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Como sua infância influencia sua vida adulta? (Teoria do Apego) | Vida Psíquica #8

Fernando Rainho · 23,427 words · 107 min read

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0:00em qual desses cenários você se

0:02enquadra Eu sempre me vi como uma pessoa

0:05que sabe se virar sozinha eu não gosto

0:07de depender dos outros para nada para

0:10mim mostrar fraqueza ou ficar muito

0:12emocional parece uma besteira algo que

0:16só complica a vida eu prefiro focar no

0:19que precisa ser feito e seguir em frente

0:21sem ficar aí remoendo

0:24sentimentos Eu também sou uma pessoa que

0:26preciso do meu espaço e eu fico bem

0:29sozinho

0:30então ficar cercado de gente o tempo

0:32todo ou ter ter alguém assim muito

0:35próximo muito colado é algo sufocante as

0:38pessoas às vezes dizem que eu pareço

0:40frio ou distante mas não é isso eu só

0:44não tenho necessidade de ficar me

0:46abrindo ou me ligando tanto aos outros

0:50no dia a dia eu gosto de ficar mais

0:51sozinho e se possível ter controle Total

0:54sobre a minha rotina eu sou do tipo que

0:57valoriza privacidade Liber

1:00e não gosta de muita

1:02interferência minha casa reflete isso

1:05tudo tende a ser mais pro lado

1:07minimalista vamos dizer assim organizado

1:10sem muitos objetos sentimentais eu

1:13prefiro Rob solitários como leitura ou

1:16esportes individuais uma caminhada uma

1:19corrida sozinho eu me sinto

1:21desconfortável em situações com reuniões

1:24familiares por exemplo aniversários

1:27momentos muitos íntimos nada disso eu

1:29gosto

1:32eu vivo uma sensação constante de que

1:35posso perder as pessoas que são

1:36importantes para mim seja um amigo

1:39alguém da família ou qualquer relação

1:41próxima eu sempre fico preocupado Se eu

1:43tô fazendo o suficiente ou se essas

1:46pessoas realmente gostam de mim por mais

1:48que me digam que tá tudo bem parece que

1:50algo dentro de mim não acredita então eu

1:53tô sempre Alerta analisando cada palavra

1:56cada gesto que os outros fazem qualquer

1:59sinal de distanciamento do outro já me

2:02faz sentir que eu tô à beira de ser

2:03deixado ou esquecido Eu sinto que eu

2:06preciso provar o tempo inteiro que eu

2:08mereço tá ali que eu sou importante

2:10nessa relação e isso me cansa porque

2:14parece que nunca é o suficiente ao mesmo

2:17tempo o medo que eu tenho de ficar

2:19sozinho ele é

2:20enorme eu tento ser presente demonstrar

2:25o quanto eu me importo mas às vezes eu

2:27exagero e acabo sufocando as pessoas E

2:30aí eu me sinto culpado com medo de estar

2:32afastando quem eu mais quero por perto

2:35eu gostaria de relaxar mais eu gostaria

2:38de confiar mais mas eu não consigo

2:40desligar esse Alerta interno essa sirene

2:43interna que fica piscando eu fico sempre

2:46me questionando imaginando cenários e

2:49tentando prever o pior não é que eu

2:52queira ser assim é como se minha mente

2:55estivesse sempre buscando alguma certeza

2:57ou segurança que nunca vem no dia a dia

3:02eu não consigo Então ficar muito tempo

3:03sozinho eu prefiro morar com alguém ou

3:06estar cercado de amigos e familiares

3:09gosto de hobbies em grupo Como dança

3:11esportes

3:12coletivos e sempre quero que as pessoas

3:15saibam que eu tô ali por elas eu tento

3:18decorar minha casa com objetos afetivos

3:20como quadros hã fotos na parede de

3:23parentes amigos viagens que nós fizemos

3:26adoro aniversários e eventos desse tipo

3:28porque me sinto

3:30especial hoje em dia as redes sociais

3:32são uma extensão disso eu tô sempre

3:34conectado mandando mensagem para alguém

3:36no WhatsApp conversando com alguém no no

3:38WhatsApp procurando algum tipo de

3:40interação no Instagram ou outra mídia

3:42social

3:43hã se eu tô sozinho porque por exemplo

3:46meu namorado ou namorada viajou por um

3:48dia ou dois eu tento me distrair ao

3:50máximo deixando algum vídeo alguma série

3:52ligado ou coisa do tipo esses dias para

3:55falar a verdade eu tenho até vontade de

3:56convidar alguém para dormir na minha

3:58casa algum amigo alguma coisa assim ou

4:00ir dormir na casa dessa pessoa para não

4:02ficar sozinha minha vida é uma montanha

4:06russa emocional eu posso demonstrar

4:09muito afeto em um momento de formas

4:11super intensas e até românticas e no

4:13instante seguinte me afastar ou reagir

4:15com uma frieza com quem eu amo Na

4:18verdade eu quero proximidade Mas eu

4:20tenho medo de ser ferido ou rejeitado ao

4:24menor sinal de dificuldade no

4:25relacionamento eu me fecho para não

4:28sofrer

4:29mesmo quando eu tô com quem eu

4:32quero mesmo quando isso acontece com

4:36quem eu amo às vezes eu sinto que eu não

4:40tô recebendo o suficiente não importa o

4:44quanto a pessoa Diga ou faça parece que

4:46algo ainda tá faltando É como se eu

4:49tivesse um vazio dentro de mim que nunca

4:51se preenche completamente as pessoas me

4:54dizem que eu sou intenso que eu sou

4:56dramático mas a verdade é que eu sinto

4:59as coisas de forma amplificada meos

5:02relacionamentos acabam sendo cheios de

5:04Idas e Vindas que mais parece uma novela

5:09então num dia tá tudo ótimo no outro por

5:13um pequeno sinal de rejeição eu fico

5:15inseguro e morro de medo de ser

5:18abandonado bigas falações em tom alto

5:22discussões são coisas constantes e no

5:25dia a dia minha rotina é cheia desses

5:29altos e baixos num momento eu quero est

5:32rodeada de gente no outro eu posso

5:36precisar me isolar e ficar sozinho eu

5:39gosto de hobbies criativos como música

5:42escrita coisas que demonstrem

5:45sensibilidade mas muitas vezes eu começo

5:49e não termino as coisas a minha casa

5:52reflete isso esses altos e baixos hum às

5:55vezes bem organizada outras vezes um

5:57caos completo enfim eu quero conexão Mas

6:01também eu tenho medo dela me sinto

6:05confortável na vida tanto comigo mesmo

6:08quanto nas minhas relações com amigos e

6:11parceiros amorosos consigo encontrar um

6:13equilíbrio saudável entre estar presente

6:16pro outro e respeitar o meu espaço eu

6:19gosto de estar em uma relação mas eu

6:21também consigo ficar bem sozinho então

6:23eu não sinto a necessidade de exigir

6:25muito do parceiro ou até de me anular

6:28para agradar esse parceiro

6:30quando algo dá errado claro que eu fico

6:32triste por exemplo uma relação que não

6:34deu certo mas eu consigo lidar com isso

6:36e seguir em frente porque eu entendo que

6:39faz parte da vida no fim consigo

6:42aproveitar as relações de forma leve sem

6:44peso ou

6:48exageros no meu dia a dia eu gosto de

6:52manter a minha casa como um lugar

6:55tranquilo e acolhedor Onde eu posso

6:57relaxar e aproveitar o meu tempo aliás

7:00divido meu tempo entre estar com as

7:02pessoas que amo com os outros mas também

7:07fazer coisas que me deixam feliz sozinho

7:10então pode ser tanto com os outros

7:12quanto sozinho então às vezes gosto de

7:14ler sozinho às vezes de cozinhar

7:16praticar algum Hobby que me faz bem para

7:19mim é importante ter esse equilíbrio

7:21estar com os outros mas também

7:23aproveitar minha própria

7:25companhia e aí em qual desses modelos de

7:29apego

7:30você se enquadra Com certeza em algum

7:33desses tipos de apego você se identifica

7:35mais assim como eu é sobre apego a aula

7:41de hoje nós vamos falar sobre a teoria

7:43de apego de John Bob Esse é um modelo

7:46explicativo de como a nossa infância

7:48afeta a nossa vida adulta que eu vou te

7:51dizer parece bruxaria é impossível não

7:54se

7:56identificar através da aula de hoje e do

7:59estudo da teoria do apego eu vou

8:02apresentar para vocês né o modelo e

8:06vamos nós conseguir conhecer a gente

8:10mesmo a nós mesmos um pouco melhor e

8:13você vai ver que muito do seu jeito de

8:15ser tem a ver com a forma de criação e

8:17afeto que você teve lá atrás com seus

8:20cuidadores na infância se eu tiver tido

8:23sucesso na minha explicação e eu espero

8:25que sim espero que esse material te

8:28ajude a entender e a elucidar um pouco

8:31mais a sua forma de ser e existir no

8:35mundo vamos

8:38nessa

8:42bem desde o momento em que a gente nasce

8:47nós somos biologicamente programados

8:50para buscar a proximidade com figuras

8:52que nos ofereçam proteção e cuidado

8:55então desde que a gente nasce precisamos

8:58de proteção e cuidado

9:01essa necessidade de apego como se chama

9:03na psicologia está apegado a alguém em

9:06uma linguagem Popular se sentir amado e

9:10cuidado é uma questão primordial de

9:13sobrevivência percebam um bebê não pode

9:16cuidar de si mesmo e por isso busca essa

9:20segurança nos braços de quem está à sua

9:23volta na infância isso vai se traduzir

9:26em nossos cuidadores primários

9:28normalmente pai e

9:30mãe nós dependem deles p e

9:35prosar oo e carin que vai ser percebido

9:39pela cri passar a essa cri auran de que

9:44os pais vão estar ali por elar ali

9:48paraid del e vai fazer que

9:50elig deu

9:53entend se esse carinho e segurança não

9:57ocorrem de uma forma adequada

9:59a criança ativa dentro de si seu sistema

10:04simpático de luta ou fuga de perigo a

10:07criança fica com medo sente-se ameaçada

10:11por quê Porque ela depende dos Pais o

10:14tempo todo e nasce programada para ler

10:17no ambiente se os pais a amam e mais do

10:20que isso se estão presentes fornecendo

10:22carinho cuidado e

10:24proteção Essa é a forma da criança

10:27entender de que ela está segura no mundo

10:30porque reparem a criança Ela nasce

10:33portanto com uma necessidade genuína um

10:36drive um instinto de precisar ser amada

10:39e cuidada por esses pais aqui tá criança

10:41aqui tá os pais ela nasce com a

10:43necessidade de ser cuidada porque isso

10:45garante a sobrevivência Então ela já

10:47nasce ali percebendo e lendo do ambiente

10:49se ela está sendo gostada ou não porque

10:51essa é a forma que ela vai receber esse

10:53carinho hum um bebê humano deixado a

10:58própria sorte sozinho na natureza sem os

11:01pais Digamos que a mãe pariu deixou lá a

11:03criança numa árvore foi embora não dura

11:06mais do que algumas horas na natureza

11:08hum diferente de muitos outros

11:11animais Nós seres humanos somos uma

11:14espécie única neste sentido de

11:16necessidades e cuidados e principalmente

11:18de investimento de tempo com a nossa pró

11:22e esse instinto do apego ele é

11:24fundamental portanto para que a gente

11:27sobreviva e prospere

11:29nós podemos dizer sem

11:31exagero que o amor ou o apego é o

11:35nutriente afetivo que a gente recebe dos

11:38nossos pais que faz com que a gente

11:40vingue na vida com que a gente prospere

11:43na vida aqueles que receberam amor e

11:46cuidado de forma plena e constante

11:49estável desses cuidadores durante a sua

11:52infância tendem a se dar melhor na vida

11:55adulta E hoje nós vamos entender o por

12:00que acontece E aí vem o problema gente

12:04acontece que é o

12:06seguinte as nossas infâncias ou nem nem

12:10nem todos os

12:12pais nas nossas infâncias conseguem

12:15preencher as necessidades de uma criança

12:18que não são poucas não são

12:24poucas nem todos os pais vão conseguir

12:28ser

12:30em fornecer esse

12:32afeto essa na verdade é uma tarefa um

12:34tanto quanto difícil na verdade porque

12:37uma criança demanda

12:39atenção carinho e afeto bem como

12:43cuidados

12:44básicos Quase que o tempo todo e no

12:47mundo de hoje cada vez menos nós temos

12:50tempo como adultos né e cada vez menos

12:53nós temos rede de suporte para dar essa

12:55criança tudo que ela precisa para para

12:59com um apego que nós vamos chamar de

13:01apego seguro que é um apego presente e

13:06constante presente no seu afeto e o pai

13:09e a mãe que estão sempre ali e

13:12constante Ok falaremos bastante disso

13:16hoje então cuidadores que estejam sempre

13:19ali com paciência e disposição é

13:24difícil Afinal o mundo de hoje ele não

13:27não é projetado para isso hã Ele é

13:30projetado para o trabalho ele é

13:32projetado para o lucro e não para a

13:34prosperidade da vida humana né os

13:36modelos econômicos Eles não tão nem aí

13:39para se você vai ter tempo de qualidade

13:42com seu filho porque não é esse o foco

13:44hum muitos inclusive vem a maternidade e

13:48a paternidade como uma espécie de

13:50obstáculo à suas metas empresariais e

13:53materiais então nos dias de hoje as

13:55quais nós estamos inserindo inseridos hã

13:59eh os pais estão mais fora de casa do

14:03que comos seus filhos no dia a dia

14:05passam mais tempo na empresa ou no seu

14:07trabalho seja qual for do que em casa

14:10com seus filhos e quando os pais estão

14:13em casa eles estão cansados eles estão

14:15sem paciência devido ao esgotamento de

14:18suas atividades laborais muitas vezes a

14:21energia Vital dos Pais na maioria do

14:23tempo não é investido em criar os seus

14:25filhos mas em gastar em seu trabalho

14:28Muitos pais não t saída e sequer tem

14:30escolha em relação a isso né eles

14:32precisam fazer isso para a criança ter

14:36inclusive o que comer ter onde

14:40morar certo é uma necessidade também dos

14:44Pais dois três empregos é realidade da

14:48maioria dos brasileiros muitas vezes

14:50pass aí mais de 8 horas por dia fora por

14:53qu para botar a comida na mesa dessa

14:56criança para ter leite vamos dizer assim

14:59né Nós não podemos ser hipócritas de

15:01dizer ah vamos viver no mundo perfeito

15:02não precisa disso a nossa realidade é

15:05esta acontece que isso tem uma

15:08consequência afetiva

15:10psicológica certo de não tanta

15:14estabilidade e não tanta disposição

15:16desses cuidadores para passar este apego

15:19este cuidado que nós vamos ver hoje de

15:21forma presente e constante aos seus

15:24filhos acontece que do ponto de vista

15:26psicológico quando nossos pais não

15:29conseguem fornecer de forma constante

15:32equilibrada suporte físico afetivo hum

15:37para

15:39nós porque eles passam boa parte do dia

15:42fora e não conosco nós como crianças

15:44vamos desenvolver o que chamamos de

15:46apego

15:47inseguro reparem portanto a quantidade

15:51necessária e a qualidade de interação

15:53dos pais com o filho ou seja como os

15:56cuidadores respondem às necessidades de

15:58uma

15:59E aqui estamos falando primeiro que

16:01necessidades são essas Fernando tô

16:03entendendo muito bem Como assim que que

16:05é esse apego aí vamos lá necessidades de

16:08uma criança tá Vamos separar em duas

16:11categorias primeiro necessidades físicas

16:14então fome sono sede trocar a fralda

16:20entende necessidades físicas de uma

16:22criança alimentar dormir ela chora para

16:27estar ali ok segundo necessidades

16:32emocionais

16:33Carinho toque abraço beijos cuidados o

16:39olhar da mãe para o

16:41filho presença tranquilidade

16:45afetiva segurança

16:47afetiva conseguir depois colocar limites

16:50de forma

16:52respeitosa para com a criança todas

16:55essas são necessidades emocionais que

16:57são tão Anes quanto as necessidades

17:00físicas tão importantes quanto ter um

17:02abrigo ter o que comer e ter onde dormir

17:04e trocar

17:06fralda são esses cuidados emocionais nós

17:10chamamos esse conjunto de necessidades

17:12afetivas emocionais dada ao outro no

17:15caso do filho de amor que reparem amor é

17:19um verbo requer ação

17:23constante requer doação pro filósofo

17:27dostoyevski por exemplo a prova de que

17:30se ama alguém é abrir mão de um pedaço

17:32de si para se doar ao bem de outro é um

17:36amor de Redenção portanto que traz

17:38propósito pra vida por isso costuma-se

17:41dizer que não há prova maior de amor

17:43nesse mundo do que o amor de uma mãe

17:45para com o seu

17:49filho faz sentido hoje em dia estudos já

17:53mostram estudos já mostram que uma

17:56negligência afetiva dessa que nós est

17:58estamos falando das necessidades

18:00emocionais é tão ou mais deletéria pra

18:03criança do que passar fome ou seja se eu

18:06falhar com as necessidades emocionais é

18:07o mesmo ou pior do que eu falhar com as

18:09necessidades físicas no Cuidado de uma

18:11criança espero que isso tenha ficado

18:12Claro não ter carinho e abraço e

18:15compreensão e proteção dos Pais é tão

18:17ruim quanto não comer por quê Porque o

18:20corpo da criança vai entrar em estado de

18:21ameaça vida e de sobrevivência da mesma

18:24forma isso vai afetar sua cognição e seu

18:28desenvolvimento cerebral da mesma forma

18:30ou até pior então vejam dependendo de

18:34quantos pais estão disponíveis e estão

18:36pres presentes ou não dependendo quanto

18:39eles conseguem ou não ser uma fonte

18:41segura de vínculo proteção e conexão que

18:43são essas necessidades afetivas isso

18:45tudo vai definir o tipo de apego que

18:47você vai ter e vai definir também como

18:50você vai se comportar nas relações

18:51humanas em sua vida adulta a infância

18:56ela é o molde Inicial digamos assim

18:59que depois de feito se repete em todas

19:02as demais relações que nós vamos viver

19:04Principalmente as relações amorosas a

19:07infância é o lugar onde Nós aprendemos a

19:09nos relacionar pela primeira vez onde a

19:11criança lê o ambiente quando eu digo a

19:14criança o cérebro mesmo o corpo da

19:16criança vai se moldando aquele ambiente

19:17para sobreviver certo então onde a

19:19criança lê o ambiente o que esperar

19:22daquele ambiente como que eu tenho que

19:23me adaptar a esse ambiente o corpo da

19:26criança vai se adaptando a esse cenário

19:29nós olhamos pro mundo uma única vez

19:30quando crianças o resto é memória

19:34portanto como eu enxergo a mim mesmo o

19:36outro e o mundo é construído na relação

19:39afetiva que eu tenho com os meus

19:40cuidadores lá na infância depois eu vou

19:43repetir isso na vida adulta nas demais

19:46relações algum alguns a a essa altura da

19:50aula vão dizer Fernando mas que

19:55injustiça

19:57PQP não Posso falar palavrão aqui porque

19:59o YouTube não deixa mais PQP

20:01Hã eu não escolhi ter os pais que tive

20:05eu não escolhi passar por certas

20:07negligências ou certos

20:09traumas Infelizmente o mundo ele não é

20:13um

20:15lugar justo para falar a verdade ele é

20:17extremamente Injusto né alguns dão mais

20:20sorte e outros menos esta que é a

20:23realidade em relação à criação Nós não

20:26escolhemos os pais que nós vamos ter

20:28Claro dependendo da sua crença religiosa

20:31pode ter uma explicação que outra

20:34tá mas não se preocupe que você não é o

20:40único a passar por dificuldades infantis

20:43Como eu disse é quase

20:46impossível ou improvável que os pais nos

20:49tempos de hoje consigam

20:52fornecer um apego seguro de

20:55qualidade para seus filhos uma coisinha

20:58que outra em algum grau vai ter de

21:01ausência ou de

21:02excesso tá bom e tá tudo bem os tipos de

