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0:01[Música]
0:12Olá no programa de hoje vamos falar
0:14sobre o documentário Renascimento do
0:17Parto do diretor Eduardo chov ele trata
0:20sobre a situação da realidade médica e
0:22obstétrica mundial onde há um grande
0:25número de cesarianas e parto com
0:28intervenções traumáticas no registro
0:31especialistas questionam a dominância do
0:33médico na hora das decisões do parto
0:36assista agora trechos do filme E o
0:39debate com a professora e integrante da
0:41organização Mãe do Corpo jide Gonçalves
0:44as psicólogas Carla Wayne e Carolina 30
0:47e a enfermeira obstetra Semira mvila
0:53minha primeira preocupação era virar mãe
0:57como ela viria para mim não importava
0:59que ela viesse
1:01saudável eu achei que eu estava me
1:03preparando pro parto normal fazendo yoga
1:06conversando com pessoas que já tiveram
1:08parto normal mas hoje eu tenho
1:10consciência que eu não tinha nenhum
1:14conhecimento da fisiologia do parto
1:16normal da importância pro bebê da
1:18importância pra mãe e não levei isso em
1:20conta o que eu levei em conta foi a
1:23minha ansiedade e a opinião do médico
1:26que queria mais saber da do tempo dele
1:28que era mais valioso
1:30do que a vida da minha
1:35filha quando eu fui na consulta do
1:37médico com o laudo da circular de cordão
1:39em mãos o médico virou para mim e falou
1:43ela está com uma circular de cordão com
1:44isso o seu bebê pode morrer uma mãe
1:48escutando isso
1:50não que não está preparada que não nunca
1:53ouviu falar nisso na hora que que eu
1:55faço pro médico ele fala vamos marcar
1:58uma cesárea para evitar disse acontecer
2:00eu estava com 38 semanas e dois dias e a
2:04cesária foi marcada para o dia
2:09seguinte já transcorreu tudo bem a minha
2:13recuperação foi boa o abigar da neném
2:16foi bem então para mim tinha sido o
2:17parto perfeito porque minha filha nasceu
2:20bem e assim que eu engravidei da segunda
2:23filha ela só tinha três aninhos eu fui
2:26mostrar para ela o que é ter um neném
2:28dentro da barriga o que é nascer é está
2:30entrando no ar mais uma vez o programa
2:31cineclube uniform cineclube é uma
2:33atividade de extensão Universitária
2:35aberto para todo mundo que quiser
2:37aparecer a gente funciona toda
2:39quinta-feira na salada videoteca aqui da
2:41Unifor à 1:30 da tarde sempre exibindo
2:43um filme e trazendo pessoas para debater
2:46o filme de hoje é o Renascimento do
2:48Parto um nome extremamente feliz muito
2:51interessante
2:52eh e para conversar com a gente sobre
2:55esse tema a forma como a gente vem ao
2:57mundo a gente tem aqui três convidadas
2:59especiais que são do da da empresa Mãe
3:03do Corpo elas vão falar um pouco pra
3:05gente sobre o filme e sobre o trabalho
3:07que elas fazem né então semirames
3:09Carolina Carla Obrigado pela presença
3:12queria agradecer sempre a presença de
3:14todo mundo e deixar todo mundo bem a
3:15vontade né perguntas Quem quiser falar
3:18Eh então enf fiquem à vontade quem
3:22quiser quer começar e bom eu sou Semir
3:25sou enfermeira obstetra e assim uma das
3:28minhas grandes é ver a repercussão que
3:31esse documentário teve a nível nacional
3:34e internacional inclusive recebendo
3:36prêmios internacionais né e ver
3:39eh como ele tem adentrado as nossas
3:43casas
3:44né as Universidades né informação de
3:47qualidade chegando onde realmente deve
3:49chegar e desde o desde o lançamento
3:54desse documentário que se eu não me
3:56engano foi há do anos atrás em agosto de
4:00a gente tem notado uma uma grande
4:04mudança né como a informação tá chegando
4:06então agora mulheres e famílias sabendo
4:09mais os seus direitos sabendo como é que
4:11funciona
4:12e todo ess essa questão de engravidei
4:15agora quero parte normal eu posso eu não
4:17posso como é que vai ser é possível
4:19basta eu querer ou eu preciso de uma
4:21equipe que me apoie Quem são os
4:23profissionais a gente tem um modelo
4:25muito centrado no papel do médico mas
4:26hoje a gente sabe que tem uma equipe por
4:28trás disso faz toda a diferença onde a
4:31equipe pode entrar no processo inicial
4:34de e de preparação pro parto né e
4:38trazendo relatos para aquela mulher
4:40fazendo com que aquela mulher aquele
4:41casal família participem de grupos de
4:43apoio ouvindo relato de outras mulheres
4:45que tiveram essa vivência vivência
4:47semelhantes e vendo que é possível sim
4:50com um pouco de dificuldade hoje um
4:52pouco menos né que é possível sim
4:55conseguir um parto normal então é uma
4:58alegria muito grande de ver a percussão
5:00desse documentário e é muito é muito bom
5:02poder participar desse momento onde a
5:04gente vai conversar um pouquinho sobre
5:06isso e ver essas pessoas todas
5:09interessadas né participando desse
5:11momento é uma alegria muito grande bom
5:13que o assunto tá na moda né Tem uma
5:15coisa legal que é dito no filme logo no
5:18começo né é um tema que interessa todo
5:19mundo né porque você nasceu mundo nasceu
5:22e boa parte das pessoas vai querer né
5:24fazer a mesma coisa né Uhum é verdade é
5:27verdade eu vou pegar até o teu MTE
5:29porque é assim eu tô feliz de estar aqui
5:31porque por muitos anos eu estive aqui do
5:33outro lado né então é bom retornar e as
5:36minhas primeiras reflexões sobre isso né
5:38Eu sou Carolina trabalho junto com airas
5:40e a e a Carla na no espaço mãe do corpo
5:43né Sou psicóloga e doula de formação e
5:46me formei aqui nas salas nesses
5:48corredores e e as minhas os meus
5:50primeiros questionamentos sobre o que o
5:51filme traz né vem revelar o Renascimento
5:53do Parto foi aqui na UNIFOR né quando eu
5:56exatamente me questionava sobre isso né
5:58como é que a gente vai falar de cuidado
6:00de família de relação mãe bebê de
6:02prevenção de saúde se a gente não ter um
6:05olhar para esse primeiro momento que é o
6:07nascimento né como é que as pessoas
6:09estão nascendo Então eu acho que o filme
6:11o renascimento ele traz esse olhar né de
6:14da realidade do Brasil de como é que a
6:16gente tá cuidando disso ou se
6:18descuidando disso enfim né de que
6:20realmente o nascimento ele não é só um
6:23um assunto da Saúde médico mas é um
6:26assunto que cabe a todos nós né é um
6:29assunto que atravessa questões da nossa
6:31vida íntima né de cunho sentimental
6:34sexual familiar e ele deve e a gente
6:36precisa ter esse olhar multifacetado né
6:38para esse para esse acontecimento Então
6:41acho que o filme ele traz isso né de que
6:43vamos ter um olhar mais amplo né para
6:45pro Nascimento porque ele é importante
6:46né Acho que as perguntas que o que o
6:48Michel dança e faz São perguntas
6:51absolutamente necessárias né De que
6:54forma nós estamos nascendo Será que se o
6:55amor se os hormônios do amor se tornarem
6:57redundantes né o que vai ser do nosso
7:00futuro então eu acho que é importante a
7:02gente refletir sobre isso né é
7:03importante sem dúvida
