
1:12:10de do IBGE.
1:12:12no eh de média de horas dedicadas pelas
1:12:15pessoas de 14 anos ou mais de idade aos
1:12:17afazeres domésticos e as tarefas de
1:12:20cuidado de pessoas por sexo. Aí botou
1:12:24lá, homens gastam aí uma base de 11
1:12:28horas semanais cuidando da casa, né,
1:12:31fazeres domésticos ou cuidando de
1:12:33pessoas, enquanto mulheres gastam
1:12:37[limpando a garganta][tosse]
1:12:37uma base aí de 21 horas.
1:12:41N nesse cuidado. O texto três é um texto
1:12:45de um repositório do IPEIA,
1:12:48não é? Sem título. Eh, e o texto quatro
1:12:52é um uma um cartaz aí de uma capa de,
1:12:56aliás, uma capa de revista, né? uma
1:12:59pesquisa da FAPESP, desafios do cuidado.
1:13:03Então, eh, o ideal é você já levar pro
1:13:07aluno, né, os textos com esse resumo.
1:13:09Olha, o texto um define o trabalho de
1:13:13cuidado. E isso é bom porque o aluno que
1:13:15não tem essa noção, ele já encontra uma
1:13:18definição. Ó lá, o trabalho de cuidado é
1:13:21essencial para nossa sociedade. Ele
1:13:23inclui o trabalho de cuidar de crianças,
1:13:26idosos, pessoas com doenças,
1:13:28deficiências físicas e mentais, bem como
1:13:30trabalho doméstico, diário, que inclui
1:13:32cozinhar, limpar, lavar. Ou seja, ele
1:13:35define esse trabalho de cuidado. E isso
1:13:38é importante porque se o aluno pensa que
1:13:40cuidado pode ser só cuidar de idoso ou
1:13:43cuidar de de criança, mas não, cuidar da
1:13:45casa de um modo geral.
1:13:47e mostra a importância econômica
1:13:51desse trabalho e a sua concentração
1:13:54entre mulheres. O texto dois compara o
1:13:58tempo dedicado por homens e mulheres aos
1:14:00afazeres domésticos e aos cuidados.
1:14:03>> [tosse][limpando a garganta]
1:14:04>> O texto três mostra a permanência
1:14:07da atribuição do cuidado às famílias e
1:14:10dentro delas as mulheres. E o texto
1:14:12quatro aponta o crescimento da demanda
1:14:16por cuidados e a permanência do
1:14:18protagonismo familiar. Tá escrito ali e
1:14:22nesse nesse trechinho, né? Aumenta o
1:14:24número de pessoas que demandam serviços
1:14:26de assistência, obrigando os países a
1:14:29repensar seus sistemas de atenção no
1:14:32Brasil. O protagonismo continua
1:14:35familiar, ou seja, continua sendo a
1:14:37família que cuida de crianças, idosos e
1:14:40outras pessoas que não conseguem se
1:14:43cuidar sozinhas.
1:14:45Então, quando você levar os textos, você
1:14:47já pode levar os textos para eles com um
1:14:51pequeno resumo de cada um. O que que o
1:14:53texto um trata, né? E o texto dois trata
1:14:57do quê? Ou se a turma for muito boa, né?
1:15:00que às vezes a gente pega umas turmas
1:15:01boas, você pode levar os textos e
1:15:04sugerir que eles próprios identifiquem
1:15:08eh eh essa esse assunto de cada texto,
1:15:11né? De que trata o primeiro texto, de
1:15:13que trata o segundo texto. Você pode
1:15:14fazer isso como exercício ou numa turma
1:15:17que tenha dificuldade, você pode levar
1:15:18isso já pronto. Algumas turmas são muito
1:15:21boas, né, Rômul? a gente consegue fazer
1:15:23um uma atividade melhor, mas algumas
1:15:25turmas ainda precisam nos primeiros
1:15:28exercícios eh eh é necessário que você
1:15:30leve algumas coisas já preparadas para
1:15:33eles. E é no segundo ou terceiro
1:15:34exercício, você começa, você entrega um,
1:15:37pede o outro ou faz oralmente na turma,
1:15:39depois passa pro papel. Não marque
1:15:43frases.
1:15:44Diga isso pro seu aluno. Selecione
1:15:47ideias para eles não terem aquela aquele
1:15:50hábito de marcar uma frase e querer usar
1:15:52parafraseando. Não vai adiantar. O
1:15:54corretor pega a paráfrase, né? Então,
1:15:56mostre como transformar, por exemplo, o
1:15:59texto um em anotações breves. A, gente,
1:16:03isso é trabalho de interpretação de
1:16:05texto. Você vai lá, ó, lê o texto um, um
1:16:08de cada vez. Vamos lá. Faça anotações
1:16:11breves sobre o que você leu no texto. Aí
1:16:14o aluno vai lá e bota: "O cuidado mantém
1:16:16a vida social, ele possui valor
1:16:19econômico. Ele é frequentemente gratuito
1:16:21ou mal remunerado. São ideias que estão
1:16:23no texto, ele vai passar pro papel.
1:16:26[tosse][limpando a garganta]
1:16:27Ele recai desproporcionalmente sobre as
1:16:30mulheres.
1:16:31Gênero, raça e pobreza ampliam a
1:16:34desigualdade.
1:16:36Orientando vocês, o aluno deve registrar
1:16:39núcleos de sentido e não copiar as
1:16:42frases, os períodos do texto. Ele lê o
1:16:45texto, leu a o período, ele precisa
1:16:49resumir
1:16:50aquela ideia. Não deixa o aluno copiar.
1:16:56leu a frase, essa frase tem de ser
1:17:00interpretada
1:17:02e não copiada. Vocês entenderam? Porque
1:17:05se ele copiar, vai correr o risco dele
1:17:08copiar na hora da redação. E a gente não
1:17:11quer isso.
1:17:14Agora vem o filtro da relevância.
1:17:17Antes de selecionar uma informação, o
1:17:19aluno deve perguntar:
1:17:21"Essa informação ajuda a sustentar minha
1:17:23tese ou é uma informação, como o Rômulo
1:17:25falou, que é uma informação jogada?