21:08apego que nós vamos estudar na aula de

21:10hoje aí se tratando dos inseguros quando

21:14a gente não tem esse amor e cuidado de

21:16forma previsível e constante

21:20tá como seria perto do ideal que nós

21:22estamos falando quando a gente não tem

21:25isso nós vamos ter um apego inseguro

21:29Tá mas não ter esse apego seguro não é

21:33necessariamente uma espécie de doença ou

21:35desvio de

21:37caráter os Apegos inseguros que nós

21:39vamos estudar hoje aqui Nesta aula com

21:42mais profundidade

21:44tá que eu dei uma breve palhinha lá na

21:47introdução desse vídeo então mais para

21:52jeitos e estilos de se ser no mundo

21:56jeitos e estilo de ser de de se viver no

21:59mundo todo tipo de apego que nós vamos

22:02ver aqui tem as suas vantagens e suas

22:05desvantagens tem seus sabores e se seus

22:10desprazeres acontece que eu entendendo

22:13melhor como eu opero ou você entendendo

22:16no seu caso como você opera qual que é o

22:18seu tipo de apego você pode e deve eu

22:21diria melhor buscar um estilo de vida

22:25que melhor lhe apeteça que melhor

22:27encaixe que mais tem a ver com seu jeito

22:29de ser Freud chama isso de sublimação

22:32Essa é a cura vamos dizer assim hã é nós

22:37acharmos no mundo uma forma socialmente

22:39aceita de sermos quem somos mas para

22:42isso nós precisamos primeiro entender

22:43quem nós somos hum por isso a ideia

22:46desses conteúdos de psicologia do canal

22:49é passar essas informações é munir vocês

22:52com conhecimento da área da da

22:54Psicologia uma área mais técnica uma

22:55área às vezes mais acadêmica que eu

22:57tento trazer numa linguagem mais simples

22:59aqui mais simples eu digo assim não tão

23:01Aquele

23:03psicologias chato de artigo científico

23:07né aquela espécie de mental da

23:11academia que fica presa nela mesma né e

23:14trazer aqui pro pro dia a dia traduzindo

23:17Né simples não significa no sentido

23:19pejorativo significa no sentido de uma

23:21linguagem assess tá para você melhor

23:25entender seu jeito de ser e operar

23:28com isso tendo mais ciência desse jeito

23:32você tem mais chances de achar o seu seu

23:34lugar no mundo ah eu entendo como que eu

23:36funciono Ok vou buscar a partir disso o

23:41meu lugar

23:42certo portanto lembre-se de que você não

23:46é uma pessoa problemática ou doente se o

23:50seu apego não for o seguro e

23:51provavelmente não vai ser assim como o

23:53meu não é tá você vai ver ali puxa me

23:56faltou isso sou sou doente mental Não

24:00você não é uma professa problemática ou

24:02doente Tá bom se se você é Todos nós

24:05somos então partir desse princípio eu

24:07incluso tá são jeitos e características

24:10de serem navegar no mundo bom Vamos lá

24:15temos duas categorias em mente aqui

24:18certo duas grandezas por assim dizer as

24:21pessoas que tiveram apego seguro na

24:23infância receberam esse carinho as

24:27necessidades físicas e emocionais

24:29os cuidados todos de forma constante

24:31estável e as pessoas que não que vão ter

24:35um apego inseguro até aqui tudo bem

24:38apego seguro apego

24:41inseguro um cuidador que oferece apego

24:44seguro é aquele que tá atento às

24:45necessidades da Criança em diferentes

24:47momentos sejam as necessidades físicas

24:49ou emocionais então ele responde com

24:51Constância e cuidado seja ao acalmar um

24:55choro da criança ele tá sempre ali ao

24:58encorajar a criança a Tentar algo novo

25:01numa segunda fase quando ela tá

25:02explorando o mundo ao estar presente

25:05quando ela tá frustrada validando as

25:08emoções nós vamos ver com bastante

25:10calmao esses exemplos tá criança tá com

25:12medo chateado O pai tá ali junto

25:15explicando incentivando a criança

25:18passando também

25:19carinho certo mais do que atender as

25:22necessidades imediatas esse esse

25:24cuidador demonstra em suas atitudes do

25:26dia a dia que a criança é importante e

25:28que ela pode contar com esse cuidador

25:32por outro lado se a criança nasce em um

25:34ambiente onde as suas necessidades

25:36emocionais não são atendidas de forma

25:38constante Então vamos lá pode variar

25:41Bastante tá o leque do que que é isso

25:43mas vai lá pais negligentes ausentes

25:47agressivos física ou verbalmente isso

25:51tudo pode levar o desenvolvimento de um

25:53apego inseguro então apego seguro os

25:55pais fornecem com base carinho constante

25:59e afeto apego inseguro os pais não

26:03fornecem vamos começar a aula vendo os

26:05tipos de apego inseguro que existe que é

26:08onde eu você a maioria de nós reles

26:10Mortais se encontra e no final da aula a

26:13gente vai falar sobre o apego Seguro

26:16também

26:24ok bom o primeiro tipo de apego em que

26:28nós vamos ver é o apego

26:31evitativo para desenvolver o apego

26:33evitativo tem pais que de maneira

26:38consciente ou não demonstraram que as as

26:41expressões emocionais da criança então

26:45chorar pedir colo buscar consolo não são

26:50bem-vindas pais que podem ignorar ou

26:53Minimizar os sentimentos da criança

26:57então são pais que não estão atentos às

27:00necessidades dessa criança

27:03OK reparem que as emoções que a criança

27:09manifesta e quando ela chora são formas

27:14que a criança tem de se expressar no

27:16mundo e tentar se comunicar com seus

27:18cuidadores criança ainda não fala

27:21né quando nasce não vem pronta de

27:23fábrica então o choro é uma maneira ou a

27:27birra ou qualquer coisa que parecer é

27:28uma maneira de tentar se expressar no

27:30mundo e até quando a criança começa a

27:32falar depois as emoções seguem Manifest

27:36são manifestações de questões internas

27:39que a criança tá tentando

27:41colocar para que os outros percebam

27:44certo as emoções são Mensageiros de

27:46necessidades não

27:48supridas se os cuidadores não prestam

27:50atenção nisso ignoram ou não levam em

27:53conta ou minimizam essa manifestação da

27:56criança seja

27:58seja daqui a pouco a criança expressar

28:00raiva expressar tristeza se os

28:02cuidadores eles não validam isso como a

28:05gente diz em terapia não acolhem não

28:07estão atentos a esse mundo interno da

28:09criança o que que acontece eu vou dar um

28:13exemplo vamos imaginar o seguinte vou

28:15dar um exemplo para ilustrar uma criança

28:17pequena Imaginem uma criança pequena

28:19qualquer que ao cair e se machucar corre

28:23em direção aos cuidadores em busca de

28:25conforto Então ela chora e ela mostra o

28:28joelho dela que tá ralado ali o

28:29joelhinho ralado né machucou certo tem

28:32uma feridinha no joelho Então ela tá

28:34chorando com medo querendo proteção e

28:36segurança desses pais querendo amor do

28:38pai Agora imagina que em vez de receber

28:41o abraço ou palavras acolhedoras

28:43afetivas que seria mais a ideia do apego

28:46seguro ela ouve algo como não foi nada

28:49meu filho Para de drama você já é bem

28:52grandinho levanta e vai brincar de forma

28:55mais fria de forma mais distante hã

28:58apenas um exemplo podem ser outras falas

29:02tá análogas a essa Tá bem então sei lá

29:06por exemplo

29:08vai a criança pode chorar no mesmo

29:10cenário e também ser ignorada ou os pais

29:13dizerem deixa de chorar daqui a pouco

29:16para não deixa ela ficar quietinha ali

29:19se regular sozinha ela tem que aprender

29:21a se regular sozinha ela tem que

29:23aprender a lidar com as suas próprias

29:24frustrações hum percebam

29:28o choro da criança aqui é ignorado ou

29:30até ridicularizado

29:33percebem minimizado Deixa disso é a

29:36mensagem ou a criança manifesta a

29:39necessidade e isso não reverbera nos

29:42pais como uma forma de cuidado a criança

29:45chora e ela não é atendida não é recebe

29:48esse amor e afeto Hum o que que o corpo

29:51dela vai começar a pensar de forma

29:53consciente ou inconscientemente para se

29:56ajustar a esse cenário ela vai começar a

29:59pensar pô se eu mostrar minha

30:01vulnerabilidade pros meus pais ou minhas

30:03emoções pros meus pais isso não é

30:05bem-vindo aqui hum a criança então ela

30:08começa a ter essa leitura de que não

30:10pode ou não vai ser amparada e cuidada

30:13se ela mostrar os seus sentimentos e os

30:15seus

30:17afetos tá fazendo sentido ou vamos

30:20pensar numa situação outro exemplo eu

30:23gosto de trazer bastante exemplo nesse

30:24tipo de aula para não ficar uma coisa

30:26muito genérica pro pra realidade né pro

30:29pé no Ché Vamos pensar uma situação em

30:31que a criança tenta se aproximar pedir

30:33colo ou compartilhar algo que deixa

30:35feliz agora algo positivo não triste

30:38como no exemplo anterior vamos supor que

30:41a criança já tem lá seus 6 8 anos fez um

30:44gol no Recreio do do do coleginho tá E

30:48quer contar pro pai e vem toda animada

30:50chega em casa joga a mochila na sala ali

30:52diz pai olha aqui que do caramba tem que

30:56falar caramba não posso mais falar para

30:57ol Olha que do caramba né eu fiz um gol

31:00ali pai não sei o que e tal de pênalti a

31:03gente ganhou o campeonato e o pai

31:05responde com frieza sem olhar nos olhos

31:08da criança né não diz Nossa que legal

31:10filho me conta como foi pô Parabéns não

31:13não reverbera vocês entendem o pai

31:15responde com frieza sem olhar nos olhos

31:18diz algo do tipo agora não tô ocupado ou

31:22apenas aham ó né ó aqui ó o dito cujo

31:26lembram do dito cujo em outras aulas ele

31:27é aparece aí tá aqui né o pai lá fazendo

31:30assim né os dedinho ó aí a criança vem

31:34aham que legal filho que legal e

31:37continua

31:38né continua mexendo no celular sem dar

31:41atenção de fato Por que que aquela

31:44criança tá falando em psicologas o

31:47adulto não valida o sentimento da

31:49criança não não reverbera vocês entendem

31:54outro cenário de frieza emocional vamos

31:56lá falei que vou dar 1 milhão e meio de

31:58exemplos aqui uma criança

32:01aqui de repente uma criança que sequer

32:05tem para quem recorrer em momentos de

32:07alegria e tristeza Ralei meu joelho Fiz

32:10um gol no colégio Então vamos lá eu

32:13sequer tenho tempo para contar pro meu

32:16pai e minha mãe porque eles estão

32:18ocupado no trabalho e eles não dão

32:19atenção eles estão fora de casa o tempo

32:21todo e eu como criança fico lá com a

32:23babá ou com a empregada que não tá nem

32:25aí para mim ela tem os filhos dela né

32:28fica ali sentado vendo novela Vale a

32:31Pena Ver de Novo na TV né então eu fico

32:34ali meio sozinho sem ter com quem

32:36compartilhar essas coisas entendem que o

32:39meu mundo começa a ficar só comigo mesmo

32:42ninguém parece se interessar muito se eu

32:45conto o outro não faz muita menção de ah

32:47ah ok que legal

32:51perceb no apego evitativo O que começa a

32:54acontecer é que o mundo interno da

32:56criança ele vai ficando a aprisionado a

32:59criança vai ficando presa nela mesma não

33:01é algo compartilhado com os outros e com

33:04o externo porque as tentativas que a

33:07criança fez não surtiram um efeito

33:09positivo pelo contrário quando a criança

33:11tentou se expressar ela se deu mal ela

33:13sofreu os cuidadores não demonstraram

33:16interesse no mundo interno dessa

33:19criança falta aqui o que que falta

33:23interações de pais com os filhos que

33:26demonstrem esse interesse como é que foi

33:28seu dia na escola como é que foi o

33:31aniversário do amigo então tá pegando o

33:34o filho né no aniversário do amigo disse

33:36como é que foi o aniversário filho do

33:37que que Vocês brincaram me conta a

33:39criança conta você entra no Mundo da

33:41Criança ali por alguns minutos certo o

33:43que que você tá sentindo quando a

33:45criança tá mal Explica as

33:47coisas certo a criança chora e o

33:50cuidador leva a série não é algo

33:53minimizado nada disso acontece aqui

33:58inseguro do tipo

33:59evitativo

34:00H os pais nesse tipo de apego quando vão

34:03viajar com a criança não pensam na

34:06criança eles fazem um roteiro para eles

34:08tá ao invés de ir para um local que a

34:10criança também possa gostar ou levar

34:12outros amiguinhos juntos eles vão ver um

34:14museu na Europa Se tiverem dinheiro para

34:17isso né ou viajar para um roteiro

34:19qualquer de descanso adulto que a

34:22criança fica entediada Ah vão pra casa

34:25da sogra lá não sei aonde que não tem

34:27nenhuma criança só um monte de adulto e

34:29monte de adulto fica conversando numa

34:30mesa e a criança fica solta lá no

34:32canto tem nada para fazer ninguém leva

34:34essa criança PR passear ou ninguém

34:36brinca com a

34:37criança esse tipo de reação Transmite

34:40uma mensagem Clara Mesmo que não seja

34:43dita a mensagem é seus sentimentos não

34:47importam então a criança para se adaptar

34:51a esse meio ela para de chorar para de

34:54pedir colo para de mostrar as suas

34:57abilidades lembrem que o mundo da

34:59criança começa a ser moldado ela tá

35:01lendo o ambiente dizendo o que que que

35:03eu tenho que fazer aqui eu vou recebendo

35:06feedbacks né eu faço a recebo B eu faço

35:09a recebo C eu vou eu vou sentindo o

35:12clima então a criança começa a moldar o

35:14mundo em que ela não pode se expressar

35:16porque não é

35:17bem-vindo porque isso parece incomodar o

35:19afastar o

35:21cuidador a criança sensível tem sensível

35:25como ela é lendo ambiente tem a percep

35:28que é melhor nem mostrar seu sentimento

35:30porque vai se frustrar é melhor eu

35:34guardar isso para

35:35mim ok É assim que começa a se construir

35:39uma armadura emocional onde a criança

35:42começa a desenvolver a crença e a

35:44estratégia de que precisa enfrentar tudo

35:46sozinho sem contar com os outros

35:50Hum o que eu sinto é melhor varrer para

35:53debaixo do tapete e não entrar em

35:56contato com isso

35:58logo essa criança começa a se

36:00desconectar dos seus

36:02sentimentos e aqui normalmente vai ser

36:05aquela criança

36:06adulti que os pais dizem essa daqui não

36:09deu trabalho nenhum

36:12hã essa criança foi um anjo se comportou

36:15sentava na mesa tirava a louça lavava a

36:18louça Nossa pegava vassoura varria a

36:20casa ela era assim um

36:22adho vejam se a criança não deu trabalho

36:26algo de errado

36:28tá fiquemos atentos porque criança dá

36:32trabalho criança chora demonstra emoções

36:35demonstra frustrações se a criança se

36:38comportou demais é porque algo ela

36:40estava recalcando por não confiança ou

36:44segurança de que ela podia ser ela mesma

36:46com seus cuidadores ela teve que abrir

36:50mão de sua autenticidade para ser aceita

36:52pelos pais essa que é a verdade nesse

36:57cenário de vamos chamar assim pais ou

37:00cuidadores mais frios emocionalmente a

37:04criança aprende uma lição e se adapta a

37:07isso ela começa a formar um molde pra

37:10vida a lição é não vale a pena mostrar

37:14minhas emoções ou depender dos outros

37:17não vale a pena nem sentir as coisas

37:21Porque isso pode levar a frustração e a

37:23dor de ser rejeitado para se proteger

37:27essa criança desenvolve uma estratégia

37:29de distanciamento emocional eu me viro

37:32sozinha então e começa a reprimir esse

37:35sentimentos e a se comportar de forma

37:40autossuficiente

37:42bom e quando essa criança

37:46cresce quando essa criança cresce

37:48Fernando como é que fica né como é

37:52que você disse que esse molde vai pra

37:56vida adulta e se pede Ok e o adulto com

38:00apego evitativo como é que ele

38:05é é o seguinte quando essa criança

38:08cresce

38:09eh já Vimos que ela leva essas

38:11estratégias de evitação emocional que

38:13ela desenvolveu na infância ela leva o

38:15seu passado então o que que ela aprendeu

38:16do seu passado essas estratégias de

38:18evitação emocional então adultos com

38:20apego evitativo geralmente carregam a

38:23crença

38:24inconsciente de que depender dos outros

38:27É algo ruim e que é sinal de fraqueza

38:30assim como a crença de que é cada um por

38:33si nessa vida e ninguém se importa com o

38:36outro nem as pessoas mais próximas Na

38:39verdade são todos egoístas para quem tem

38:42apego evitativo demonstrar qualquer

38:45afeto é sinal de ser mole é sinal de ser

38:49fraco e a melhor maneira de viver é

38:52mantendo uma distância emocional de tudo

38:55e de todos reparem que aquilo que foi o

38:58molde lá na infância só foi se

38:59solidificando na

39:01adultez então é como se essas pessoas

39:04usassem uma armadura para a

39:08vida armadura essa que protege as

39:13pessoas do apego evitativo adultos do

39:17sentimento de rejeição infantil de se

39:20porem vulneráveis afetivamente e não

39:22receberem esse reforço e carinho

39:25esperado deu para para pegar porque

39:29assim elas aprenderam que era com os

39:30pais assim foi necessário fazer lá atrás

39:34Então essas pessoas na vida

39:37adulta elas mal acessam a sua

39:39vulnerabilidade afetiva São pessoas que

39:42não sabem o que sentem que bloqueiam os

39:45afetos tanto positivos quanto negativos

39:47São pessoas que não se emocionam muito

39:50portanto e até venham se emocionar com

39:53algo como algo negativo inclusive porque

39:56no fundo isso sou como uma ameaça dá a

39:58sensação de que elas estão perdendo o

40:00controle sobre si quem tem Peg vitativa

40:03tem portanto uma necessidade muito forte

40:06de se sentir independente e

40:08autossuficiente que nem a gente falou lá

40:10na vinheta Inicial faz sentido por

40:13quê acho que casa com tudo que a gente

40:16tá vendo aqui né do apego evitativo

40:19certo

40:21internamente podem pensar racionalmente

40:23essas pessoas eu não preciso de ninguém

40:26para ser feliz

40:28eu pareço ser diferente das outras

40:30pessoas eu sou uma espécie de etê na

40:33terra eu prefiro viver sozinho isolado

40:35em uma cabana no Alasca com animais e

40:37com a natureza por quê Se ninguém se

40:42importa e se ninguém me entende hum ou

40:47se importa com o que eu sinto e sentir

40:50algo ruim Portanto é

40:53melhor viver num estilo quieto hã quieto

40:58na minha meio que só mesmo manter uma

41:02distância segura dos demais por isso o

41:05estilo de vida de quem tem esse apego o

41:07evitativo no caso é um estilo meio

41:09ermitão meio não cheguem perto de mim eu

41:12posso até est com outras pessoas morar

41:15numa cidade mas eu quero assim meu

41:17cantinho se perto perono perono né como

41:22dizem os espanhóis

41:25hã uma outra cara rística bem marcante

41:29de pessoas com apego evitativo é que

41:31muitas vezes elas não tão plenamente

41:35conscientes dos seus próprios

41:36sentimentos como já falei como eles

41:39ficam represados e não acessíveis por

41:41debaixo dessa

41:43armadura racional a pessoa não sabe

41:45direito o que que ela tá sentindo tá

41:49então por por terem aprendido a reprimir

41:52emoções desde a infância essas pessoas