7:06é eu queria comentar inicialmente duas
7:09coisas sobre o filme que a gente
7:12assistiu né primeiro que o Renascimento
7:14do Parto nome do filme é o nome de um
7:17livro o primeiro livro escrito pelo
7:19Michel odan que aquele Senhorzinho que
7:21aparece várias vezes no filme né francês
7:24ele é um obstetra francês na verdade ele
7:26se tornou obstetra como prática
7:27inicialmente ele era cirurgião e foi
7:30coordenar um o setor de cirurgia num
7:33hospital de uma pequena cidade da França
7:35né e começou a se encantar pela parte da
7:39Maternidade do hospital e começou a
7:42desenvolver todo um trabalho que
7:43transformou completamente o hospital
7:46essa parte da maternidade em alguns anos
7:48e hoje ele é uma grande eh inspiração
7:52ele é Vivo Ele é uma grande inspiração
7:55uma grande influência pro movimento de
7:56humanização do parto no mundo inteiro e
7:59inclusive no Brasil né e e o
8:01Renascimento do Parto é o nome do
8:03primeiro livro que ele escreveu depois
8:04diso ele já escreveu outros exatamente
8:06contando a
8:08experiência que Ele viveu e que ele de
8:10uma certa forma liderou n nesse nesse eh
8:14Hospital dessa pequena cidade então é
8:17bem e é bem significativo né o nome
8:21desse filme O nome desse livro que é o
8:22nome também do filme e um livro que já
8:24foi escrito há muitos anos na verdade
8:26essa experiência aconteceu na década de
8:2780 depois diso já saiu de lá Ah já foi
8:29morar na Inglaterra e e e as coisas até
8:32e digamos assim o progresso não não
8:36continuou acontecendo né E a outra coisa
8:39que eu que eu e sinto vontade de
8:41comentar é que a gente tá assistindo
8:43esse filme agora acho que praticamente
8:46do anos depois do lançamento né estamos
8:49assistindo de novo e a gente brincou no
8:51começo que a gente tá assistindo pela
8:53sétima ou oitava vez né cada um de nós
8:56assim a gente brincou ai vamos chorar de
8:58novo né Vamos chorar todos de novo e e
9:00choramos várias vezes nos emocionamos
9:02muitas vezes com as cenas difíceis né
9:04com as cenas de sofrimento e com as
9:06cenas de alegria de celebração de cada
9:08Nascimento
9:10e e dois anos depois a gente percebe
9:14quantas mudanças já aconteceram aqui no
9:16Brasil né algumas das soluções inclusive
9:19que foram apontadas naquela última
9:20naquele último trecho nomeado assim
9:22soluções né no último trecho do filme eh
9:26algumas dessas soluções já estão sendo
9:28implantadas né né inclusive Algumas
9:30propostas colocadas ali para os gestores
9:33do sistema de saúde no caso nosso no
9:35nosso caso o Sistema Único de Saúde o
9:37SUS eh vem de fato implementando algumas
9:40mudanças né Eh Aos Trancos e Barrancos
9:43digamos assim porque enfrenta muita
9:44resistência enfrenta muita resistência
9:46da classe médica enfrenta muita
9:48resistência de uma grande parte da
9:50sociedade né porque como o filme aponta
9:53é uma questão cultural é uma crença que
9:56existe né que que sustenta esse
9:59essa essa Realidade Atual não existe um
10:02culpado né não existe não dá para
10:04concentrar Eh toda a responsabilidade da
10:06situação atual
10:08eh digamos
10:12assim mostrada pela taxa de cesáreas né
10:15pelas 50 pelos 52% de taxa de cesariano
10:18no Brasil campeão mundial de cesarianos
10:20não existe um culpado mas é realmente é
10:23é um contexto construído por diversos
10:25atores no no Nesse contexto nós todos
10:28estamos implicados né então como a Carol
10:31falou assim e lembrando o início do
10:33filme É de fato um assunto que interessa
10:35a todos nós porque as consequências
10:38Independente de de se nós vamos ter
10:40filhos ou não né se vamos precisar de
10:43uma assistência ao parto ao Nascimento
10:45ou não as consequências desse modo de
10:47nascer afetam toda a nossa sociedade
10:49inclusive como o Michel odan falou os
10:52índices de criminalidade né os índices
10:54de uma série de doenças
10:56eh psíquicas e sociais tem tem relação
11:00com esse modo de nascer com essa
11:01assistência ao Nascimento que nós
11:02estamos tendo então interessa a toda a
11:05humanidade de Fato né é eh tem muita
11:08coisa né Tem muito muitos muitas
11:11derivações desse assunto eu queria só
11:12que vocês comentassem Anes da gente né
11:14Eh para abrir para mais perguntas eh
11:17junto com essa mudança vem toda uma
11:18mudança de vocabulário eu queria que
11:20vocês explicassem por favor pra gente o
11:21que que é uma doula que Aposto que tem
11:24muita gente que não sabe e também
11:26aproveitar e falar um pouquinho sobre o
11:27que que é o Mãe do Corpo como é que
11:28vocês trabalho
11:31enfim F tem à vontade donas
11:34douas na tua onde é que se forma por
11:37exemplo né tem faculdade disso O que que
11:39é É bem a a doula eh eu diria que assim
11:43o esse nome e essa forma de de se
11:45denominar doula é algo bastante recente
11:47mas o papel em si é algo bem antigo né
11:50Como o próprio filme relatou e como a
11:52gente e tem conhecimento o nascimento
11:55ele sempre existiu né e de fato o
11:57nascimento há muito pouco tempo ele foi
11:59foi institucionalizado né então por boa
12:02parte né do tempo em que a gente tá
12:04habitando aqui esse planeta o nascimento
12:06se deu numa situação enfim familiar Ou
12:11situações muito íntimas assim não era
12:12institucionalizadas e quem cercava essa
12:14mulher eram outras mulheres muitas vezes
12:17uma mulher que fazia esse papel que hoje
12:19é feito pelo médico pela enfermeira
12:22obstetra obstetriz né que a gente chama
12:24de Parteira ou que tinha essa
12:25responsabilidade mesmo de aparar aquele
12:27bebê e tal e outras mulheres que estavam
12:29ali cercando né Essa mulher para trazer
12:33mulheres conhecidas dessa mulher
12:34mulheres que já tinham parido né então e
12:38essas mulheres fazam ess papel da doula
12:40que era ajudavam a Parteira e ajudavam
12:43também a mulher ajudavam esse bebê
12:44muitas vezes a dias antes e dias depois
12:47até do parto né cuidando dessa mulher
12:50afetivamente cuidando dessa mulher
12:51trazendo sentidos né para aquele para
12:53aquele momento sentidos que eram
12:56conhecidos né daquela mulher e de um
12:59tempo para cá nesse processo de
13:01realmente resgate do Parto para um
13:03acontecimento afetivo familiar o papel
13:06dessa mulher que fizesse que fosse esse
13:09vínculo contínuo da mulher voltou e com
13:11esse nome de doula né o termo doula
13:14significa mulher que serve é uma palavra
13:17grega grega é uma palavra grega que
13:19significa mulher que
13:21serve interessantíssimo porque na
13:23verdade a gente tá ali mesmo bem assim
13:27na coxia né do espetáculo e e é um papel
13:31semelhante ao da psicóloga eu acho
13:33porque a gente tá ali meio que
13:34espelhando né um processo né né assim tá
13:38tudo acontecendo e a gente tá ali dando
13:40suporte realmente eu sempre digo que é
13:42um suporte que gera autonomia porque não
13:44é um suporte que gera relações de
