Full transcript
0:00Imagina uma pessoa que conseguiu juntar
0:02R$ 6.000. Não foi de uma vez. Ela foi
0:05guardando um pouco mês após mês. Chegou
0:07em seis, depois em sete, depois em oito
0:10e aí veio o seguro do carro, caiu para
0:12sete, algum tempo depois conseguiu
0:14voltar para oito. Daí apareceu uma
0:16manutenção, depois dentista, mais pra
0:18frente veio IPVA, teve uma viagem que já
0:21estava planejada, uma compra maior
0:23dentro de casa e quando ela percebe está
0:25de novo com 5 ou R$ 6.000. Aí recomeça,
0:28junta durante alguns meses, chega perto
0:30dos oito, às vezes encosta nos 10 e
0:33acontece alguma coisa de novo. Isso aí é
0:35curioso porque olhando de fora parece
0:38que essa pessoa tem dificuldade para
0:39guardar dinheiro. Mas talvez não seja
0:42exatamente esse o problema, porque ela
0:44guarda. O dinheiro entra no patrimônio.
0:46O problema é que ele nunca cria um piso.
0:48O saldo só abrir de cinco para seis, de
0:50seis para oito, depois volta para seis.
0:52Aí sobe de novo, depois volta. É quase
0:55como se ela estivesse construindo o
0:57mesmo pedaço do patrimônio várias vezes.
0:59E se você está há bastante tempo nessa
1:01faixa de menos de 10.000 guardados, eu
1:04acho que vale você observar isso antes
1:06de simplesmente concluir que você
1:08precisa economizar mais, porque
1:10economizar mais pode até te ajudar, só
1:12que se a estrutura continuar igual, você
1:14pode simplesmente chegar mais rápido nos
1:168.000 antes de voltar pro cinco. Então,
1:19se eu tivesse hoje menos de R$ 10.000 R$
1:211.000 guardados. Eu não passaria os
1:23próximos 12 meses tentando descobrir o
1:25investimento perfeito. Também não faria
1:27um desafio maluco de cortar tudo que eu
1:29gosto por um ano. Eu faria um negócio
1:31bem mais específico. Eu tentaria
1:33construir durante 12 meses uma estrutura
1:36em que cada novo degrau financeiro
1:38conquistado ficasse mais difícil de
1:41perder. E o primeiro mês começaria de um
1:43jeito meio estranho. Antes de tentar
1:45guardar mais dinheiro, eu descobriria
1:47quanto do dinheiro que eu já tenho está
1:49apenas fingindo o ser patrimônio. Vota
1:51para aquela pessoa com R$ 6.000. Na
1:53cabeça dela, ela tem 6.000 guardados. Só
1:56que nos próximos meses já existem
1:58algumas coisas vindo na direção desse
2:00dinheiro. Uma consulta que ela costuma
2:02fazer, talvez uma renovação anual,
2:04alguma manutenção da casa. Não sabemos
2:07exatamente o dia que isso vai acontecer,
2:09mas boa parte disso não é surpresa
2:11nenhuma. O IPVA não surge do mato, você
2:13sabe que aquilo existe. A manutenção do
2:16seu carro ou de qualquer outra coisa
2:18pode variar, claro, talvez custe mais,
2:20talvez custe menos, mas você sabe que as
2:23coisas da sua vida vai exigir dinheiro
2:25em algum momento. Então, olha o que pode
2:28estar acontecendo. A pessoa vê 6.000 na
2:30conta, só que talvez R$ 15.500 ou R$
2:322.000 já tem o nome. Eles só ainda não
2:35saíram. Isso muda bastante a forma de
2:37você olhar para o saldo. Porque se esses
2:392.000 forem usados daqui a 3s meses para
2:42pagar despesas que já eram razoavelmente
2:44previsíveis, não aconteceu exatamente
2:47uma emergência. A pessoa não perdeu
2:48patrimônio por azar. Parte daquele
2:51dinheiro nunca esteve realmente livre.