1:17:28Porque as informações que vêm para
1:17:30qualquer texto de qualquer banca, elas
1:17:33precisam ajudar a sustentar a tese. Se
1:17:36ela for paralela à tese, ela não vai
1:17:39pontuar, ela tá ali para nada.
1:17:41[limpando a garganta] Ela permite
1:17:42explicar uma causa do problema. Ela
1:17:45permite demonstrar uma consequência,
1:17:48ela pode ser relacionada a outra
1:17:51informação
1:17:52também relevante, porque aí o aluno
1:17:55deixa de apresentar só isso e traz a
1:17:58novidade, que é isso que vai pontuar e
1:18:00não aquilo que ele já tirou de lá. ele
1:18:02acrescenta algo além do que já está dito
1:18:06no tema, porque não adianta ficar
1:18:09repetindo só o que diz o tema, ele tem
1:18:11que trazer uma novidade. E a regra para
1:18:14esse filtro da relevância é uma
1:18:17informação pode ser importante para o
1:18:19assunto e ainda assim não ser útil para
1:18:23o argumento escolhido. E aí, mais uma
1:18:25vez, eu bato na tecla, tem que saber
1:18:28ensinar argumento, porque ele vai
1:18:30precisar filtrar isso. Essa informação
1:18:34aqui tem relevância para o argumento que
1:18:36eu quero usar, para o meu texto, para
1:18:39minha tese, ela permite tudo isso.
1:18:42Então, essas perguntas aí você pode
1:18:44entregar para o aluno. Olha, o que que
1:18:47você achou importante? isso, isso e
1:18:48isso. Depois que você selecionou,
1:18:51responda a essas perguntas, porque uma
1:18:54dessas respostas sendo negativa,
1:18:58já é para você repensar se aquela
1:19:01informação é ou não é relevante para
1:19:05você levar para o seu texto. Quer
1:19:07acrescentar alguma coisa, amigo?
1:19:09>> Não, tudo na elegância.
1:19:10>> Na elegância.
1:19:15Bom, e aí vem como transformar
1:19:17informações, né? Porque o Rômulo já
1:19:20bateu nessa tecla. Eu também. Não pode
1:19:22copiar, não é nem só não copiar, né? Não
1:19:26pode pegar aquela informação,
1:19:27parafrasear e levar pro texto,
1:19:30não pode copiar. Então, como é que você
1:19:32ensina o seu aluno a transformar essas
1:19:35informações para que a banca não pegue,
1:19:39né? para que não caia naquele problema
1:19:41da banca identificar que essa informação
1:19:43é a vinda da da coletânea. Então,
1:19:47primeiro, não pode ser cópia literal,
1:19:50não pode ser substituição de palavra,
1:19:52[risadas]
1:19:53usou casa e agora vou usar residência.
1:19:56Não pode fazer resumo,
1:19:59não pode ter uma interferência
1:20:02da daquele texto, eh, e não pode copiar
1:20:06a argumentação, tá? Ou seja, resume e
1:20:10paráfrase são operações importantes, mas
1:20:12ainda não constituem sozinhos um
1:20:14aproveitamento para o argumento,
1:20:17tá? Então, essas coisas você não pode
1:20:21permitir que o aluno faça. Eh,
1:20:26ó, a Ana Paula
1:20:29falou uma coisa aqui, ó. Vamos ver. Essa
1:20:32questão de interpretar a frase do texto
1:20:34também é complicada, pois eu já peguei
1:20:37uma correção na qual o aluno apenas
1:20:39mudou o significado das palavras. Ele
1:20:41copiou exatamente a frase.
1:20:45O aluno apenas mudou. Então ele
1:20:48parafraseou. É o que eu tô falando.
1:20:50Paráfrase não pode. Se parafrasear vai
1:20:54penalizar, né? Eh, se eu pudesse resumir
1:20:57do ter da coletânea, o é só o
1:21:00posicionamento, só a direção
1:21:02argumentativa. Claro.
1:21:04>> É isso. Colocou eh
1:21:07vamos vamos pegar esse aí que você falou
1:21:09sobre esse tema que você colocou da do
1:21:13trabalho doméstico.
1:21:15Gente, trabalho doméstico é tanta coisa.
1:21:17Eu vou dizer, a primeira vez que eu li,
1:21:19eu falei, tá querendo que fale sobre
1:21:21empregada doméstica, sobre cuidador de
1:21:22idoso, é sobre enfermeira que faz
1:21:26atendimento a domicílio. E e o que que
1:21:28tá acontecendo aqui? E aí quando eu li,
1:21:32eu vi que podia trabalho doméstico, eu
1:21:35vi que poderia falar de trabalho
1:21:36doméstico, poderia ser empregada
1:21:37doméstica, poderia ser a cuidadora de
1:21:40idosos. Então ele, o texto, ele mostra o
1:21:44posicionamento, o ponto de partida e o
1:21:47ponto de chegada ali da argumentação.
1:21:49Agora, não vou citar os mesmos que estão
1:21:51ali, não vou usar os mesmos exemplos,
1:21:53>> né? Então é só para isso.
1:21:56>> Exatamente. E aí, ó, trocar palavras aí,
1:22:00Ana Paulo, que você falou, ó, trocar
1:22:01palavras não produz autoria.
1:22:05Informação da coletânea.
1:22:07Mulheres dedicam 21 horas semanais ao
1:22:11cuidado, homens 11 horas. Isso é uma
1:22:13informação da coletânea, lembra lá do
1:22:15IBGE,
1:22:16paráfrase mecânica. Eu já vi professores
1:22:20ensinando a fazer isso. Não faço não. As
1:22:23pessoas do gênero feminino para
1:22:25substituir mulher
1:22:27gastam mais horas, ou seja, dedicam
1:22:30horas aos afazeres domésticos, ao
1:22:34cuidado do que as do gênero masculino,
1:22:37do que os homens. É uma paráfrase
1:22:39mecânica. Parece aquela paráfrase,
1:22:41amigo, do Melor Fernandes, que ele diz
1:22:44assim, ó, em vez de dizer santo de casa
1:22:46não faz milagre, diga criatura
1:22:50canonizada.