13:47dependência relações de autoridade
13:48relações de poder é um suporte que
13:50precisa gerar autonomia realmente né a
13:52gente tá ali mas muitas vezes a gente tá
13:54um pouco invisível a d é um pouco assim
13:56aparece e desaparece né para que a
13:59mulher realmente se sinta segura né
14:01então acho que e a doula assim nos
14:04últimos anos tem sido um dos agentes
14:07importantes para essa mudança de
14:10paradigmas que é o parto porque ela é
14:12algo muito simples ela é uma presença
14:14contínua que traz segurança e de vínculo
14:17com a mulher é só isso né faz
14:19especialização tem faculdade como são
14:21cursos no Brasil tem cursos alguns
14:23cursos eh no Brasil e no mundo tem
14:27certificações internacionais inclusive
14:28que já vieram paraa Fortaleza né são
14:31cursos de três qu Dias cursos intensivos
14:34homem pode
14:36fazer é uma é uma é uma uma questão
14:39interessante uma questão interessante
14:40questões de gênero que presente poder
14:43pode né pode até porque eu acho que o
14:45caso não é proibido né poder pode fazer
14:49e é é bastante polêmico é uma questão
14:51bastante polêmica porque aí você imagina
14:53como é que vai ser essa atuação Mas se a
14:56gente porque assim na verdade como a
14:58doula tem muito essa questão do contato
15:00e de muita proximidade então muitas
15:04vezes ela faz massagem Abraça a mulher
15:07dá conforto carinho Então existe uma
15:10polêmica muito grande quando a gente
15:12imagina um homem nesse papel nessa
15:15função n enquanto profissão digamos
15:18assim né enquanto profissão porque
15:20muitas vezes eh os homens que T uma
15:23relação de vínculo forte com aquela
15:25mulher ou companheiro às vezes um irmão
15:27eles estão nessa cena mas com aquela
15:29mulher específica né enquanto profissão
15:31é é difícil a gente imaginar num cenário
15:34de tanta intimidade de tanta privacidade
15:36eh mulheres que em geral se sintam tão à
15:39vontade quanto precisam e merecem e
15:42podem com a presença de um homem né mas
15:45não mas não assim não tem uma resposta
15:47pronta não é uma questão que é um evento
15:50da da vida sexual e reprodutiva da
15:52mulher né Eu sempre quando as pessoas
15:55nos perguntam Ah eu posso levar Fulano
15:56eu posso levar beltrano eu queria parir
15:58não sei eh no hospital em casa enfim e
16:00eu posso levar eu sempre pergunto assim
16:02você faria amor na frente dela bem se
16:05você acha que poderia fazer amor ou ter
16:07relações eu acho que você pode levar
16:08porque é esse nível de intimidade que o
16:10parto Traz né de Exposição de de de de
16:13não precisar se sentir observada né é
16:17engraçado que não é uma pergunta que se
16:18coloca paraos médicos obstetras né não é
16:21óbvio é um médico é como se fosse uma
16:24outra uhum uma entidade né é muito bom é
16:28é e eu queria contar um pouquinho da
16:30história eh do início da doula enquanto
16:34profissão né que é bem interessante é É
16:37bem a doula enquanto profissão é muito
16:38recente né E ela surgiu a partir de uma
16:42pesquisa eh alguns pesquisadores que são
16:45pediatras estavam né fazendo uma
16:47pesquisa na verdade sobre a relação do
16:50da do vínculo entre mãe e bebê logo após
16:52o nascimento e como que isso tinha uma
16:54interferência na amamentação né No
16:56início da amamentação nos problemas de
16:58amamentação
16:59e eles chamaram eh algumas alguns
17:03estudantes para colaborar com a pesquisa
17:05e perceberam que em um daqueles daqueles
17:08colaboradores da pesquisa né que era uma
17:11mulher né Eh a maioria daquelas mulheres
17:15que eram acompanhadas por aquela
17:16estudante elas tinham seus Patos normais
17:19e relatavam que tinham sido Patos mais
17:20fáceis né que tinham sido que tinham
17:23sido periências tranquilas e eles foram
17:25observar e perceberam que aquela aquela
17:29estudante ela não só fazia o papel dela
17:31de pesquisadora de fazer o questionar
17:32tal mas ela acabava ficando junto
17:34daquela mulher e facilitando aquele
17:37processo simplesmente por ser esse apoio
17:38né observação participativa exatamente e
17:42ficava junto com ela durante o trabalho
17:43de parto parto e e após o nascimento né
17:47naquele naquele momento do pós-parto
17:49imediato como a gente fala e daí eles
17:52perceberam o potencial que tinha isso e
17:54Eles resolveram começar a formar
17:56mulheres para dar esse suporte
18:00mulher gestantes e mulheres logo após o
18:02pós-parto né E daí surgiu a instituição
18:05internacional que a Carol falou que já
18:06deu curso inclusive aqui em Fortaleza né
18:09que é a
18:10dona que foi fundada por esses
18:12pesquisadores que são pediatras e mais
18:14outras pessoas né então hoje aqui no
18:17Brasil a gente já tem também outras
18:20instituições que dão essa formação com
18:23com reconhecimento né Tem uma
18:25certificação que é
18:27reconhecida já temos várias dolas
18:29atuando no Brasil inteiro e existem
18:32dolas que atuam predominantemente no
18:34acompanhamento da gestação e do parto né
18:37a gente viu e em algumas fotografias
18:39algumas alguns vídeos tem a presença da
18:41dolo como a Carol falou elas estão bem
18:44discretamente ali às vezes por trás da
18:46mulher sustentando a mulher ou então só
18:47enxugando a testa da mulher e a gente
18:49nem sabe direito quem é aquela pessoa né
18:51ela meio que passa despercebida mesmo
18:53mas é uma figura
18:55Fundamental e existem também outras dlas
18:58que fazem tem desenvolvem seu trabalho
19:01com com atuação mais voltada para o
19:03pós-parto e o apoio à amamentação né em
19:07geral elas vão em domicílio fazem um
19:09acompanhamento em domicílio durante
19:10alguns dias semanas quanto tempo for
19:12preciso então é é basicamente essa a
19:15forma de atuação das doulas né hoje aqui
19:18no Brasil desculpa e hoje aqui no Brasil
19:20tem uma instituição que é muito
19:22reconhecida pela formação das doulas que
19:24é uma instituição de São Paulo que é o
19:27gama que é o grupo de apoio à
19:29maternidade ativa e inicialmente os
19:31cursos todos eram realizados lá em São
19:33Paulo um curso de duração de TRS qu dias
19:35como a Carlinha falou né então assim
19:37realmente a mulher precisa a a pessoa
19:40que que generalizando pra pessoa já que
19:42você perguntou da participação do homem
19:44no curso do de doula né mas assim de
19:48inicialmente é importante que a pessoa
19:50tenha interesse e
19:52disponibilidade e sinta-se à vontade de
19:56estar presente naquela cena nesse
19:58momento com essas mulheres né E aí eles
20:02eh essa instituição começou a fazer essa
20:04formação lá em São Paulo e hoje eles já
20:06expandiram para outras cidades do do
20:09Brasil e já trazendo assim aproveitando
20:11a sua curiosidade eu queria aproveitar
20:12para dizer que a gente vai ter um curso
20:13de formação de dlas agora em setembro do
20:16dia 3 a 6 que é uma parceria da mãe do
20:19corpo com essa instituição de São Paulo