2:53Ela só colocou duas coisas diferentes no
2:55mesmo pote. E aí eu faria a primeira
2:57mudança no plano. Durante o primeiro
2:59mês, eu pegaria os gastos grandes e
3:01irregulares do último ano. Não precisa
3:04transformar sua vida numa auditoria da
3:06Receita Federal. É apenas olhar o
3:08extrato, cartão, lembrar das coisas
3:10maiores e separar o que provavelmente
3:12vai acontecer de novo. Se você gastou
3:14R$.200 R$ 200 com determinada despesa
3:16anual, por exemplo, aquilo representa R$
3:18100 por mês. Você não percebe R$ 100
3:21saindo todo mês, você percebe R$ 1.200
3:24explodindo num mês específico. É por
3:26isso que essa despesa parece destruir o
3:28seu progresso, mas agora muda a
3:30estrutura. Em vez de você guardar, por
3:32exemplo, R$ 500 e considerar os 500
3:35patrimônio, talvez você perceba que R$
3:37100 precisam ir para essas despesas
3:40futuras e 400 realmente pode construir
3:43patrimônio. Parece pior no começo,
3:45porque seu número guardado vai diminuir,
3:47mas agora o número começa a dizer a
3:49verdade. E isso é muito mais útil do que
3:51olhar pros R$ 8.000 que vão virar cinco
3:54assim que o calendário cobrar a conta.
3:55Então, no primeiro mês, você pode criar
3:57dois destinos. Um dinheiro para coisas
4:00previsíveis que não acontece todo mês e
4:02outro dinheiro que realmente representa
4:04patrimônio. O primeiro existe para ser
4:06gasto, o segundo existe para criar seu
4:08piso.
4:10Feito isso, aparece o segundo problema,
4:13porque não adianta organizar o dinheiro
4:14que você já tem e continuar criando
4:16novas obrigações para os meses
4:18seguintes. Então, você precisa colocar
4:21uma regra que vai valer pelos 12 meses
4:23inteiros. Durante esse período, você
4:25precisa criar o máximo de objeções
4:28possíveis quando pensar em ter uma nova
4:30parcela. E presta atenção, porque isso é
4:32diferente de virar uma pessoa que não
4:34compra nada. Por exemplo, vamos dizer
4:36que uma pessoa quer trocar de celular,
4:38ela juntou o dinheiro destinado ao
4:40consumo, compra o aparelho à vista e
4:42acabou. Eu não estou dizendo que é a
4:44melhor compra do mundo, mas
4:45financeiramente aconteceu uma coisa
4:47pontual. Agora imagina outra situação.
4:50Ela compra alguma coisa que coloca R$
4:52250 por mês no orçamento durante um ano.
4:55A impressão é que ela gastou R$ 250. Só
4:58que não. Ela acabou de reservar R$ 250
5:01de vários salários que nem recebeu
5:03ainda. O dinheiro de outubro já ganhou
5:05uma obrigação. O de novembro também, o
5:07de dezembro também, janeiro, fevereiro e
5:10assim por diante. Para uma pessoa com R$
5:12300.000 R$ 1.000 investidos. Talvez isso
5:14seja só uma decisão de consumo. Mas para
5:16quem tá tentando chegar nos 10.000, pode
5:19representar boa parte da capacidade
5:21mensal de acumular. Se essa pessoa
5:23normalmente consegue guardar R$ 300 e
5:25cria uma nova obrigação de R$ 250,
5:27praticamente matou o processo. E o mais
5:29perigoso é que isso não aparece como uma
5:31grande compra. A parcela parece pequena,
5:34o streaming parece pequeno, o plano mais
5:36caro parece pequeno, a assinatura, o
5:38financiamento, o problema é quando
5:41várias decisões pequenas começam a
5:43ocupar o dinheiro antes mesmo do mês
5:45começar. Então, minha regra nesse ano
5:47seria simples. Uma compra pontual pode