1:22:52Eh, como é que é? Criatura canonizada
1:22:54que vive em nosso próprio lar, não é
1:22:57capaz de produzir feitos extraordinários
1:22:59que vão contra as leis da natureza. E é
1:23:02dizer santo de casa não faz milagre,
1:23:04entendeu?
1:23:06Exatamente isso aí vai disfarçar, mas o
1:23:09examinador vai pegar. O problema é que a
1:23:12segunda frase apenas reproduz a mesma
1:23:16informação, só que com outras palavras.
1:23:19Isso aqui não produz autoria. O que
1:23:22transforma o dado que ele pega ali, como
1:23:26o Rômulo falou, ah, quando eu li
1:23:28cuidado, a gente pensa logo em cuidador,
1:23:31né? Mas a dona de casa e ela cuida da
1:23:36casa, ela é cuidadora. Então, por
1:23:38exemplo, você tem um casal,
1:23:40normalmente a maior parte da da das eh
1:23:45dos cuidados com a casa, com os filhos,
1:23:47é feito por quem? Pela mulher.
1:23:50Normalmente é assim, né? Ela que acorda
1:23:52os filhos paraa escola, que vai fazer o
1:23:54lanche. Hoje em dia já está melhorando,
1:23:57mas ainda é ela que vai pro
1:24:00supermercado, ela que arruma as compras
1:24:02na geladeira, ela que bota roupa para
1:24:04lavar, bota roupa para secar, tira a
1:24:07roupa da corda. Quantas horas ela gasta
1:24:09fazendo isso? Não é? Então é sobre isso,
1:24:13é sobre esses cuidados. Não é só o
1:24:16cuidador que recebe para cuidar do idoso
1:24:19ou a empregada doméstica. Não, eh, todo
1:24:22tipo de cuidado que se tem dentro de uma
1:24:24casa. Você tem filhos e filhas, eh,
1:24:26meninos e meninas, quem é responsável
1:24:30por cuidar das coisas, né? Então, isso é
1:24:32uma questão também de educação, ou seja,
1:24:35tem como você pegar aqueles dados e
1:24:37transformar em argumento.
1:24:40Então, ó, acrescente uma leitura.
1:24:44Se há uma diferença em de 10 horas,
1:24:48revela que a responsabilidade pelo
1:24:50cuidado ainda é distribuída de maneira
1:24:53profundamente desigual entre homens e
1:24:56mulheres. Isso é uma conclusão dessa
1:25:00leitura aqui, ó.
1:25:03Se as mulheres dedicam 21 horas, né, e
1:25:0740 minutos e os homens 11 horas, há uma
1:25:10discrepância de 10 horas.
1:25:14Então isso aí é acrescentar,
1:25:18ó, se tem essa diferença, o que que essa
1:25:20diferença revela?
1:25:23que a responsabilidade pelo cuidado
1:25:26ainda é distribuída
1:25:28de forma profundamente desigual,
1:25:31mas isso é transformar um dado que você
1:25:34leu em argumento de uma outra forma que
1:25:38não seja parafraseando.
1:25:40>> Depois hã,
1:25:43>> desculpa te interromper o eu eu eu é
1:25:46isso mesmo, né, que você tá dizendo. E
1:25:48agora eu me colocando na no lugar do
1:25:50professor que tá ouvindo isso aí.
1:25:52O o que é uma coisa que talvez a gente
1:25:54tenha que discutir no outro momento, né?
1:25:56Não, agora, é o que é argumento.
1:26:00>> Sim. Porque quando a gente pega o
1:26:02repertório e transforma num argumento,
1:26:04veja, você pegou um dado e transformou
1:26:07numa frase crítica de posicionamento. É
1:26:09argumento. Só que para além dessa, ele
1:26:11também vai precisar colocar um argumento
1:26:13depois que vem de fora, que não é da
1:26:15coletânea.
1:26:17Então, eh, o, a gente vai entender essa
1:26:20argumentação como uma criação autoral,
1:26:25crítica, né, do aluno em relação ou
1:26:29sobre aquilo que tá posto na coletânea.
1:26:32Depois disso, quando ele precisar de
1:26:33exemplo concreto e quando ele precisar
1:26:35de repertório famoso, tem que ser
1:26:37outros. Então, eh eh é exatamente o que
1:26:41você tá dizendo. É porque o dependendo
1:26:44da da literatura que a gente pegue de
1:26:45argumentação, ele vai chamar o texto o
1:26:49repertório de argumento. Alguns vão
1:26:51chamar a a união tese mais argumento de
1:26:56tese. Então tem que ter, talvez não seja
1:26:59agora o momento, mas em algum momento a
1:27:01gente precisa deixar claro o que é uma
1:27:03tese, o que é argumento, o que é exemplo
1:27:06concreto e o que é repertório legitimado
1:27:09para que o aluno entenda o lugar, né,
1:27:13dessa o valor do que você tá dizendo,
1:27:15que é muito importante o aluno trazer a
1:27:18crítica
1:27:20e não exatamente o dado. Porque se o
1:27:23texo de apoio fala que tem 70% dos
1:27:27postes da cidade não funcionam,
1:27:30isso é repertório. Se eu pego isso e
1:27:33coloco no texto que infelizmente existe
1:27:35uma negligência do poder público em
1:27:37relação à iluminação pública, isso é
1:27:40argumento. Então, é essa diferença que o
1:27:44professor precisa entender e mostrar pro
1:27:47aluno, essa transformação
1:27:49crítica,
1:27:51>> do dado e argumento.
1:27:52>> Exatamente.