20:21que é o gama é uma é um curso que é
20:23certificado por eles mas que a gente tá
20:26organizando o curso aqui e é Ah Mãe do
20:29Corpo Fala um pouco para el do grupo do
20:31espaço enfim que que vocês fazem né as
20:33meninas brincam que eu sou a mãe da mãe
20:35do corpo né então vou contar contar aqui
20:38um pouquinho da história né Eh e a como
20:42a Carol falou sobre a a o os corredores
20:45da Unifor né como foram importantes para
20:48ela eu também sou formada aqui pela unió
20:51e eu tive oportunidade de estagiar em
20:532000 na Maternidade Escola que é uma
20:56maternidade de referência e que lá já
20:58Tinha alguns profissionais que tinham
21:01recebido treinamento né então já tinham
21:05na sua prática algo já trazendo um pouco
21:08da rização do parto e Foi incrível a
21:11primeira vez que eu vi um bebê nascendo
21:14eh eu Eu Fiquei impressionada com aquela
21:18cena que o bebê ele bota a cabeça para
21:20fora e ele faz uma rotação e tem e e é e
21:24é como uma dança uma coisa incrível eu
21:26fiquei encantada com aquele momento eu
21:27digo gente que na natureza incrível que
21:29natureza perfeita e foi uma cena
21:30inesquecível né E isso ainda na
21:33graduação e naquele momento eu disse é
21:35isso o que eu quero né então é são essas
21:39cenas que eu quero poder visualizar e
21:42acompanhar e testemunhar pela minha o
21:45resto da minha vida digamos assim então
21:47Na graduação eu já tinha
21:49eh já tinha ideia né do do que que eu
21:53queria fazer do que de como eu queria
21:54trabalhar e eu comecei a pesquisar então
21:57final de graduação eu pesquisei sobre as
22:00mulheres em trabalho de parto depois fiz
22:02a minha especialização e uma coisa que
22:04me deixava bastante motivada era
22:06imaginar todas essas gestantes essas
22:08famílias em um espaço onde pudessem
22:11conversar onde pudessem trocar
22:14experiência falar de
22:16parto fazer alguma atividade física
22:19poder fazer cursos então eu sempre foi
22:22uma coisa um desejo muito grande de que
22:24existisse essa possibilidade né de um
22:27espaço onde pudesse absorver todas essas
22:31tudo isso né E aí em 2011 veio a
22:34concretização desse sonho eu precisei
22:35estudar bastante essa questão da
22:37humanização aqui em Fortaleza era algo
22:40que quase não se ouvia falar na
22:42graduação no no curso mesmo você falava
22:45sobre isso é assim uma uma pincelada
22:48algo
22:49bem bem distante mas aí como eu
22:53desenvolvi uma paixão imediata então eu
22:56fiz fiz essa busca né E aí procurei tive
23:00várias experiências de de de aprofundar
23:03a minha formação de fazer cursos e
23:06estudar e aí fui PR Barcelona fui pra
23:09Barcelona tive uma tive oportunidade de
23:12estar lá eh de ficar quase dois meses
23:14numa casa de parto então tive
23:16oportunidade de acompanhar parto
23:18hospitalar parto parto da casa de parto
23:20parto domiciliar saber como é que as
23:22equipes faziam esse esse acompanhamento
23:25né E aí quando eu cheguei cada vez mais
23:29forte esse desejo e aí em 2011 que foi a
23:32a concretização desse sonho da gente ter
23:34um espaço antes disso eu também já
23:36estava com o grupo de gestantes que foi
23:38o primeiro grupo que surgiu em Fortaleza
23:40em 2009 né que é o ista que hoje ainda é
23:42a nossa parte do nosso trabalho
23:44voluntário que são grupos de apoio a
23:46gestante e a família que acontece uma
23:47vez por mês no último sábado de cada mês
23:50e em 2011 depois da existência física do
23:53espaço estruturado a gente abarcou Os
23:56encontros do ista E aí Os encontros
23:59começaram a acontecer dentro da mãe do
24:00corpo e aí a gente começou com cursos eh
24:03começou a a propor atividades e grupos e
24:08há pouco mais de um ano a gente decidiu
24:11formar uma equipe para trabalhar com
24:13essa proposta né Então a nossa proposta
24:16de a gente tem uma proposta de
24:18acompanhamento de parto formado por uma
24:19equipe
24:20eh multiprofissional nós temos as
24:23meninas são são psicólogas eu enfermeira
24:26obstetra tem uma outra
24:28colega Nossa enfermeira obstetra que tá
24:30sentadinha lá atrás a Alice que é
24:33professora aqui que é professora daqui
24:36legal e aí a gente da enfermagem
24:39exatamente E aí na verdade o nosso
24:42acompanhamento tem a a possibilidade do
24:45acompanhamento da doula onde a gente
24:47trabalha com preparação Com
24:48acompanhamento do parto onde a doula se
24:50desloca pra casa da mulher no durante o
24:52trabalho de parto e na evolução desse
24:55trabalho de parto eu que sou enfermeira
24:56obstetra fico disponível para fazer faz
24:58uma avaliação e dependendo se for a
25:01opção um parto hospitalar a gente faz
25:04essa avaliação e decide o melhor momento
25:06de para Hospital E aí a mulher em alguns
25:08casos vai pro sistema público hoje a
25:10gente tem alguns hospitais que tem
25:13apoiado bastante essa proposta e é bem
25:15interessante ver mulheres Indo pros
25:17hospitais públicos e conseguindo ter
25:19partos e felizes satisfatórios depois
25:22voltando para contar as suas histórias
25:24compartilhando as suas vivências né E
25:27também temos possibilidades em hospitais
25:30particulares hoje alguns hospitais eh
25:33particulares também já estão abrindo as
25:34suas portas Porque durante muito tempo
25:36nos hospitais particulares era super
25:38estranho receber uma mulher em trabalho
25:40de parto porque era aquela questão era
25:42cesariana cesariana tem um momento do do
25:45do filme que ele mostra um livro de
25:47registro de partos aí tem cesariana
25:49cesariana cesariana cesariana né então
25:52nos hospitais particulares a gente tem
25:53uma dificuldade maior da do
25:55acontecimento do evento parto normal mas
25:58hoje a gente já consegue adentrar os
26:00hospitais com mais tranquilidade já tem
26:03mais respeito da equipe as pessoas já
26:04não nos olham com tanta com tanta
26:07estranheza a gente consegue hoje a gente
26:09anda com uma banqueta no começo quando
26:11você andava com a banqueta as pessoas
26:12tentavam olhar ass de cabeça para baixo
26:14de cabeça para cima para tentar entender
26:15que objeto é aquele né mas hoje a gente
26:18já entra com com banqueta entra com bola
26:21de parto e a gente tem uma boa
26:24receptividade então eu posso dizer que
26:26no cenário aqui da nossa cidade
26:28Fortaleza realmente tem melhorado
26:31bastante e hoje a gente e é um um
26:36processo lento é um caminho né mas que a
26:39gente tem observado já uma boa abertura
26:43dos profissionais muitos médicos já
26:45apoiando o nosso trabalho apesar de aqui
26:47aculá aparecer algum e dizer o que é
26:49isso O que é doula como é que é esse
26:50negócio de parto humanizado Vamos ver se
26:52esse negócio dá certo né porque a
26:54proposta é essa é a mulher se levantar
26:57da cama e par ir de cócoras ir pra
26:59banqueta se movimentar ir para baixo do
27:01chuveiro tem bebê que nasce dentro