5:50ser analisada como compra. Uma nova
5:52despesa mensal precisa passar por um
5:54filtro muito mais pesado, porque ela não
5:56consome apenas dinheiro, ela consome
5:59espaço dos próximos meses. E aqui já
6:01começa a surgir uma diferença
6:02importante. Você não precisa passar 12
6:05meses perseguindo gastos de R$ 5, mas
6:07você precisa proteger parte do seu
6:10orçamento que ainda está livre. Agora,
6:12beleza, separei as despesas previsíveis
6:15e parei de criar novas obrigações com
6:16facilidade. E agora? Bom, agora você
6:19precisa decidir quanto você vai guardar,
6:22porque guardar o que sobra parece uma
6:24estratégia até chegar no fim do mês e
6:26você descobrir que por algum motivo
6:28misterioso não sobrou absolutamente
6:30nada. Então, ainda no primeiro mês, você
6:33precisa escolher um aporte mínimo. Vamos
6:35continuar com a mesma pessoa. Ela
6:37percebe que numa situação normal
6:39consegue colocar R$ 300 por mês no
6:41patrimônio. Então, R$ 300 é o mínimo,
6:44não a meta máxima, é o valor que passa a
6:46fazer parte da estrutura dela. Essa
6:48diferença é muito importante. Se ela
6:50tiver um mês excelente e guardar 700,
6:52ótimo, mas isso não significa que no
6:54próximo mês ela volta com 100 só porque
6:56já compensou antes. Os 300 continuam
6:59sendo o padrão. Se acontecer alguma
7:01coisa realmente fora do normal, claro
7:03que a realidade manda. Afinal, não faz
7:05sentido você deixar sua conta atrasada
7:08para proteger uma regra inventada num
7:10vídeo do YouTube, mas em condições
7:12normais, aqueles R$ 300 deixam de ser
7:15uma decisão nova que precisa ser tomada
7:17todo mês. E a partir daqui, eu faria uma
7:19coisa que para mim é a parte mais
7:21interessante desse plano. Eu tentaria
7:23fazer esse aporte funcionar como uma
7:25catraca. Ele pode subir, mas eu não
7:27deixarei ele cair com facilidade toda
7:29vez que a minha vida melhorasse.
7:31Começamos em 300. O objetivo não é
7:33chegar imediatamente em 1000, 100 ou
7:35qualquer número bonito. O objetivo é
7:37encontrar momentos durante o ano que
7:40existe espaço para transformar 300 em
7:42350, depois 400, depois 480, 550 e por
7:48aí vai.
7:49Agora, de onde saem esses aumentos? Bom,
7:52a primeira fonte é uma coisa que já
7:53acontece na vida de muita gente e
7:55simplesmente desaparece. Imagina que a
7:57nossa pessoa tinha uma parcela de 180,
8:00ela pagou durante 10 meses, chega o
8:02último boleto, paga e acabou. Daí o que
8:05acontece no mês seguinte, na maioria das
8:07vezes, absolutamente nada. Aqueles R$
8:09180 simplesmente voltam para a conta
8:12corrente e são absorvidos pela vida. Um
8:14pouco vai para o mercado, outro pouco
8:16para um pedido de comida, talvez alguma
8:18compra. No fim do mês, ninguém consegue
8:20apontar onde exatamente aqueles R$ 180
8:23foram parar. Isso é muito estranho,
8:25porque durante 10 meses a pessoa provou
8:27que conseguia viver sem esse dinheiro.
8:30Ele já saía da conta, ela já não contava
8:32com ele. Então, no mês em que a parcela
8:35termina, existe uma oportunidade
8:37perfeita de aumentar patrimônio sem
8:39precisar piorar sua vida. Se o aporte
8:41era 300, agora vai para 480. Não porque
8:45a pessoa fez um novo sacrifício, mas
8:47porque um dinheiro que já estava
8:48comprometido ganhou o outro destino.