1:27:53>> Então, isso tudo que você tá falando aí,
1:27:55eu ensino nesse meu minicurso de de
1:27:59estratégias argumentativas. Eu ensino
1:28:01exatamente isso. Exatamente isso. Ou
1:28:04seja, o passo a passo para você ensinar
1:28:06essas estratégias argumentativas,
1:28:08definir o que que realmente é uma tese,
1:28:11como é que você apresenta uma tese,
1:28:12quais são as palavras da tese, o que que
1:28:14é um argumento, você, como é que você
1:28:16desenvolve esse argumento a partir da
1:28:17tese. Tudo isso eu ensino nesse, nesse
1:28:20minicurso de eh como desenvolver as
1:28:23estratégias, né, argumentativas. Eh,
1:28:26então, ô Romulo, e você veja que eu
1:28:28coloquei exatamente isso, ó. A partir
1:28:30daquele dado que tá lá na coletânea,
1:28:33você pode dizer que a os cuidados eh eh
1:28:37a distribuição desses cuidados ainda é
1:28:40de maneira profundamente desigual entre
1:28:42homens e mulheres. Aí eu ensino o aluno
1:28:44a pensar o quê? Depois que você disse
1:28:47isso, para não ficar só nessa informação
1:28:50que é óbvia, você acrescenta uma
1:28:52explicação por isso acontece aí lá essa
1:28:57desigualdade,
1:28:59porque é uma desigualdade, você diz que
1:29:00é profundamente desigual. Aí você faz a
1:29:03coesão. Essa desigualdade decorre, agora
1:29:06você explica, da naturalização do
1:29:09cuidado como uma obrigação feminina.
1:29:12Pronto, você já explicou, argumentou,
1:29:15você já argumentou, não é, que essa
1:29:19desigualdade
1:29:21é naturalizada, né, como obrigação
1:29:24feminina. E por fim, o aluno pode
1:29:27apresentar uma consequência, ou seja,
1:29:30ele apresentou um fato ali que, né, que
1:29:33há uma diferença, isso é um fato.
1:29:36Eh, isso demonstra que essa essa
1:29:39distribuição é desigual entre homens e
1:29:41mulheres. Aí ele diz o porqu essa
1:29:44desigualdade acontece.
1:29:47E aí ele apresenta uma consequência,
1:29:48porque aí ele está dentro do campo
1:29:50argumentativo, já passou do fato, ele
1:29:52está num campo argumentativo em que ele
1:29:54vai dizer como resultado, muitas
1:29:57mulheres dispõem de menos tempo para
1:30:00qualificação, descanso e progressão
1:30:03profissional, tá argumentado? Então ele
1:30:07parte de um fato, de um dado
1:30:09estatístico,
1:30:11né? eh, deflagra aquilo, como é fato,
1:30:14isso traz uma explicação, um porquê e
1:30:18depois apresenta uma consequência.
1:30:19Pronto, ele já saiu
1:30:22do campo do fato e trouxe uma informação
1:30:25relevante que estava lá na coletânea,
1:30:27sem sequer citar aquela coletânia. Isso
1:30:30aqui é muito legal de ensinar pro pro
1:30:33aluno, né?
1:30:36Não vou te interromper mais não, porque
1:30:37falta slide para caramba, amiga. Já, já,
1:30:39já tá, a hora já avançou. É, ainda
1:30:42fácil. Vou te interromper mais não.
1:30:44>> Vamos lá. Orientação perfeita nos
1:30:46direciona de como construir um projeto
1:30:48de texto com a coletâneo. Quatro
1:30:50operações de transformação para
1:30:52transformar uma informação.
1:30:55E aí, como é que eu faço o aluno pegar
1:30:57uma informação e transformar?
1:30:59Ele pode reduzir, relacionar e
1:31:02interpretar e desdobrar. A redução é
1:31:05identifica qual é o núcleo da
1:31:07informação. O núcleo daquela informação
1:31:09é o quê? desigualdade,
1:31:11relaciona, ou seja, aproxima de outra
1:31:14informação
1:31:15que foi aquela informação de que as
1:31:17mulheres sempre, né, foram mais
1:31:20responsáveis por isso. Relacionei,
1:31:22interpreta, ou seja, explica o porquê
1:31:25que isso acontece e desdobra, causa,
1:31:28consequência, isso implica em quê, tá?
1:31:31Então, essas essas quatro operações,
1:31:35elas são operações que você vai ensinar
1:31:37o seu aluno a fazer a partir de um dado,
1:31:39tá?
1:31:41A autoria não significa ignorar a fonte,
1:31:43significa produzir uma leitura própria
1:31:46sobre ela. Guardem isso.
1:31:50Como usar dados estatísticos? É isso, ó.
1:31:53Pegou a fonte, pegou o dado, compara,
1:31:57interpreta e traz uma consequência. Tá
1:31:59lá, ó. As mulheres desde a adolescência
1:32:02dedicam muito mais horas aos trabalhos
1:32:04domésticos do que os homens. Você pegou
1:32:07essa fonte, esse dado, comparou homens e
1:32:10mulheres e interpretou que as mulheres
1:32:12desde a adolescência dedicam muito mais
1:32:14hora ao trabalho. Isso demonstra que a
1:32:17responsabilidade pela manutenção
1:32:18cotidiana da família continua sendo
1:32:20socialmente atribuída às mulheres,
1:32:23consequência, o que restringe sua
1:32:25disponibilidade para outras atividades.
1:32:28Ponto pegou essa interpretação aqui, né?
1:32:32essa interpretação aqui, reduziu,
1:32:34relacionou, interpretou, desdobrou e deu
1:32:38esse esse trecho aí, esse parágrafo.
1:32:42Como interpretar uma imagem? Aquilo ali
1:32:43foi como interpretar um dado
1:32:45estatístico. E agora, como interpretar
1:32:47uma imagem? Você vai fazer três
1:32:49perguntas, ensina ele a se perguntar
1:32:52quais elementos aparecem. Aí ele olha
1:32:55para ali, vai dizer que elementos
1:32:56aparecem. aparece uma mulher no centro
1:32:59cuidando de uma criança e de um idoso,
1:33:02né? Provavelmente filho e mãe ou filho e
1:33:04avó.
1:33:06Que relação se estabelece entre eles? A
1:33:09relação de que a mulher tá no centro ali
1:33:11com as mãos, né, centralizada, dando a
1:33:14mão para quem precisa de cuidado. O que
1:33:17essa relação representa no contexto do
1:33:19tema? A confirmação de que é a mulher
1:33:22que centraliza esse cuidado. Então, como
1:33:24é que você transforma isso em argumento?
1:33:26Ó lá. A centralidade da figura feminina
1:33:29entre duas gerações representa a
1:33:32expectativa social de diferentes
1:33:34demandas de cuidado, que essas
1:33:37diferentes demandas de cuidado sejam
1:33:38assumidas pelas mulheres. Pronto,
1:33:41analisou um um uma imagem, né, respondeu
1:33:47a essas perguntas, sempre faça perguntas
1:33:50para direcionar o trabalho desse aluno.