27:02d'água tem bebê que nasce com mulher
27:04embaixo do chuveiro e é uma mudança no
27:06olhar do profissional porque quando a
27:07gente é formado a gente aprende a gente
27:11consegue visualizar daquela forma Tudo
27:12em quadrado né A mulher tá deitada aqui
27:15na cama de barriga para cima então eu
27:18visualizo já a cabeça do bebê saindo eh
27:21a minha mão eu já sou ensinado que uma
27:23mão vem por cima a outra vem por baixo
27:25eu tenho que puxar para baixo depois
27:26puxar para cima e aí você imagina uma
27:28pessoa um profissional que foi formado
27:30com aquela visão naquele quadrinho de
27:33repente a mulher tá ao contrário né E aí
27:36eu já Eu Já presenciei cenas de
27:38obstetras meio que querendo virar a
27:40cabeça tipo assim eu não não é fácil eu
27:43enxergar dessa outra forma eu tenho que
27:45também virar aqui meus olhos porque os
27:47olhos estão acostumados vees a gente não
27:49acho que é muito representativa essa
27:51mudança porque na verdade é isso mesmo
27:52né é o profissional que tem que se
27:54dobrar ao destino daquele ser que tá
27:56vindo não contrário né a Muler tem que
27:58se submeter a Tod a gente começa a ver
28:00profissionais por exemplo fazendo exame
28:02de toque deitado no chão porque a mulher
28:03resolveu ficar de cócoras né E aí a
28:06gente começa a ver e alguém escutando o
28:08coração do bebê todo a mulher resolveu
28:10ficar embaixo do chuveiro Então você vai
28:11lá todo torto para escutar o coração do
28:13bebê porque na verdade é isso é um
28:15processo dela ela desar a toda toda a
28:18cena né tira afasta isso afasta aquilo e
28:21vamos ver né Deixa deixa ela é singular
28:24é um processo singular não tem como a
28:25gente repetir o que acabou de acontecer
28:27né não tem tem como a gente trazer uma
28:29bagagem de de de um retrato de querer
28:32reproduzir o parto que já aconteceu
28:34aquele minuto ele é ele é Tá ali tá
28:36acontecendo ele é absolutamente inédito
28:39então que que a gente possa
28:43realmente deixar né permitir não
28:46intervir para que aquilo aconteça e e e
28:49só chegar nos momentos em que seja
28:50realmente necessário né
28:53Eh qu quer perguntas além quer fazer
28:56algum comentário
28:58uma pergun
29:01Oba enfermagem direção enfermeira e qual
29:06o papel no contexto da assistência de
29:09enfermagem no par orizado Uhum E é uma
29:14super oportunidade para nós enfermeiros
29:16nos mostrarmos enquanto profissionais
29:20autônomos andou bem só deixa só fazer um
29:24detalhe eu sei que você direcionou a sua
29:25pergunta paraa enfermeira C mas eu
29:26queria só lembrar que no filme tem uma
29:29hora mel que ela que que ele que ele é a
29:32Melânia que fala né que a a as
29:36evidências científicas Elas mostram que
29:38em torno de 70 a 80% dos partos eles
29:42deveriam ser acompanhados por interminas
29:44obstetras ou obstetrizes que muitas
29:46vezes eles chamam de parteiras formadas
29:48que é a tradução que dão para mid Life
29:50né que é a que na verdade é é a é a é a
29:53profissão que predomina nessa cena em na
29:56maioria dos países né
29:58e e apenas 20 a 30% dos partos ou dos
30:01nascimentos que incluiriam cesarianas e
30:05e partos instrumentais com us de for ou
30:07né outras outros outros procedimentos é
30:10que teriam necessidade de serem
30:12acompanhados por médicos obstetras né
30:14então só pra gente começar com números
30:17pra gente ter uma ideia
30:19do de qual o lugar da enfermeira
30:22obstetra e as obstetrizes que tem tem
30:24chegado agora nessa nessa mudança nesse
30:27novo paradigma de assistência ao parto
30:29uhum isso E aí dentro desse desse
30:33contexto a gente tem e na nossa
30:36legislação
30:37profissional fala que o Enfermeiro
30:40obstetra ele tem autonomia
30:43para para acompanhar uma mulher nesse
30:45processo né de gestação parto e
30:49pós-parto e a gente e tem uma portaria
30:52que eu agora não vou saber Dizer para
30:53vocês o ano mas uma portaria do
30:55Ministério da Saúde que fala da
30:58autonomia do enfermeiro nesse processo
31:01inclusive com o preenchimento da ih que
31:03são aqueles documentos que quando a
31:04mulher chega no hospital precisam ser
31:06preenchidos na grande maioria das vezes
31:08hoje é inclusive muito frequente ele é
31:10preenchido pelo médico obstetra mas veio
31:13como uma portaria dando autonomia do
31:14enfermeiro para preencher a ih para
31:17acompanhar a evolução do trabalho de
31:18parto para prestar assistência em
31:20situações de emergência e pra mãe e pro
31:24bebê inclusive chegar a dar a alta dessa
31:27mulher e nesse contexto de de eh de
31:31concretizar essa autonomia do enfermeiro
31:34veio a a sugestão e consequentemente e
31:39posteriormente um apoio pra Construção
31:41dos centros de parto normal né os centro
31:44de parto normal hoje eles são uma
31:46estrutura eh que pode estar dentro dos
31:49hospitais ele ou ele é um intra
31:51hospitalar ou ele é
31:53perpal E aí é uma proposta de de
31:56ambiente onde de o enfermeiro tem
31:58autonomia para atuar nesse processo E aí
32:02se precisar de uma de alguma situação de
32:05emergência de emergência a gente
32:06solicita do médico então é super
32:08importante ter esse trabalho de parceria
32:11em equipe para que cada profissional
32:13realmente entre em cena no momento que
32:15ele cabe né então Eh o que é colocado é
32:20que muitas vezes o médico obstetra ele
32:23não não tem não há necessidade de ter um
32:26médico obstetra
32:28num parto onde tá fluindo tudo de forma
32:30fisiológica porque ele tem formação para
32:32atuar em situações de emergência e aí
32:34realmente faz faz faz muita diferença né
32:37a gente poder contar com um profissional
32:39que chegou ali para resolver o negócio
32:41enganchou ali de alguma forma então o
32:42profissional chega para resolver né
32:45então cada profissional ele tem o seu
32:47espaço a ser ocupado de forma que as as
32:50atuações elas se complementam é
32:52engraçado porque é uma inversão Total
32:54absoluta né O que a gente vive hoje é o
32:55contrário né o obstetra é o personagem
32:59n você vaiar o a conveniência del s e
33:03como éo cultural também porque na
33:05verdade você vai dizer pra mãe não vai
33:06ter médico como não vai ter médico é
33:09verdade você consegue convencer muitas
33:11vezes para elas deixarem o obstetra que
33:14fez Todo o seu pré-natal e fazerem essa
33:16opção de ir para um hospital público ser
33:18acompanhada pelo profissional que
33:20estiver de plantão seja um médico seja
33:22uma enfermeira muitas vezes essa mudança
33:24é difícil né às vezes sair do seu obst
33:28pré-natal ista para um médico obstetra
33:31de plantão é difícil imagine fazer a
33:34opção de sair do médico para uma
33:37profissional de enfermagem ou de
33:39Obstetrícia realmente precisa dessa
33:42mudança de paradigma e precisa de essa
33:44mudança de paradigma acontecer precisa
33:46de muita informação inclusive informação
