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0:00Olá, estamos aqui com mais um BCT. Eh,
0:03dessa vez recebendo aqui Paulo Duarte,
0:05que é sócio do Stock Forbes Advogados,
0:08né, especialista em direito tributário,
0:11trabalha aí há vários anos no setor para
0:13que a gente possa trocar uma ideia sobre
0:14reforma tributária, né, uma coisa tão
0:16simples, né? O empresariado eh sempre
0:19trata isso de forma tão tão simplista,
0:21né? Na verdade, eu costumo falar que eu
0:24na sei se você sabe, mas eu sou
0:26advogado, né? Então, me formei em
0:27direito, eh, fiz um curso de
0:29especialização MBA em direito
0:31tributário, fiz um MBA também em direito
0:33empresarial, mas na minha carreira como
0:35empresário, o a primeira coisa que eu
0:37sempre avalio quando vou pensar no
0:38modelo de negócio ou no negócio novo é o
0:41regime tributário, né? Então, assim, os
0:43impactos que a gente tem, seja de
0:44impostos diretos ou indiretos, na
0:46estrutura, né, que você vai propor em
0:48termos societárias. Eh, e agora mais
0:50recentemente, né, a gente teve um
0:51processo de crescimento na empresa, eh,
0:53também passamos aí por uma visão de
0:55revisão, né, de estrutura como um todo,
0:57avaliando fundos, avaliando, né, eh,
0:59modelos de negócio, avaliando a
1:01estrutura societária como um todo de
1:03diferentes tipos de empresa, né, SPS,
1:05holdings e etc. E a gente sabe que essa
1:07é uma dor permanente, né? E quando a
1:10gente acha que essa é uma dor que a
1:11gente tá acostumado, a gente vê que
1:13nosso costume passou e a gente tem agora
1:15uma reforma pela frente que vai gerar
1:17uma série de impactos, né, e e de
1:19mudanças importantes para toda a classe
1:21de empresariados, né? Então, Paulo,
1:23muito obrigado por estar conosco. Uma
1:24satisfação recebê-lo aqui e eu queria
1:26que você se apresentasse, falasse um
1:27pouquinho da sua experiência, falar um
1:29pouquinho aí da daquilo que você já
1:30viveu, né, nesse setor aí no na
1:32advocacia do direito tributário. É, que
1:36bom que você fez direito. Eu acho que é
1:38algo que a gente tinha que aprender na
1:40escola. Eu acho que todo mundo que tem
1:42uma formação jurídica, ele consegue
1:45mergulhar e navegar por pelo setor
1:49empresarial, sem dúvida nenhuma. E o
1:52tributário, a gente tem o pior sistema
1:54do
1:55mundo, é o pior disparado. O segundo
1:59pior que é da Bolívia, considerado da
2:01Bolívia, não tem a metade da nossa
2:03complexidade complexidade. Então a gente
2:05já vive no caos, tá? E eu tô nesse caos
2:09há muitos anos. Já vai bater 25 anos que
2:12eu brinco com o direito tributário
2:16brasileiro. Passei um ano, um um tempo
2:18fora do Brasil, foram seis anos em
2:20conjunto, Alemanha, Áustria, onde eu
2:23pude também viver eh além de fazer
2:25mestrado, doutorado, essas coisas,
2:27trabalhar com esse sistema que a gente
2:29tá implementando agora da reforma
2:31tributária. E eu vi esse negócio
2:33funcionando e na época não tinha noção
2:36até que um dia o Brasil pudesse inserir
2:39aqui. É lógico, o Brasil adora dar uma
2:41modificada nas coisas, né? Nada é cop
2:44and paste. O Brasil gosta de jogar um
2:47temperinho brasileiro nas coisas. É
2:49lógico que a gente tá eh modificando
2:52algumas coisas e melhorando em vista do
2:54sistema que tem lá fora, principalmente
2:56o europeu, que é a minha experiência.
2:57Mas a gente também tá piorando outros. A
2:59gente tá trazendo mais complexidade, a
3:01gente tá a gente não tem um um IVA só, a
3:04gente tem dois IVA, fora os outros que
3:06foram criados, né? o IS, esse imposto
3:09agora sobre semielaborados, enfim, a
3:12gente tem uma complexidade maior, mas
3:15mesmo assim, mesmo com essa complexidade
3:18maior, mesmo com mais alíquotas que os
3:20europeus estão acostumados, a gente tá
3:23criando um sistema muito melhor do que a
3:25gente já tem. Só que vai demorar. A
3:28gente tá falando aí de um prazo de
3:30transição que vai até 32, né? Começando
3:33o novo regime mesmo em 33. Até lá é
3:36caos.
3:37Já falei pros meninos que trabalham
3:39comigo. Quem tirou férias tirou. Agora
3:42acabou. Agora é próximas férias só33. É
3:45isso. É exatamente. Exatamente. Talvez
3:48em
3:492028. 28 no primeiro semestre libere a
3:53galera para tirar férias. Porque vamos
3:55dizer que aquela aquele momento da onda
3:58pré-onda que dá aquela baixada para
4:01depois outra onda de novo de 29 a 32.
4:03Tá, mas tá me falando então o seguinte,
4:05hoje nós temos um sistema eh tributário
4:06que todo mundo conhece bem, né, quem tá
4:08nos assistindo aqui, né, a gente tem um
4:10público majoritariamente empresários,
4:11né, profissionais autônomos, né, e acho
4:13que todo mundo sofre da mesma coisa, né?
4:15A gente tem uma carga tributária pesada,
4:17um sistema complexo, cheio de impostos e
4:20contribuições diferentes. E aí o que
4:22você tá falando pra gente é que essa
4:23proposta que está por vir, ela de forma
4:25geral melhora o que nós temos hoje. Sim,
4:28melhora. E eu eu também sou empresário,
4:31então eu sei que o empresário ele morre
4:33de medo de qualquer mudança,
4:34principalmente no Brasil, porque por
4:36mais que a gente esteja no caos, a gente
4:38tá acostumado com o caos e no momento
4:40que a gente muda, é lógico que dá uma
4:43certa insegurança, porque pode piorar.
4:45Não, e a gente tem cabrá, esse é o
4:47ponto, assim, acho que o medo do
4:48empresário é que qualquer mudança, como
4:51lembrança, né, daquilo que a gente já
4:53viveu, qualquer mudança tende a se
4:56pensar que vai ter uma piora em termos
4:57de custo, ou seja, a mudança sempre vai
4:59fazer com que eu pague mais e não que eu
5:01pague menos. Exato. Exato. Ou eu ou o
5:03meu cliente que vai me impactar
5:05economicamente de forma indireta ou
5:06indireta. Exatamente. Você tem você tem
5:09total razão. A questão é que a gente
5:12precisa também mudar um pouquinho a
5:14percepção das coisas. Quando a gente
5:17fala de tributário, se a gente pegar
5:18todas as matérias do direito, o
5:21tributário talvez seja aquela matéria
5:23que mais tem ligação com a
5:27economia. Então, quando a gente fala de
5:29reforma tributária, a gente tá falando
5:30de uma reforma econômica. E a gente tá
5:33falando de uma parte do sistema
5:35tributário que representa metade da
5:37carga
5:39tributária total brasileira. Metade de
5:42tudo que é arrecadado no Brasil,
5:44metade tá sob a batuta dessa reforma
5:47tributária. Então a gente tá mudando a
5:49economia. Aproveitar essa deixa. Então
5:51vamos colocar o que que é então essa
5:53outra metade. Então explica pra gente.