8:51Essa seria uma regra fixa do ano. Toda
8:53despesa recorrente que morrer deixa uma
8:56herança para o patrimônio. Terminou uma
8:58parcela de 180, o aporte erda 180.
9:01Cancelou um serviço de 70 que percebeu
9:03que não usa, o aporte da 70. Terminou de
9:05pagar alguma coisa, o dinheiro não volta
9:07a ficar disponível para você usar. Ele
9:09apenas troca de endereço. Isso resolve
9:11um problema que eu vejo em praticamente
9:13todo o conselho de Economize Mais,
9:16porque normalmente a estratégia exige
9:18que você acorde motivado todo mês e tome
9:21novamente a decisão de gastar menos.
9:23Nessa regra não, você aproveita momentos
9:26em que o espaço financeiro aparece
9:28naturalmente. Não precisa cortar sua
9:29vida indefinidamente, mas precisa
9:31impedir que toda folga recém-criada seja
9:34imediatamente ocupada por outra coisa.
9:37Agora, existe outra forma desse espaço
9:39aparecer. A sua renda provavelmente vai
9:41subir com tempo. E aqui eu também
9:43criaria uma regra definida antes de o
9:46dinheiro aparecer. Voltamos à pessoa.
9:48Imagina que ela recebe um aumento de R$
9:49600. O conselho genérico seria: "Não
9:52aumente o seu padrão de vida". Isso
9:54também não faz muito sentido, porque se
9:56a sua renda cresce, é completamente
9:58razoável que uma parte da sua vida
10:00melhore. Você trabalha, ganha mais e
10:02agora está proibido de usar qualquer
10:04diferença para viver melhor? Não, isso
10:06tá errado, porque também não precisa
10:08virar uma competição para ver quem morre
10:10com maior extrato bancário. O problema é
10:12deixar o padrão de vida ficar com tudo.
10:15Daí você tá lascado, então você precisa
10:17decidir previamente uma divisão. Por
10:19exemplo, metade de todo aumento que você
10:21receber permanente vá automaticamente
10:24para o seu aporte. Ou pode ser 40% ou
10:2760%. Isso depende bastante da sua
10:29realidade, mas tome uma decisão antes de
10:31acontecer, porque R$ 600 extras ainda no
10:34papel parecem dinheiro demais, mas
10:37depois que eles aparecem na sua conta
10:39misteriosamente surgem R$ 600 de coisas
10:42que agora pareciam indispensáveis.
10:44Então, se o salário subir 600 e a regra
10:46for metade, o oporte aumenta para 300.
10:49Então a pessoa dando esse exemplo, ela
10:50sai de 300 para R$ 480 que foi a parcela
10:54que acabou, mais R$ 70, que foi o
10:56serviço que ela cancelou, mais R$ 300,
10:59que foi o aumento que ela recebeu na
11:00renda. E com isso, ela consegue aportar
11:03R$ 850 por mês. E a pessoa ainda ficou
11:06com os 300 por mês para usar na própria
11:08vida.
11:09Só que salário também não é o único
11:11dinheiro que aparece durante o ano.
11:13Talvez venha 13º, restituição, bônus, um
11:17freelancer. venda de alguma coisa usada,
11:20alguma comissão e esse dinheiro ele
11:22merece uma regra um pouco diferente,
11:24porque ele não vai se repetir
11:25necessariamente no próximo mês. Então,
11:27se você ganha R$ 2.000 extras uma vez e
11:30cria uma despesa mensal nova com base
11:32nisso, já começou errado. Por isso, você
11:35precisa tratar dinheiro extraordinário
11:37como oportunidade de pular etapa. Por
11:40exemplo, você pode olhar para aquele
11:41dinheiro de gastos previsíveis que a
11:43gente separou no começo. E se tiver
11:45alguma coisa ali para despesas que já
11:47sabemos que vão chegar, você completa.