33:49baseada em evidências científicas que é
33:51o que a maioria dos dos grupos né de
33:54apoio ao parto de apoio à gestação à
33:57gestante eh nos últimos anos começaram a
34:00fazer o ista que é um dos grupos que
34:03existe nacionalmente e que a gente tem
34:05aqui em Fortaleza que a gente também tem
34:07a honra de de coordenar né Eh é isso que
34:11ele faz é oferecer informação de
34:12qualidade né cientificamente embasada
34:16para que as mulheres tenham a
34:17possibilidade de fazer as suas escolhas
34:19né É agora tem um outro problema também
34:21que eu acho que tem que ser abordado é
34:23que o parto normal natural humanista ou
34:26o nome que se queira ele an capitalista
34:28né Isso é um problema também como é que
34:30você faz né um negócio que pode durar
34:32três dias né qual como é que vai ter
34:35você não não precisa de remédios não
34:37precisa de né você usa coisas complexas
34:40como água quente como é que você faz fal
34:43né gás e E no entanto você precisa de
34:46pessoas extremamente que tem um nível
34:49cultural Alto de profissionais que
34:51tenham uma uma uma formação complexa e
34:54que saibam inclusive não chegar no
34:57momento e que não são necessários então
34:58isso precisa de um eh de fato isso é
35:01muito contra Cultura né Muito contra e
35:05claro isso é um dos né Isso é um dos
35:08impecilhos políticos né a gente sabe que
35:11que infelizmente até o bebê que nasce
35:14prematuro e enche uma emergência
35:17Neonatal isso é interessante pro pro pro
35:19hospital né dentro da lógica capitalista
35:22ter uma uma UTI vazia não é interessante
35:26é interessante que haja uma UTI
35:28funcionando e que né planos de saúde
35:30Então realmente é um
35:32esquema dentro do nosso paradigma de
35:35cultura que não é da cultura da saúde
35:37uma cultura de morte né uma cultura de
35:38medo é uma cultura de de risco né falar
35:42de de de que de que é um processo
35:43simples fisiológico realmente é é
35:46revolucionário diria Essa é a maior
35:49dificuldade é o maior potencial desse
35:52movimento porque isso é um movimento
35:54social atualmente né além de ser uma
35:55proposta eh
35:57de política pública né proposta de
35:59humanização do parto nascimento É também
36:02um movimento social muitas mulheres
36:03inclusive organizaram passadas H algum
36:06alguns anos né Eh se organizam em
36:10realizam audiências públicas né no
36:13Brasil todo isso está acontecendo Então
36:15isso é um movimento social um movimento
36:17popular que encontra nessa situação que
36:20você colocou o seu grande obstáculo mas
36:21ao mesmo tempo é um grande potencial de
36:23transformação desse movimento também não
36:25é daí que vai surgir a mudança né as
36:27pessoas se movimentarem mesmo né
36:29mulheres homens pais e vocês estão vendo
36:32mesmo isso acontecendo tá tá vendo essa
36:34mudança sim dúv tem a esperança é sim é
36:38o que nos move né é são mudanças lentas
36:42né são mudanças pequenas se a gente for
36:45eh ver em termos de números eh ainda é
36:50quase insignificante né a quantidade de
36:53profissionais em Fortaleza por exemplo
36:55que seguem um modelo de humanização do
36:57parto tem espaços Fortaleza Tem lugares
36:59tem outros espaços al tem tem outras
37:01equipes trabalhando inclusive né equip
37:04Muito recentes mas já existe hoje né Tem
37:06tem outros grupos acontecendo e é e é
37:12insignificante se a gente se a gente
37:14pegar o universo todo de nascimentos que
37:16acontece é insignificante mas é
37:19extremamente significativo se a gente
37:20pegar 5 anos atrás por exemplo né que
37:23foi quando eu cheguei nesse movimento
37:25grávida e aí e isso é uma coisa muito
37:27interessante porque muitas das
37:29profissionais especialmente as doulas
37:31que que hoje em dia estão atuando
37:33chegaram como gestantes se tornaram
37:36militantes depois se tornaram
37:37profissionais então a profissão de doulo
37:40inclusive é uma profissão em que essa
37:42atuação né assim a dimensão profissional
37:44a dimensão política a dimensão afetiva
37:48né Eh elas estão muito entrelaçadas eu
37:51acho que pr pra maioria dos
37:53profissionais que atuam na Perspectiva
37:54da humanização do parto Então isso é o
37:57que move Isso é o que dá tanta força ao
37:59movimento é um movimento de muita
38:00coerência também né porque e como Aquela
38:03obstetra falou também no filme né E ela
38:08é obstetra e quando ela diz pras pras
38:11clientes né pras pacientes dela que ela
38:13teve três partos normais né é um exemplo
38:17próprio que ela tá dando Então isso é
38:19uma força muito grande também não ela
38:21fala né fazia 10 anos que uma médica não
38:23tinha um par normal dizer vocês vão ver
38:25agora né É é incrível né o ponto de
38:30enfim autoconsciência que alguém precisa
38:31ter para trabalhar com isso seu obstetra
38:34e
38:35perceber né os os os dilemas todos
38:39Porque de fato como né tava falando é
38:40anticapitalista então se você quer
38:42ganhar dinheiro não vai dar certo né
38:45você né você precisa da da cesariana
38:47marcada naquela hora naquele momento né
38:51então Enfim acho que convencer Esse povo
38:54é muito difícil né convencer as mães
38:56deve ser muito difícil mas dialogar com
38:59o Né o establishment médico também
39:02precisa uma mudança de valores de fato
39:05precisa eh colocar o o capital e o lucro
39:11em segundo lugar e colocar a vida em
39:14primeiro lugar né Não só a vida daquele
39:17bebê que tá nascendo entendendo tudo
39:20tudo que é favorável para ele dentro
39:22dessa perspectiva não só de um impto
39:25normal eh
39:27um parto normal padronizado
39:30que como também foi dito no filme né
39:32muitas mulheres não querem porque isso
39:34significa muitas vezes violência
39:35obstétrica né intervenções necessárias
39:38Não não é isso que a gente quer a gente
39:39quer uma proposta o que a proposta da
39:42humanização traz é que a gente tenha
39:46fundamento científico o protagonismo da
39:48mulher né a possibilidade de uma equipe
39:50disponível para acompanhar aquela mulher
39:52então isso isso essa perspectiva coloca
39:55a vida em primeiro lugar a vida do bebê
39:58a vida da mãe a vida da humanidade como
40:01a gente como a gente viu também né é de
40:03de de a perspectiva de ter
40:06eh a construção de uma humanidade
40:08pautada no amor inclusive com
40:11fundamentos hormonais e nesse sentido a
40:14a importância das imagens é ímpar né
40:16você vê o filme é muito diferente né
40:18gente conversar é uma coisa mas você vê
40:19as imagens né é muito gritante né sim eh
40:23alguém mais tem alguma pergunta
40:27eu sou servo social da US e eu queria
40:31saber quando é que se inicia como se
40:33inicia esse movimento de humanização
40:35aqui no Estado do Ceará em Fortaleza né
40:38E como é que tem se organizado os grupos
40:40que debatem sobre essa humanização né
40:42porque a gente percebe que existem n
40:43desafios né E aí como é que se organizam