5:54Acho que é o que a gente fala aqui de
5:55postos diretos e postos indiretos. Não é
5:57isso? Exato. Faz uma explicação rápida,
5:59didática, pra gente poder entender aqui
6:01o que que é imposto direto, o que que é
6:02imposto indireto e o que que de fato
6:05está sobre o alvo dessa reforma
6:06tributária aí com a implementação do IV.
6:08Claro, claro. Os tributos indiretos, que
6:10são esses que a gente tá tentando
6:13reformar, são aqueles que um recolhe e o
6:18outro sofre o ônus econômico. Então são
6:22duas pessoas. Eu quando eu vendo uma
6:24mercadoria, eu
6:26supermercado, eu estou eu sou
6:29contribuinte, eh, que a gente chama no
6:31direito de de direito. Eu sou
6:34responsável por, por aquele recolhimento
6:36e eu sou responsável por entregar pro
6:38fisco. Agora, quem sofre o ônus, quem
6:41tem que tirar o dinheiro do bolso e
6:43suportar aquele tributo é o consumidor,
6:46o cara que tá frente, que a gente chama
6:48de contribuinte de fato. Então são duas
6:51figuras distintas, por isso que a gente
6:52chama de indireto. É indireto, porque um
6:55recolhe, mas quem sofre um ônus é o
6:56outro, tá? Perfeito. O direto é
6:58responsável por recolher, mas quem quem
7:01quem arca financeiramente com aquele
7:03custo é o consumidor. Enquanto o
7:06empresário ele só recolhe aquilo que ele
7:07recebe do consumidor. Exatamente. E o
7:10direto, as duas figuras estão numa
7:12pessoa só. Imposto de renda. Uhum. Por
7:15exemplo, eu recolho o meu imposto de
7:17renda. Eu sou as duas figuras numa só,
7:21tá? Então a renda que você aferiu, que é
7:23um benefício seu, você recolhe o imposto
7:25de forma direta. E se a gente pudesse
7:27classificar aqui quais são os impostos e
7:28contribuições que estão nessa linha
7:30indireta e quais são os impostos e
7:31contribuições que estão na linha direta.
7:32Eh, então, nessa parte indireta que a
7:35gente também chama de renda gasta,
7:37porque eu estou gastando minha renda com
7:39alguma coisa, a gente tem eh sob o manto
7:44da reforma tributária PISCOFINS, ICMS,
7:48ISS, IPI. isso tudo, isso tudo
7:51ainda tá faltando coisa aqui dentro, tá?
7:53Mas são outros impostos indiretos que
7:55não estão no pacote. Ninguém falou de
7:57SID aí. Ninguém falou de Sid. Então
8:01assim, existem outros tributos de menor
8:04importância em vistas de arrecadação que
8:06ficaram de fora, mas os principais estão
8:09dentro, tá? E o que fica de fora são
8:11tributos eh que são mais sobre a renda
8:14poupada e a renda percebida. A renda
8:17percebida é imposto de renda da pessoa
8:19física, da pessoa jurídica, CSL e a
8:22renda poupada é tudo aquilo que é sobre
8:24patrimônio, por exemplo,
8:25IPTU, IPVA e etc, etc, etc.
8:30Todo esse
8:31resto que não são eh PIS, Cofins, SMS,
8:35SS, IPI, representa menos a metade. Hum,
8:39entendi. Então, a gente tá reformando
8:41toda essa parte desses cinco tributos.
8:43Isso que tá sendo reformado agora, tá? É
8:45lógico, o imposto de renda pro
8:48brasileiro é
8:50desavisado, dói mais. Por que que dói?
8:53Porque ele vê. A boleta vem direta. A
8:56boleta vem no meu nome, né?
8:59Ele vê, entrar e sair. Uhum. Entendeu?
9:02Porque o o brasileiro, a pessoa física,
9:05ele vê descontado no contra-cheque. Vem
9:07lá, eu ia receber 10 e tô tô
9:09recebendo sete. Uhum. Né? A pessoa
9:12jurídica, apurei o
9:14resultado. Ai, tem imposto de renda para
9:16vagar.
9:18O indireto no Brasil, ele é tão caótico
9:20que a gente não vê, porque tá embebido,
9:23tá inserido dentro do custo de produção.
9:26Então, ah, o brasileiro ele não sabe
9:28quanto ele paga. E a gente tem um
9:30sistema eh caótico, como eu falei, com
9:34vários regimes que a gente tem
9:36cumulativo, não cumulativo, que muitas
9:39vezes a gente compra um produto achando
9:41que aquilo é o preço do produto, mas
9:43metade dele é tributo. Uhum. Né? Então,
9:46eh, eu acho que a reforma tributária, um
9:48dos pontos que ela vai
9:50trazer trazer essa transparência pro pro
9:53cidadão, consumidor. E isso vai ser uma
9:55mudança de cultura. A partir do momento
9:57que eu sei quanto eu tô pagando, eu
9:59consigo
10:00questionar e isso vai fazer também, não
10:03na relação apenas da pessoa jurídica com
10:04a pessoa física, consumidor final, CPF,
10:07mas da pessoa jurídica com a pessoa
10:09jurídica, porque não é toda a relação
10:11pessoa jurídica pessoa jurídica que tá
10:13claro quanto de tributo que tá ali
10:14dentro. Perfeito. Então, na hora que
10:16você vai negociar com o seu fornecedor,
10:19você vai saber quanto efetivamente de
10:20tributo tem naquela naquela fatura.
10:23Então, a gente vai ter uma separação
10:24clara do que é o custo do produto ou do
10:27serviço e do que é o custo do imposto. É
10:29o que a gente chama de por fora. Além de
10:31ser por fora, a gente tem a
10:34transparência. Então, a gente vai
10:35conseguir visualizar o que é preço do
10:38que é tributo. É o que o europeu tá
10:40cansado de ter e a gente tá vivendo isso
10:43agora. Perfeito. E nesse processo, né,
10:45quando a gente olha isso, como é que
10:47você enxerga aqui? Onde estão as
10:48oportunidades, né? Eh, olhando pela
10:51visão do empresário, né? Onde é que
10:53estão as principais oportunidades, os
10:55principais riscos associados a essa
10:57mudança? Uhum. Vamos lá. Eu acho que a
11:00primeira coisa que o impravisário tem
11:01que fazer é olhar paraa casa, fazer o
11:03papel de casa, sabe? O seu dever de
11:06casa, ele vai fazer da seguinte maneira.
11:08ele tem que projetar qual que vai ser o
11:10impacto da reforma nas operações dele
11:12como ela é hoje. Porque de novo não é
11:16reforma tributária, uma reforma
11:17econômica. Então, do jeito que eu faço
11:20hoje, se eu tivesse com novo sistema
11:23durante o período de transição, quer
11:26dizer, de 26 a 32 e a partir de 33, como
11:31que vai ficar minha operação? É a
11:33primeira coisa que ele tem que fazer.
11:35Como é que ele faz isso? a gente tem eh
11:38diversos prestadores de serviço que e
11:40você pode fazer dentro de casa também,
11:42você vai pegar, sei lá, um ano de 2024,
11:44sua contabilidade, suas obrigações
11:46acessórias, faz a modelagem e vai
11:49fazendo a a a modelagem do impacto ano a
11:53ano até chegar em 33.