1:33:52Esse slide vai ser importante para você,
1:33:54porque ele já tem as perguntas para você
1:33:56usar.
1:33:57né? Claro, você vai ter que eh fazer
1:33:59algumas alterações, dependendo do tema,
1:34:01dependendo da eh dos textos, mas ensine
1:34:04o seu aluno a olhar o que está ali
1:34:07naquela imagem. Normalmente o o Enem
1:34:09trabalha, né, traz um um dos textos como
1:34:13imagem, né? Então, a ensina o seu aluno
1:34:16a interpretar uma imagem, a transformar
1:34:19num argumento.
1:34:21A coletânea deve dialogar com o
1:34:23repertório externo. Não vou me alongar
1:34:26nisso que o Rômulo falou isso lá no
1:34:27início da aula, né? A informação da
1:34:30coletânea traz o quê? A diferença no
1:34:33tempo dedicado ao cuidado. Isso é o que
1:34:35traz a coletânea. É um repertório da
1:34:39coletânea que você não pode usar.
1:34:42conceito externo, divisão sexual do
1:34:44trabalho. Ele traz esse conceito. Como é
1:34:47que você interpreta isso? O trabalho
1:34:49produtivo é mais valorizado do que o
1:34:51trabalho reprodutivo.
1:34:54Sempre foi assim: o homem produz, a
1:34:57mulher reproduz.
1:34:59E aí o trabalho produtivo é mais
1:35:01valorizado que o reprodutivo. A
1:35:03consequência é sobrecarga feminina que
1:35:07interfere na autonomia econômica.
1:35:09Quantas mulheres não abandonam seus
1:35:12maridos agressivos porque dependem dele
1:35:16financeiramente e aí elas ficam sempre
1:35:18cuidando dele, dos filhos da casa, né,
1:35:21por conta dessa falta de autonomia
1:35:24econômica. Pronto, é uma consequência.
1:35:26Então esse repertório externo deve
1:35:30explicar as informações da coletânea. O
1:35:34aluno precisa trazer alguma coisa
1:35:36externa para não usar. A coletânea serve
1:35:39para o quê? Ativar nele,
1:35:42né? Uma interpretação, como o Rômulo
1:35:44falou, um uma argumentação empática. Vou
1:35:47me colocar no lugar, não é? E aí ele
1:35:51traz eh essa essa esse repertório
1:35:55externo para dialogar com o repertório
1:35:58da coletânea. Então ele deve explicar a
1:36:01informação da coletânia e não apenas
1:36:03decorar. ele não pode ser decorativo do
1:36:06parágrafo.
1:36:09Eh,
1:36:13perguntas para correção. E e essas
1:36:16perguntas você não vai dar pro seu
1:36:18aluno. Essas perguntas é para você
1:36:19responder, não é? O aluno apenas repetiu
1:36:23a coletânea ou explicou a informação que
1:36:26ele deu sustenta o argumento ou é uma
1:36:28informação etiqueta, né? ele só
1:36:30etiquetou aquilo para ter uma
1:36:32informação. Há uma inferência própria.
1:36:35Ele chegou a alguma conclusão, né? Ele
1:36:37inferiu esse, ele raciocinou
1:36:39argumentativamente para chegar a essa
1:36:41conclusão. O dado estatístico da
1:36:45coletânea foi interpretado ou foi
1:36:48copiado, parafraseado? Existe uma
1:36:50relação com a tese daquilo que ele
1:36:53interpretou? A coletânea foi usada como
1:36:55fonte ou como texto pronte? Pronto,
1:36:58fonte de eh raciocínio ou como texto
1:37:01pronto, o aluno soube argumentar sobre
1:37:04aquilo. Essas são perguntas que você vai
1:37:07responder na hora da correção, quando
1:37:09você ensinar o seu aluno a trabalhar com
1:37:13os textos da eh coletânea, né, Rômulo,
1:37:17antes de eu de eu entrar aqui, tem um
1:37:20professor que falou: "Rômulo, eu
1:37:22discordo, mas há colegas que ensinam eh
1:37:27que o candidato pode usar os dado o dado
1:37:29estatístico de forma fidedigna. Isso é
1:37:32viável ou a cartilha nos leva a entender
1:37:34que não?
1:37:37Então não pode não, não pode não. Eh,
1:37:42inclusive, eh, em geral, os avaliadores,
1:37:46eles têm lá um, um treinamento para
1:37:49identificar quando os dados, os dados
1:37:51estatísticos estão sendo manipulados
1:37:54ali. Eh, tem critérios, inclusive assim,
1:37:57tantas palavras eh iguais a do texto
1:38:00motivador ou números de forma
1:38:02ininterrupta ou intercalada. Então, é
1:38:04bem é bem
1:38:07como é que vou dizer, é existe uma
1:38:08preocupação em relação a isso. E vou
1:38:10mais além, todos os textos que estão ali
1:38:13na coletânia, sejam dados estatísticos
1:38:15ou não, assim [roncando] como as
1:38:16questões não podem eh ser parafraseadas
1:38:21ou copiadas, tá bom? teve uma redação de
1:38:25violência contra a mulher que os alunos
1:38:27pegaram um texto da Simone Devo
1:38:30[roncando] eh, e usaram no na redação. E
1:38:33quando a banca percebeu, ela tirou ponto
1:38:38de quem fez aquilo ali, porque tirou
1:38:40ponto não, né? Desconsiderou esse
1:38:42repertório porque texto das questões tem
1:38:45a mesma pertinência de um texto
1:38:47motivador, tá? Não pode.
1:38:52>> Aqui tem uma, a Marisa falou que a
1:38:55Rosane explica de modo claro é que a
1:38:57banca deseja acerca do que se informa
1:39:00nos textos motivadores. Usar suas
1:39:01informações deixa de ser cópia quando as
1:39:04extrapolamos. É quando você interpreta,
1:39:07né? Eh,
1:39:11é uma dúvida que a maioria dos alunos o
1:39:12ensino médio, estratégias
1:39:14argumentativas. Exatamente.