40:46esses grupos aqui em
40:48Fortaleza Que
40:52ótimo bom Fortaleza tem uma história de
40:55humanização a gente tem uma figura bem
40:58conhecida um um médico que fez um
41:01trabalho Fantástico que DR DR Galba eh
41:06foi uma figura que fez muita coisa
41:08bacana na Maternidade Escola né e nessa
41:13época eh teve uma primeira conferência
41:18onde foi onde foi discutida essa essa
41:21questão do parto né E aí depois foi
41:24publicada uma carta que foi em 2000
41:26Carlinha a gente naquele dia falou sobre
41:28a data né é o movimento do Dr Galba na
41:31matern Dr Galba Araújo ele hoje é nome
41:34de Prêmio do Ministério da Saúde a
41:35referência internacional dentro do
41:37movimento de humanização né Eh ele é
41:40considerado pelo Rick Jones por exemplo
41:42aquele aquele obstetra que aparece no
41:44filme Um dos três principais nomes do
41:46movimento de transformação da
41:48assistência ao parto na América Latina
41:51né então ele fez todo o movimento na
41:53década no final da década de 70 início
41:55da década de 80 nesse sentido de dar
41:59mais liberdade para as mulheres né de
42:02possibilitar as mulheres
42:04parirem não tem que parir deitada tem
42:06que parir na posição que quiser vamos
42:07vamos propiciar favorecer o parto
42:09verticalizado né então ele fez todo um
42:11movimento de também eh fazer uma conexão
42:14com as parteiras tradicionais né de dar
42:17uma formação pras parteiras e fazer uma
42:19parceria com elas nessa relação com a
42:22instituição hospitalar e infelizmente
42:25ele faleceu antes dessa
42:27de 1985 que
42:30a citou n ele estava participando da
42:33organização dessa conferência e faleceu
42:36um pouco antesa acontecer mas a
42:38conferência foi importantíssima e lanou
42:41bases de de orientações para assistência
42:44ao parto que são referência até hoje n
42:4815 anos depois no ano 2000 houve uma
42:50outra conferência esss profissionais do
42:53filme estavam aquies n
42:59e foi nessa conferência que foi escrita
43:01a carta de Fortaleza foi em 2000 né foi
43:04em 2000 Gal foi foi fundador também na
43:07meac né na Maternidade Escola acredito
43:11ele era diretor da meac eu não sei se
43:12ele F como história
43:16Funda bom E aí
43:19e acho que no ano
43:212000 teve essa essa carta de Fortaleza e
43:26de certa forma eh o que a gente percebeu
43:28é que teve uma uma uma queda um
43:33desaparecimento desse movimento e nessa
43:35nesse ano de 2000 foi mais ou menos um
43:37período onde o Brasil ele fez uma
43:40parceria com a jaica uma agência
43:42internacional do Japão e alguns
43:45profissionais tiveram a possibilidade de
43:48trocar a experiência então alguns
43:50profissionais aqui que trabalham nos
43:52hospitais aqui principalmente
43:53Maternidade Escola e Gonzaguinha de
43:55Messejana eh puderam ter essa vivência
43:58lá no Japão então e profissionais que
44:01trouxeram boas experiências Inclusive a
44:04professor zoua que é uma enfermeira que
44:07participou bastante desse movimento
44:08também com com o Dr Galba né foi teve a
44:11possibilidade de conhecê-lo conhecer o
44:13trabalho dele de perto então no ano 2000
44:15foi o período onde teve essa essa troca
44:17de experiência com o pessoal do Japão E
44:19aí eu lembro que o primeiro curso de par
44:21mizado que eu fiz foi no ano 2000 com
44:23duas pessoas que também tem essa
44:25proposta de trabalho uhum que eh que
44:28estão envolvidas de certa forma
44:30profissionais do Gonzaguinha de
44:33Messejana e eh mesmo com todo esse
44:37histórico o que a gente observava é que
44:39Fortaleza
44:41eh não tinha um movimento muito
44:44favorável para que isso dese
44:46continuidade para que isso se
44:47fortalecesse né até que esse primeiro
44:50grupo de apoio que surgiu em 2009
44:53eh a a a a história que a gente conhece
44:57se é essa que eu tô contando né se se
44:59houve um se teve um outro grupo a gente
45:02desconhece mas até onde a gente sabe
45:05esse grupo que hoje eu ainda tô
45:07coordenando junto com as meninas que foi
45:09o grupo do ista foi o primeiro grupo
45:11voluntário de de apoio ao parto que
45:14surgiu em Fortaleza que foi em abril de
45:152009 o ista ele é um movimento Nacional
45:18nessa época a gente já via um
45:20fortalecimento Nacional né todos esses
45:24profissionais aí participaram dessa
45:25história Ana que começou como doula E
45:28hoje é obstetriz melania Amim que é uma
45:30obstetra eh de que tem um trabalho bem
45:33legal em Campina Grande não sei acho que
45:35ela ainda tá fazendo os os plantões
45:37voluntários né eh e aí eh foi foi uma
45:42história que devagarinho foi foi
45:44chegando aqui no nordeste foi chegando
45:46aqui em Fortaleza E aí desde 2009 a
45:49gente começou a perceber que a
45:51informação foi chegando mulheres foram
45:54tendo acesso à informação
45:57puderam ser acompanhadas por dolas nesse
46:00período conseguiram ter seus partos
46:02normais voltaram para para contar suas
46:04histórias e esse movimento de dar Os
46:06relatos fortalece outras mulheres e aí
46:08foi um número que foi aumentando né E aí
46:12ano passado outros grupos surgiram
46:15eh também de grupos de apoio Então hoje
46:20a gente tem outro existem outros grupos
46:22na cidade que fazem esse tipo de de
46:25trabalho normalmente essas Eh esses
46:28grupos eles são grupos gratuitos que
46:31trabalham com a proposta da humanização
46:32tem a roda mautic que que é também uma
46:35roda gratuita que acontece uma vez por
46:37mês e o ista que permanece ainda
46:40acontecendo na nossa cidade então são
46:43dois grupos que eh que consideram essa
46:46proposta da humanização que aí pautam a
46:49sua as suas informações baseadas em
46:52evidências né trazem estudos
46:55eh trazem a referência da Organização
46:57Mundial da
46:59Saúde e aí é um trabalho que na verdade
47:02é uma continuidade disso que foi
47:04proposto no filme é algo que está sendo
47:09proposto aqui na na nossa cidade E aí
47:12agora bem quentinho do de de semanas
47:16atrás a gente iniciou um movimento
47:18eh que tem eu vejo que tem um grande
47:21potencial a gente começou a formar e uma
47:24rede de profissionais
47:26que atuam na Perspectiva da humanização
47:30do ciclo gravídico puerperal porque a
47:32gente entende que o parto ele tá ele não
47:35tá aí sozinho né a gente a gente precisa
47:37cuidar desde a gestação até o o
47:40puerpério que pode durar Alguns alguns
47:44anos né se a gente pensar na Perspectiva
47:46da da singularidade daquela mulher e a
47:50gente iniciou essa articulação tivemos
47:52um encontro Que por sinal foi sediado
47:54aqui na Uni foi né A unió tá entrando em
47:57vários né vários momentos aqui na nossa
48:01na nossa conversa e e a gente tá se
48:04articulando né esses profissionais estão
48:06se articulando a intenção é a gente
48:10eh aprofundar refletir sobre o nosso
48:13trabalho aprofundar nosso trabalho e
48:14buscar mais coerência com a perspectiva
48:16da humanização né é um movimento bem de