11:57Paulo, esses contratos aqui de
12:00fornecimento, eles vão sofrer um impacto
12:03muito grande. Bom, então tá na hora de
12:04eu pensar como é que eu vou fazer a
12:06remodelagem desses contratos. A minha
12:09estrutura logística não faz mais
12:10sentido, porque eu tenho tal e tal
12:13centro de distribuição por conta de
12:14benefício fiscal, eles não vão mais
12:17existir. Faz sentido eu ter esse custo
12:19lá.
12:20A minha estrutura societária,
12:22principalmente no setor de energia, ela
12:24está montada com um monte de
12:26SPS, boa parte aí no lucro presumido,
12:30vai desidratar. Uhum. Como é que eu vou
12:33fazer? Então, primeiro eu tenho que
12:35olhar a foto da minha operação hoje com
12:38o novo sistema projetado pros próximos
12:41anos. Tenho segundo passo, o que que eu
12:44vou precisar mudar daqui paraa frente?
12:47Quais são os riscos? Os riscos é são
12:50principalmente concentrado em uma coisa.
12:52Eu vou olhar pro meu negócio e vou ver
12:54que o jeito que eu faço as coisas pode
12:56não funcionar mais. Não pode não
12:57funcionar mais. Ou eu vou olhar e vou
13:01falar assim: "Pode funcionar se eu fizer
13:04isso, isso isso?" Ou eu posso olhar e
13:07falar assim: "Do jeito que tá, eu vou
13:09ainda melhorar, porque isso vai
13:10acontecer muito." E por que que isso
13:13pode acontecer muito? Porque existe
13:16muita fake news falando assim: "A
13:18alíquota vai aumentar". Gente, a
13:20alíquota não vai
13:21aumentar. Alíquota vai ser o que a gente
13:23paga hoje, só porque a gente não sabe
13:25quando a gente paga, tá? Eh, então, a
13:28partir do momento que eu tenho a certeza
13:30de quanto que eu tô pagando, eu consigo
13:32visualizar um melhor plano daqu que
13:34daquilo que eu vou fazer daqui paraa
13:36frente. Então é isso que eu preciso
13:37fazer,
13:38tá? O que que eu vejo de oportunidade?
13:44oportunidades, eu vejo
13:46algumas em diversos setores de melhor
13:50organização interna, tanto da parte de
13:53compliance, quanto a parte de de dos
13:56meus
13:57fornecedores. Eu, a partir do momento
13:59que eu tenho transparência daquilo que
14:00eu tô pagando, eu consigo negociar
14:02melhor meus contratos. das da mesma
14:04forma que os meus fornecedores, os meus
14:06clientes também vão querer renegociar
14:08coisas comigo. Então, a principal
14:11vantagem, oportunidade é ver a
14:12transparência, tá? E aí quando você fala
14:15isso, eh, é porque, por exemplo, hoje
14:18você pode ter fornecedores que se
14:20aproveitam de benefícios fiscais e
14:22acabam pegando esse benefício, imputando
14:24no preço e a partir da reforma não vai
14:26ver mais benefício. Então a gente vai
14:28ter uma competição mais direta, uma
14:31competição mais justa de preço. Seria
14:33isso? É o É difícil a gente falar de
14:35livre concorrência num país tão desigual
14:38quanto o Brasil, mas se a gente tiver
14:40falando de uma mesma região Uhum. né?
14:43Por exemplo, se eu tenho uma produção no
14:45Mato Grosso do Sul e o mercado
14:47consumidor é em São Paulo, o meu
14:50concorrente que tá em São Paulo pode ter
14:53mais vantagem por conta de vista da
14:56logística. Logística. Perfeito. Então é
14:57difícil eu comparar a vantagem
14:59competitiva nesse ponto. Por isso que o
15:02pleito de quem gosta de benefício fiscal
15:04é esse. Poxa, meu mercado consumidor tá
15:06lá, se você não me der benefício, eu vou
15:07perder. Exatamente. Então a gente tem
15:10que relativizar um pouco. Mas o que eu
15:13tô falando é a gente, por conta do
15:16modelo caótico que a gente tem, eh, os
15:18nossos negócios estruturaram não em
15:20vista do que é melhor para um negócio,
15:22mas é o que é melhor para fins fiscais.
15:26Perfeito. Tá perfeito. Então, é uma
15:29visão de equidade. Exato. Uma visão de
15:31equidade. Exato. Eh, alguns riscos que
15:33eu vejo,
15:36eh, primeiro que esse sistema não é
15:38perfeito, tá? Tem um monte de problema.
15:41A gente só tá diminuindo o tanto de
15:43problema que a gente tem hoje, mas tem
15:44um monte de problema.
15:46Mas o risco que eu vejo é no período de
15:48transição, porque a gente vai ter dois
15:50sistemas
15:52coexistindo, o caótico existente e o
15:55novo. Uhum. Você imagina você
15:58viver 8 anos com os dois sistemas, então
16:03vai ser o que eu chamo de tsunami. Nós
16:06vamos ter um aumento de curso de
16:11compliar mais gente dentro da empresa.
16:14Eh, contador vai trabalhar muito,
16:16advogado vai trabalhar mais ainda. Eu já
16:18falei com a minha esposa, ó, 203 eu vou
16:21me aposentar. Eu não vou ter, sabe que
16:24ele vai puxar, já tá se preparando para
16:26puxar a energia toda antecipada, né?
16:28Você vai trazer valor presente a energia
16:29futura. Nossa, eu acho que vou tá
16:30trabalhando tanto que se for contar em
16:32horas trabalhadas, eu vou estar com 80
16:34anos em 2032.
16:36Eh, mas enfim, eu acho que vai ter um um
16:39grande aumento de caos de compliance até
16:42203, pelo menos, mas depois a gente vai
16:46diminuir muito o custo de fazer negócio
16:48no Brasil, porque eu vi isso acontecer,
16:50principalmente na Alemanha, onde eu
16:52trabalhei. As empresas não tem o tanto
16:54de gente no fiscal. A Alemanha também
16:56passou por esse processo de transição,
16:59não porque passou, mas na década de 50.
17:02OK. Então nós estamos 70 70 anos
17:04atrasados. F estamos bastante atrasados
17:06jornada. Mas quando eu tava trabalhando
17:08lá, eh, eu trabalhava numa Big
17:12Fres alemãs com negócios no exterior a
17:17fazer a transição em alguns países,
17:18principalmente do leste, que estavam
17:20fazendo a migração. Então, eu vi isso
17:22acontecer, quer dizer, você sair do caos
17:25e entrar num sistema que funciona, não
17:28funciona perfeito, mas funciona bem.
17:31Então esse período de tranção, houve
17:32caos, tá? Mais gente, mais horas gastas,
17:36mais dinheiro com consultor, mais gente
17:38contratando. Isso aconteceu, mas depois
17:41que
17:42passou,
17:44diminuiu. Então o empresário ele vai
17:46conseguir focar mais no negócio e menos
17:50em fiscal. Uhum. Uhum. Tá. Isso é bom.
17:54Eu prefiro gastar minha energia, força
17:56no seu core business. Investimento no
17:58core business. Exato. Exato. Fala que o
18:00empresário no Brasil ele gasta eh boa
18:03parte do seu tempo se defendendo. É, né?