41:54podem ignorar ou minimizar o que elas

41:56estão sentindo dizendo coisas como não é

41:59nada isso não me afeta eu não sinto nada

42:02então São pessoas que poucas vezes

42:04choram em situações em que é esperado

42:07chorar e por não entrarem em contato com

42:09a sua vulnerabilidade também elas vem a

42:12vulnerabilidade do outro como fraqueza

42:14então se elas vem alguém chorando elas

42:15dizem Ai que frescura né por terem

42:19aprendido que expressar as emoções ou

42:20buscar apoio não é algo aceitável lá

42:23atrás pessoas com apego evitativo elas

42:25podem desenvolver uma visão negativa

42:28sobre essas necessidades emocionais

42:30tanto suas quanto dos outros faz sentido

42:34internamente elas podem pensar sobre

42:37alguém que tá abalado emocionalmente a

42:39Por que que essa pessoa não resolve isso

42:41sozinho né Para que tanto drama Ai que

42:44pessoa fraca ou mole chorando por

42:47qualquer coisa ai o cachorro dela morreu

42:50tá chorando Ai que frescura is s é um

42:53cachorro sabe por causa disso as outras

42:57as pessoas muitas vezes rotulam as que

42:59TM apego evitativo como insensíveis ou

43:03frias ou sem coração que é um rótulo

43:07pejorativo mas ao olhar do outro é como

43:10se faltasse de fato um coração ali

43:12dentro vamos

43:16exemplificar Digamos que eu perdi meu

43:18pai na semana passada

43:21tá se eu tenho a pega evitativa eu vou

43:23dizer tudo bem A vida é feita desses

43:26momentos as pessoas pessoas morrem o

43:28ciclo da vida entende elas

43:30racionalizam e a razão a área do cérebro

43:34que trabalha razão e o córtex préfrontal

43:36é diferente da área do cérebro em que se

43:38trabalha as emoções que é o sistema

43:40límbico então quando eu estou

43:41racionalizando eu estou ativando essa

43:44armadura racionalizando tudo na vida eu

43:46estou deixando de sentir é armadura tudo

43:49é Ultra racional para mim tudo bem A

43:51vida é feita desses momentos né um dia

43:53ele nasceu um dia ele ia morrer Então OK

43:56meu pai faleceu parte do ciclo da vida

43:59já era esperado

44:01entm Ou puxa já aconteceu não vale a

44:04pena me importar com isso já passou para

44:06que que eu vou ficar chorando por algo

44:07que já aconteceu nenhuma ou poucas

44:10lágrimas derramadas

44:12percebem e assim para outros causos

44:15também terminei o meu relacionamento bom

44:18foi uma decisão analítica racional é

44:20melhor assim página

44:22virada seguimos em frente

44:26contudo

44:27contudo esse distanciamento

44:31emocional não significa que oos

44:35sentimentos

44:36desaparecem eles não

44:39desaparecem eles ficam ali embaixo da

44:42armadura acumulando vamos dizer assim

44:46porque a poeira vai sendo varrida por

44:47debaixo do

44:50tapete mesmo que a pessoa com apego

44:53evitativo não esteja consciente

44:56racionalmente

44:58não chega a sua consciência esses afetos

45:01eles estão ali Afinal ter emoções é um

45:04reflexo natural de todos os humanos

45:06todos sentem tristeza raiva e medo

45:10tá todo o corpo manifesta isso se você

45:13se consegue chegar a sua racionalidade

45:15ou não são outros 500 mas seu corpo

45:17sente sente isso

45:20certo então a pessoa com apego evitativo

45:23ela vai como ela não percebe essas

45:25emoções eu se percebe Não expressa

45:28essa carga tensional fica presa ali

45:30dentro como dis nit é uma espécie de

45:33navio de guerra feito para tirar os

45:35canhões para fora e você tapa o buraco

45:37dos canhões e eles ficam ali retidos

45:39estourando dentro da pessoa então vou

45:42recalcando as emoções e elas daqui a

45:44pouco se manifestam de forma indireta

45:47como estress acumulado doenças somáticas

45:50tipo dor de cabeça crônica enxaqueca

45:52bruxismo problemas estomacais problemas

45:55de pele alergia doença

45:57imune tá tudo isso tem a ver com estress

46:01acumulado que que é estress é uma coisa

46:02que vem do nada não muitas vezes tem a

46:04ver com emoções

46:06reprimidas tá ou essas pessoas começam a

46:10ter comportamentos compensatórios que

46:11elas nem percebem que são formma de

46:13tentar pela tangente expressar um pouco

46:17desse alívio emocional então comer em

46:19excesso buscar distrações compulsivas no

46:21trabalho exercícios físicos intensos às

46:24vezes alcoolismo como dis Freud as

46:28emoções Não expressadas jamais morrem

46:31elas são enterradas vivas elas voltam de

46:34piores formas mais

46:37tarde

46:40bem

46:49bem pessoas com apego evitativo elas

46:52podem também achar difícil por tudo que

46:55a gente tá falando até aqui desfrutar

46:57plenamente de momentos de

47:00proximidade seja emocional ou física

47:02então é difícil ter um parceiro e

47:05desfrutar com vulnerabilidade com

47:07proximidade essa parceria faz

47:11sentido

47:13porque essas pessoas elas vão sentir um

47:16desconforto Geral com atividades que

47:18envolvem depender de outra pessoa ou

47:20compartilhar

47:22experiências por quê Porque isso

47:24significa abrir mão do controle e se

47:26permitisse vulnerável

47:27mesmo em situações que seriam seguras

47:30como um parceiro íntimo né que a gente

47:33confie ou Deveria

47:36confiar para essas pessoas sair da

47:39rotina é algo perigoso e assustador para

47:43quem tem apego evitativo

47:47hum para essas pessoas não ter as suas

47:51coisas organizadas sobre o controle é

47:54assustador então por exemplo

47:58como é que essas coisas se

48:02ligam Eu tenho um namorado lá e de

48:05supetão sem programar antes ele me diz

48:09ai amor amorzinho né querido do meu

48:14coração vamos passar o final de semana

48:17junos só nós dois na praia e ele fala

48:19isso sexta-feira da noite dizendo amanhã

48:21a gente pega o carro enche o carro vai

48:24para na estrada Compra umas fr toma um

48:27café da manhã indo pro lugar a gente

48:29chega lá vai pra praia vai ser lindo e

48:33maravilhoso como que isso vai reverberar

48:35na pessoa que tem um apego evitativo em

48:38vez da pessoa se sentir

48:40animada a pessoa vai vai vai surtar

48:43internamente ela vai reagir e

48:45externamente ela vai reagir com

48:46respostas mais evasivas Então vai

48:49inventar um

48:50compromisso vai sugerir que façam algo

48:52menos íntimo mais da rotina só de

48:56escutar esse convite de proximidade já

48:58dá um desconforto pra pessoa com com

49:01apego evitativo né E ela pode responder

49:04de uma forma que sou e fria pro outro

49:06por isso sem coração então a resposta

49:08vai ser Ah não pois é vamos pensar Puts

49:12é não Bá pode ser mesmo que diga pode

49:15ser vai ser um pode cena muito animado e

49:16a pessoa outra pessoa vai sentir

49:18entendeu

49:20então não é bom sair da rotina não é bom

49:22ter suas coisas desorganizadas não é bom

49:25essa intimidade com o parceiro tão

49:28próximo assim é como se fosse um convite

49:31para tirar um pedaço da armadura assim

49:32do nada

49:35né a ideia de se abrir mostrar

49:38vulnerabilidades mesmo para pessoas mais

49:40próximas traz uma sensação de

49:42desconforto percebam isso como se a

49:45pessoa precisasse se manter sempre com

49:49essa armadura sempre uma barreira para

49:51se proteger mesmo em momentos que

49:53poderiam ser Seguros E acolhedores por

49:55quê Porque o molde lá de trás não

49:57permite isso os pais não foram Seguros e

50:00acolhedores o suficiente de forma

50:01constante para essa pessoa ter um apego

50:03seguro e a vulnerabilidade e a segurança

50:06necessária para se colocar vulnerável na

50:08relação do presente então mesmo que o

50:11parceiro seja uma figura afetiva segura

50:14interessante positiva a pessoa com apego

50:17evitativo ela vai manter a armadura por

50:20um bom tempo dizendo Ei perto perono né

50:25diante de tudo isso que a gente tá

50:26falando

50:27as pessoas com apego evitativo elas

50:30percebam podem escolher um estilo de

50:32vida que vai priorizar simplicidade e

50:36autonomia e distância dos outros optar

50:40por um ambiente simples simplificado que

50:44reduz estímulos que poderiam gerar

50:47desconfortos emocionais ou situações de

50:50proximidade indesejada então por isso

50:52que eu falei estilo minimalista ou

50:54simples tá enquanto que onomia reforça a

50:57sensação de controle e longe de qualquer

51:00ameaça de que alguém vai querer invadir

51:02a sua armadura Então essas pessoas elas

51:05odeiam depender dos outros elas querem

51:07ser Independentes financeiramente e isso

51:09é algo importantíssimo elas não gostam

51:11de ficar ali ai conta compartilhada Pega

51:13meu dinheiro pega o teu não eu quero ter

51:15o meu o meu é bem guardado é divinho

51:17isso me divididinho e isso me passa

51:19segurança eu não quero ter que depender

51:21de alguém porque eu não confio nesse

51:23sentido de dependência

51:25tá ser dependente para alguém com apega

51:28evitativa é o pior dos Mundos Então até

51:30vou trabalhar em excesso muitas vezes

51:32para me sentir mais seguro

51:34financeiramente porque eu aprendi que eu

51:36não posso contar com ninguém pessoas com

51:39Peg evitativo gostam de rotina e

51:42previsibilidade o sem novidades é o

51:46paraíso da sensação de controle

51:50Ok se nós vamos fazer uma viagem vamos

51:53programar com muita antecedência e mesmo

51:57assim nós vamos estudar a viagem e ver

51:59para onde que a gente vai onde que a

52:00gente não vai a pessoa vai se preparando

52:03para fazer essa viagem nada de Ah já é

52:05sexta e sábado surge uma coisa assim que

52:07não estava no Script a pessoa que eu Peg

52:09evitativo vai dizer Jesus Cristo Que que

52:11é

52:12isso sai do controle

52:16tá aqui o que tá em jogo não é ausência

52:21de Emoções ou necessidades essas pessoas

52:24sentem todo mundo sente isso isso é

52:26importante entender mas sim a forma como

52:30essas pessoas aprenderam a lidar com as

52:32emoções elas não manifestam essas

52:34emoções sequer muitas vezes elas têm

52:37consciência das suas emoções tá então

52:40esse medo de

52:41vulnerabilidade pode levar a um

52:43distanciamento emocional que dificulta

52:46não apenas seus relacionamentos com os

52:48outros mas também sua relação consigo

52:50mesmo porque muitas vezes pessoas com

52:52apego evitativo elas estão tão

52:54acostumadas a reprimir as suas emoções

52:56que elas perdem o contato com o que

52:59realmente sentem ou

53:01desejam porque fica tudo soterrado

53:03embaixo da armadura tudo é varrido para

53:05baixo do tapete então o risco aqui essas

53:08pessoas perderem a graça da vida porque

53:11o sabor das experiências vem das emoções

53:14perder a graça da vida como também

53:16perder o contato com as suas

53:17necessidades e vontades internas a vida

53:20fica meio que Blazer meio cinza não Fed

53:23de nem cheira sem fortes emoções tanto

53:25para cima quanto para

53:29baixo não que isso necessariamente seja

53:32um problema não que isso necessariamente

53:34seja um

53:36problema se a pessoa ela tá ok com isso

53:40se ela tá ok sendo mais sozinha ou na

53:42sua Solitude e com a distância que ela

53:46tem dos

53:47demais tá se ela tá ok com

53:50isso quem sou eu ou quem que é qualquer

53:53pessoa quem ousaria dizer que isso é uma

53:58patologia isso não é

54:00normal afinal se a pessoa é humana e

54:04sente isso faz parte do leque das coisas

54:06que um humano pode sentir

54:10Ok existe sim o quanto isso me fere ou

54:13não me fere o quanto eu quero ficar

54:15nisso ou não quero ficar nisso tá mas

54:18todos os lugares dentro das

54:20possibilidades humanas são habitáveis

54:22Desde que seja nosso estilo Desde que

54:24seja a nossa praia

54:27tá bem Este foi o apego

54:30evitativo vamos ver na sequência o apego

54:40ansioso bom apego

54:44ansioso no caso de uma criança que

54:47desenvolve o apego ansioso a resposta

54:49dos cuidadores as necessidades

54:51emocionais básicas que a gente tá

54:53falando então de novo carinho presença

54:55física proteção conexão como a gente viu

55:00também não são tão presentes e

55:03consistentes como seria o ideal como é

55:07no apego

55:08sego Mas diferente dos pais que geram

55:11apego

55:12evitativo que nesse é constante em não

55:18dar são pais

55:20frios que pouco ou nunca dão carinho tá

55:27os pais do apego ansioso por sua vez são

55:31por vezes carinhosos e atenciosos com a

55:33criança então respondem prontamente ao

55:35chamado uma criança que chora e estão

55:38ali para colher por exemplo né com afeto

55:40e segurança tá Às vezes pergunta como é

55:44que foi o dia da criança se importam com

55:45a criança se interessam pelo mundo

55:48interno dessa criança mas em outras

55:51ocasiões no entanto o mesmo cuidador

55:55pode agir de forma fria e distante ou

55:57até mesmo

55:59irritada Então os cuidadores aqui nesse

56:02tipo de apego eles vão

56:05oscilar certo eles vão ter uma

56:10ambivalência e essa é uma palavra

56:12importante

56:14ambivalência

56:16porque isso gera uma

56:19imprevisibilidade faz com que a criança

56:21nunca saiba ao certo o que esperar

56:25quando se trata da essa busca de atenção

56:27ou consolo Então se coloca no lugar

56:31dessa criança que ora o pai dá carinho e

56:33atenção ora não dá ora ele dá ora ele

56:36não dá a criança começa a ficar sempre

56:39em um estado de alerta de

56:42perigo iminente de não ter ou quando ela

56:46tem ela tem o receio de perder esse

56:48afeto faz sentido ela não vai ser uma

56:50criança relaxada que sabe que o pai

56:52sempre vai est ali quando ela chora ela

56:55vai ficar preocupada

56:56tá olha só tô tendo afeto agora beleza

57:00esse colo esse beijo esse afago depois

57:03de um choro enfim mas será que vai

57:06continuar até quando isso aqui e amanhã

57:09ó meu pai tá me dando carinho hoje

57:11brincou comigo fez a lição de casa

57:13comigo me levou no judô no balé parecia

57:16de bom humor Mas será que amanhã quando

57:20ele voltar do trabalho ele não vai est

57:21irritado como às vezes ele costuma

57:23tá E daí Quando eu for sei lá mostrar

57:27minha sapatilha nova do Balé que ontem

57:29ele tava super interessado ele vai

57:32responder com indiferença

57:35hoje percebam

57:38inconstância a criança já começa a

57:40querer controlar o

57:42ambiente se projetar no futuro isso tem

57:46um nome

57:47ansiedade certo Saio do presente começa

57:50a ter controle sobre as variáveis será

57:53que meu pai vai me amar hoje será que

57:55não será que vai mostrar será que não

57:57vai será que vai me dar atenção será que

57:58não vai

58:00Hum isso é ansiedade tá a criança já

58:03começa a querer controlar o ambiente e

58:05com isso começa a mapear também isso

58:09interessante as expressões dos Pais para

58:11saber se tá tudo

58:13bem porque nós expressamos se nós

58:16estamos irritados frustrados bem ou mal

58:19através de microexpressões faciais seu

58:22cachorro e seu gato por exemplo

58:23conseguem perceber em você se você tá

58:25irritado se você não tá irritado hum se

58:28você tá cansado se você tá doente por

58:30incrível que pareça os mamíferos têm

58:33esse poder de leitura e a criança para

58:35com o seu cuidador mais ainda ela tá

58:38sempre Atenta às expressões e a criança

58:40do apego ansioso mais ainda com esse

58:43alerta ligado para saber como é que tá a

58:45microexpressão do pai se ele tá com a

58:47sobrancelha para cima para baixo vocêe

58:48Tá irritado se ele não tá certo amanhã

58:51será que vai est tudo bem será que eu

58:53fiz algo de errado Como que tá a

58:55expressão do rosto do meu pai tá aberta

58:58tá fechada esse se projetar no futuro

59:01querendo ter controle do ambiente é a

59:03fórmula da ansiedade na vida por isso

59:05que a gente chama apego

59:08ansioso os pais que geram esse apego

59:11ansioso são portante são portanto

59:13inconstantes na sua forma de dar afeto e

59:17se conectar com a criança e suas

59:19necessidades são Pais

59:21ambíguos vamos lá trazendo alguns

59:24exemplos imagine uma criança aqui às

59:27vezes quando chora ou ou busca colo que

59:30colo ela é acolhida com carinho o

59:32cuidador então vai lá e abraça Fala

59:35palavras carinhosas e doces dá toda

59:37atenção mas em outras vezes essa mesma

59:40criança ao buscar esse tipo de conforto

59:42encontra uma reação bem oposta então o

59:45cuidador pode estar irritado distante ou

59:48até ignorar esse pedido de atenção

59:51imagina um pai que diz assim agora não

59:54eu tô cansado

59:56hum a filha vai mostrar sapatilha Do

59:59balé e num dia ele super se interessa e

1:00:01brinca com a filha e pergunta como é que

1:00:03foi o balé pede para fazer a dança ali

1:00:05na sala e põe uma música e dança junto e

1:00:07no outro ele diz agora não eu tô cansado

1:00:10ou diz filha não vê que eu tô

1:00:13ocupado vocês entendem

1:00:16ambivalência Hum uma hora tem uma hora

1:00:19não tem ou um dia ele leva a filha no

1:00:23balé super interessado fica lá assiste a

1:00:27aula e no outro dia ele leva Ou na outra

1:00:29semana leva mas de uma vontade com a

1:00:31cara fechada como quem queria est

1:00:33fazendo outra

1:00:34coisa pensem por exemplo uma criança que

1:00:37se machuca enquanto brinca e vai até a

1:00:40mãe em busca de conforto em um dia a mãe

1:00:42pega no colo beija o machucado diz vem

1:00:45cá vem cá meu amor tá tudo bem o momento

1:00:48aqui dá um beijinho já vai

1:00:51sarar a criança se sente segura e com

1:00:54carinho nesse cenário mas no outro dia

1:00:56ao se machucar novamente a criança corre

1:00:58até a mãe é recebida com um olhar

1:01:00cansado da mãe uma frase do tipo ah mas

1:01:04tu só se machuca hein Não dá para

1:01:05brincar direito mas que droga

1:01:09hum ou pior a mãe nem olha para ela

1:01:13porque tá aqui né mexendo no nosso dito

1:01:15cujo agora tô foi foi para lá ou sei lá

1:01:18mexendo ali né com dedinho vendo a vida

1:01:22dos outros no no celular né ou que os

1:01:25outros vendem que é a sua vida né ou

1:01:28trabalhando não sei e apenas diz com

1:01:31frieza vai lá lavar o

1:01:33joelho apontando para uma pia ou

1:01:35torneira e a criança não se sente

1:01:37amparada reparem ambivalência uma hora

1:01:39tem uma hora não tem tá esse tipo de

1:01:43interação cria na criança uma sensação

1:01:44de incerteza internamente ela deseja

1:01:48muita proximidade e conforto com

1:01:49cuidador como é necessário Tá mas ao

1:01:54mesmo tempo que ela tem esse desejo ela

1:01:57começa a temer o que que pode acontecer

1:01:59quando ela se aproximar desse cuidador

1:02:01Será que você é acolhido será que você é

1:02:03rejeitado então fica essa dúvida

1:02:07angustiante que começa a moldar a forma

1:02:10como a criança vai enxergar as relações

1:02:11humanas daqui paraa

1:02:13frente como vimos o molde é feito na

1:02:15infância e projetado na vida adulta e se

1:02:18repete nas demais relações Ah e outra

1:02:21coisa importante me acompanhem aqui