11:49Depois disso, uma parte importante do
11:52restante vai direto para o seu
11:53patrimônio. Vamos dizer que a nossa
11:55pessoa, que agora está aportando R$ 850
11:58por mês, recebe R$ 2.000 extras. 2.000
12:01representa um pouco mais de 2 meses de
12:04aportes numa atacada. É muita coisa para
12:06tratar como se fosse apenas um mês mais
12:08gordo. Claro, não significa que ela não
12:10pode usar nada. O ponto aqui é você
12:12entender que uma renda extraordinária
12:15consegue fazer uma coisa que o salário
12:16normal não faz. Ele consegue comprimir
12:19tempo. Você pode avançar em um dia, o
12:21que levaria meses para conseguir. Para
12:23quem tem pouco patrimônio, isso pesa
12:26muito. Agora eu quero falar de outra
12:28coisa. O título desse vídeo fala para
12:30quem tem menos de R$ 10.000 guardados.
12:32Porém, R$ 10.000 R$ 1.000, ele não pode
12:34ser tratado como uma meta financeira,
12:36porque o valor desse patrimônio é
12:39diferente para cada pessoa. Por exemplo,
12:41uma pessoa que gasta 2.000 no mês, R$
12:4310.000 pode ter muito valor, mas para
12:46quem gasta 6.000 no mês, tem outro valor
12:48completamente diferente. Então, eu acho
12:50melhor você focar em uma meta mais
12:52específica para você. Por exemplo,
12:54construir um mês de vida realmente
12:56protegido. Depois dois meses, depois
12:59três. Se nesse caminho o saldo passa de
13:0110.000, 1000. Ótimo. Agora os 10.000 t
13:03uma função. Eles não são apenas um
13:05número bonito que aparece no aplicativo
13:07durante algumas semanas. Esse é o
13:09momento em que você começa a sentir que
13:11o patrimônio criou um chão. E só depois
13:13de tudo isso que eu falei, de você
13:15entender a função de cada parte do seu
13:17dinheiro, você gasta pensando em onde
13:20investir, porque normalmente acontece o
13:23contrário. A pessoa tem R$ 6.000 e a
13:25primeira pergunta é: qual investimento
13:27rende mais? Ainda nem sabemos para que
13:29aqueles 6.000 serve. Tem dinheiro ali
13:31que talvez seja usado daqui a 4 meses.
13:34Tem uma parte que precisa ficar
13:35disponível para imprevistos. Tem outra
13:38construindo proteção para alguns meses
13:39de vida. Então, nesse estágio, eu
13:42manteria tudo relativamente simples.
13:44Dinheiro de curto prazo e proteção
13:46precisa de segurança e liquidez. Pode
13:48ser um CDB com liquidez imediata, pode
13:50ser um tesouro selic, dependendo da
13:52finalidade e da forma como você
13:54organiza. Você não precisa ficar
13:56montando uma carteira com oito produtos
13:58para tentar arrancar mais alguns pontos
14:00de rentabilidade de um patrimônio de R$
14:026.000. Porque pensa na escala, se você
14:05consegue aumentar seu aporte mensal de
14:07R$ 300 para R$ 700, você adicionou R$
14:09400 por mês a sua capacidade de
14:11acumulação. Isso dá milhares de reais
14:13num ano. Agora compara isso com passar
14:15horas tentando fazer R$ 6.000. renderem
14:18uma diferença pequena. Mas nesse
14:20estágio, a organização do fluxo consegue
14:23pesar muito mais do que a sofisticação
14:25do investimento. Daí, mais paraa frente
14:27a discussão muda. Com patrimônio maior,
14:29o retorno começa a carregar mais peso.
14:32Mas com menos de 10.000, você precisa
14:34concentrar sua energia em fazer o
14:36dinheiro entrar de forma mais
14:37consistente e sair menos por motivos
14:40previsíveis.
14:42E para saber se o seu plano está
14:44funcionando, você não precisa ficar
14:46acompanhando o seu patrimônio todo dia.