18:06Então assim, defendendo em vários
18:07aspectos, né? E e aí vamos lá. Sem
18:09vitimismo. É, sem vitimismo, porque eu
18:11acho que eh ser empresado no Brasil é
18:13uma escolha, né? Eu sou empreendedor,
18:14né? Escolhi isso paraa minha vida já
18:16muito jovem e sabendo dos desafios que
18:19eu enfrentaria ao fazê-lo. Eh, e nós
18:22também colhemos o fruto disso, né?
18:23Então, a gente tem condições e
18:24oportunidades de crescimento, né? que
18:26são características da escolha de
18:29empreender, mas em contrapartida você
18:31tem todos os riscos, né, eos associados,
18:34né, e no Brasil, né, nós temos
18:36trabalhista, eh, tributário, né,
18:39regulatório, eh, enfim, é toda uma
18:41dinâmica que nos coloca na posição de
18:44defensiva. Então, nós temos que nos
18:45preparar e você tá sempre ali tentando
18:47mitigar riscos, né, e operar. Se trouxe
18:50uma coisa muito importante que eu gostei
18:51e me lembrou de um ditado, né, que meu
18:54avô falava que era o seguinte, que os
18:55olhos não vê, o coração não sente, né?
18:58Então o que você trouxe para nós foi,
18:59olha só, nós temos hoje uma carga
19:01tributária altíssima, mas que a
19:04população em geral não consegue enxergar
19:06porque está embutida no preço. Uhum.
19:08Esse processo de transição vai trazer
19:09clareza e luz a qual é o custo da carga
19:12tributária real. Não é um aumento, mas
19:15sim um holofote para separar as coisas.
19:18do que é produto do que é imposto.
19:20Exato. Nesse processo, obviamente, vai
19:22doer, porque aquilo que eu não conheço,
19:25muitas vezes o desconhecimento é uma
19:27dádiva, né? Eh, mas eu acredito que o
19:29desconhecimento ele não é, na verdade,
19:31ele é ele é um mal. Então, a partir do
19:33momento em que eu passo a entender, eu
19:34me preparo para poder ganhar mais
19:36eficiência. Certo? Então, o que você
19:38trouxe aqui pro empresário é, olha, eh,
19:40olha para dentro de casa, vê o que você
19:43fez nos últimos 12 meses e calcula isso
19:45ou projeta isso à luz dessa nova regra,
19:48né? E entenda como é que isso vai se
19:49comportar. E aí, nesse aspecto, eu tenho
19:51uma pergunta. Uhum. O que que já tá
19:53posto dessa nova regra? Uhum. Que de
19:55fato já tá certo? Uhum. E o que que
19:58ainda não tá certo? Por exemplo, eh, nós
20:01temos aqui uma discussão, né? Vamos lá,
20:02você falou ICMS, ISS, IPI, PISCOFINS.
20:07Aham. Eh, e falou aqui do do modelo de
20:09regime de de, né, regime tributário ou
20:13eh regime tributário de lucro real ou eh
20:16lucro presumido, né, que é algo bem
20:17conhecido. Acho que os empresários estão
20:18nos acompanhando aqui e conhecem, né,
20:19você tem um simples, você tem um
20:20presumido, você tem um real, né? Eh, e
20:23eu sei que, por exemplo, quando você tá
20:24no lucro presumido, você tem uma
20:26alíquota de pisicofins, né, menor do que
20:29aquela que é do lucro real. contra você
20:32não credita, você não consegue
20:33aproveitar nenhum crédito dos custos
20:35decorrentes, né, do processo de
20:36produção, né? E sei também que, por
20:38exemplo, no ICMS você não tem essa
20:40questão da da presunção, mas você tem
20:43aquelas empresas que são contribuintes e
20:44não contribuintes. Quem é contribuinte
20:46aproveita crédito da cadeia, quem é não
20:48contribuinte não aproveita crédito da
20:50cadeia. Energia elétrica é um exemplo
20:52disso, né? a gente atende vários
20:53clientes, né, que estão aqui conosco,
20:55são eh clientes nossos da nossa empresa
20:57varegista, por exemplo, que não tomam o
20:59crédito do ICMS da energia elétrica e
21:02temos vários outros que são indústrias
21:03que tomam o crédito. Trouxe esses dois
21:05pontos para que você pudesse trazer pra
21:07gente assim o que que já tá posto e o
21:08que que isso impacta, por exemplo, para
21:10efeitos, né, daqueles que estão
21:11acostumados a tomar crédito e quem tá
21:13acostumado no lucro presumido. Vai
21:14acabar o lucro presumido, não vai
21:16acabar, como é que isso se comporta,
21:18quem já tem de certeza que vai acontecer
21:19ou que a gente ainda tem de incertezas
21:21que ainda podem ser reguladas. Mas não
21:23são todos os pontos excelentes. É, e ele
21:27são recorrentes lá na minha prática de
21:30de gente perguntando. Então, vamos lá,
21:32vamos fazer uma operação salame, vamos
21:34fatiar negócio. Eh, para eu te
21:37responder, é importante que o pessoal
21:40entenda que no Brasil nós não temos um
21:45tributo que
21:47seja sobre o consumo puro. O que que eu
21:51falo sobre o consumo? Quem consome é
21:54CPF. CNPJ não consome. Quem consome é
21:58quem come o chocolate, né? Quem compra
22:01chocolate para revender não é
22:05consumidor. No Brasil nós não temos
22:07isso. No Brasil quando muito, nós temos
22:11algumas operações que são para consumo.
22:13Quando o cabeleireiro corta o
22:17cabelo do rapaz ali no salão, aquela é
22:22uma relação 100% de consumo. Então
22:25aquele ISS ele é sobre o consumo. Uhum.
22:28Mas tudo que vem antes não é sobre
22:30consumo, porque a empresa não consome.
22:33Eh, então no no Brasil, esses cinco
22:35tributos que a gente tá eh reformando,
22:39nós temos situações em que eles
22:41efetivamente honeram o
22:44consumo e várias situações, e na minha
22:46visão é a maioria que honera as
22:50transações. Toca, toda cadeia é honerada
22:53pelo processo do CPF. é antes do
22:56CPF, só porque a economia é ela é um ser
23:00vivo e ela é líquida. Ninguém
23:03eh absorve o custo
23:07fiscal porque quer sem repassar paraa
23:10frente. Se você não tem um crédito para
23:14fazer o ônus do do tributo chegar até o
23:18CPF, que que você vai fazer? Você vai
23:20embutindo seu preço. Uhum. Uhum. Né?
23:23Então, por quanto você falou de PIS e
23:24CofinFINS, a gente tem dois regimes, o
23:27cumulativo e o não cumulativo.
23:30Cumulativo, esse é o típico caso. Eu tô
23:33inserindo o curso de piscofins no meu
23:34preço até chegar no CPF. Quando eu tenho
23:37um não
23:38cumulativo, eu tô cobrando ao longo da
23:41cadeia, mas eu tô tomando
23:43crédito. O ICMS é a mesma coisa. O ISS
23:46não, ele é sempre custo. O IPI ele é
23:50recuperável dentro da cadeia de
23:52produção. Passou pro distribuidor já
23:54vira
23:55custo. O que que os novos tributos vão
23:58fazer? Eles vão rapar isso, acabar com
24:01esse isso é cumulativo, isso é não
24:03cumulativo. Tudo é não cumulativo, tudo
24:07gera crédito. Por quê? Quem tem que
24:09suportar o ângulo é o CPF.