1:39:17Bom, eh, então aqui finalizando, né, a
1:39:20argumentação, gente, se ensina por
1:39:23sequência e não por correção pontual.
1:39:27Se você não ensinar o seu aluno a fazer
1:39:31uma argumentação
1:39:33eh de forma sequencial,
1:39:36ou seja, etapa por etapa, só dizer a ele
1:39:41argumente, vê que o Rômulo, eu nem
1:39:43conversei isso com ele, o Rômulo falou:
1:39:44"Não, tem que ensinar qual é o objetivo
1:39:46de um argumento, como é que se faz um
1:39:48argumento, quais são as estratégias
1:39:49argumentativas. Se você não fizer essa
1:39:52sequência correta, a aula da semana
1:39:55passada, da quinta-feira passada, eu
1:39:59falei sobre sequência argumentativa,
1:40:02tá? Então, se você não assistiu, vai lá
1:40:05eh na na aula da semana passada para
1:40:08você assistir, porque eu falei
1:40:10exatamente de uma sequência de
1:40:13argumentos, como é que você apresenta
1:40:15esses argumentos, tá? Então, um aluno
1:40:17que erra na argumentação, na maioria dos
1:40:21casos, ele não erra por falta de
1:40:23opinião. Já repararam isso? Todo mundo
1:40:25tem opinião. Você vai na internet hoje,
1:40:28né? Não, Rômulo, tá lá no Instagram,
1:40:29todo mundo tem opinião. Ah, eu acho
1:40:32certo, tá errado. Que ele fez isso?
1:40:35Opinião
1:40:37todo mundo tem.
1:40:40A argumentação é diferente. Então, o
1:40:42aluno ele não está errando porque ele
1:40:44não tem uma opinião. Ele tem uma
1:40:46opinião. Ele está errando porque ele não
1:40:49percorreu
1:40:51na redação o percurso, né, toda a trilha
1:40:56argumentativa.
1:40:57Então, existem etapas dessa argumentação
1:41:02que você precisa ensinar. Então vou
1:41:04apresentar para vocês, como eu fiz na
1:41:06aula passada, muitos professores já
1:41:09adquiriram, inclusive eu queria saber
1:41:11quem adquiriu o minicurso que já começou
1:41:13a fazer, né? Eu eu gravei o minicurso,
1:41:18né, desse e-book, exercícios para
1:41:22desenvolver a argumentação, mais ou
1:41:23menos parecido com isso que eu fiz aqui
1:41:25com o Rômulo, que é como é que você
1:41:28ensina o aluno a pegar uma informação e
1:41:31transformar essa informação em
1:41:33argumento. Isso é uma aula, né? Então,
1:41:36nesse minicurso eu ensino
1:41:40você a fazer esse percurso da
1:41:42argumentação, ou seja, o que que se faz
1:41:44numa introdução, como se faz, mas não é
1:41:48teórica, não é teórica, é prática, é
1:41:51sequência didática, são exercícios
1:41:55e o passo a passo. Então, uma bateria de
1:41:58exercícios progressivos para cada uma
1:42:01das etapas da argumentação, ou seja, a
1:42:04introdução, o desenvolvimento e a
1:42:06conclusão, tudo isso é a argumentação.
1:42:08Blocos de exercícios dedicados à
1:42:10elaboração de cada etapa. Então tem ali,
1:42:13ó, o bloco da da introdução, vários
1:42:16exercícios ensinando a fazer diversos
1:42:18tipos de introdução, não só introdução
1:42:21do Enem, diversos tipos de introdução,
1:42:25propostas estruturadas e prontas para
1:42:27aplicação em aula, várias, não é
1:42:29proposta de redação, propostas de
1:42:31exercícios, tá? E o minicurso todo
1:42:36gravado, tá tudo lá na página da
1:42:38Hotmart, né? uma aula de introdução, são
1:42:42duas de argumentação e eh uma de
1:42:45conclusão. Então, são quatro aulas ao
1:42:47todo, 116 páginas de exercícios com
1:42:51gabaritos comentados. Tem exercício de
1:42:54modalizadores do discurso, exercício de
1:42:57vocabulário, porque se o aluno não tiver
1:42:58vocabulário não adianta, porque ele não
1:43:00desenvolve, porque a argumentação se faz
1:43:03na língua, pela língua e com a língua.
1:43:06Tem o bônus, que são quatro aulas de
1:43:08jornada da redação, em que eu ensino
1:43:11toda essa jornada eh de redação, qual é
1:43:13o passo a passo para você fazer, o grupo
1:43:16de conteúdo, que é o grupo do redação
1:43:18corrigida e ao final você ganha o
1:43:21certificado desse
1:43:23desse minicurso. Esse minicurso vai
1:43:26chegar ao valor de R$ 197, porque são
1:43:29oito aulas ao todo e mais 116 páginas de
1:43:33exercícios, né? Mas eu estou fazendo uma
1:43:36promoção da semana passada e essa semana
1:43:39à vista R$ 79 ou parcelado em 12 de R$
1:43:438,17. Eu brinquei com eles, Romo, com R$
1:43:458,17
1:43:47você não compra absolutamente nada hoje
1:43:49em dia, praticamente nada. Você vai ao
1:43:51mercado, o que que você compra com R$
1:43:528,17? Um pacote de biscoito. Dependendo
1:43:55do biscoito, não compra não, né? aqueles
1:43:57biscoitos recheados e aqueles biscoitos
1:43:59da Balduc não compra não. Então, por R$
1:44:0379 você tem oito aulas,
1:44:07que são as quatro aulas de como eh
1:44:09desenvolver a argumentação no seu aluno,
1:44:12estratégias, né, para você desenvolver.
1:44:14Eu explico exatamente como eu fiz nessa
1:44:16aula aqui, como que você vai aplicar os
1:44:20exercícios na sua turma, tá? Então são
1:44:23essas oito aulas mais um e-book com 116
1:44:26páginas de exercício e gabaritos
1:44:28comentados,
1:44:29as aulas do jornadas da da o jornada a
1:44:33jornada da redação.