1:02:23nesse raciocínio

1:02:26a criança com apego ansioso ela vai

1:02:28começar a pensar quando rejeitada pelos

1:02:31pais ou assim ela sentir que tá sendo né

1:02:33nesses exemplos que eu dei que o pai não

1:02:34dá atenção ou a mãe

1:02:36né No No No dia no momento que os pais

1:02:40não forem próximos ou carinhosos ela vai

1:02:42começar a pensar será que eu fiz algo de

1:02:46errado talvez eu precise me esforçar

1:02:48mais para ser b o suficiente para ser

1:02:50amada o que que eu desagradei meu pai se

1:02:53ontem tava tudo bem e hoje não tá que

1:02:58que eu fiz de errado aqui onde que eu

1:03:00que eu pisei na bola

1:03:03hum Ora se um dia meu pai me deu atenção

1:03:07e no outro dia não significa que eu fiz

1:03:09algo de errado para não receber a

1:03:11atenção dele naquele dia que que eu fiz

1:03:13de errado logo eu começo a introjetar a

1:03:16crença de que eu não sou digno de ser

1:03:19amado eu sou uma má

1:03:21pessoa esse tipo de pensamento repetido

1:03:24ao longo do tempo reforça a ideia de que

1:03:27o amor e aceitação dependem de um

1:03:28esforço constante e nunca eles vão ser

1:03:31garantidos é o que a gente chama na

1:03:33psicologia de amor condicional a pessoa

1:03:35vai me amar não por quem eu sou mas pelo

1:03:37que eu faço reparem reparem que a

1:03:40criança vai colocar sempre nela sempre

1:03:44nela criança a culpa dos cuidadores

1:03:48serem oscilantes a falha do adulto vai

1:03:50ser percebida pela criança sempre como

1:03:52algo que ela falhou não como algo que o

1:03:56adulto falhou isso é importantíssimo da

1:03:58gente

1:04:00entender porque a

1:04:02criança sempre vai se colocar como

1:04:05responsável pelas falhas dos Pais sempre

1:04:08tá E isso vai ser muito trabalhado em

1:04:10análise para nós pra gente conseguir se

1:04:13libertar vamos dizer assim desse passado

1:04:15um pouco desses pais ao menos nos que no

1:04:18nas suas ausências certo porque tem que

1:04:22ser assim na

1:04:23infância a criança coloca tudo para ela

1:04:27para ela conseguir preservar esses pais

1:04:29como super-heróis e ter o locos de

1:04:32controle para si evitando assim o

1:04:34desamparo faz sentido porque pensem é

1:04:38muito mais reconfortante pensar a culpa

1:04:40é minha logo eu posso fazer Algo de

1:04:42diferente e mudar essa situação hum do

1:04:45que pensar não meus pais são assim não

1:04:48tem muito que possa fazer para mudar

1:04:50isso tá se meu pai bebe e bate um outro

1:04:53exemplo aleatório né ele é alcoolista

1:04:55quando ele bebe ele bate em mim eu vou

1:04:57dizer que que eu tô fazendo de errado

1:04:58que meu pai está batendo em mim eu não a

1:05:01criança não tem capacidade cognitiva de

1:05:02compreender né o efeito do álcool que

1:05:05faz com que meu pai fique sem controle

1:05:07cognitivo e daí ele desconta a raiva que

1:05:09ele teve do chefe dele ou das

1:05:11frustrações da vida dele em mim ela nem

1:05:13tem a capacidade cognitiva e mesmo que

1:05:15tivesse isso seria muito

1:05:17desampara vai fazer morar embaixo da

1:05:19ponte sair de casa com uma trouxinha

1:05:21estilo Chaves morar no barril não dá

1:05:26tá então a criança vai preservar a

1:05:28relação que ela tem com esses pais Ok em

1:05:33pró de colocar contra si mesma a raiva a

1:05:36culpa das situações que estão

1:05:37acontecendo droga sou uma má pessoa que

1:05:39que eu fiz de errado por que que o pai

1:05:41bateu na gente de novo que que faltou

1:05:44Claro aqui eu tô trazendo o exemplo do

1:05:45alcoolista que bate mas vamos trazer

1:05:47para que é mais do do do apego

1:05:50desorganizado que nós vamos ver mas

1:05:52vamos trazer agora pro apego ansioso que

1:05:53que eu fiz de errado pro meu pai não não

1:05:56não me dá atenção hoje ou tá mais

1:05:58chateado e cansado e não brincou comigo

1:06:00hoje como ele costuma brincar no no

1:06:03oscilante quando não tem é que que eu

1:06:06fiz de errado e quando tem eu também

1:06:08fico ansioso dizendo que que eu fiz de

1:06:09certo o que que eu tenho que fazer para

1:06:10manter isso porque o amor é condicional

1:06:14né não é dado meu pai não me ama

1:06:16independente do que eu faça do que eu

1:06:19sou na verdade é mais do a gente começa

1:06:21a tentar ler a situação e mapear o que

1:06:24que a gente tá fazendo deixando de fazer

1:06:26para agradar esse pai a gente vai se

1:06:27orientando mais do que mais para o outro

1:06:30do que para

1:06:31si por isso a criança é um expert em ler

1:06:34e a criança do apego ansioso em ler

1:06:36expressões emocionais ver se o outro tá

1:06:38bem se não tá se orienta mais pro outro

1:06:41do que para si

1:06:48ok que mais vamos ver aqui

1:06:51ah colocar a culpa em si também da

1:06:56raiva porque ao invés de eu sentir raiva

1:06:59dos meus pais por uma necessidade que

1:07:01eles não me

1:07:02deram algo que não é

1:07:05autorizado Popular Que feio sentir raiva

1:07:08da sua mãe eu tenho raiva de mim mesma

1:07:12como criança aí pode

1:07:15Hum então adultos com apego inseguro do

1:07:18tipo ansioso vão ter dentro de si quando

1:07:21eles crescerem né os adultos vão ter

1:07:24dentro de si críticas muito salientes e

1:07:27fortes quase sempre isso é batata eu não

1:07:30presto eu não sou digno de ser amado eu

1:07:33sou um merda eu não sei me virar

1:07:36sozinho tudo isso é advindo da falta lá

1:07:40atrás dos Pais em que a criança se culpa

1:07:42por não ter sido boa o

1:07:44suficiente

1:07:46Então vamos

1:07:49lá pais que fornecem um cuidado e afeto

1:07:54chamado ambivalente vão fazer a criança

1:07:56se sentir culpada e uma pessoa ruim não

1:07:59digna de ser gostada por quem ela é por

1:08:02tabela Isso vai

1:08:11acontecer isso na vida adulta vai gerar

1:08:13um adulto muitas

1:08:15vezes subjulgar

1:08:19hum um muito mais atento às necessidades

1:08:23do outro do que as suas

1:08:29certo focado em agradar o outro e não a

1:08:31si mesmo sempre alerto e vigilante aos

1:08:34sinais e expressões do outro eu preciso

1:08:37por quê Porque eu preciso agradar para

1:08:38ser gostado eu não sou digno de ser

1:08:40gostado por quem eu sou Então eu preciso

1:08:43ficar atento e fazer alguma coisa para

1:08:45ser gostado esse amor condicional não

1:08:48tenho valor pelo que eu sou mas pelo que

1:08:50eu faço novamente fórmula para ansiedade

1:08:54um alerta é criado que nunca desliga

1:08:56porque o amor nunca é dado e garantido é

1:09:01como se tivesse que conquistar

1:09:03reconquistar todos os dias eu tenho medo

1:09:05de perder todos os dias e pode acontecer

1:09:07porque lá atrás Era assim uma vez o pai

1:09:11dava fet outra não dava e não dava

1:09:20certo importante salientar no que se

1:09:22trata de apego ansioso e parentalidade

1:09:25tá cuidados infantis que nós estamos

1:09:28falando aqui

1:09:29eh tem também existe também um outro

1:09:33modelo de pais que gera um apego ansioso

1:09:35então nós estamos falando

1:09:38apego inseguro

1:09:41ansioso e Vimos que pais ambivalentes

1:09:45que às vezes dão afeto e não dão afeto

1:09:47geram apego ansioso mas tem também um

1:09:49outro tipo de pai que gera esse apego

1:09:52inseguro ansioso tá

1:09:55que talvez vocês já ouviram falar é

1:09:58muito comum hoje em dia hoje em dia é

1:10:00muito comum tá que são aqueles pais

1:10:02super

1:10:04protetores Então são aqueles pais que

1:10:07estão o tempo inteiro em cima da criança

1:10:10a criança toce já levam no médico porque

1:10:12pode estar morrendo de uma pneumonia ou

1:10:14tem um câncer raro hã a criança não pode

1:10:17brincar na rua porque um caminhão vai

1:10:18passar por cima e vão sequestrar ela não

1:10:21pode entrar na piscina porque a criança

1:10:22vai pegar inflamação no ouvido e vai

1:10:24estourar o tímpano e o Cérebro né e

1:10:27bater a cabeça e ficar trit plégica na

1:10:29borda da piscina meu Deus cadeira de

1:10:32rodas consegue ver o drama a intensidade

1:10:35o excesso aqueles pais em cima assim que

1:10:37põe a criança numa redoma querem fazer

1:10:40tudo pela criança não deixa a criança se

1:10:42frustrar e se

1:10:43experimentar criança não pode ralar o

1:10:46joelhinho

1:10:47dela coitada não quer não quero que

1:10:49minha filha sofra tá então a criança já

1:10:52tem uma certa idade os pais vão junto ou

1:10:54querem ir junto eh para fazer prova para

1:10:57fazer

1:10:58o saiu notícias esses dias assim pais

1:11:01que vão junto na primeira entrevista de

1:11:03emprego umas coisas meio ridículas assim

1:11:05né Eh do ponto de vista externo eu

1:11:08compreendo esses pais coitados né Eh

1:11:10eles precisam de terapia mas assim meio

1:11:12ridícula no externo né pessoa dizer p

1:11:14que que o pai tá vindo que Que coisa é

1:11:16essa a a criança não pode dormir fora de

1:11:18casa eh festinha da escola não pode ir

1:11:21naqueles passeio da escola aquelas

1:11:24coisas todas não não não não horrível

1:11:27não pode né vai a criança vai se perder

1:11:30ali do do do bando de crianças e vai

1:11:32sumir no mato no medos que os pais têm

1:11:34assim né

1:11:36Eh esse tipo de criação também pode

1:11:39levar ao apego ansioso também não leva

1:11:42ao apego ansioso porque esses pais vão

1:11:45demonstrar pra criança uma oscilação no

1:11:48Afeto da mesma forma também vai se ter

1:11:51aqui uma ambivalência no dá não dá Por

1:11:54que Fernando acompanhem aqui esses pais

1:11:57que querem ser super pais n né mãe pai

1:12:01helicóptero tá ali mil mãos e mil pé

1:12:04sempre útil pra criança e tá sempre ali

1:12:06em cima a criança respirou e tu já tá

1:12:09ali junto com ela esses tipo de

1:12:12pai eles vão falhar porque eles vão se

1:12:15irritar fácil ou perder a paciência

1:12:18quando a criança aprontar primeiro que a

1:12:20paciência deles vai pro beleleu rápido e

1:12:22eles vão ficar irritados Porque eles

1:12:23estão sem paciência se segundo porque a

1:12:25criança vai desafiar coisas que eles lem

1:12:28como Desafios que na verdade é só a

1:12:29autonomia da criança ela vai querer ir

1:12:31no passeio ela vai mentir vai dormir

1:12:33fora de casa ela vai ralar o joelho

1:12:35alguma hora ativando essa insegurança

1:12:37dos Pais esses pais ansiosos e super

1:12:39protetores tá então Digamos que a

1:12:42criança cai se machuca quer se

1:12:43independizar esses pais vão se assustar

1:12:46E demonstrar isso pra criança em forma

1:12:48de medo ou raiva e aqui tá ambivalência

1:12:51porque hora eles vão ser carinhosos

1:12:52horas eles vão demonstrar medo e raiva

1:12:55percebem vai ser inconstante

1:12:57também por que que tu fez isso eu já te

1:13:00falei que não era para andar na rua

1:13:02agora tu machucou o joelho a gente vai

1:13:03ter que pro hospital

1:13:05agora pai assusta a criança e a criança

1:13:09da mesma forma vai comprar eu fiz algo

1:13:10de errado eu fui ruim segui meu instinto

1:13:13de querer minha Independência consegue

1:13:15entender o cenário

1:13:17Aparecido

1:13:20tá Que droga filha tu tem que se cuidar

1:13:25hã é é Puxa vida Olha só agora pô o que

1:13:30que aconteceu como é que a gente vai

1:13:31lidar com essa situação sei lá pensando

1:13:33num cenário qualquer né fala o pai

1:13:36frustrado irritado que agora fica

1:13:38ansioso com o

1:13:40filho tá isso faz a criança confusa da

1:13:44mesma forma afeto

1:13:48ambivalente por qu porque por que

1:13:50violente porque muitas vezes quando meu

1:13:52pai não tá ansioso ele é amável e

1:13:54querido mas às vezes ele sai desse

1:13:57roteiro então fica esse

1:14:01jogo sem contar que a proteção excessiva

1:14:04na infância Transmite uma mensagem

1:14:05implícita de que a criança é um ser

1:14:07frágil que o mundo é um local ameaçador

1:14:11e perigoso e que ela a criança não

1:14:14consegue lidar com esse mundo de forma

1:14:17sozinha a mensagem é que lidar com as

1:14:20perdas e dores da vida é algo

1:14:22insuportável Vocês conseguem entender na

1:14:24fala desses onde isso tá dizer meu Deus

1:14:26do céu tu vai machucar o joelho ah a

1:14:29gente tem que te levar para hospital meu

1:14:30Deus tu vai cair na borda da piscina tu

1:14:32vai ficar tetap plégica meu Deus tu não

1:14:33pode dormir fora é muito perigoso o

1:14:35mundo lá fora a criança vai começar a

1:14:36internalizar dizendo Nossa o mundo é um

1:14:38lugar assustador e eu não dou conta dele

1:14:41sozinho como criança como resultado não

1:14:44como criança como resultado a criança

1:14:47vai desenvolver uma dependência

1:14:49emocional desse cuidador olha vai pensar

1:14:53a criança né o mundo é lugar

1:14:56inóspito e eu não sobrevivo sozinho sou

1:14:59frágil

1:15:00hã logo eu preciso de alguém que cuide

1:15:03de mim como os meus pais estão fazendo

1:15:05então na vida adulta eu vou precisar de

1:15:07um outro adulto grudado em mim o tempo

1:15:09inteiro para eu sobrevivesse essa bagaça

1:15:11aqui

1:15:12hum cria-se aqui portanto um medo

1:15:15constante de

1:15:17separação

1:15:19Hum e isso vai refletir lá na vida

1:15:22adulta nas relações afetivas vou est

1:15:25sempre grudado no outro é difícil para

1:15:29mim morar sozinho porque acho que eu não

1:15:31dou

1:15:32conta Hum quando eu tenho alguém eu vou

1:15:36ter medo constante de perder esse

1:15:38alguém então esses pais mais

1:15:42eh Super protetores ansiosos embora eles

1:15:46ofereçam segurança

1:15:48física por eles não estimularem a

1:15:51autonomia da Criança e terem essa

1:15:53ambivalência

1:15:55tá eles acabam gerando na criança uma

1:15:59sensação de incapacidade que reforça os

1:16:02comportamentos típicos do apego ansioso

1:16:04então apego ansioso tem duas dois tipos

1:16:08de pai o pai

1:16:10ambivalentes né esses pais super

1:16:12protetores que não deixam de ser uma

1:16:14variação dos pais ambivalentes tá

1:16:19bem seguimos

1:16:26e o que que acontece quando essa criança

1:16:28de apego ansioso

1:16:31cresce e aqui seja com pais ambivalentes

1:16:35ou superprotetores

1:16:38tá quando essa criança cresce as crenças

1:16:42e Emoções formadas durante a infância

1:16:45continuam influenciando a forma como ela

1:16:46vai agir na vida adulta como vimos que

1:16:49acontece em todos os tipos de

1:16:53apego mesmo que a pessoa adulta não

1:16:56esteja mais lidando com os cuidadores

1:16:58originais a maneira como ela aprendeu a

1:17:01interpretar as relações permanece ativa

1:17:05Especialmente nos relacionamentos

1:17:06amorosos lembram são os moldes que a

1:17:09gente forma pra vida então o que que

1:17:10acontece com um adulto com apego

1:17:14ansioso Como que é o comportamento de um

1:17:17adulto com apego ansioso primeiro ocorre

1:17:20uma espécie de busca constante de

1:17:22aprovação ou seja indivíduos apego

1:17:25ansioso adultos frequentemente sentem

1:17:27que precisam ser constantemente

1:17:30reafirmados na sua

1:17:32importância

1:17:34internamente eles pensam mais ou menos

1:17:36assim ai Será que essa pessoa realmente

1:17:39gosta de mim será que meu namorado

1:17:41realmente gosta de mim será que minha

1:17:42amiga realmente gosta de mim hum será

1:17:45que meu namorado não vai se interessar

1:17:46por alguém mais interessante do que eu

1:17:49porque será que ele tá comigo eu não sou

1:17:50tão interessante se ele for na festa

1:17:52Será que ele não vai achar alguém mais

1:17:53legal que eu

1:17:55Será que ele não vai me trocar por outra

1:17:56pessoa Será que ele não vai entende

1:17:59alerta ligado é a versão 2.0 lá do pai

1:18:04né Será que meu pai vai se importar

1:18:05agora com a sapatilha do Balé Será que

1:18:07eu fiz algo de errado o que que eu tenho

1:18:08que fazer para ele se importar Será que

1:18:10hoje ele vai est cansado vocês entendem

1:18:12Será que eu vou ter o afeto Será que eu

1:18:13não vou ter o

1:18:15afeto mesmo sem verbalizar essas

1:18:18preocupações muitas vezes a pessoa com

1:18:20apego ansioso ela passada como tranquila

1:18:22pelos outros ela tá lá quietinha assim ó

1:18:25ela é mais introspectiva quetinha às

1:18:26vezes pessoa Nossa que pessoa tranquila

1:18:29mas a cabeça dela tá aqui ó a milhão

1:18:32como se fosse um um carro com acelerador

1:18:35no mil a roda girando o freio de mão

1:18:37puxada a roda fica ali ó

1:18:40queimando as pessoas com tipo de com

1:18:42esse tipo de apego estão sempre atentas

1:18:45e com o alerta ligado para qualquer

1:18:47indício de rejeição ou abandono que elas

1:18:51leem como indício de rejeição e abandono

1:18:56por exemplo um parceiro demora para

1:18:58responder uma mensagem ou parece mais

1:19:00quieto que o normal determinado momento

1:19:03né a pessoa

1:19:05Eh sei lá chegou do trabalho cansada não

1:19:08quer muita conversa alguma coisa assim

1:19:10pode acontecer a pessoa com apego

1:19:12ansioso pode começar a imaginar Opa tem

1:19:14algo de errado começa a pensar né

1:19:18e começa a pensar mais do que isso Será

1:19:21que eu fiz algo de errado Será que ele

1:19:23tá brabo comigo porque eu fiz AL alguma

1:19:25coisa que eu deveria que eu não fiz que

1:19:27eu deveria ter feito o que que será que

1:19:28tá acontecendo a pessoa já começa a

1:19:30maquinar né Será que eu desagradei ela

1:19:33começa a interpretar o simples fato de

1:19:35que o parceiro tá mais sério concentrado

1:19:37em uma atividade x qualquer do trabalho

1:19:39tá cansado como um sinal de que tá sendo

1:19:42ignorada que pode rejeitar num num

1:19:46abandono de que ela fez algo de errado

1:19:48medo de perder aquele afeto medo de

1:19:51desagradar

1:19:53tá são as pessoas com apego ansioso

1:19:56assim Como na infância também vão ser

1:19:57altamente sensíveis a mudanças sutis no

1:20:00comportamento das expressões dos outros

1:20:03porque como como eu falei eu brinco com

1:20:05os meus pacientes eh que T um apego

1:20:07Ansioso né eles têm um super poder tá o

1:20:11super poder que eles têm de perceber

1:20:12Qualquer mudança Sutil na afeição do

1:20:14outro

1:20:16é é uma habilidade muito treinada por

1:20:19muito tempo tá botar botar essas pessoas

1:20:22assim para eh

1:20:25investigar mentiras naqueles Programas

1:20:28ou teste que tem aquelas máquinas

1:20:30antigas que você tá mentindo não essas

1:20:31pessoas são super ligadas para pegar os

1:20:34sinais dos out tá Fica a dica aí pro

1:20:37pessoal da Cia nem sei se existe mas Cia

1:20:39muda de nome toda hora né e sei lá qual

1:20:42que é o nome agora tá mas Vocês

1:20:43entenderam a ideia tá

1:20:47enfim Então vamos lá o namorado chegou

1:20:50mais cansado da

1:20:52faculdade Opa peguei peguei tá tá com a

1:20:54sobrancelha ali mais cabe baixo não me

1:20:56deu um

1:20:58beijo 3 segundos ele me deu um beijo só

1:21:00um celinho de meio segundo parece

1:21:03diferente aconteceu alguma coisa já vou

1:21:05perguntar para ele ou pensar né algo que