24:12Por isso que às vezes as empresas pensam
24:15assim, vai aumentar o custo tributário?
24:17Aí eu pergunto: "Vai para você?" Você
24:20não vai ser honerado. Quem vai ser? Vai
24:21ser o CPF. Então a gente tem que
24:23analisar a cadeia inteira para ver se o
24:25CPF vai ser
24:26honerado. Outra coisa, é importante a
24:29gente ver se o aumento vai ser
24:32financeiro ou econômico. A gente no no
24:35mundo da economia a gente tem que
24:36separar as duas coisas. O financeiro, eu
24:38tô falando de desembolso de caixa.
24:40Perfeito. A líqu tô desembolsando mais,
24:43mas eu vou tomar 100% do crédito. Então
24:45é o custo do dinheiro no tempo, porque
24:47como eu vou me
24:48recuperar, então eu não tenho um ônus
24:51econômico, tenho um ônus
24:52financeiro. Em várias situações, vai
24:55impactar no flu de caixa, mas vai
24:57impactar no da compania. Exar, vai
24:58melhorar a parte econômica, porque
25:01aquilo que antes para mim era custo,
25:03agora não é custo mais, porque eu vou me
25:05recuperar. Aí é a questão de eu
25:07recuperar rápido, que a partir do
25:09momento que eu não recupero rápido vira
25:11custo econômico. Então o que você tá me
25:12falando é que as empresas, por exemplo,
25:14que hoje não conseguem tomar os créditos
25:17de ICMS, existem algumas empresas
25:20cumulativo, bispo cumulativo, essas vão
25:22conseguir tomar 100% dos créditos, logo
25:24pode ter uma melhoria do contexto. Ou
25:26seja, ela ela vai olhar pro pro para
25:28toda a composição de custo dela. Uhum. E
25:30vê lá, olha, do que eu paguei e não
25:32creditei, eu vou passar a ter crédito
25:33agora. Exato. Eu vou te dar um
25:36exemplo.
25:38Eh, isso é do cumulativo, mas várias
25:41despesas de
25:43pisicofins do mundo não cumulativo, elas
25:47também não são creditáveis. Por o o vou
25:50te dar um exemplo, eu sou advogado, a
25:53minha meu escritório tá no lucro real,
25:54então eu apuro não cumulativo. Uhum. Mas
25:57o meu cliente, você quando eu te mando
26:00uma nota de honorários, você não toma
26:02crédito da minha nota. Então ali dentro
26:05do meu preço tem 9,25. Dá mais, né?
26:08Porque é imposto dentro de imposto.
26:10Então dá lá 11% de custo seu que você
26:14não
26:15recupera. Quando a minha alíquota vai lá
26:17para 16, 17, que infelizmente advogado
26:22vai ter desconto, tá? Vai ter a redução
26:24de ali. Eu não concordo, mas vai ter.
26:28Eh, vai ter um aumento de 10 para 17,
26:31mas você vai recuperar 100%.
26:34Perfeito. Então aquele, o seu clienteum
26:36ele passa a a recuperar 100% do valor do
26:39imposto daquela nota fiscal. O que ele
26:41vai me reclamar às vezes é o seguinte:
26:42"Pô, São Paulo, mas eu vou ter um
26:43desembolso maior, então me dá mais
26:46prazo." Uhum. Vai acontecer, mas ele vai
26:49tomar 100%. Isso que eu estou falando
26:52agora. E aí na prática ele vai pagar,
26:56vai escriturar o crédito e quando ele
26:59fizer a guia eh do produto de venda, ele
27:02consegue aproveitar esse crédito. Seria
27:03isso?
27:05deveria, mas a gente criou um um novo
27:08sistema, chama split payment, que a
27:10gente pode falar já já, mas em tese sim,
27:13a partir do momento que eu estou
27:16colocando em cima da minha fatura um
27:18valor de imposto, esse valor vai ser
27:20100% creditável por aquele que tá
27:23pagando, que é meu
27:25cliente. Isso, Alessandro, não vai
27:28mudar. Isso tá na Constituição e tá na
27:30Lei Complementar 214. Isso é a base do
27:34sistema, que é quem paga
27:38tributo onerosamente é o CPF. Então,
27:42toda cadeia tem que ser desonerada. Se
27:45qualquer fornecedor seu uma vez emitiu
27:48uma nota com tributo, aquele valor de
27:51tributo você tem que acreditar.
27:53Perfeito. Isso é base. Se isso não
27:56funcionar, acabou. Pode rasgar. E isso
27:59tá
28:00consolidado. Um outro ponto que está
28:03consolidado, que a gente chama de
28:04neutralidade, as pessoas confundem essa
28:07questão do débito e crédito, que é a não
28:09cumulatividade, com neutralidade.
28:10Neutralidade é o
28:11seguinte: o tributo não pode influenciar
28:15decisão de consumo e decisão de
28:17investimento. Então, se eu tenho um
28:18serviço, dois
28:20serviços similares, um paga mais do que
28:23o outro, eu
28:25estou influenciando a sua decisão de
28:27consumo. Perfeito. Não pode
28:30existir. Vou te dar um exemplo. Quando
28:32eu tenho serviços de segurança
28:35cibernética, por exemplo, eu tenho uma
28:37transação
28:39bancária, eh, e eu tenho um software que
28:43faz a segurança dessa transação. Eu
28:45tenho uma redução de alíquota pela
28:47norma. Mas quando eu faço uma transação
28:50em dinheiro e eu preciso contratar um
28:52serviço de segurança para transporte
28:55daquele dinheiro, eu vou pagar ali que
28:57tá cheio. Você concorda que é uma
29:00transação com valores e eu tenho um
29:03serviço sendo tributado mais e outro
29:05menos? Isso é quebra de neutralidade. E
29:07eu posso ficar aqui horas com você
29:09mostrando quebra de neutralidade na
29:11norma. É algo eh menos palpável, né?
29:14Você trouxe aqui um exemplo prático, eu
29:16posso escolher, né? fazer um saque de
29:19uma remessa e mandar isso por um carro
29:21forte, por exemplo, ou posso escolher
29:23fazer uma transção eletrônica e preciso
29:24de segurança nos dois ambientes. São
29:26tipos de segurança diferente, mas o
29:28objeto é semelhante, eu ten que segurar
29:31opera ação financeira. Exatamente.
29:32Exatamente. Então, eh, quando a gente
29:35pega a norma, é lógico, os congressistas
29:37não têm esse tipo de tecnicidade, né?
29:40Então, esse para mim é talvez o a tese
29:44do século, que é a questão da
29:46neutralidade, tá?
29:48Isso tá, isso tá posto tá garantido.
29:50Gan, tá garantido. Isso é princípio. Mas
29:51e a percepção disso? Na prática, a gente
29:54só vai ver daqui pra frente, porque as
29:56pessoas confundem, as pessoas não sabem
29:58o que é efetivamente neutralidade e o
30:00conceito de neutralidade tá na norma, já
30:04tá lá, não vai mudar, tá? Então, ó, não
30:07cumulatividade já
30:08tá, a neutralidade já tá. E esses são os
30:12dois pilares do IVA no mundo inteiro.
30:14Uhum. Tá. Isso não vai mudar.