1:44:35Então são oito aulas mais o e-book e o
1:44:38grupo de discussão
1:44:40por R$ 79 você não pode perder porque
1:44:43depois ele vai para o preço normal de
1:44:45minicurso que é R 197. Aponte a sua
1:44:48câmera do celular
1:44:51para o Qcode que está aparecendo aí para
1:44:53você adquirir por esse valor, né? Tem
1:44:56até um vídeo em que eu explico eh não
1:44:59sei, Gabriel, o vídeo aparece para eles
1:45:02também ou ou não? que eu tô explicando,
1:45:05que eu gravei um vídeo explicando como é
1:45:07o curso e tal, que é a página do vídeo.
1:45:11Então vocês têm aí todo um
1:45:13acompanhamento, né, do
1:45:16meu sobre esse minicurso para tirar
1:45:18dúvidas na comunidade, né, do redação
1:45:22corrigida. lá a Suziane
1:45:27falou: "Comprei, gostei e recomendo um
1:45:30curso leve, prático e cheio de ideias
1:45:33que fazem toda a diferença na hora de
1:45:35ensinar argumentação." Obrigada,
1:45:37Suziane. O curso é prático, não tem
1:45:40teoria no curso. É assim, ó. Esse
1:45:42exercício você aplica sim, esse
1:45:45exercício você aplica assim, né? E aí eu
1:45:47dou algumas respostas. Então, o curso é
1:45:50todo prático. Você ainda não teve
1:45:52oportunidade de ver o material porque eu
1:45:54te mandei hoje, né, Romano, mas depois
1:45:56eu quero que você dê uma uma olhada no
1:45:59material e aí a gente depois faz uma
1:46:01promoção pra galera que adquiriu esse
1:46:03minicurso para comprar o teu minicurso
1:46:06de
1:46:08estratégias argumentativas com desconto,
1:46:10né? A gente pode até inserir depois esse
1:46:13minicurso aí junto com esse meu, né?
1:46:17Isso aí, Denis. Amanhã já começa porque
1:46:19é um curso rápido. Agora cada aula tem
1:46:22aí 1 hora meia mais ou menos, né, de
1:46:24aula. Cada cada bloquinho tem 1 hora e
1:46:26meia de aula, porque eu não consigo dar
1:46:2815 minutos de aula. Eh, me chamaram para
1:46:31dar aula numa faculdade. Ah, aula
1:46:33online, beleza. Beleza. A senhora tem
1:46:35que dar aulas de 15 minutos. Aí eu fiz:
1:46:37"Oi?" [risadas]
1:46:40Que 15 minutos é, são aulas com blocos
1:46:44de 15 minutos. Eu falei: "Desculpa, não
1:46:46consigo, não consigo não." Mas a senhora
1:46:49divide o assunto em 15 minutos. Não
1:46:51consigo, não tem como. Os meus assuntos
1:46:55não cabem em 15 minutos. Desculpa, não
1:46:59consigo e abrir mão porque realmente eu
1:47:02não ia conseguir. Você consegue, Romo,
1:47:05pegar um assunto e tá
1:47:08>> querida, dependendo de quanto pague, eu
1:47:10divido por em dois. Tô aqui. Me deixe,
1:47:14viu? Eu não tenho não. Você, você tá de
1:47:17patamar, meu amor. Você [risadas]
1:47:21professor, você tem que dar ensinar
1:47:23regência em 7 minutos e meio. Aí eu
1:47:26falei: "Só isso? Pagar crítico." Amiga,
1:47:30[risadas]
1:47:31deixa eu falar então, amiga. Também a
1:47:33gente tá chegando ao final.
1:47:35>> Eh, tinha acho que uma pergunta para eu
1:47:36responder que ficou para depois, né? Tu
1:47:38enrolou, o menino não respondeu.
1:47:40>> É, olha, eu gostei muito disso aqui.
1:47:42Seus cursos são melhores que Netflix.
1:47:44[risadas]
1:47:47>> Pelo menos você tá aprendendo, né?
1:47:50>> Eu queria eh parabenizar o pessoal que
1:47:53tá aqui [limpando a garganta] e dizer
1:47:54que assim, às vezes, mas acho vocês não
1:47:58são assim. Eh, eu também trabalho com a
1:48:00comunidade de professores lá do Profinho
1:48:01e os professores que estão lá não não
1:48:03são assim. Eh,
1:48:06às vezes bate um certo constrangimento
1:48:08na gente de a gente tá aprendendo coisa
1:48:10agora.
1:48:12E antes de começar a a live, eu tava
1:48:15falando com a Rosane, né? Eu falei:
1:48:16"Rosane, que ela tava me zoando esses
1:48:17livros todos aqui." Eu falei assim:
1:48:19"Minha amiga, eu já li isso tudo e ainda
1:48:20não entendi, ainda não aprendi, mas a
1:48:23gente vai aprendendo, sabe? Por quê? A
1:48:26gente passou, a gente não aprendeu
1:48:28argumentação na escola, a gente não
1:48:30aprendeu argumentação na faculdade. Eu
1:48:33não sei onde foi que a Rosana aprendeu a
1:48:35argumentação agora, eh,
1:48:38>> eu fui aluna, eu fui aluna do Helênio de
1:48:41Oliveira, que foi orientando do Oldwuc.
1:48:44Foi assim que eu conheci a obra de Ducô,
1:48:46que ele me fez ler em francês, né? Eh,
1:48:50então assim, eu fui aluna do Helênio de
1:48:52Oliveira no mestrado, eh, na na
1:48:56argumentação na língua de Osvaldou.
1:48:58Então, foi ali que eu aprendi no
1:49:00mestrado só.
1:49:01>> Fiz, eu fiz disciplina com Helênio
1:49:02também, né?
1:49:05>> Mas eh não foi argumentação. A a
1:49:08faculdade de direito estuda mais
1:49:10argumentação do que a faculdade de
1:49:11letras. Sim,
1:49:12>> é difícil você fazer uma análise
1:49:14curricular no Brasil inteiro, não tem,
1:49:16olha, vejam, eu não estou falando de
1:49:19ensinar o gênero argumentativo,
1:49:21eu tô falando de de ensinar
1:49:24argumentação, que é um processo social e
1:49:27cognitivo que precede o texto
1:49:30dissertativo.