14:48A minha recomendação é você fazer em
14:50três checkpoints, no mês 3, no mês 6 e
14:53no mês 9. E daí você se faz uma
14:55pergunta: "Meu aporte mínimo está maior
14:58do que há três meses atrás? Se começou
15:00em 300 e agora está em 480, ótimo, a
15:04máquina ficou melhor. Agora, se estava
15:06em 300 no começo e continua em 300, 9
15:09meses depois, eu tentarei entender o
15:11porquê. Alguma parcela terminou nesse
15:13período, alguma despesa recorrente
15:15desapareceu? Houve algum aumento
15:17permanente de renda? Talvez a resposta
15:19seja não. Talvez realmente não tenha
15:21mudado nada. Tudo bem, não precisa
15:23inventar progresso. A pergunta serve
15:25para descobrir se alguma melhora
15:27apareceu e foi embora sem deixar nada
15:29para o seu patrimônio. É uma auditoria
15:31da catraca. Ela girou? Se girou, beleza.
15:34Se não girou, onde o espaço foi parar? E
15:36aí chegamos ao mês 12. A pessoa do nosso
15:39exemplo começou o ano com R$ 6.000, R$
15:411.000, R$ 300 de aporte mensal, despesas
15:44futuras misturadas no patrimônio.
15:46Qualquer conta maior fazia o saldo cair
15:48e pouca coisa impedia uma nova parcela
15:51de ocupar o orçamento. Agora imagine que
15:53no final do ano ela tenha R$ 13.000. É
15:56um ótimo avanço, né? Mas isso nem é a
15:58parte mais importante, porque agora ela
16:00tem 13.000 de patrimônio e também uns 2
16:03ou 3.000 para aquelas despesas que ela
16:05já sabe que vão acontecer. Além disso, o
16:08aporte que começou em R$ 300, agora está
16:10em R$ 850. Aí a diferença ficou muito
16:13maior do que R$ 7.000. No começo, para
16:16adicionar R$ 1.000 ao patrimônio com
16:17aporte de 300, eram necessários mais de
16:203 meses. Com 850, pouco mais de um. E
16:24quando vier uma despesa que já era
16:26esperada, ela não necessariamente vai
16:28jogar o saldo de volta para trás. Então,
16:30essa pessoa terminou o ano com mais
16:32patrimônio, ótimo. Mas também terminou
16:34com um sistema que produz patrimônio
16:36mais rápido e que destrói com menos
16:38frequência. Para mim, esse seria o
16:40verdadeiro objetivo, porque você pode
16:42sair de seis para 10.000 uma vez. Legal.
16:45Só que se três meses depois voltou para
16:47seis, ainda está preso praticamente no
16:49mesmo intervalo. O que você precisa
16:51tentar nesses 12 meses é sair desse
16:53intervalo, criar um novo piso. Primeiro,
16:565.000 deixam de ser o lugar onde você
16:58sempre volta. depois seis, depois sete e
17:00conforme as despesas previsíveis deixam
17:03de competir com o seu patrimônio, cada
17:05degrau fica mais resistente. E é aí que
17:07os 10.000 deixam de ser apenas uma meta
17:10psicológica e eles passam a ser a
17:12consequência de uma estrutura diferente.
17:14Então, se eu tivesse menos de R$ 10.000
17:16R guardados hoje, eu passaria os
17:18próximos 12 meses construindo essa
17:20catraca, não tentando fazer um mês
17:22perfeito, mas fazendo com que cada
17:24melhora financeira deixasse alguma coisa
17:27permanente para o mês seguinte, porque
17:29aí no fim do ano seu patrimônio não vai
17:31estar apenas maior, ele fica mais
17:33difícil de cair e mais fácil de crescer.
17:35É quando você finalmente para de juntar
17:38os mesmos 5, 6, 7.000 várias vezes e
17:41começa a construir em cima do que já
17:43conquistou. Bom, espero que tenham
17:45gostado do vídeo. Para quem ficou até
17:47aqui, comente bolo de chocolate. Meu
17:49nome é Felipe e nos vemos na próxima.