30:17O que não vai mudar mais, os conceitos
30:19de contribuinte, os conceitos de
30:22responsabilidade, tudo que faz a norma
30:25funcionar na
30:26prática. As bases já estão postas já,
30:29gente, já já era. E eu tô falando de
30:34praticamente
30:3595% da estrutura dos tributos, isso já
30:39tá posto, não vai mudar, tá? Então
30:43galera, não acho que você a se passar
30:46quando já era, já foi, já é, já foi.
30:49Vamos mudar de fase, vamos falar o
30:52que que nós vamos fazer com isso? Eu
30:53acho que agora agora é corrida contra o
30:54relógio. Em quanto tempo eu tenho que me
30:56adaptar para poder começar a a jogar
30:58esse jogo? Examente. O que não está
31:00definido
31:01porque eh não é o
31:05momento. Qual vai ser a alíquota?
31:08a gente sabe como a alíquota vai ser
31:10calculada, as premissas já estão dadas,
31:13agora qual ela será, não
31:15sabemos. E por quê? A gente eh precisa
31:20entender que o sistema ele foi criado
31:22não para aumentar a carca. Então nós
31:25vamos pegar hoje tudo que os governos
31:27arrecadam efetivamente e nós vamos
31:30projetar no novo modelo, tá? Então não é
31:33que a gente tá pegando tudo que o
31:35governo deveria arrecadar.
31:38Então a gente tá descontando aí, um
31:40retrato do que já foi. Então vou olhar o
31:41que já o que a, por exemplo, é a média
31:43da arrecadação dos últimos 12 meses e
31:46vou fazer uma proxy do valor nominal
31:48disso e repartir isso para chegar numa
31:50conta que chegada na líquidota. É isso.
31:52Por quê? Porque eu tenho, por exemplo,
31:54empresa que discute, não paga o tributo.
31:57Eu tenho empresa que só nega, eu tenho
31:58empresa que simplesmente não paga. Essa
32:01parte não paga não tá entrando na no
32:04cálculo. Uhum. que tá entrando no
32:05cálculo aqui entrou no cofre. Eu tô
32:08pegando quem entrou no cofre num
32:09determinado período, estou projetando
32:12daqui paraa frente, tá? Essa matemática,
32:16ela vai criar uma alíquota referência e
32:20cada ente união, cada estado e cada
32:24município vai ter o poder de determinar
32:26a própria líquida. Mas em ranges é um
32:29limite ou não? Existe um limite
32:32temporal, principalmente de base, que é
32:36eu não posso reduzir a minha alíquota
32:38que não cubra as minhas
32:41despesas, tá? E eu vou explicar porquê.
32:44Mas nós vamos ter uma alíquota
32:46referência que a
32:48união, cada estado e cada município pode
32:51se acoplar a ela. Não, minha alíquota
32:53vai ser essa que que é a
32:55referência. Pode isso acontecer? pode,
32:58mas a legislação permite que cada um
33:01desses entes determine a sua própria.
33:05Então, a gente pode ter estado que cobra
33:07X, estado que cobra X - 2. Município é a
33:12mesma coisa. Então essa para mim é a
33:16próxima, vamos dizer, guerra fiscal.
33:19Uhum. Uhum. Que não é guerra, é meio uma
33:22pequena batalha fiscal. Isso existe fora
33:24do Brasil também, tá? haverão limites,
33:27principalmente em termos de eh
33:29responsabilidade fiscal. O meu ponto
33:30qual é? Sim. Eh, estados mais eficientes
33:33em termos de custo eh também poderão ter
33:36alíquotas menores. Seria isso ou não? Ou
33:38eu tô muito tópico nessa, nessa minha
33:40análise. Não, não, não. Sim. Eu vou vou
33:41dar alguns exemplos em que ainda há
33:43briga por contribuinte em vista fiscal.
33:47Eh,
33:4899,99% da guerra fiscal que a gente
33:50conhece vai acabar. Por quê? Porque os
33:53entes perderam o leverage, perderam o
33:55poder de tributar na origem. Porque hoje
33:58como é que funciona com os estados? A
34:00gente tá em Goiás. Estado de Goiás quer
34:02atrair uma determinada empresa. Como o
34:04estado de Goiás ele é competente para
34:07instituir e cobrar tributo, o ICMS, ele
34:10pode simplesmente falar: "Olha, em vez
34:12de pagar 17, você paga 15, paga 10". Ele
34:16pode fazer isso, mas como a lógica de
34:18arrecadação mudou, porque agora nascendo
34:21no consumo, no consumo, ele perdeu o
34:23poder. Onde que pode acontecer ainda?
34:28Nesse caso, os estados que t mais
34:29consumo, então serão aqueles que terão
34:30algo de maior arrecadação. Sem dúvida.
34:33Que é a discussão dos do dos
34:34governadores atual, né? Exatamente. Você
34:37tem toda a razão. Onde que pode haver
34:39ainda vantagem de você estar num
34:41município ou estado com alítor do que o
34:43outro? regiões
34:45metropolitanas, por exemplo, eu tenho
34:47certeza absoluta que na região
34:48metropolitana de São Paulo a gente vai
34:50ter algum município lá com a alíquita
34:51menor que São Paulo, tá? Por quê?
34:54Porque, por exemplo, se a gente tá
34:55falando de um ciclo de produção às vezes
34:57longo e etc, quando eu compro um insumo
35:02e eu pago menos, eu tenho um desembolso
35:05de caixa menor até eu conseguir vender a
35:08mercadoria. Então, é melhor colocar
35:10minha empresa naquele município que a
35:12líqua é menor, né?
35:14Então, essas situações ainda vão
35:17acontecer, mas elas são mais
35:19marginais. A gente não vai ter município
35:21que vai cobrar metade do que o outro
35:23cobra. Eu acho muito improvável que isso
35:25aconteça. Outras situações é grandes
35:28lojas de varejo que eu via isso
35:30acontecer muito na na Europa quando eu
35:32morei
35:33lá. Elas vão ficar em em regiões
35:36limítrofes municipais às vezes ou
35:39estaduais. Aqui no Brasil, lá não tem
35:42muito isso de estado e município, mas
35:43tem entre
35:44países, eh, pro cara comprar no outro
35:47município. Uhum. Então, essas coisas
35:49ainda vão acontecer. Mas você consegue
35:51ver que isso é meio marginal? Uhum. Isso
35:53é é pouco, é residual, né? Então, essas
35:56questões ela elas vão acontecer, tá?
35:58Então, a gente pode perceber que isso
36:00vai acontecer. Agora, eh, a alíquota que
36:05cada um vai ter, isso a gente vai ver lá
36:08na frente. Qual é a
36:10nossa expectativa? Vendo também as
36:14discussões com o governo. A CBS ela é
36:17instituída em
36:182027, tá bem aí, né? Tá na porta do Gol,
36:22porque o ano que vem é um teste, vai ter
36:24CBS, vai ter IBS, mas é um teste. Os
36:27dois somados vão ser cobrados alíquota
36:29somada de 1%. Mas não vai corresponder a
36:32acréscimo tributário porque vão ser
36:34abatidos contra PIS Cofins. Agora a
36:37grande mudança é 27, porque deixam de
36:39existir pisicofins. Isso na virada da de
36:4231 para dia primeiro, hein? Então pera
36:44aí, a o imposto não vai existir mais.