1:49:31>> Sim.
1:49:32>> Então, a gente não aprende isso, né?
1:49:35Infelizmente a gente não aprende. E
1:49:37quando a gente vai pro pra escola, a
1:49:39primeira coisa que pedem pra gente é
1:49:41ensinar argumentação nas escolas, né?
1:49:44Então, que bom que a gente tá aqui
1:49:46interessado, com objetivo comum. O que
1:49:48eu puder ajudar, eu tô à disposição.
1:49:50Depois fala meu Instagram aí, amiga.
1:49:53>> Já passei. Você tá atrasadíssimo.
1:49:57Eu divulguei seu Instagram em todos os
1:49:59grupos para essa galera toda por aqui.
1:50:02>> Já botei no meus stories, já botei no
1:50:05nos grupos, tá tudo lá. Ó, o Rodrigo te
1:50:09perguntou
1:50:11como diferenciar repertório
1:50:12sociocultural que pontua C2 de
1:50:16estratégias de argumentação que pontuam
1:50:17na C3.
1:50:20>> Ah, a gente já então respondeu isso, né?
1:50:22O repertório sociocultural é aquele
1:50:24dado, aquela fonte que vem e assim a
1:50:27estratégia de argumentação é como você
1:50:29vai juntar esse repertório sociocultural
1:50:31com a crítica, como é que você vai
1:50:33estabelecer relação de causa e
1:50:34consequência e por aí vai.
1:50:36É isso. Então é isso, gente. Olha, o
1:50:40Rômulo está se comprometendo,
1:50:42tá?
1:50:44Eh,
1:50:46sobre o minicurso de repertório
1:50:51e ele ele se comprometeu
1:50:54ao vivo, [risadas]
1:50:57vai ficar registrado
1:51:00e nós podemos cobrar isso dele, né?
1:51:03Então, nós vamos ver a data. Parece que
1:51:05ele quer dar os domingos, não é isso,
1:51:07Rômulo?
1:51:09>> É, é, na verdade eu posso, né, porque
1:51:12querer [risadas] querer
1:51:14>> quer dar todo dia, né? Mas poder tá só
1:51:18dormindo mesmo, porque eu tô trabalhando
1:51:21muito. Só para não ter imprevisto de
1:51:23desmarcar, o domingo é um um tempo certo
1:51:27ali pra gente marcar, se o pessoal
1:51:29puder, vai ser vai ser ótimo. E se eu
1:51:31não tiver um peripaque que eu vou
1:51:33depositar essa semana, eu não posso no
1:51:3644 anos, né, amiga? A gente não pode ter
1:51:40>> não, mas você vai passar, você é muito
1:51:42bom, você defende muito bem, você fala
1:51:44bem. Não vai, gente, ele vai deslanchar
1:51:48na defesa. Ele tá com medo da defesa. É
1:51:50lógico, eu também estava. Só que eu vou
1:51:52dizer uma coisa para você que a Darcília
1:51:54me disse na porta do auditório quando eu
1:51:58fui defender
1:52:00eh a minha tese, eu tava muito nervosa
1:52:03porque minha banca era uma banca pesada
1:52:07e ela me segurou na porta. Eu falei: "Eu
1:52:09tô muito nervosa". Ela olhou para mim e
1:52:11falou assim: "Ninguém ali naquela banca
1:52:15entende mais da sua tese do que você que
1:52:18escreveu.
1:52:20Então faço das palavras da Darcília
1:52:23minhas palavras. Ninguém na banca
1:52:26entende mais do que você escreveu do que
1:52:31você.
1:52:32Então você vai dominar porque você fala
1:52:34bem, você domina o assunto e você vai
1:52:39deslanchar e daqui alguns anos você vai
1:52:41estar dando aula na USP. Eu tenho
1:52:43certeza disso. Amém.
1:52:46>> Obrigado, viu, gente? Obrigada aí a sua
1:52:48comunidade por me receber tão bem.
1:52:51>> É isso, ó. O pessoal tá torcendo. Vocês
1:52:53não estão torcendo por ele? Tá vendo, ó?
1:52:55Eu posso domingo? Ele se comprometeu.
1:52:58Ele se comprometendo sem dizer que se
1:53:00comprometeu. Posso aos domingos? Lá você
1:53:04consegue. Já passou. Força, Rômulo. Você
1:53:06vai destruir a banca. Já deu certo.
1:53:09Adorei o Rômulo. Super direto e claro.
1:53:13Tá vendo? É isso, ó. Já deu certo. É
1:53:15isso. Eh, aqui, ó, nessas horas de
1:53:19defender dissertação, a tese, é
1:53:21importante a ajuda do orientador. Com
1:53:23certeza. Aí ele vai ter essa ajuda. E se
1:53:25não tiver ajuda do orientador, da
1:53:27orientadora, ele vai sozinho. E se tiver
1:53:30com medo, vai com medo mesmo. Mas não
1:53:32pode desistir, entendeu?
1:53:35>> Minha orientadora é brava igualia.
1:53:38É, sou aluno de do bolivar no pro.
1:53:42Tá vendo? É isso.
1:53:45>> Aí, ó. Todo mundo desejando a você
1:53:47sucesso absoluto. Já deu tudo certo.
1:53:50Descansa agora que você estacionento.
1:53:53[risadas]
1:53:54Cansaço, né? São três dias dormindo dois
1:53:572 horas por noite.
1:53:59>> É, eu sei o que é isso, amiga. Eu sei. E
1:54:02eu quero te agradecer demais a sua
1:54:05disponibilidade
1:54:08de dar essa live comigo, porque eu
1:54:09convidei o Rômulo hoje.
1:54:12Hoje? Então é isso,
1:54:16um beijo para vocês, Rômulo. Obrigada.
1:54:19Sinta-se abraçado por mim, né? Estamos
1:54:23juntos. E o que você precisar de mim, se
1:54:25quiser que eu ouça a tua defesa antes de
1:54:27você defender, eu pego um avião, vou pro
1:54:29Rio e vou te escutar, tá bom?
1:54:33Beijo, gente. Obrigada por tudo.
1:54:35Obrigada pela confiança.
1:54:37Tchau. Boa noite,