1:21:08paraas outras pessoas passaria

1:21:09despercebido ou é normal do dia a dia

1:21:12Hum uma pausa numa conversa um olhar

1:21:15distraído cheguei

1:21:17cansado tá já é sei lá

1:21:20sexta-feira isso não passa despercebido

1:21:23por esse superp de leitura da pessoa com

1:21:26apego ansioso só que esse superpoder é

1:21:28hiper dinamizado né ela

1:21:31catastrofização

1:21:33Hum e aí isso pode gerar um um diálogo

1:21:36interno angustiante dentro da pessoa com

1:21:38apego ansioso mais ou menos assim que

1:21:40que será que eu fiz Será que ele tá

1:21:42bravo comigo ele deve estar pensando em

1:21:44terminar E aí vai um pensamento segue em

1:21:47outro en Cascata num tom mais

1:21:51catastrófico conseguem ver a culpa que

1:21:54que eu fiz ele tá bravo comigo ele deve

1:21:57estar pensando em terminar que que eu

1:21:58fiz de errado igual lá a situação do

1:22:02pai conseguem aqui ver o molde projetado

1:22:05da

1:22:07relação o que eu fiz para ele não se

1:22:09interessar por mim hoje lá com o pai né

1:22:12medo de perder o vínculo por quê Porque

1:22:14era inconstante e ambivalente um dia

1:22:17pode est tudo bem O outro

1:22:21não eu não me viro sozinho eu preciso do

1:22:24outro esse foi o aprendizado

1:22:27né então esse estado de alerta constante

1:22:30que a pessoa fica dentro de si é algo

1:22:33exaustivo quem tem apego ansioso cara é

1:22:36como se corresse uma maratona por dia é

1:22:38muito

1:22:39cansativo mesmo volto a frisar mesmo que

1:22:42a pessoa com esse tipo de apego não

1:22:43expresse verbalmente essas preocupações

1:22:46interna e pareça tranquilinha

1:22:48externamente internamente ela tá ali

1:22:50lidando com um turbilhão de emoções e

1:22:52pensamentos e sabe por que que ela não

1:22:53expressa porque ela é tão defectiva ela

1:22:56acha que ela é tão errática que se ela

1:22:58expressar o outros daí sim vai rejeitar

1:23:00ela dizendo Ah isso é viagem da tua

1:23:02cabeça Olha só as noias que tu tem e vai

1:23:04ser menos aceita ainda E aí sim ela vai

1:23:07ser abandonada Então ela guarda aquilo

1:23:09para ela né E fica maquinando o radar tá

1:23:12sempre ligado o radar da ameaça e do

1:23:15medo de rejeição bem como a

1:23:18vergonha vergonha de quem se

1:23:21é certo por quê Porque eu não sou digno

1:23:23de ser gostado tenho vergonha de quem eu

1:23:25sou muitas vezes essas pessoas preferem

1:23:29fazer atividades coletivas se a gente

1:23:31viu que lá no apego evitativa as pessoas

1:23:35gostavam de fazer atividades solitárias

1:23:37por causa da armadura aqui é o contrário

1:23:39essas pessoas querem estar próximas das

1:23:41outras o máximo de tempo possível né é o

1:23:45contrário do apego

1:23:47eh evitativo certo e muitas vezes na

1:23:52vida adulta talvez a gente possa fazer

1:23:53uma aula sobre isso deixem aqui nos

1:23:55comentários se vocês se interessarem da

1:23:57química muito forte que existe entre o

1:24:00apego química eu digo assim de

1:24:02relacionamento interesse a paixão que dá

1:24:05de de várias relações adultas eh

1:24:08amorosas que ocorre entre alguém com

1:24:10apego evitativo é alguém com apego

1:24:13ansioso

1:24:15tá que não é que os opostos se atrai mas

1:24:18fica uma certa dança interessante aqui

1:24:22que ocorre em que um quer tá sempre

1:24:25grudado e o outro quer o seu espaço e

1:24:27fica uma certa dança ocorrendo aqui isso

1:24:29é bem interessante se vocês quiserem eu

1:24:30posso falar um pouco sobre

1:24:32Tá mas voltando à aula de hoje que não é

1:24:35sobre Exatamente isso só tô apresentando

1:24:37né os tipos de uma maneira

1:24:40que mais básica

1:24:43né então diferente das pessoas com apego

1:24:46evitativo que preferem atividades

1:24:48solitárias as pessoas com apego ansioso

1:24:50vão preferir atividades

1:24:52coletivas do que atividades individuais

1:24:55né Para quê Para não ficar sozinhas não

1:24:58lidar com a sua solidão então atividades

1:25:00Como dança em grupo corrida em grupo

1:25:02artesanato em grupo qualquer coisa em

1:25:04grupo assim ó que tem mais de uma pessoa

1:25:05sabe que envolve interação raramente vão

1:25:08ser hobbies solitários tá uma caminhada

1:25:11solitária uma corrida solitária viajar

1:25:14sozinho nem pensar esse tipo de coisa tá

1:25:17eles vão querer est perto de

1:25:19gente mas mesmo Perto de gente as

1:25:22pessoas com apego ansioso elas vão ser é

1:25:25mais aquelas que escutam do que falam

1:25:27justamente por essa defectividade esse

1:25:29sentimento de que tem algo de errado em

1:25:31mim que veio da onde da culpa que eu

1:25:34injetei dos meus pais né não me darem

1:25:36afeto era ambivalente eu digo o que que

1:25:38eu tô fazendo de errado então a pessoa

1:25:40começa sentir Ática então elas pensam se

1:25:42eu falar muito da minha vida eu me sinto

1:25:43desconfortável eu tô me expondo e eu

1:25:45posso posso desagradar o outro é mais

1:25:47fácil escutar tá então amiga fala fala

1:25:50fala fala fala fala fala da sua vida e a

1:25:53pessoa só esca cuta são bons ouvintes tá

1:25:56e a pessoa se sente mais confortável

1:25:58assim sem precisar se abrir é um lugar

1:26:00mais seguro então tem uma certa

1:26:02contradição aqui que a pessoa quer tá

1:26:04perto dos outros mas ela também não se

1:26:05abre o suficiente para se sentir segura

1:26:07faz

1:26:09sentido por fim já falamos mas vale

1:26:12salientar pessoa com apego pessoas com

1:26:14apego ansioso tendem a ser críticas

1:26:17consigo não se esqueçam disso vai sempre

1:26:20aparecer se você é um terapeuta vendo

1:26:22esse vídeo vale sempre investigar a

1:26:24autocrítica se seu paciente tem um apego

1:26:26ansioso se você é uma pessoa com apego

1:26:29ansioso Vale

1:26:32você tentar exercitar um pouco mais de

1:26:34compaixão talvez consigo tem um vídeo

1:26:36meu aqui no canal uma aula sobre culpa

1:26:39dê uma olhadinha talvez ali você possa

1:26:42se identificar e trabalhar um pouco

1:26:43algumas questões internas suas tá pode

1:26:46ajudar um

1:26:48pouco as pessoas com apego ansioso

1:26:51internalizam rejeições ou fracassos como

1:26:54reflexos de sua própria inadequação da

1:26:56onde isso vem lá de trás Então imagina

1:27:00alguém que manda

1:27:02uma uma mensagem pro parceiro né eu

1:27:04tenho namorado eu mando um WhatsApp e

1:27:07ele demora algumas horas para

1:27:09responder em vez de pensar olha ele tá

1:27:12ocupado

1:27:13eh a pessoa começa a pensar deve ser

1:27:16porque eu falei algo de errado deve ser

1:27:18porque a gente brigou antes eu não devia

1:27:21ter brigado eu não devia ter dito que eu

1:27:23que eu queria tal coisa e ele ter

1:27:25discordado de mim né ele não ele não

1:27:27deve estar gostando mais de mim eu não

1:27:28sou interessante o suficiente entende

1:27:30vai para uma coisa assim eu eu eu eu eu

1:27:33eu ou no trabalho imagina que a pessoa

1:27:36recebe um feedback do Chefe Como assim

1:27:39ah recebe um e-mail né seu seu seu

1:27:42relatório está bom mas dê uma olhada no

1:27:44ponto tal que pode ser melhorado

1:27:46feedback neutro assim natural em vez da

1:27:49pessoa entender isso como uma orientação

1:27:51normal ela pensa Claro Olha aí não

1:27:54gostou de nada que eu fiz eu sempre faço

1:27:56tudo de errado eu só Decepciono eu não

1:27:58sou BO o suficiente para esse trabalho

1:28:01né da onde vem esse padrão né lá de

1:28:09trás quando a criança interpretava as

1:28:12respostas imprevisíveis ou negativas dos

1:28:14cuidadores como um reflexo de algo de

1:28:17errado com erro o que eu fiz de errado

1:28:19pro meu pai não ter me dado carinho como

1:28:22vimos a a criança uma tentativa da

1:28:25criança ter um Locus de controle da

1:28:27situação para preservar essa relação tá

1:28:30aí o

1:28:31molde sobre o estilo de vida vamos vamos

1:28:34vamos falar gastar alguma alguma saliva

1:28:37aqui para falar sobre o estilo de vida

1:28:40de como é que é nas em linhas Gerais de

1:28:42alguém que tem apego Ansioso né

1:28:46eh essas pessoas elas podem escolher um

1:28:49estilo de vida que não vai ser surpresa

1:28:52para ninguém isso mas que vite longos

1:28:54períodos de solidão Então vão preferir

1:28:58ambientes que

1:28:59facilitem uma interação constante com

1:29:02pessoas

1:29:04então não vão gostar de morar sozinhas A

1:29:07não ser que muito estritamente

1:29:09necessário o namorado viaja vai querer

1:29:11chamar alguém para ficar na casa dela ou

1:29:13ir na casa de alguém ou ir pra casa da

1:29:15mãe ou qualquer coisa do tipo

1:29:18tá não vão gostar de ficar

1:29:21sozinhas a casa em si ela vai ser

1:29:24organizada De forma acolhedora

1:29:26normalmente afetiva com com lembranças

1:29:29objetos que simbolizem essas conexões

1:29:31então

1:29:32Eh por quê Porque reforçam essa sensação

1:29:36né de proximidade

1:29:39emocional de afeto então álbum de foto

1:29:43porta retrato lembranças pessoais

1:29:47tá e objetos de segurança ai o

1:29:51coraçãozinho ganhou do namorado tá lá em

1:29:54cima da cama né o coelhinho as coisas

1:29:57assim isso reflete o desejo de estar

1:30:00cercado por elementos que transmitam

1:30:02segurança e pertencimento ajudando a

1:30:05aliviar esse medo de estar sozinho de

1:30:08abandono de solidão

1:30:12né São

1:30:14pessoas que alguns vem como mais

1:30:18carentes Assim como as pessoas vê as

1:30:20pessoas eh aos os que têm apego

1:30:24evitativo como frio sem coração o rótulo

1:30:28que as pessoas com apego ansioso vão

1:30:31receber de mais carentes ou grudentas

1:30:33então São pessoas que gostam de dormir

1:30:34abraçadinho ã seja uma pessoa seja um

1:30:37travesseiro né gostam de estar o tempo

1:30:39inteiro ali no WhatsApp trocando aquela

1:30:41coisa gostam de reafirma de carinho ai

1:30:45me diz que me ama manda coraçãozinho

1:30:47escreve cartinha para mim porque vai

1:30:50reforçando uma segurança afetiva pra

1:30:53pessoa né

1:30:56no caso do apego ansioso o que tá em

1:30:58jogo não é apenas esse comportamento

1:31:01visível externo nos relacionamentos Ah

1:31:04ela é meio carente grudenta isso é um

1:31:06rótulo até pejorativo como a gente vê as

1:31:10coisas mas principalmente o importante é

1:31:13o que acontece no

1:31:15interno porque essas pessoas elas

1:31:17carregam uma visão de mundo Onde o Amor

1:31:19e a aceitação são incertos e

1:31:21condicionais

1:31:24e a visão de si mesmo não é lá grandes

1:31:26coisa tá São pessoas que se criticam

1:31:31Bastante e com isso sentem bastante

1:31:34vergonha Então essa combinação faz com

1:31:37que quem tem apego ansioso viva

1:31:40constantemente com uma sirene de alerta

1:31:43ligada o tempo inteiro com muito medo de

1:31:48perder os seus vínculos com culpa por

1:31:50não ser o suficientemente boa

1:31:54no presente reflexo de não ser

1:31:57suficientemente boa para aqueles pais lá

1:31:59do passado na sua visão infantil

1:32:02inconsciente é

1:32:11claro o apego

1:32:14desorganizado falaremos agora do apego

1:32:17desorganizado também chamado e

1:32:19apresentado na literatura como reparem

1:32:22ansioso

1:32:24io isso mesmo Os dois anteriores lado a

1:32:27lado ou juntos tá nós vamos ver o porquê

1:32:32Porque no apego desorganizado vão se

1:32:35apresentar características às vezes de

1:32:37um apego ansioso às vezes de um apego

1:32:40evitativo

1:32:43hum esse tipo de apego ele

1:32:47surge quando os pais ou os

1:32:51cuidadores que como a gente viu deveriam

1:32:54ser uma fonte de segurança pra

1:32:56criança quando esses pais eles são ao

1:33:00mesmo

1:33:01tempo uma fonte de

1:33:04agressão sendo portanto também uma fonte

1:33:07de medo ou seja a figura que deveria ser

1:33:11uma figura de proteção ela também é uma

1:33:14figura de medo por quê Porque são pais

1:33:17que nós vamos ver que são

1:33:18características tem características

1:33:20abusivas então a criança fica

1:33:22desorganizada confusa porque ela aprende

1:33:25a amar aquele que a Abusa ela não tem

1:33:29outra escolha Então vamos lá Imagina que

1:33:33uma criança busca instintivamente

1:33:35proximidade com seus cuidadores Em

1:33:37momento de necessidade ou perigo como é

1:33:39de prax chorei que eram os meus pais eh

1:33:43apanhei na escola vou falar com os meus

1:33:45pais tive um dia difícil vou falar com

1:33:46os meus pais aconteceu alguma coisa de

1:33:48errado vou falar com os meus pais com

1:33:49dor de barriga vou falar com os meus

1:33:50pais qualquer coisa né que aconteça na

1:33:52infância dessa criança

1:33:54busca afeto carinho vou buscar com os

1:33:56meus pais então vamos lá pegar um

1:33:58exemplo aqui chorei e quero colo do meu

1:34:00pai como a gente viu nos outros Tô com

1:34:02medo do bicho papão no armário porro pro

1:34:06quarto dos meus pais à

1:34:08noite no caso de uma criança que tem

1:34:15pais vão fornecer para ela esse apego

1:34:18desorganizado esses cuidadores vão

1:34:20apresentar respostas ambivalentes

1:34:24ou seja ora vão acolher essa criança ora

1:34:27não mas também dentro dessa

1:34:31ambivalência vão ter respostas

1:34:34abusivas vão ter respostas

1:34:36emocionalmente

1:34:37negligentes então reparem no apego

1:34:40evitativo que a gente viu H pouco vocês

1:34:43devem est pensando Nós também Vimos que

1:34:46os

1:34:47pais desculpa no apego ansioso que nós

1:34:50vimos há pouco n Nós também temos pais

1:34:52ambivalentes

1:34:54não é

1:34:55verdade que hora dão afeto hora não dão

1:34:59então lá vamos lá no apego evitativo

1:35:02pais constantes e não dar frieza

1:35:04emocional no apego ansioso pais

1:35:06ambivalentes ora dão ora não dão no

1:35:09apego desorganizado que nós estamos

1:35:11vendo

1:35:11agora são também pais ambivalentes por

1:35:14assim dizer que hora vão dar atenção

1:35:16hora não mas diferente dos Pais

1:35:18ambivalentes do apego ansioso esses pais

1:35:21aqui do desorganizado também vão ser

1:35:24abusivos grifem essa palavrinha vai ter

1:35:27algum grau de abuso e quando eu diz

1:35:30abuso não precisa ser necessariamente

1:35:31Nossa um estupro espancava a criança não

1:35:34não precisa ser nesse nível de violência

1:35:36pode ser mas não precisa necessariamente

1:35:38ser podem ser agressões

1:35:40verbais certo agressões físicas mais

1:35:43moderadas então você pais que batem na

1:35:46criança gritam com a criança ou não

1:35:49batem e gritam mas o ambiente em casa é

1:35:51Violento o pai bate na mãe o pai se

1:35:54descontrola e quebra coisas em casa a

1:35:56mãe joga coisas no pai xinga de

1:35:59palavrões o pai os outros filhos existem

1:36:02oscilações emocionais muito intensas

1:36:04dentro de casa tá então o pai bebe

1:36:06Quando bebe quebra tudo o pai é Violento

1:36:10o pai é bipolar e oscila no

1:36:14humor deu para pegar a

1:36:16ideia tudo que

1:36:19soe de forma abrupta uma violência para

1:36:23essa

1:36:24de intensidade emocional tá ela não se

1:36:27sente protegida ou cuidada ela começa a

1:36:30dizer Esse ambiente aqui é

1:36:35perigoso então às vezes esses pais me

1:36:38acolhem quando eu tô carente porque eles

1:36:40são ambivalentes então às vezes eles até

1:36:42me acolhem quando eu tô carente num Polo

1:36:44no outro Polo eles gritam de forma

1:36:46abusiva para de chorar mingar moleque de

1:36:50merda que coisa irritante sai daqui

1:36:54Ô Fulano vai leva ele embora Hã eu leva

1:36:58um tapa na cabeça porque eu tô por e com

1:37:02medo do bicho papão e vou lá no quarto

1:37:04acordar meus pais para pedir um pouco de

1:37:05consolo nã leva um tapa na cabeça porque

1:37:08eu tô chorando acordei eles eu tô

1:37:11correndo no parque como criança me

1:37:13machuco ralo o joelho né o cuidador em

1:37:16vez de oferecer esse consolo carinho vem

1:37:19cá filho doeu tudo bem Eu tô aqui vamos

1:37:22de novo ele reage com agressividade por

1:37:24vezes a culpa é tua por não prestar

1:37:27atenção seu bosta ou criança

1:37:31não sabe caminhar direito ver por onde

1:37:34anda coisas desse tipo ou D um tapa na

1:37:37criança para de chorar ou dá um beliscão

1:37:40essas coisas

1:37:42assim por vezes esses cuidadores eles

1:37:45até não necessariamente são bravos ou

1:37:47irritados o tempo inteiro em alguns

1:37:49momentos eles até podem como eu falei

1:37:51abraçar a criança passar conforto mas

1:37:54oscila entre dar carinho mesmo que pouco

1:37:58e Abuso e

1:37:59agressividade seja com a criança seja no

1:38:02ambiente da

1:38:04criança veja que a criança então fica

1:38:07esperando afeto do seu abusador é é é é

1:38:12um misto de apreensão prazer e dor

1:38:15aqui tá dando para pegar a ideia

1:38:18Imaginem esse cenário é complicado paraa

1:38:21criança essa imprevis ela é confusa e

1:38:25ela é assustadora para essa criança

1:38:26porque o cuidador que deveria ser uma

1:38:28fonte de proteção se tor também a origem

1:38:31do medo ou da própria

1:38:34dor novamente reparem que é diferente do

1:38:36pai ambivalente do apego ansioso que

1:38:38nesse caso não é

1:38:42abusivo no apego

1:38:44desorganizado a crian então não sabe se

1:38:48pode confiar ou deve se proteger de quem

1:38:52cuida dela

1:38:54oscila essas coisas fica confuso Eu amo

1:38:57o meu

1:38:58abusador isso leva uma sensação

1:39:00constante de insegurança e conflito

1:39:04interno certo porque eu sou

1:39:06biologicamente programado para buscar

1:39:07cuidado nessa figura eu preciso do afeto

1:39:10dele e ao mesmo tempo essa figura que me

1:39:12passa proteção e afeto também é origem

1:39:14do medo e do abuso esse ambiente caótico

1:39:18faz com que a criança nunca saiba o que

1:39:20esperar gerando uma sensação constante

1:39:23de confusão e

1:39:24desamparo com o resultado disso a

1:39:28criança desenvolve um padrão de

1:39:29comportamento e percepção

1:39:31fragmentado

1:39:33quebrado

1:39:35tá não muito solidificado de si mesmo

1:39:39dos

1:39:39outros marcado por uma mistura de

1:39:42estratégias que ela começa a tentar ter

1:39:44nesse ambiente para ver se o pai deixa

1:39:46de ser abusivo para ver se ela tem

1:39:47carinho para ver se dá certo alguma

1:39:49coisa se não dá mas é tão caótico o

1:39:51ambiente muda

1:39:54tanto que eu não sei qual estratégia

1:39:56definir hum se eu vou ser evitativo se

1:40:00eu vou ser ansioso né se eu vou me

1:40:01preocupar com o meu pai se eu vou ficar

1:40:03atento às necessidades dele se eu vou me

1:40:05isolar que nem o evitativo horas eu

1:40:07busco me isolar fico

1:40:09sozinho é melhor não me abrir para não

1:40:12me machucar mas horas vai bater uma

1:40:15carência muito grande e eu vou ter um

1:40:17comportamento de apego mais ansioso

1:40:19dependente certo vou sentir um vazio

1:40:21existencial tão grande que eu vou vou

1:40:23querer o afeto do outro mas ao mesmo

1:40:26tempo eu tenho receio desse afeto do

1:40:28outro porque ele pode ser abusivo e me