36:46Então não é que
36:49a um imposto tá sendo extinto e outro
36:52está sendo criado. Então hoje quem tá
36:54assistindo a gente aqui, se você paga
36:56hoje pisofins, quer dizer que em 2027
36:59você não vai ter mais piso fins para
37:00pagar, mas você vai ter um um CBS. CBS.
37:03Exatamente. E olha que
37:05interessante, Pisicofins hoje, se você
37:08tá num regime não cumulativo e compra
37:11uma máquina, um equipamento, um ativo,
37:13você pode tomar esse crédito, mas no
37:17período de uso Uhum. da vida daquela
37:20máquina, né? você tem lá alguns
37:22critérios, né, escritura o critério, o
37:23crédito do relacionado ao valor do
37:25ativo, vai utilizando ele
37:28exato. Depresscia amortização, aí você
37:30vai, enfim, eh, esse é o critério hoje
37:33de pisicofins para
37:34ativo. Então, você compra uma máquina
37:36hoje e paga
37:37pisicofins, você só vai recuperar esse
37:39piscofins ao longo do tempo. Quando você
37:41compra uma máquina no sistema CBS, você
37:44toma um crédito na hora.
37:48Então, se você compra uma máquina em 31
37:50de dezembro de 2026, você vai pagar
37:54pisicofinitar ao longo do tempo, que o
37:56período de transição para pisco confins
37:58é esse. Se você comprar no primeiro de
38:00janeiro, já é CBS, você toma direto,
38:03isso vai mudar economicamente também as
38:06coisas. Tá entendendo? Não tinha pensado
38:09sobre esse aspecto. A gente tem que
38:10olhar tudo. Então a gente tem aqui um um
38:11elemento inclusive de decisão
38:12empresarial. Sem dúvida. Na verdade, e
38:15aí que eu queria pegar o gancho porque
38:16você trouxe uma coisa muito importante,
38:17né? Eu tenho conversado com muitos
38:18amigos, eh, e todo mundo fica nessa,
38:23não, mas tá longe, vai demorar para
38:25acontecer. Até lá muda o governo, pode
38:27ser que nem aconteça, pode entrar um no
38:29governo novo e mudar a dinâmica. Mas o
38:31que você traz aqui, eu concordo
38:32plenamente contigo, é o seguinte, ó.
38:33Isso já tá posto, a lei complementar já
38:35tá aprovada, nós já temos questões que
38:37não vão mudar mais. Então, o nosso
38:39trabalho como empresário eh e como
38:41empreendedor é entender, estudar, se
38:44preparar e pensar nas ações competitivas
38:47que vão dar para nós mais condição de
38:49crescimento. Porque o grande questão é
38:51essa, né? E de novo eu falo isso, eh nós
38:53não podemos ter vitibismo aqui. Na
38:55verdade, todas as mudanças elas trazem
38:57consigo oportunidade, né? E uma coisa
38:59que eu aprendi na vida é que toda vez
39:00que você tem um impacto, você tem duas
39:02opções, né? O efeito do impacto, ele
39:04pode te derrubar ou ele pode te
39:06impulsionar, né? Eu acho que o nosso
39:08nossa a ideia desse debate aqui, eu acho
39:10que você tá trazendo insites muito
39:11importantes, esse é um deles, é que a
39:13gente tem que ter o cuidado, né, de
39:15olhar pro futuro, ver o que está
39:17acontecendo e de já dois anos de
39:20antecedência se preparar. Eu não tinha
39:22pensado sobre esse aspecto. Então assim,
39:24se eu tô preparando um ativo, pô, eu
39:26tenho que olhar em qual momento que eu
39:27vou ter a melhor e eh melhor benefício,
39:30né, para fazer esse investimento ou
39:32desenvolver um projeto específico. Sem
39:34dúvida nenhuma. Então, a nossa
39:36expectativa é que essa alíquota da CBS,
39:38que começa primeiro de janeiro de 2027
39:41mesmo, ela saia no início do segundo
39:44semestre de 2026. Essa é a nossa pode
39:46ser antes, no Brasil tudo pode
39:47acontecer, mas essa é a expectativa do
39:50IBS. Eh, alíquota preliminar, a gente
39:53imagina que no segundo semestre de 28 a
39:56gente já saiba aquela que vai ser
39:58aplicada de 29 a 32. Ano a ano vai ter
40:01ajuste, tá?
40:03e aquela que vai efetivamente ser
40:05consolidada em 33, aí em 32. Então é
40:08sempre assim, lógico, a gente tem
40:10estimativos,
40:12falando anterioridade, mais ou menos se
40:13meses aí da data de É a nossa
40:15expectativa, tá? Eh, é lógico, a gente
40:18tem estimativas já, a gente sabe mais ou
40:21menos o range de um de uma e de outro,
40:23tá? Então a gente já consegue antecipar
40:25algumas coisas, que o empresário precisa
40:27esperar até lá, ele já pode se
40:28movimentar. Pessoal, o o que eu ouvi
40:30falar é que somando os dois, algo entre
40:3325 e 28%. É isso mesmo? Eu imagino que
40:38entre e 27,5 e 29%. 27,5 e 29. É. É isso
40:45se nada acontecer. Uhum. Porque no
40:47Brasil efetivamente algumas coisas podem
40:49acontecer. Eu não acredito que a gente
40:51tenha capital político hoje para mudar
40:53coisas sensíveis na norma. Não, não
40:55acredito. Tá, mas essa é a questão da
40:58alíquota. Então, a gente sabe como
40:59calcular, a gente ainda não tem, o
41:02número fechado. O que que ainda não tá
41:04pronto também? Como que vai funcionar o
41:06split payment? O que que é split
41:08payment? Hoje, quando a gente paga
41:10tributo, a gente tem um período de
41:12apuração. Então, a gente pega lá um mês,
41:1530 dias e ali a gente tem compra,
41:18aquisições, a gente tem venda.
41:21Então, quando chega o final do mês, eu
41:23passo a régua, vejo quanto que eu
41:25paguei, vejo quanto que eu recebi e o
41:28net eu recolho pro En lá no dia 20 do
41:32mês
41:33seguinte. Eu tenho
41:35tempo, eu tenho tempo para olhar, para
41:38calcular e para pagar.
41:40O split é o seguinte, ele vai funcionar
41:42com o pagamento no momento da liquidação
41:45financeira da
41:46obrigação. Então, se eu vendo a
41:48mercadoria e pago com Pix à vista, eu
41:51não vou esperar até o 20, o dia 20 de
41:53junho, a gente tá em
41:55maio ali, se eu paguei, já separa o
41:58pagamento ali, se eu tenho um pagamento
42:01por instrumento eletrônico de pagamento,
42:04e aí nós estamos falando de Pix, seja
42:06estático ou dinâmico, TED, boleto,
42:09cartão de crédito ou de
42:10débito, naquele
42:12momento eu tenho o pagamento do tributo.
42:16O contribuinte nem põe a mão, porque
42:18quem vai fazer é o meio eletrônico, ele
42:20nem põe a mão. Então eu tenho um
42:23possível problema de fluxo de caixa que
42:25a gente já precisa considerar, tá? E aí,
42:28nesse caso, então, o empresário ele vai
42:29deixar de
42:30receber e vai direto pro pro ente
42:35respectivo. Ele vai receber o líquido,
42:36tá? Vai receber o líquido. Então o que a
42:38gente pode ter aqui, está me falando que
42:39também tem um impacto em termos de
42:40faturamento. A gente vai ter uma redução
42:43em geral do faturamento das companhias.