48:18autocrítica mesmo esses profissionais
48:20que que estão trabalhando nessa
48:22perspectiva olharem para si mesmos e
48:24poderem se apoiar para se fortalecerem e
48:27e fazerem autocrítica se auto avaliarem
48:29e perceberem o que que eles precisam
48:31melhorar que que eles podem eh ser mais
48:33consistentes né e e a ideia é que essa
48:37rede cresça né ela está aberta para para
48:40quem quiser fazer parte e a gente vai
48:43ter um próximo encontro no dia 13 de
48:45agosto quem tiver interessado é só falar
48:46com a gente que a gente passa direitinho
48:48as informações de lugar e horário e tudo
48:52e e eu vejo que é um momento bem bem eh
48:56cheio de potencial mesmo né em que as
48:59pessoas estão se abrindo eh como em
49:01qualquer em qualquer movimento humano eh
49:05começam a existir conflitos né começam a
49:07existir discordâncias e de maneira
49:10nenhuma Isso é um problema ao contrário
49:11o problema é se a se se a as as as as
49:14partes discordantes não conversam se a
49:16gente produz diálogo a tendência é que
49:19todos todos cresçam com esses conflitos
49:21né então A ideia é essa que a gente
49:23traga o o máximo de profissionais
49:26possíveis para dialogar e para construir
49:28junto esse movimento de humanização
49:30Maravilha eh eu queria agradecer muito
49:34tem que interromper o papo em alguma
49:39hora envolvendo
49:41eh acaba que sugestão mear com pergunta
49:45e tal né eu tô grávido de gêmeos acho
49:47que eu mandei um monte de meil para
49:48vocês
49:50né Como é teu nome
49:52Poliana Eu vi o e-mail seu eu acho que
49:55eu respondi o e-mail seu curso Pois é
49:57então assim eu acho que nesse momento eu
50:00também sou profissional de saúde e acaba
50:03que se não mudar o que eu me senti eu
50:05como profissional de saúde eu me senti
50:07só porque quando você sei comigo Fi
50:10assim né quando a gente fica
50:12gravo só tem perguntas mas nada de ajuda
50:15né Só Pergunta assim tá ficando sem Man
50:18tá mexendo tá não sei o que tá isso tá
50:20aquilo né e eui meu Deus do seu vou ter
50:23que procurar alguém para me ajudar aí eu
50:25fiquei curso para gestante em Fortaleza
50:28e fiquei mandando e-mail para um monte
50:30de gente até que isso surge de vocês
50:32então se não for um trabalho assim bem
50:34ardo principalmente para chegar no
50:37universo que as grávidas vão que é a
50:39clínica né que é onde a gente fica que é
50:43a gente vai mais né fica muito só e
50:45acaba que não chegando até o final de
50:47querer um parto normal uhum né porque
50:50acaba que muda muito a a consciência e
50:55se não for bem planejado para ter no
50:58final parto normal né um parto
51:00humanizado aí na hora não tem porque não
51:03foi preparado uhum né E se vocês já já
51:08fizeram de de
51:10gemelar já acompanharam né de gemel
51:15nossa equipe já acanhou já a gente
51:17já parto já acompanhou o parto de gêmeos
51:21e é super possível né não é uma
51:24indicação real de cesariano como se
51:27coloca amplamente aí realmente não é
51:30gêmeos não é uma indicação de cesariana
51:33alguns profissionais assim já são poucos
51:35que acompanham o parque normal de gêmeos
51:37né E aí tem algumas restrições de alguns
51:40profissionais o primeiro bebê tem que
51:42estar de cabeça para baixo porque se o
51:43primeiro tiver sentado já não é possível
51:46né mas é sim é possível um Um Parto de
51:49gêmeos parto normal parto humanizado de
51:52gêmeos é possível sim parto respeitoso
51:54né
51:57a gravidez é uma doç eu dis para ela
51:59quando eu vi eu disse assim ah eu tava
52:01doida para conhecer vocês porque eu acho
52:03que principalmente quem quem faz parte
52:06desse dessas instituições tem que ser
52:08tipo o médico por exemplo eu falo com o
52:10meu médico quando ele viaja agora ele tá
52:11viajando né aí eu fico sonhando que eu
52:13vou pegar ele do
52:16aeroporto essas coisas né eu pudesse eu
52:18tava ligado tanto que o para ele a gente
52:21conversa e tudo então tem que ter a
52:23gente né É por isso que vocês né tem que
52:26ser assim junto com a gente né porque a
52:28gente eu então se puder a ficar colado
52:31em
52:32você mas pana é é um pouco isso que é
52:37daí que parte a nossa atuação né isso
52:41que você isso isso eu tava procurando né
52:43isso que você falou de a gente chegar às
52:45clínicas é muito delicado porque eh
52:49muitas vezes quando a gente entra no
52:51movimento na empolgação de mostrar isso
52:53tudo pras pessoas a gente acabou de
52:55descobrir um novo o mundo então a gente
52:57quer dizer a gente quer contar e muitas
52:59vezes a gente acaba sem querer invadindo
53:01aquelas pessoas e elas começam a criar
53:03assim um um barreira uma barreira não
53:06não quero nem ouvir falar desse negócio
53:07de humanização né então a gente começa a
53:10entender com a maturidade né que a gente
53:12precisa que as pessoas precisam ter o
53:14interesse elas precisam buscar E à
53:17medida que elas buscam aí a gente
53:18oferece tudo que a gente tem né mas é é
53:21muito delicado a gente a gente fazer
53:25esse movimento porque pode ser invasivo
53:28entende Uhum mas estamos aqui estamos à
53:31disposição seja
53:33bem-vinda a gente vai se encontrar
53:36compado aa eu queria só finalizar
53:39rapidamente aqui para os profissionais
53:41um convite pra participação da rede
53:43humaniza né que é essa rede Que A Gente
53:45Tá formando Então quem tiver interesse
53:48pode entrar em contato com a
53:52gente e é posso posso passar contato por
53:57por e-mail o nosso e-mail é mãe docorpo
54:00@gmail.com e para gestantes também e tem
54:04também um evento do Facebook rede
54:07humaniza ce né é humaniza ce de Ceará
54:12humaniza humaniza né que que pode entrar
54:15em contato com a gente através do
54:16Facebook também é e o outro convite é
54:19para mães gestantes e famílias para
54:21participar do movimento materno que é um
54:23evento também que a gente faz lá na mãe
54:25do corpo uma vez por mês e aí é um
54:28evento que a mãe do corpo abre as portas
54:30mostra o seu espaço mostra sua equipe
54:33mostra seu trabalho e aí a gente tem
54:35atividades lúdicas e aí dia 15 a gente
54:38tá com programação já bem bacana E aí
54:41também tem um evento no Facebook a gente
54:43também tem uma página no Facebook Mãe do
54:45Corpo e lá a gente tem muita
54:48informação e tem o a nossa
54:51programação um monte de menino correndo
54:53pelo corredor música boa e duas mães
54:57conversando ali um cafezinho é gostoso o
54:59espaço é acolhedor é isso Maravilha
55:02gente obrigado demais pela
55:04disponibilidade Obrigado a todos boa
55:07hora para quem e até a próxima Obrigada
55:11Espero que tenham gostado do debate Se
55:13quiserem participar do nosso programa as
55:16gravações acontecem todas as
55:18quintas-feiras a partir de 1:30 da tarde
55:21na sala a da videoteca da Unifor a gente
55:24se encontra na próxima sessão até mais
55:26Life
55:27[Música]