1:40:30machucar Então eu tenho medo de chegar

1:40:32perto do outro

1:40:34hum percebem a confusão que fica no no

1:40:38apego evitativo a criança se acostuma o

1:40:41primeiro que a gente viu lá apego

1:40:43evitativo a criança se acostuma nunca

1:40:44ter logo é mais fácil se adaptar algo

1:40:47constante eu nunca tive

1:40:49Ok deixa eu me adaptar a isso deixa eu

1:40:52construir minha armadura aqui e essa vai

1:40:54ser minha estratégia pra vida Hum eu

1:40:57baixo as minhas expectativas em relação

1:40:58aos outros beleza mas aqui eu fico tendo

1:41:02fagulhas de que eu posso ter atenção e

1:41:05de que eu posso ir atrás para ter

1:41:06atenção mas ao mesmo tempo me dá medo ao

1:41:09mesmo tempo eu sinto culpa

1:41:11porque a gente viu que a culpa é da

1:41:13criança sempre Deus tá sendo agredido

1:41:16mas ao mesmo tempo tem uma brecha para

1:41:17eu ter carinho desse pai mas o pai

1:41:19também me bate é tudo misturado aqui o

1:41:22afeto mistur com a

1:41:25agressão percebem que caótico e difícil

1:41:28que é pra criança se estruturar no

1:41:31ambiente como esse por isso fica tudo

1:41:32meio que

1:41:33fragmentado adultos com apego

1:41:35desorganizado quando eles crescem

1:41:37geralmente eles vão sentir uma forte

1:41:40necessidade de se conectar a alguém mas

1:41:43ao mesmo como todo mundo em algum grau

1:41:46né o evitativo ele consegue bloquear

1:41:48isso um pouco mais né

1:41:51Eh o ansioso tem tem também essa

1:41:54necessidade aparente no desorganizado

1:41:58ele vai ter essa conexão emocional mas

1:42:00ao mesmo tempo vai ter muito medo de se

1:42:02envolver intimamente ou profundamente

1:42:05por medo de abuso de rejeição de

1:42:08negligência de levar um tabf na cabeça

1:42:10como levava lá do pai de ser

1:42:13ridicularizado

1:42:14minimizado na terapia do esquema a gente

1:42:16chama de um esquema que vai ter de

1:42:18desconfiança e Abuso em relação aos

1:42:20outros

1:42:22tá na mente essas pessoas podem ter

1:42:25então pensamentos conflitantes do tipo

1:42:27eu quero est perto de você pensando Num

1:42:30caso amoroso né um parceiro eu quero

1:42:33estar perto de você mas eu não confio em

1:42:35você ou se eu me aproximar Você pode me

1:42:38machucar mas se eu me afastar eu vou me

1:42:40sentir sozinho vou sentir um vazio então

1:42:42eu quero me aproximar mas quando eu me

1:42:43aproximo dói Eu não me sinto seguro

1:42:47entendem é

1:42:50conflituoso e como disse a pessoa pode

1:42:53então oscilar entre momentos de querer

1:42:56ficar

1:42:57só e diz ah eu tô bem assim com momento

1:43:00de querer estar com outras pessoas para

1:43:02sentir o calor afetivo por isso

1:43:04evitativo

1:43:06ansioso tá é um pouco dos dois modelo só

1:43:09que em Um só e vai

1:43:11variando e essa variância essa

1:43:15ambivalência gera comportamentos

1:43:17contraditórios Em relacionamentos na

1:43:19vida adulta por

1:43:21exemplo pessoas com apego organizado

1:43:23elas podem Vamos pensar assim buscar

1:43:25proximidade em um momento na

1:43:28relação e normalmente essa proximidade

1:43:30vai ser solicitado com intensidade eles

1:43:32vão se grudar naquela pessoa querer

1:43:34passar o final de semana inteiro juntos

1:43:36não querer sair do cangote daquela

1:43:37pessoa porque elas estão carentes

1:43:39privadas desse carinho conversar todo

1:43:41dia a todo momento mas logo em seguida

1:43:43se afastar ou reagir de uma forma hostil

1:43:45com a mesma pessoa indo pro lado mais

1:43:48evitativo do Polo vocês

1:43:50entendem então pessoas com apego

1:43:52desorganizar

1:43:53frequentemente vão apresentar uma

1:43:55dificuldade de confiar nos outros

1:43:57portanto e essa é a palavra confiança ou

1:44:01falta de

1:44:03confiança isso ocorre por na infância

1:44:06Ela traz a figura que deveria ser

1:44:08confiável era também imprevisível

1:44:11abusiva ou seja de confiável não tinha

1:44:14nada como resultado desenvolve-se uma

1:44:18visão do mundo onde o outro é ao mesmo

1:44:20tempo necessário mas é ameaçador

1:44:23internamente essas pessoas podem pensar

1:44:25coisas do tipo eu quero confiar no meu

1:44:29namorado mas e se essa pessoa me

1:44:32machucar Como já aconteceu antes e se

1:44:34ele me trair E se ele me abandonar e se

1:44:36ele

1:44:37morrer medo de

1:44:39abandono E se ele e se eu e se eu falar

1:44:42algo íntimo para ele e ele usar isso

1:44:44contra mim

1:44:46hum um dia vão buscar o parceiro

1:44:49desesperadamente e no outro afastar esse

1:44:51parceiro de forma brusca

1:44:54esse padrão reflete o medo não só de

1:44:57perder o outro mas também de que a

1:44:59intimidade é

1:45:02ameaçadora medida que a relação vai

1:45:04ficando mais íntima é difícil para essas

1:45:06pessoas não se machucarem nessa

1:45:08intimidade por qu porque vai se ligar

1:45:11alerta do perigo como lá atrás na

1:45:14intimidade levava um tapa na cabeça

1:45:16gritavam comigo então essa pessoa vai

1:45:18começar a fazer pequenos testes para ver

1:45:20se essa pessoa é confiável essa pessoa

1:45:22vai eh que nem uma tartaruga voltar pro

1:45:25pro pro pro casco pro modo evitativo

1:45:29vocês entendem o porquê dentro da

1:45:32percepção de quem sofreu abuso dá para

1:45:35se entender o que que tá acontecendo ali

1:45:37nessa ambivalência hum quanto mais eu me

1:45:40aproximo que é o que eu preciso é minha

1:45:42cura também me ativa esse esquema ou

1:45:46essa dor de abuso E aí eu tento me

1:45:48proteger às vezes de forma agressiva às

1:45:50vezes evitativa às vezes grito com

1:45:53parceiro do nada às vezes evito o

1:45:55parceiro do nada às vezes tô grudado no

1:45:57parceiro carente fui para um modo

1:46:00ansioso vocês entendem então é

1:46:02fragmentada o tipo de resposta que eu

1:46:04vou tendo porque eu sinto uma

1:46:06intensidade muito grande e vou oscilando

1:46:08com essa intensidade que eu vou

1:46:11sentindo adultos com apego desorganizado

1:46:14então podem reagir de forma intensa e

1:46:17imprevisível aos olhos dos

1:46:20outros em situações principalmente com

1:46:22conflito ou rejeição percebida no

1:46:25momento que essas pessoas e elas também

1:46:28TM esse Super Poder do do apego ansioso

1:46:31de ficar ali lendo as microexpressões do

1:46:33outro só que quando ela lê algum sinal

1:46:35de rejeição as reaç percebida né Pode

1:46:38ser que o parceiro só esteja cansado a

1:46:41reação é muito intensa muito exacerbada

1:46:43por quê Porque é um medo muito grande de

1:46:44abuso tá essas essas situações ativam

1:46:49gatilhos e memórias emocionais dolorosas

1:46:51lá da infância

1:46:53Ok então vamos usar vamos dar alguns

1:46:55exemplos para não ficar muito aéreo a

1:46:57coisa imagina que um parceiro amoroso

1:47:01namorado perde um tempo para ficar

1:47:03sozinho depois de uma discussão diz

1:47:04assim ah eu tô com a cabeça quente não

1:47:07não queria falar agora daqui a pouco eu

1:47:08te li a pessoa com apego desorganizado

1:47:12pode imediatamente pensar ele vai me

1:47:14deixar como sempre aconteceu Ele vai

1:47:17atrás de outra ele tá com outra sabe

1:47:19coisas assim drásticas essa

1:47:21interpretação pode levar daqui a pouco a

1:47:24pessoa tem uma explosão de raiva então

1:47:25ela liga 50 vezes paraa pessoa e diz tu

1:47:28já tá com outra e tu não tá me atendendo

1:47:29né seu é fdp né seu desgraçado seu isso

1:47:33seu aquilo ou tu nunca se importou

1:47:35comigo é E aí ela termina Porque ela

1:47:38acha que vai ser terminada e ela termina

1:47:40antes diendo eu que não quero nada

1:47:41contigo para sair por cima né as outras

1:47:44pessoas podem até ver como um uma

1:47:46tempestade em copo d'água mas dentro da

1:47:48pessoa é justificável dado nível de

1:47:51gatilho dos abusos lá do passado tá

1:47:54então essa pessoa pode ter

1:47:55comportamentos impulsivos quando toca

1:47:57nessa ferida bloquear o parceiro

1:47:59terminar com parceiro sair de casa de

1:48:02forma abrupta ao sinal de que Ela leu um

1:48:05pouquinho de rejeição aí ela e ela já

1:48:08sente ameaçada lá atrás ela lia uns

1:48:11pouquinho de rejeição do pai o cansaço

1:48:13do pai levava um tabf na cabeça ou coisa

1:48:15pior nós estamos falando aqui que não

1:48:17necessariamente precisa ser mas muitas

1:48:19vezes pessoas com apego desorganizado

1:48:21sofreram abusos na infância Quando eu

1:48:23digo abuso abusos de de de de cunho

1:48:25sexual tá ou violência física moderada a

1:48:29severa

1:48:32tá pode acontecer também de quem tem um

1:48:34apego desorganizado

1:48:37eh para tentar se sentir seguro testar o

1:48:41amor do parceiro isso é muito comum

1:48:44então ah vou ficar sem falar com ele

1:48:45vamos ver se ele vem atrás eu vou me

1:48:48fazer difícil vamos ver se ele vem eu

1:48:50vou dizer que eu quero terminar vamos

1:48:52ver se ele implora né Será que essa

1:48:54pessoa se realmente importa comigo a tal

1:48:56ponto sabe fazem esses

1:48:59testes com isso sem perceber essa pessoa

1:49:02pode criar pequenas situações de

1:49:04desconfortos ou grandes né Eh esperando

1:49:07que o outro prove a sua lealdade tá eu

1:49:11digo sem perceber porque às vezes a

1:49:12pessoa faz isso inconscientemente às

1:49:14vezes consciente Tá mas ela espera o

1:49:17reforço do parceiro para se sentir mais

1:49:19segura Então ela fica testando o

1:49:21parceiro muitas vezes tá Ah vou ignorar

1:49:23mensagem de propósito para ver se o

1:49:25parceiro vai insistir na conversa

1:49:27provocar uma discussão para medir o

1:49:28quanto que o outro tá ali disposto a

1:49:30ficar às vezes de forma consciente às

1:49:32vezes não tá caso a

1:49:36caso espera-se assim que o outro esteja

1:49:38ali por ela corra atrás mostre o valor

1:49:41que ela tem isso faz a pessoa se sentir

1:49:44mais segura só que para quem vê de fora

1:49:46no caso parceiro esses comportamentos

1:49:50esses testes parecem o que o pessoal

1:49:52chama de de autossabotagem a pessoa tá

1:49:54sabotando a relação mas na verdade visto

1:49:57de dentro são tentativas inconscientes

1:49:59ou às vezes conscientes de buscar

1:50:01segurança num relacionamento que nunca

1:50:04parece para quem tem o apego

1:50:06desorganizado nunca parece completamente

1:50:09seguro então indivíduos com apego

1:50:12desorganizado eles tendem a ter uma

1:50:15imagem uma

1:50:17autoimagem instável e

1:50:20fragmentada em alguns momentos eles

1:50:23podem se sentir inadequados e pensar eu

1:50:27sou o problema ninguém vai me

1:50:29amar com uma defectividade acentuada e

1:50:32ativada né um senso de inferioridade em

1:50:35outros momentos pode virar a chave e

1:50:37eles podem se achar o máximo pensando eu

1:50:39não preciso de ninguém eu sou melhor ele

1:50:42quero o problema entendem que vai

1:50:44oscilando como formas de tentar lidar

1:50:46com a sua dor como acontecia lá atrás

1:50:51tá tentando compensar uma dor de

1:50:54rejeição essa oscilação de um Ego não

1:50:57bem constituído em sua infância é porque

1:50:59o amor afeto dos pais foi confuso mesmo

1:51:02tá a pessoa não sabe direito quem ela é

1:51:04e o que esperar do

1:51:06mundo daí ela vai ter que bolar diversas

1:51:09estratégias no passado para lidar com

1:51:11esses cuidadores às vezes estratégias

1:51:13evitativas às vezes ansiosas às vezes

1:51:15compensando às vezes gritando às vezes

1:51:18entende vai

1:51:20variando e esse padrão faz com que essas

1:51:23pessoas vivam uma constante

1:51:25instabilidade

1:51:27emocional uma constante instabilidade

1:51:30emocional sem conseguir equilibrar como

1:51:32ela se vem ok e os outros também têm

1:51:36dificuldade de

1:51:37ver essas pessoas como estáveis como

1:51:41como confiáveis

1:51:43tá é um ego

1:51:47fragmentado às vezes elas mesmas se vem

1:51:49como Horrorosas às vezes elas mesmas se

1:51:51vem como o máximo

1:51:53e no dia seguinte tristes querendo

1:51:56voltar porque no dia seguinte terminou

1:51:58aí no outro dia ama aí no outro dia

1:51:59odeia é uma novela A vida dessa pessoa é

1:52:03uma é uma é uma novela daquelas bem

1:52:06picantes Chei de dramas e coisas

1:52:09sabe assim ó vamos exemplificar a coisa

1:52:14tá mas deu para entender que essa pessoa

1:52:16não tem uma estabilidade porque o afeto

1:52:18lá dos Pais além de não ser estável ele

1:52:21era abusivo ele era caótico tinha um

1:52:24ingrediente do abuso ali hã Isso deixa

1:52:26tudo pior tá vamos exemplificar a

1:52:30coisa Imaginem assim ó Imagine que você

1:52:34agora é uma planta tá você é uma

1:52:37samambaia Eu e você somos uma samamba tá

1:52:40e o nosso ambiente ao redor é o

1:52:43seguinte samamba é muito frágil Vamos

1:52:45pegar uma s uma palmeira tá nós somos

1:52:48uma

1:52:49palmeira estamos lá no jardim

1:52:53um dia faz sol de 45º o outro dia venta

1:52:57100

1:52:58km/h o outro dia é amena e agradável no

1:53:02outro Neve faz menos

1:53:0620 estão entendendo a oscilação essa

1:53:11planta ela não vai aprender a ser

1:53:13consistente nas suas defesas entendeu Eu

1:53:15fecho as minhas folhas eu abro eu

1:53:18posiciono em direção à luz onde que tá o

1:53:21sol

1:53:22é verão é inverno aqui faz frio aqui faz

1:53:25calor F com minhas raízes mais forte não

1:53:30precisa minhas folhas têm que ser largas

1:53:33curtas vocês entendem

1:53:36eh eu não entendo de planta para saber

1:53:38se é assim né eu tô trazendo uma

1:53:39analogia mas acredito que tem algum grau

1:53:41de adaptabilidade ao ambiente como todo

1:53:44ser vivo tem ao menos do meu jardim ali

1:53:47que eu cuido e tal que eu gosto de ver

1:53:48eu vejo que elas vão se adaptando as

1:53:50coisas quando elas quando eventualmente

1:53:53não chove eu esqueço de molhar Às vezes

1:53:55acontece eu tenho a impressão que elas

1:53:57vão Fechando assim sabe um pouquinho

1:53:59como algum tipo de estratégia para

1:54:01talvez pegar menos sol Eu interpretei

1:54:04dessa forma e então assim devem ter suas

1:54:07oscilações Mas enfim não é uma aula de

1:54:09botânica ou qualquer coisa do tipo esse

1:54:11deve ser outro canal do YouTube mas só a

1:54:15título de um analogia tá então fica

1:54:19difícil a gente definir nossa ade do

1:54:22nosso jeito né sou uma planta que gosta

1:54:24de sol sou uma planta de sol ou de chuva

1:54:26não sei tem os dois vai para lá vai para

1:54:28cá e Neva e vem e faz sol e de outro dia

1:54:33caos cada dia eu tenho que me moldar

1:54:36alguma coisa diferente e imprevisível e

1:54:38dolorida daqui a pouco alguém vai lá e

1:54:40me arranca põe fogo em mim umas coisas

1:54:42assim tá na planta

1:54:46né Fico portanto com uma imagem

1:54:48fragmentada de mim mesma não sei quem eu

1:54:50sou porque a criança ela vai começar a

1:54:52se identificar e construir sua

1:54:54personalidade com base do feedback que

1:54:55ela recebe do seus

1:54:57cuidadores Claro e se não é um ambiente

1:55:00estável Ela não vai ter uma imagem

1:55:02estável de si não sei quem eu sou e com

1:55:06isso dói ainda mais ficar sozinha porque

1:55:09não tem esses pais

1:55:12internalizados não se tem sequer um ego

1:55:14estruturado onde eu pare de pé é uma

1:55:17espécie de saco

1:55:19vazio tá que não para em pé sozinho

1:55:22Então vou depender de outro para parar

1:55:25em pé mas esse outro me desperta um

1:55:27gatilho de abuso E aí eu me ativo nesse

1:55:31gatilho de abuso com impulsividade raiva

1:55:34amo odeio aproxima vai e vem

1:55:38entende em outras áreas como o trabalho

1:55:43hobbies as pessoas com apego

1:55:45desorganizado elas podem demonstrar

1:55:47dificuldade em estabelecer rotinas

1:55:50consistentes não vão ser funcionários

1:55:53que chegam no horário fazem seu trabalho

1:55:55de forma previsível e estável elas vão

1:55:57oscilar entre um alto nível de

1:56:01engajamento em busca talvez de validação

1:56:03externa períodos

1:56:05de intensidade E vão para outros

1:56:09extremos de períodos de retraimento

1:56:11eh ou vão ser muito sensíveis à crítica

1:56:14e rejeição às vezes vão estourar com

1:56:16alguns colegas vão arranjar conflitos

1:56:18internos na na empresa ou seja lá onde

1:56:21que se trabalh tá esse estilo de vida

1:56:25geralmente expressa um conflito interno

1:56:28como a gente viu entre desejo de conexão

1:56:30e o medo de ser vulnerável

1:56:33entendam que a pessoa que tem esse

1:56:35esquema de abuso quando ela recebe uma

1:56:38crítica ela vai ler como abuso vai tocar

1:56:40no lugar de abuso quando ela recebe um

1:56:42feedback do Chefe Ela vai tocar como

1:56:45abuso Quando alguém faz um olhar e não

1:56:47cumprimenta ela vai tocar com abuso

1:56:49quando ela se aproxima de alguém ganha

1:56:51intimidade dessa pessoa vai tocar no

1:56:53lugar de medo de ser abusado entende E

1:56:57aí vão Vi todos esses essas

1:57:00estratégias para tentar proteger a si

1:57:03mesmo

1:57:08tá

1:57:10agora um ponto positivo essas pessoas

1:57:13tendem a ser pessoas altamente criativas

1:57:16e sensíveis porque elas sentem as coisas

1:57:20de uma forma muito profunda

1:57:22e quando a gente se conecta com as

1:57:24emoções de uma forma tão profunda assim

1:57:26as nossas necessidades normalmente a

1:57:28gente tem um um grau de espontaneidade

1:57:30autenticidade e criatividade muito

1:57:32grandes de poder ser expresso no mundo

1:57:35ao passo que o a pessoa o indivíduo lá

1:57:39com apego evitativo dificilmente vai ser

1:57:41alguém muito criativo vai ser alguém

1:57:43mais careta pragmático que gosta de

1:57:45rotina essa pessoa aqui vai ser um

1:57:49grande artista

1:57:52músico poeta não necessariamente mas tem

1:57:54um perfil de vou dar alguns exemplos tá

1:57:58M Wine House tá por exemplo Vinícius de

1:58:03Morais pessoas desse tipo tá

1:58:10pintores provavelmente essas figuras que

1:58:12eu tô citando tiveram tem esse tipo de

1:58:14apego tá em que eles conseguem sublimar

1:58:18isso na

1:58:19arte sublimar isso na arte

1:58:25bom no caso do apego desorganizado o que

1:58:29tá em jogo é um conflito interno

1:58:33intenso entre o desejo de conexão e o

1:58:36medo de ser ferido essa tensão cria uma

1:58:39experiência emocional fragmentada onde o

1:58:41indivíduo luta para conciliar os seus

1:58:43anseios por proximidade com as defesas

1:58:46que ele mesmo constituiu e criou para se

1:58:49proteger

1:58:53ficar sozinho dói sente-se um vazio

1:58:55muito grande e com a outra pessoa eu

1:58:58dependo dela eu quero estilo apego

1:59:00ansioso mas ao mesmo tempo eu tenho medo

1:59:03dessa relação de sentir

1:59:05abusado essas pessoas frequentemente se

1:59:07sentem presas então em um ciclo de

1:59:11necessidades que nunca se sacia e de

1:59:14rejeição tanto em relação aos outros

1:59:16quanto a si mesma evidentemente elas vão

1:59:18ser muito autocríticas também né não

1:59:20preciso nem explicar o porquê vimos no