42:46que hoje, né, dentro do meu
42:47patronamento, eu incluo esses esses
42:49impostos. Se você tem algum, por
42:50exemplo, de garantia bancária que você
42:52precisa demonstrar, por exemplo,
42:53faturamento mínimo, você pode saber que
42:55ele vai diminuir, por você não vai
42:58transitar mais dentro do seu livro eh o
43:00TribUV direto, mas no final do dia aqui
43:02o que a gente tá fazendo é tirando a
43:03espuma do shop, né?
43:05Esse faturamento é um faturamento que
43:06não tem não tem resultado nenhum
43:08agregado vai passar a régua ali.
43:11Exatamente. Mas é um outro ponto
43:13importante, então, para as empresas que
43:15eventualmente, né, consideram essa essa
43:17parcela do faturamento como eh algo
43:20importante para um processo, seja ele um
43:22processo de garantia financeira, um
43:24processo de, né, composição de de caixa
43:28ou o que for, ela vai ter um impacto aí,
43:30visto que vai ter esses essa separação,
43:32split payment, né, separação do
43:34pagamento, paga o que é do da empresa e
43:36paga o que é do governo. Tem muita
43:37empresa que às vezes não tá bem
43:39financeiramente, que ela deixa de
43:42recolher o tributo no dia 20 para pagar
43:45funcionário e aí vai ter impacto agora
43:47não vai mais existir, né? Se isso
43:49funcionar, lógico, que eu tô falando do
43:51mundo fantástico, que todo mundo paga a
43:54vista e tal, mas a gente tem também
43:55aqueles casos de parcelamento, de
43:57pagamento a prazo, etc. Quando
43:59acontecer, por exemplo, o pagamento a
44:01prazo ou parcelamento, como a liquidação
44:03financeira não é na data da
44:05transação, eh, vai continuar tendo a
44:08competência. Então, se eu vendi uma
44:10mercadoria hoje, vendi energia e naquela
44:13data eu não recebi, porque o pagamento é
44:15a prazo, vai virar o mês e eu vou ter
44:19que recolher o tributo na competência,
44:21tá? Então é um ou outra o que acontecer
44:25primeiro. Aconteceu liquidação
44:27financeira vai automático. Não aconteceu
44:29porque eu vou receber a prazo, eu vou
44:32ter que chegar lá, fazer o cálculo e
44:34recolher pro fisco, tá? Perfeito. O
44:35fisco tem o melhor dos mundos. É, aqui
44:37aqui é um processo onde eh a gente tá
44:40dando também uma eficiência maior pro
44:42fisco, né? O fisco tá ganhando nesse
44:44processo, né? Então eh o que a gente
44:46espera é que isso repercuta, né? Em
44:48benefício também pro cidadão como um
44:49todo, né? Se, e aí acho que um ponto
44:51aqui importante, né, é que a gente tem
44:53elementos para garantir que eh essa
44:56visão de custo ela esteja sempre
44:58associada a dosimetria da alíquota.
45:00Uhum. De fato, se a gente conseguir ter
45:01uma eficiência ao nível de olhar pro
45:03custo do Estado, né, ou melhor, olhar
45:05pra arrecadação pretérita do Estado num
45:07período de horizonte próximo à
45:09implementação da alíquota e definir, né,
45:12uma alíquota de referência que seja um
45:14quase um atingir meta, né, daquilo que
45:16foi a arrecadação no último período,
45:18visavis o PIB, né, daquela região que
45:21vai ser adotada, né, alíquota, você tem
45:23ali uma um parâmetro, né, e se a gente
45:25conseguir criar um elemento, né, onde
45:27isso ganhe competitividade no tempo, ou
45:28seja, a medida em que o estado ficou
45:30mais eficiente, ele consiga ter espaço
45:32para namorar manobrar alíquota. Estamos
45:34aqui falando, né, quase uma Dinamarca,
45:37né, não é muito Brasil, mas assim, quem
45:40dera, né, e a gente gera oportunidade
45:41que os estados façam isso, né, porque aí
45:43se os Estados Federação tiverem esse
45:45esse nível, né, de arbitragem, a gente
45:47pode gerar, né, eh, bons elementos de
45:50crescimento estaduais. Eu acho que os
45:52estados, os municípios e a própria união
45:54vão ter um papel relevante na questão da
45:55líqua, mas eu acho que o empresário
45:57também ele tem que olhar pro próprio
45:58negócio e ver se o jeito dele fazer as
46:01coisas deve permanecer do jeito que
46:03está. Você pode ver que no setor de
46:05construção civil, fora do Brasil, em
46:07países da OCDE, é muito mais de venda,
46:10de mercadoria do que de mão de obra. Por
46:13que que aqui é o contrário? Porque tem
46:14muita locação de mão de obra no Brasil,
46:16que o custo fiscal é menor. Tem ISS,
46:19PISCOFINS é
46:21cumulativo, o ICMS é muito alto. E agora
46:24com o IBS, CBS, será que fica a mesma
46:26coisa? também no setor de energia. Eu
46:29tenho recebido muita gente do setor de
46:30energia, que a gente trabalha muito com
46:31setor de energia, com medo. Mas será se
46:34eu olhar pro jeito de eu fazer as coisas
46:36da minha empresa, GD, autoprodução,
46:40algumas coisas a gente pode fazer para
46:41evitar impacto. É só olhar para dentro
46:44de casa e ver se eu tenho que continuar
46:47fazendo as coisas do jeito que eu faço.
46:49Perfeito. Então, a gente tem aqui um
46:49dever de casa, né? dever de casa, eh, de
46:52primeiro estudar, né, a regra, olhar
46:55para dentro de casa, entender onde é que
46:57estão ali os pontos de convergência, né,
46:59para que a gente possa potencializar os
47:01nossos negócios ou redirecionar a rota,
47:03se necessário, para que a gente
47:05primeiro, né, mitigue riscos, mas
47:07principalmente, que acho que é o
47:07trabalho de todo empreendedora, né,
47:09busque oportunidades. É isso que a gente
47:11tem que fazer, né? Eh, Paulo, queria
47:13agradecer aqui a sua participação. Eh,
47:15uma satisfação a gente poder falar sobre
47:16esse tema. Um tema complexo, né? Não é
47:17um negócio fácil de falar, mas é
47:19importante. Eu acho que o que a gente
47:20quer aqui com esse podcast é colocar aí
47:22para todos os nossos clientes, né, todos
47:24os nossos parceiros, a importância da
47:26gente te olhar para esse tema, né? É um
47:28tema que é difícil, não é fácil de
47:30falar, é complexo para poder entender,
47:32mas ele é necessário, ele já está posto
47:33e a gente precisa se preparar e
47:36trabalhar para poder, né, buscar aí
47:37primeiro mitigar iscos e as melhores
47:39oportunidades pros nossos negócios. e eu
47:41agradecer pelo convite e elogiar também
47:43a iniciativa. Vocês estão fazendo um
47:46fantástico trabalho com o podcast, mas
47:47também enquanto empresa, né? Vocês estão
47:51referências aí no país, na não só na
47:54comercialização, mas projetos de energia
47:56como um todo. Então, meus parabéns.
47:58Obrigado. Muito obrigado, Paulo.
48:00Obrigado a cada um de vocês aí. Nos
48:01vemos aí no próximo podcast. Muito
48:03obrigado.