1:59:22apego ansioso se no apego ansioso com

1:59:25pais ambivalentes não abusivos a crítica

1:59:27já introjetada como culpa imagina nesses

1:59:29casos quanto a criança não vai dizer eu

1:59:31que sou um merda por estar apanhando

1:59:34né Apesar delas desejarem amor e

1:59:36segurança a memória emocional nem sempre

1:59:39consciente de abuso ou de negligência

1:59:43parental lá de trás torna essas

1:59:45experiências afetivas no presente e a

1:59:48proximidade com o parceiro amigos ou

1:59:50parceiro amoroso né proximidade com

1:59:53outro assustador ou difíceis de aceitar

2:00:06Ok por último nós vamos ter o apego

2:00:11seguro apego seguro é aquele em que a

2:00:14pessoa geralmente sente confiança nas

2:00:17suas relações e na capacidade de lidar

2:00:19com os desafios na vida

2:00:22não se trata necessariamente pessoal

2:00:24isso é importante eu volto a salientar

2:00:26de um estilo certo nossa esse é saudável

2:00:30Esse é certo e os outros todos não

2:00:31prestam e são errados não não não é isso

2:00:34tá não se tem certo ou errado quando se

2:00:37trata de natureza das coisas

2:00:41ok mas de um padrão no apego ans seguro

2:00:46é um padrão é uma forma de ser e de

2:00:49existir no mundo onde tem se devido a

2:00:52uma consequência de criação que oferece

2:00:55mais flexibilidade emocional e abertura

2:00:58paraa conexão e vulnerabilidade então a

2:01:02pessoa com apego seguro ela vai se

2:01:04sentir como o nome diz mais segura para

2:01:06entrar em contato com essas emoções

2:01:09perdão para entrar em contato com essas

2:01:12emoções hum a pessoa com apego seguro

2:01:15ela sabe melhor o que quer e tem mais

2:01:18chances de escolher os eventos que mais

2:01:19lhe favorecem na vida

2:01:22quem desenvolve esse tipo de apego na

2:01:24infância muitas vezes se sente

2:01:26confortável tanto Ao estar próximo dos

2:01:29outros quanto ao estar só consigo

2:01:32mesmo nos dois cenários ela não depende

2:01:36tanto de estar grudada com alguém mas

2:01:38ela também não vai passar o tempo

2:01:39inteiro sozinha Só se ela quiser mas ela

2:01:41tá bent tando sozinha ela tá bando com

2:01:43outro ela consegue Navegar com mais

2:01:47tranquilidade podemos dizer

2:01:53o apego seguro vamos como é que são os

2:01:56pais lá atrás do apego seguro ele se

2:01:59desenvolve quando a criança cresce em um

2:02:01ambiente previsível

2:02:02acolhedor e responsvel às suas

2:02:05necessidades

2:02:06infantis então o que que isso significa

2:02:09significa que os cuidadores são

2:02:11consistentes então eles não são

2:02:13distantes emocionalmente como no apego

2:02:15evitativo eles não são ambivalentes como

2:02:17no apego ansioso eles não são punitivos

2:02:20e agressivos abusivos como desorganizado

2:02:23na sua

2:02:24ambivalência então são cuidadores que

2:02:28são

2:02:29consistentes presentes no seu no carinho

2:02:32no dar atenção no dar afeto no ensinar a

2:02:37criança no educar de uma forma e

2:02:41responsiva não agressiva colocar limite

2:02:44sim quando necessário porque nós não

2:02:46vivemos no Fantástico Mundo de Bob quem

2:02:49antigo vai pegar essa referência depois

2:02:51pesquisem no

2:02:52nós não vivemos no no país das

2:02:54maravilhas é necessário e a criança

2:02:56necessita precisa de limites mas são

2:02:59limites respeitosos e

2:03:01assertivos eh respeitando o

2:03:04desenvolvimento e a faix etária daquela

2:03:06criança não são pais que tratam a

2:03:08criança como adultos quando elas têm um

2:03:09cérebro de criança não são pais que

2:03:12entram em disputa de Poder com a criança

2:03:14porque fere seu ego não são pais que se

2:03:16sentem ameaçados ou quando a criança eh

2:03:19desafia os pais o pai se sente né Eh

2:03:23ativado nas suas dores e vai lá e pune a

2:03:25criança não são pais que conseguem

2:03:28manejar isso de uma forma mais ou menos

2:03:30Ok vai desenvolver um apego seguro então

2:03:33que dá afeto que dá atenção que

2:03:35desenvolve a autonomia da criança que

2:03:37coloca limites mas de uma forma

2:03:38respeitosa que respeita o momento da

2:03:40criança a criança tem o seu lazer a

2:03:42criança estuda bonitinho tudo certo

2:03:45tá são consistentes e presentes em

2:03:48oferecer todo esse tipo de conforto esse

2:03:51tipo de segurança atenção isso cria uma

2:03:53base sólida de confiança e proteção pra

2:03:57criança que futuramente vai se traduzir

2:04:00em uma autonomia bem fundamentada no

2:04:02adulto ou seja receber o amor e o

2:04:06cuidado nós podemos afirmar isso eu

2:04:08afirmo sem sem eh receio nenhum receber

2:04:11o amor e o cuidado dos Pais na infância

2:04:14nesses moldes me possibilita ter uma

2:04:17imagem confiante de mim mesmo na vida

2:04:19Duda que por sua vez me me possibilita

2:04:22tolerar Os desafios da vida adulta sem

2:04:25tanto medo ou crítica interna que me

2:04:28paralisem faz sentido se acontecer

2:04:31falhas ou tropeços no processo da vida o

2:04:33que acontece eu tô me desenvolvendo eu

2:04:36erro eu eu eu tenho que levantar e

2:04:39seguir Hum eu tiro uma nota no colégio

2:04:41eu tiro uma nota na faculdade eu sou

2:04:43demitido de emprego alguém termina

2:04:44comigo um relacionamento as coisas não

2:04:46dão certo como como como eu esperava e

2:04:50isso vai acon na vida falhas e tropeços

2:04:54o que acontece é que alguém que tem esse

2:04:57apego

2:04:58seguro consegue lidar bem com isso e

2:05:01seguir em

2:05:02frente vamos lá porque a ideia é não é

2:05:05sobre nunca cair é sobre eu conseguir

2:05:08cair me levantar e seguir em frente e

2:05:11quem tem apego seguro vai conseguir

2:05:13fazer isso porque não vai se criticar

2:05:14tanto não vai ter tanto medo de falhar e

2:05:18vai conseguir alçar voos mais longes em

2:05:20tese

2:05:22tá vamos lá então alguns exemplos desse

2:05:26tipo de apego lá atrás na infância tá

2:05:30quando o bebê chora vocês já podem

2:05:31imaginar mas eu vou citar os exemplos

2:05:33aqui citei dos outros vou citar desse

2:05:35quando o bebê chora porque tá com fome

2:05:37ou

2:05:38assustado os cuidadores respondem

2:05:40prontamente pegam no colo a criança

2:05:43oferecem alimento falam com uma voz

2:05:46calma e

2:05:47tranquilizadora certo mantém contato

2:05:50visual com o bebê faz um carinho essa

2:05:53ação dos Pais ensina o bebê que o mundo

2:05:56é um lugar seguro eu posso contar com os

2:05:59outros para cuidar de mim ao menos nessa

2:06:02fase que é importantíssima que isso

2:06:03ocorra que tenha essa internalização de

2:06:06segurança dos Pais para com a criança

2:06:08que depois vai ser a segurança que a

2:06:10criança tem em si

2:06:11mesma tá a mensagem então essa que é

2:06:14fundamental de ser internalizada quando

2:06:17nós somos dependentes dos nossos

2:06:18cuidadores

2:06:21também por eu me sentir amado e não ser

2:06:24criticado pelos meus pais explícita ou

2:06:27implicitamente eu me criticar Por que

2:06:30que eles estão sendo ruins comigo por

2:06:32que que meu pai não não me deu atenção

2:06:34hoje porque são pais constantes certo

2:06:37quando meu pai não pode me dar atenção

2:06:39Ele me dá atenção explicando por que ele

2:06:41não vai poder dar atenção vocês entendem

2:06:43ele diz filho hoje o pai não vai poder

2:06:45brincar porque o pai tem uma reunião de

2:06:46trabalho é uma coisa chata o pai também

2:06:48não queria fazer mas ó tá vendo ali o

2:06:50relógio quando bater tal ponteiro o pai

2:06:52vai voltar e o pai vai brincar contigo e

2:06:55tal tal tal tal tal tal tu vai ficar

2:06:56hoje na casa da tua avó vocês entendem

2:06:59isso É apego seguro vocês entendem que

2:07:00tá sendo colocado um limite aqui mas

2:07:02também de uma forma afetuosa levando em

2:07:04conta a criança certo explicando para

2:07:09ela trazendo ela pro processo Ok então

2:07:14por Eu também me sentir amado e não ser

2:07:16criticado poros meus pais explícita ou

2:07:19implicitamente de forma secundária a

2:07:22ausência dele

2:07:25certo porque eu me critico como a gente

2:07:28viu né por me achar responsável por algo

2:07:30que meus pais não estão me dando e nesse

2:07:32caso isso não acontece

2:07:33tanto

2:07:37hum por eu não ter esse tipo de cenário

2:07:41presente eu não vou internalizar uma

2:07:44autocrítica punitiva

2:07:47n então Imaginem no futuro isso vamos lá

2:07:51eu tô no meu emprego eu tenho apico

2:07:53seguro eu tô no meu emprego eu fui

2:07:54demitido em vez de pensar Pô eu sou um

2:07:56bosta eu não sirvo para

2:07:58nada ou a minha namorada terminou comigo

2:08:02ela terminou comigo porque eu sou não

2:08:04sou digno de ser gostado nunca vou ter

2:08:06ninguém eu vou terminar sozinho eu sou

2:08:07um

2:08:08fracasso vozes pejorativas punitivas que

2:08:12eu desenvolvi lá atrás para lidar com os

2:08:14meus cuidadores

2:08:17tá porque se meus pais não estão dando

2:08:20minha atenção para mim lá atrás lembram

2:08:22eh a criança vai ler como o que que eu

2:08:24fiz de errado para que eu não esteja

2:08:27recebendo essa atenção logo eu devo ser

2:08:29um merda tá isso não acontece

2:08:33aqui eu consigo ser demitido ou quando

2:08:37perder um

2:08:40relacionamento eu vou ficar triste por

2:08:42Isso evidentemente eu vou saber acolher

2:08:46essa tristeza mas eu vou saber lidar com

2:08:48isso eu vou vou ver sim de uma uma forma

2:08:51crítica construtiva o que que precisa

2:08:53ser melhorado Como que eu posso ser um

2:08:55melhor namorado ou como que eu posso ser

2:08:57um melhor funcionário que que eu que que

2:08:59que eu posso melhorar mas sem me punir

2:09:02sem dizer eu sou um merda vou ficar

2:09:03sozinho com o resto da vida ninguém vai

2:09:04me querer eu vou morar embaixo da ponte

2:09:06Vou ficar pobre eu sou horrível eu sou

2:09:08um lixo isso faz toda a diferença em

2:09:11termos de saber levantar para seguir em

2:09:13frente em termos de

2:09:15resiliência isso faz toda a diferença em

2:09:17em termos de eu ter um alguém com menos

2:09:19medo da vida e aí eu me experimento mais

2:09:22sou mais aberto à experiência

2:09:26tá o que nos paralisa na vida muitas

2:09:28vezes é um medo do nossos próprios

2:09:31julgamentos a maioria das vezes

2:09:35né outro

2:09:37exemplo vamos supor que o bebê tá

2:09:39explorando o ambiente engatinhando

2:09:42naquela fase de explorar o ambiente

2:09:44brincando com algumas coisas e

2:09:46eventualmente se machuca sei lá pegou

2:09:49uma faca que tava solta por lá e se

2:09:52cortou ou se assustou com alguma coisa

2:09:55em vez de ignorar ou Minimizar com os

2:09:57pais

2:09:59eh do primeiro modelo evitativo fazem em

2:10:03vez de super proteger ficar

2:10:05ansiosos como super protetores do apego

2:10:08ansioso Possivelmente o fariam esse

2:10:12cuidador do apego seguro se aproxima

2:10:14pega a criança com calma vê o que que

2:10:16aconteceu Claro se cortou vai lá e limpa

2:10:19e tal né Mas se a criança se assustou T

2:10:21disz não c ó tá tudo bem Eu tô aqui o

2:10:24pai tá aqui é só a porta que bateu lá ó

2:10:27vamos ver a porta aí mostra a porta ó tá

2:10:30vendo vamos tentar de novo coloca a

2:10:32criança para tentar ir até lá sabe esse

2:10:35tipo de resposta ensina a criança que

2:10:37errar ou se machucar faz parte da vida

2:10:39mas que ela não tá sozinha para lidar

2:10:41com isso essa mensagem de você pode

2:10:44contar comigo mas também pode confiar em

2:10:46si mesmo e você pode errar e falhar e tá

2:10:49tudo bem você suporta

2:10:51mas tem o meu ário também vocês entendem

2:10:54qualquer coisa eu tô aqui é a a melhor

2:10:57imagem que passa isso eu falo nas aulas

2:10:59de terapia do esquema imagine uma mãe

2:11:02com sua criança na no parquinho aqui no

2:11:05Sul a gente fala pracinha né onde tem

2:11:06aqueles escorregador balança aquelas

2:11:08coisas assim areia né e a criança tá um

2:11:12pouco ressabiada de ir até a a a

2:11:15pracinha até o Parque lá enfim e a mãe

2:11:19tá no banco a mãe leva diz ó aqui tal T

2:11:23vou est sentado ali tá aí senta ali aí a

2:11:26criança tá ali brincando daqui a pouco

2:11:27ela olha pra mãe pra mãe para ver se a

2:11:29mãe tá ali a mãe faz um sinal com a

2:11:32cabeça e tal e a criança fica segura e

2:11:34volta essa chicagos às vezes ela vai até

2:11:36a mãe pega um abraço e um beijo e volta

2:11:39vocês entendem esse Ford chamava Freud

2:11:44no alemão né era um brinquedo de vai e

2:11:47volta vai e volta uma elaboração de

2:11:50autonomia Mas eu também tenho a minha

2:11:52segurança tá isso é essencial

2:11:56ou importante de se ter né não essencial

2:11:58dá para se viver sem como a gente viu

2:12:00nos outros modelos de apego se vive tá

2:12:03eh ess e e

2:12:06eh é desejável e ajuda a fundamentar uma

2:12:10base mais segura de resiliência Esse é o

2:12:13ponto resiliência ao Sofrimentos da vida

2:12:16tá

2:12:18bom importante esse tipo de interação

2:12:21não significa que os cuidadores são

2:12:22perfeitos né ó são são são anjos caídos

2:12:28na terra que tão ali criando seus filhos

2:12:30né que isso não existe tá não são

2:12:35cuidadores que estão ali disponíveis o

2:12:36tempo inteiro porque também isso não

2:12:40existe certo embora Sim nós precisemos

2:12:44de pais que estejam fisicamente

2:12:47presentes com a criança e d bastante

2:12:50carinho e início da vida dessa criança o

2:12:52máximo

2:12:53possível

2:12:55tá

2:12:57é o essencial é que esses pais sejam

2:13:01suficientemente

2:13:04responsivos eles não vão ser perfeitos e

2:13:07Eles não precisam

2:13:09ser eles precisam atender as

2:13:11necessidades emocionais e físicas da

2:13:14criança de maneira

2:13:16consistente não tão ambivalente ou

2:13:20completamente ausente

2:13:22tá de forma consistente e

2:13:25amorosa se você é um pai que tá

2:13:27escutando

2:13:28isso a mensagem é não se cobra a

2:13:32perfeição você não a

2:13:34terá mas se interesse pelo mundo do seu

2:13:37filho demonstre amor e carinho pelo seu

2:13:40filho pergunte como foi o seu dia

2:13:43converse com ele brinque com ele Ah mas

2:13:46eu não gosto de brincar de

2:13:48carrinho faça um esforço naquele

2:13:51universo fique feliz por ele estar

2:13:55feliz certo ele não é um mini adulto com

2:13:58cérebro de um adulto ele é uma criança

2:14:00que precisa de você então o principal

2:14:03ingrediente do amor é plantado na

2:14:05infância esse bem plantado depois ele é

2:14:08colhido como fruto como resposta como o

2:14:11amor de um filho adulto que gosta dos

2:14:14seus pais que visita seus pais que cuida

2:14:17dos seus pais se isso não é plantado não

2:14:20vai rec colheita simples assim tá então

2:14:26a palavra é previsibilidade seja um pai

2:14:28previsível e constante e do seu jeito T

2:14:32te dar afeto são as palavras chaves aqui

2:14:35para um apego seguro não é um afeto de

2:14:38sufocamento eu vou ficar grudado no meu

2:14:40filho hã que nem Daí vai virar aquela

2:14:42mãe helicóptero apego ansioso Nore tá

2:14:46sempre ali a posse não deixa a criança

2:14:47chorar e vai levar junto na faculdade o

2:14:50filhinho né né Eh o filhinho Pegou

2:14:53recuperação briga com a com a diretora

2:14:55essa mãe helicóptero que chamamos hoje

2:14:57em dia pai e mãe perfeitos que mimam a

2:15:01criança a criança faz uns rabisc lá

2:15:04qualquer de desenho e diz meu Deus já é

2:15:06picaço isso daqui olha que que criança

2:15:08fantástica não

2:15:16tá não são pai pais perfeitos que nunca

2:15:19erram e nunca ficam cansados isso não

2:15:21existe é óbvio trata--se de uma mãe que

2:15:24tem comportamento constante não tão

2:15:26oscilante ou

2:15:28sufocante Não abusivo isso não precisa

2:15:30falar né Não abuse sexualmente da sua

2:15:33criança não bata na sua criança Não

2:15:35grite com ela tá isso winicott vai

2:15:38chamar de a mãe suficientemente boa eu

2:15:42acho tão elegante isso a mãe

2:15:44suficientemente boa que a mãe estável no

2:15:48seu afeto a mãe suficiente que ela tem

2:15:51as suas ausências e a criança se

2:15:52desenvolve nessas lacunas mas são

2:15:55ausências constantes e estáveis no seu

2:15:58afeto na sua

2:16:00presença

2:16:03tá uma coisa que a gente tem que

2:16:05entender nessas aulas gente é que as

2:16:07crianças são esponjas elas absorvem

2:16:10absolutamente tudo então se o marido tá

2:16:12brigando com a esposa Ah mas a criança

2:16:14tá no quarto ela tá sentindo ela tá

2:16:15escutando ah mas ela tá dormindo ela tá

2:16:17sentindo ela tá escutando tá então não

2:16:21sejam adultos ou ou tenham deres ou

2:16:23tenham problemas de adultos ou mostrem

2:16:25suas preocupações o mínimo de possível

2:16:27esse paraa criança esse universo precisa

2:16:30ser blindado elas absorvem absolutamente

2:16:33tudo do seu ambiente e qualquer rusga

2:16:35que tiver no ambiente elas vão comprar

2:16:37como culpa dela inclusive o que não é

2:16:39dito se o pai e a mãe não tão bem e vão

2:16:42ficar de cara fechada uma semana com o

2:16:44outro a criança se ralou né

2:16:51tá a criança vai captar isso então a

2:16:55regra parece bem lógica quanto mais

2:16:57saudáveis os pais

2:17:00estiverem consigo mesmos e como casal

2:17:03Caso seja um casal né a relação de pode

2:17:06ser uma mãe solteiro um pai solteiro mas

2:17:08quanto mais saudáveis essas pessoas

2:17:10estiverem consigo mesmas e se tiver uma

2:17:13relação na relação mais saudável vai ser

2:17:16a

2:17:17criança é é é uma equação bem lógica

2:17:22tem um memezinho que eu acho engraçado

2:17:24que é assim é o pai e a mãe e uma

2:17:27criança no no um pai e uma mãe

2:17:28caminhando levando uma criança no

2:17:30carrinho uma criança bem pequenininha e

2:17:33o pai e a

2:17:34mãe falando assim num balãozinho né você

2:17:37precisa ir para terapia e aí o outro

2:17:40falando não você que precisa ir para

2:17:42terapia e aí a criança pensando Hum por

2:17:46que que eu tenho a sensação que eu que

2:17:48vou ser o primeiro a ir para a terapia a

2:17:50precis prar de terapia e ir para terapia

2:17:53Vocês entenderam A ideia é mais ou menos

2:17:57assim isso acontece muito quando

2:18:01eh psicólogos infantis T muito esse

2:18:04relato né que é o seguinte tu recebe a

2:18:07criança no teu consultório e ela

2:18:09apresenta alguns sintomas de ansiedade

2:18:11alguns

2:18:12problemas sempre que a criança

2:18:14apresentar

2:18:15sintomas ansiedade depressão tá triste

2:18:18ah ela tem o transtorno positor

2:18:21desafiante ela não Ace ela é raivosa ela

2:18:24tem isso ela tem aquilo Ela Não para

2:18:26quieta O problema vai ser os pais ela só

2:18:30é o o o

2:18:31canal que aquilo tudo explode e é mais

2:18:35fácil botar a criança na terapia e dizer

2:18:36para o terapeuta resolve aí do que fazer

2:18:38uma análise né Aí quando o terapeuta

2:18:40infantil chama os pais ó eles pulam fora

2:18:44dizendo ã esse terapeuta não foi bom aí

2:18:46não resolveu o problema da minha criança

2:18:48a criança com problema não sou eu né né

2:18:51É mas mas tudo bem tudo bem segue a vida

2:18:55né é como é mas se você escuta essa

2:18:59mensagem tenha coragem não é não é não é

2:19:01demérito nenhum

2:19:03eh fazer terapia tá antigamente anos 80

2:19:0790 era uma coisa que tinha um estigma de

2:19:09Ah só louco faç terapia né hoje hoje

2:19:11hoje como fazer exercício físico sabe do

2:19:14tipo assim faz bem pro corpo faz bem pra

2:19:16alma por que que você não vai se

2:19:17autoconhecer por que você não vai

2:19:19entender seu modo de funcionar amento E

2:19:21com isso ter mais saúde para consigo e

2:19:23para com os outros né senão os outros

2:19:26têm que fazer terapia para para lidar

2:19:27contigo que não faz entendeu então enfim

2:19:31vamos uma uma viajada minha aqui vamos

2:19:35voltar

2:19:36para então com com esse tipo de

2:19:39cuidadores presentes e afetivos não

2:19:42perfeitos a criança começa a desenvolver

2:19:44essa sensação de segurança emocional ela

2:19:46tem um ego sólido de quem ela é Ela é um

2:19:48ser digno de ser gostado

2:19:51ela entende que ela é amada nas suas

2:19:53necessidades que ela é importante o que

2:19:56fortalece sua autoestima e confiança no

2:19:57mundo e reparem na ausência da mãe ela

2:20:02essa criança com passar do tempo também

2:20:05vai conseguir internalizar os desafios

2:20:06da vida de forma segura ou seja Vai

2:20:08tropeçar e vai conseguir cair tá olha

2:20:12ela vai pensar olha Às vezes a vida tem

2:20:15seus desconfortos Às vezes as coisas dão

2:20:17errado mas eu tenho em mim uma segurança

2:20:19de que vai ficar tudo bem então eu tenho

2:20:21uma tolerância maior eu me aventuro

2:20:25mais consigo lidar com os desafios e

2:20:28dores da vida um pouquinho

2:20:30mais se você teve o amor da mãe plantado

2:20:33em você na infância e bem plantado ele

2:20:35fica para o resto da vida você vai

2:20:39sentir uma pessoa digna de respeito e de

2:20:41ser amada porque uma vez você foi lá

2:20:45atrás Então como alguém com apego seguro

2:20:48age e reage nas rel AES vamos ver um

2:20:51adulto

2:20:56né adultos com apego seguro eles

2:20:58acreditam que podem contar com os outros

2:21:00e que os outros também podem contar com

2:21:02eles internamente então eles pensam eu

2:21:05sou digno de amor e é seguro confiar nas

2:21:07pessoas essa confiança não é não é não é

2:21:10assim uma confiança ingênua poru

2:21:12daquelas pessoas que ca no num golpe lá

2:21:15qualquer na rua né e e tudo chega uma

2:21:19pessoa na rua e diz ah me dá tu a senha

2:21:21do Banco Ah claro eu confio em você aqui

2:21:22está na senha do banco não é isso né não

2:21:24é isso e eh São pessoas

2:21:29que se envolvem em relacionamentos de

2:21:32uma maneira aberta e equilibrada sem

2:21:35medo excessivo de rejeição ou abandono

2:21:37entendeu elas elas confiam no parceiro E

2:21:40caso o parceiro traia faça alguma coisa

2:21:42que quebre a confiança essa pessoa vai

2:21:45saber lidar e require e dizer bom

2:21:47confiei nessa pessoa dei o crédito a até

2:21:50se provar ao contrário Tudo bem acontece

2:21:53foi uma questão dela não foi uma questão

2:21:55minha né o erro tá com ele não tá comigo

2:21:57então a pessoa não se autun mas ela foi

2:22:00digna de viver um grande amor ou assim

2:22:02se ela se colocou de uma forma íntima

2:22:04para outra pessoa poderia ter dado certo

2:22:06e muitas vezes o dá vocês entendem mas

2:22:08Dando um exemplo de que não é não deu

2:22:11certo ela vai tentar de novo ela vai

2:22:13cair ela vai levantar e ela vai seguir

2:22:16então vamos pegar relacionamento amoroso

2:22:18tá

2:22:20essas pessoas elas conseguem expressar

2:22:22Suas Emoções pro parceiro suas

2:22:24necessidades de maneira clara tá sem se

2:22:27sentir ameaçadas a se abrirem com o

2:22:30outro tá sem também dependerem do outro

2:22:33ou se sentirem extremamente carentes sem

2:22:36o

2:22:39outro essas pessoas também aceitam que o

2:22:41parceiro tem suas próprias necessidades

2:22:44então busca resolver os conflitos de

2:22:46forma construtiva um respeita o jeito do

2:22:49outro

2:22:51porque relações adultas não vão ser como

2:22:53as relações infantis que os pais e as e

2:22:56as mães como a gente tá vendo tem que

2:22:58ficar ali olhando e cuidando dessa

2:23:01criança o tempo inteiro na psicanálise

2:23:03chama vossa Majestade o bebê tudo Vinde

2:23:07a mim quando criança certo todos os

2:23:09olhares eram voltados para as minhas

2:23:11necessidades as relações adultas são por

2:23:14vezes privativas no sentido de que o

2:23:17adulto tem suas próprias necessidades

2:23:20meu parceiro não vai querer fazer

2:23:22exatamente as mesmas coisas que eu ou

2:23:23gostar das mesmas coisas que eu eu

2:23:26sempre digo nós não namoramos nós mesmos

2:23:28no espelho e só quem é capaz de suportar

2:23:31essa dor da diferença da privação adulta

2:23:34é capaz de vínculos mas muitas vezes as

2:23:36pessoas ficam presas na sua necessidade

2:23:39infantil querendo que o parceiro seja o

2:23:42pai e a mãe que eles não tiveram

2:23:44cobrando do parceiro que não os privem

2:23:47que estejam atentos às suas necessidades

2:23:49o tempo todo e essa não é sua Fun

2:23:51ção

2:23:53certo fica preso no molde como a gente

2:23:55viu a pessoa com vínculo seguro portanto

2:23:59consegue estabelecer bem esse meio-campo

2:24:02hum entre uma relação em que eu me perco

2:24:06um pouco no outro eu amo eu me sacrifico

2:24:09um pouco pelo outro no sentido de certos

2:24:12momentos de amor que eu vivo que eu faço

2:24:14o que o outro gosta e eu fico feliz Pelo

2:24:16parceiro mas ao mesmo tempo eu não deixo

2:24:18de existir e eu tenho a

2:24:21individualidade e o outro também

2:24:23corresponde a isso uma via de Mão

2:24:25Dupla

2:24:28tá essa dor da diferença de dois adultos

2:24:32se relacionando não dói da de forma tão

2:24:35pessoal como talvez doa para alguém que

2:24:38tem apego inseguro seja do tipo

2:24:40evitativo seja do tipo ansioso seja do

2:24:44tipo

2:24:45desorganizado não toca num lugar de

2:24:47abuso ou rejeição quando meu parceiro

2:24:50disse ah hoje eu não tô a fim de ver

2:24:52aquele filme que a gente combinou porque

2:24:53eu cheguei muito tarde do trabalho

2:24:55desculpe eu tô um pouco cansado eu acho

2:24:57que eu Prefiro descansar a pessoa não

2:24:59vai comprar para ela o problema dizendo

2:25:01Ah ele me ele não gosta de mim Ah ele

2:25:04nunca faz nada que eu quero eu me sinto

2:25:05privado ah ele tá e querendo terminar

2:25:09comigo não é sobre ti é sobre a

2:25:12necessidade do parceiro está cansado e a

2:25:14pessoa com apego seguro ela vai

2:25:16conseguir entender isso as pessoas com

2:25:18apego inseguro vão comprar para elas o

2:25:19problema problem vocês entendem Então se

2:25:23minha esposa gosta de passar tempo com a

2:25:24família e eu não ela pode ir e eu posso

2:25:28ficar se ela gosta de festa e eu não ela

2:25:31pode ir e eu posso ficar e na volta nós

2:25:35temos um bom momento juntos nas coisas

2:25:36que nós temos em comum aqui a liberdade

2:25:39e equilíbrio a confiança a parceria Eu

2:25:44não me sinto ameaçado ou com medo de

2:25:46perder

2:25:50que que as pessoas com apego seguro

2:25:51conseguem achar essa distância Fernando

2:25:53equilibrada Que ódio né Que ódio

2:25:57Malditos entre eu e o outro justamente

2:26:01porque elas têm facilidade para

2:26:03reconhecer e expressar Suas Emoções

2:26:06tanto positivas quanto negativas Então

2:26:08por consequência elas se comunicam

2:26:11melhor com o parceiro elas entendem mais

2:26:14as necessidades do parceiro sem tantos

2:26:17jogos amorosos sem tantas manipulações

2:26:20Ah se ele me amasse ele tinha que me

2:26:22entender ninguém tem bola de cristal

2:26:24para ler o pensamento do outro você

2:26:25precisa expressar Qual é sua necessidade

2:26:27às vezes nem a gente se entende que s o

2:26:29outro nem eu se o que eu tô pensando e

2:26:31sentindo como é que meu parceiro vai

2:26:33saber ele vai interpretar a luz dos

2:26:35problemas dele

2:26:37tá a partir das feridas dele isso dá

2:26:40muito ruido na

2:26:43relação então Justamente a pessoa com

2:26:46apego seguro consegue entender que a

2:26:48limitação do parceiro aço a tristeza a

2:26:52raiva não é um ataque pessoal a ela ao

2:26:55Aim né não pega no a filina infantil tão

2:26:59grande assim de

2:27:00rejeição São pessoas que foram

2:27:02preenchidas de amor dos Pais da infância

2:27:05que na vida adulta vira como eu falei

2:27:07amor próprio que faz com que essa pessoa

2:27:10não dependa da outra não tenha tanto

2:27:12medo da perda mas também consegue se

2:27:15abrir e curtir a troca afetiva

2:27:25certo deixa eu ver que mais é importante

2:27:27aqui

2:27:32gente

2:27:34ah numa discussão Vamos pensar

2:27:41numa essas pessoas quando brigam elas

2:27:43também conseguem ter uma discussão

2:27:46construtiva sem tantos ataques e defesas

2:27:49e isso acontece porque desde lá atrás na

2:27:52infância elas aprenderam que é seguro

2:27:54sentir compartilhar o que estão

2:27:55vivenciando vocês entendem que uma coisa

2:27:57puxa outra é um ciclo

2:28:00Virtuoso elas aprenderam que o outro

2:28:02escuta faz ajustes de forma respeitosa

2:28:05então lá na infância a mãe perguntava se

2:28:08interessava nas minhas brincadeiras como

2:28:10foi meu dia quando eu me chateava que eu

2:28:12tinha que tomar banho e parar de brincar

2:28:14a mãe me explicava o porquê validava a

2:28:17minha chateação mas ao mesmo tempo eu

2:28:19tinha que

2:28:21os pais aqui acolheram e validaram as

2:28:23emoções da criança respeitaram levaram a

2:28:25criança a sério tá imagina uma criança

2:28:29que tá com medo de ir na escola vamos

2:28:30pegar aqui imagina uma criança que tá

2:28:31com medo de ir na escola porque ela

2:28:33trocou de escola é um ambiente novo e

2:28:36ela não conhece ninguém pesadelo de

2:28:38qualquer criança

2:28:40n mas ao mesmo tempo tem que ir um pai e

2:28:44uma mãe com apego seguro pode responder

2:28:47mais ou menos assim olha filho eu

2:28:50entendo que o que tu tá sentindo é medo

2:28:52é um desconforto dizer como é que será

2:28:54que vai ser esse lugar Será que vão

2:28:56gostar de mim é normal se sentir assim

2:28:58quando é algo novo aí dá um abraço eu tô

2:29:02aqui tá tudo bem né tu quer me contar o

2:29:05que que tá mais te preocupando o que que

2:29:08tu tem mais medo aí o cuidador ouve com

2:29:11atenção valida o sentimento e oferece

2:29:14algum tipo de apoio prático ó sabe o que

2:29:17que a gente pode fazer então eu vou te

2:29:20acanhar até a porta do colégio nós vamos

2:29:23entrar junto tá E depois eu vou ter que

2:29:27trabalhar como eu já te expliquei lá o

2:29:30pai tem que trabalhar e tal é chato nós

2:29:32vamos ficar um pouquinho separado sim

2:29:35mas eu volto para te pegar tu sabes só

2:29:38que o combinado hoje é o seguinte

2:29:40qualquer momento que precisar tu fala

2:29:42com a tia eu vou deixar avisado lá com a

2:29:44tia do Corredor do colégio que tu podes

2:29:47me ligar tá E eu venho aqui que que que

2:29:50tu acha Pode ser aí dá um abraço bate

2:29:55mão tal certo tô dando um exemplo

2:29:59genérico meio aleatório mas vocês

2:30:01entendem tá tudo bem filho tem é normal

2:30:05isso que tu tá se sentindo o pai tá aqui

2:30:07eu tenho certeza que logo tu vai

2:30:09conhecer novos amigos é o primeiro dia

2:30:12papai também ficou com muito medo no seu

2:30:14primeiro dia do trabalho faz parte vamos

2:30:17nessa essa abordagem por exemplo mostra

2:30:20pra criança um que seus sentimentos são

2:30:24legítimos dois que ela pode confiar nos

2:30:26outros para ajudar ela lidar com essas

2:30:28situações difíceis né criando um espaço

2:30:32emocional seguro para reconhecer e

2:30:34expressar o que se sente o pai não vai

2:30:36abrir mão da sua necessidade da sua

2:30:38necessidade de pai de ir pro

2:30:40trabalho

2:30:41tá e deixar a criança lá na escola ele

2:30:44vai fazer isso mas ele vai acompanhar e

2:30:47dar o suporte entendem

2:30:51outro me escutou e ambos tivemos nossas

2:30:53vontades respeitadas agora traduz isso

2:30:55para uma discussão de casal como bacana

2:30:57não seria esse é o aprendizado que é

2:31:00transposto para as relações adultas em

2:31:02que numa discussão de casal um escuta a

2:31:05necessidade do outro consegue entender

2:31:07porque que o outro tem medo tristeza ou

2:31:09raiva de alguma coisa consegue colocar

2:31:11os seus limites de forma acería consegue

2:31:13negociar um meio-campo Olha que bacana

2:31:22essas crianças lá atrás elas aprenderam

2:31:24elas aprenderam que se elas estão

2:31:26tristes ou frustradas elas podem de

2:31:28forma segura expressar esse sentimento

2:31:30sem medo de serem julgadas ou rejeitadas

2:31:32ou abusadas

2:31:36tá por terem eh crescido num ambiente em

2:31:40que suas necessidades foram valorizadas

2:31:42essas pessoas desenvolve uma autoestima

2:31:45saudável eu sou digno de Amor e

2:31:48Respeito essa visão positiva de si

2:31:50mesmas ajuda essas pessoas a estabelecer

2:31:53limites claros e escolher

2:31:54relacionamentos que promovam seu

2:31:56bem-estar então esse tipo de pessoa que

2:31:58tem um apego Seguro

2:32:01eh é tipo o Globo Repórter tinha aquele

2:32:04chapelin né onde vivem onde moram do que

2:32:07se alimentam né aqueles animais exóticos

2:32:11da da Amazônia assim Se vocês acharem um

2:32:13a um animal exótico de apego seguro você

2:32:16vocês Tirem uma foto e di Olha eu

2:32:19conheci um um apego seguro

2:32:22brincadeira essas pessoas são menos

2:32:24propensas a permanecer em

2:32:25relacionamentos tóxicos ou entrar num

2:32:27relacionamento tóxico tá porque elas não

2:32:30toleram comportamentos desrespeitosos

2:32:32dos outros porque elas sabem que elas

2:32:35merecem ser tratadas com cuidado e

2:32:37consideração Quando essas pessoas de

2:32:39apeg seguro saem num date num contra

2:32:42amoroso assim tá estão solteiras e saem

2:32:45lá no de um Mat no tinder né e elas vêm

2:32:49no no na no potencial parceiro as

2:32:51chamadas Bandeiras vermelhas R flags

2:32:54sinais que o parceiro é abusivo certo ou

2:32:57ausente ou qualquer ou carente ou

2:32:59qualquer coisa do tipo não sei por

2:33:01exemplo o parceiro é pavio curto

2:33:04irritado grita com garçom é rude ou fica

2:33:07interrompendo ela o tempo inteiro ã ou

2:33:10já se coloca meio a quem da da situação

2:33:12não não não não demonstra muito

2:33:14interesse ou respeito no que que o outro

2:33:16tá falando a pessoa vai dizer hum isso

2:33:19daqui não é para mim

2:33:20mereço mais seio o meu valor e não vai

2:33:22ter um segundo date já pessoas com apego

2:33:24ansioso evitativo desorganizado elas

2:33:26podem pensar do tipo entendem que elas

2:33:28têm uma carência lá no fundo n elas não

2:33:30conseguem ficar tão bem sozinhas então

2:33:31elas podem pensar bom ao menos é uma

2:33:33pessoa né olha ali tem dois braç tem

2:33:36duas pernas tem dois olhos um nariz a

2:33:38pessoa melhor do que ficar sozinho hum

2:33:41lembrem aqui o medo de ficar sozinho que

2:33:42aparece no apego inseguro desses modelos

2:33:45então a pessoa acaba ficando refém disso

2:33:47e acaba sendo menos criteriosa na

2:33:50escolha afetiva certo ou dizer assim ah

2:33:52não sou também grandes coisas por que

2:33:53que eu vou exigir da outra pessoa que

2:33:55seja grandes coisas né Essa essa é uma

2:33:57areia que cabe pro meu camiãozinho meu

2:33:58camiãozinho é meio Pequeno

2:34:01Certo

2:34:04eh a pessoa então fica refém disso e

2:34:07acaba sendo menos criteriosa quem tem um

2:34:09apego inseguro na escolha afetiva né ou

2:34:12até se atrai por parceiros parecidos com

2:34:14o comportamento lá dos Pais parecido com

2:34:17os pais porque isso soa reconfortante é

2:34:19um é um lugar conhecido tá é um lugar

2:34:24conhecido nos Apegos inseguros que a

2:34:27gente viu por serem refém dos seus medos

2:34:30então de ficarem sozinhas as pessoas

2:34:33podem às vezes eh negligenciarem

2:34:36potenciais finais de uma relação tóxica

2:34:39porque no fim das contas a gente tem o

2:34:41amor que a gente acha que merece essa

2:34:43aqui é a verdade Enfim

2:34:47enfim o apego Seguro

2:34:54tá o apego seguro ele é um exemplo de

2:34:58como um ambiente acolhedor e consistente

2:35:00na infância pode moldar uma visão

2:35:02positiva mas não

2:35:04ingênua de si mesmo e das relações esses

2:35:08indivíduos eles crescem com confiança de

2:35:10que eles podem buscar ajuda quando

2:35:13precisarem mas também tem a capacidade

2:35:15de enfrentar os desafios sozinhos

2:35:19mente pessoas com apego seguro elas

2:35:22experimentam uma sensação de equilíbrio

2:35:24emocional que permite a elas melhor

2:35:26lidar com os altos e baixos da vida de

2:35:29maneira um pouco mais resiliente elas

2:35:31valorizam tanto a intimidade quanto a

2:35:33independência e essa

2:35:35flexibilidade ajuda a construir

2:35:39relacionamentos mais gratificantes ao

2:35:41longo da vida

2:35:50bom é isso pessoal Esses são os tipos de

2:35:54apego que nós temos segundo a teoria de

2:35:57John

2:35:58Bob dos Apegos da categoria inseguro nós

2:36:02vimos o apego evitativo o ansioso e o

2:36:08desorganizado e o apego seguro da outra

2:36:12categoria que é quando o cuidador

2:36:15fornece amor e cuidado de forma

2:36:17constante e previsível

2:36:21não é um exagero dizer que o amor pode

2:36:24salvar o mundo

2:36:26certo percebam Como de fato a forma como

2:36:29a gente recebe esse amor e cuidado na

2:36:31infância vai determinar até certo grau o

2:36:34nosso jeito de ser e como nós vamos

2:36:36buscar esse amor na vida

2:36:39adulta Eu acho esse assunto

2:36:41interessantíssimo vocês gostaram do

2:36:44conteúdo em qual tipo de apego você se

2:36:47identifica tem certeza que em alguma

2:36:51categoria aí você cai que nem eu

2:36:56tá espero que com essa aula tenha ficado

2:37:01um pouco mais claro

2:37:02eh alguns conceitos da Psicologia que

2:37:05ficam só lá na academia eu tento

2:37:07traduzir e trazer aqui para todos que

2:37:10tiverem interesse para que as pessoas se

2:37:12mundam com mais conhecimento sobre seu

2:37:15funcionamento Lembrando que todos os

2:37:18jeitos de ser e de funcionar são

2:37:21válidos a questão é que a gente se

2:37:24conhecendo melhor é uma melhor

2:37:26oportunidade que a gente tem para

2:37:29sublimar quem a gente é no mundo que que

2:37:32é sublimar encontrar na vida uma forma

2:37:34socialmente aceita de eu expressar o meu

2:37:39eu é isso pessoal nós vamos encerrando a

2:37:43aula hoje aqui até a próxima

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