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0:00o olá pessoal eu sou professora raíssa
0:03lobato e na aula de hoje nós falaremos
0:06sobre os sentimentos na visão da análise
0:09do comportamento
0:11e é comum ouvir que sentimentos e
0:14emoções assim como outros estados
0:16subjetivos não são levados em conta pela
0:19teoria comportamental de fato isso
0:22ocorreu especialmente nos primeiros
0:24trabalhos aplicados mas a prática
0:27clínica mudou muito nesse sentido isso
0:30não quer dizer que as conceituações
0:32teóricas tem um sofrido mudanças
0:34fundamentais as bases teóricas
0:37estabelecidas por skinner foram e
0:40continuam sendo as que embasam o
0:42trabalho clínico dos behavioristas
0:44radicais da perspectiva me rever-lista
0:48sentiram uma espécie de ação sensorial
0:51assim como ver e ouvir e que é
0:54basicamente resposta de glândulas de
0:56musculatura lisa aquilo que sentimos são
1:00condições de nosso corpo já discriminar
1:03aquilo que sentimos e falar sobre isso
1:06são comportamentos aprendidos produtos
1:09da comunidade verbal que no
1:11e a descrever o que fazemos o que
1:14pensamos eo que sentimos a colocação de
1:18skinner de que sentimentos não são
1:20causas de comportamentos foi
1:22extremamente importante sentir e
1:25descrever o que sentimos são certamente
1:28comportamentos universais ocorrendo em
1:31todas as culturas através dos tempos
1:34esta já é uma indicação de que devem ter
1:37um valor de sobrevivência para espécie e
1:39para a cultura humana é possível
1:42considerar que os sentimentos e outras
1:44formas de comportamentos encobertos são
1:47os mecanismos que o organismo possui de
1:50perceber os processos comportamentais e
1:53sua história de reforçamento mesmo que
1:56não produzam informações precisas na
1:59clínica por exemplo o relato de um
2:01cliente de que um acontecimento por ele
2:04vivenciado ter sido acompanhado de uma
2:06sensação agradável não garante que tenha
2:10ocorrido
2:11é positivo mas serve como indicador ou
2:15seja permite que essa hipótese possa ser
2:18levantada para compreendermos o que
2:22sentimos é necessário investigar as
2:24variáveis das quais o comportamento
2:27relacionado com o sentimento é a função
2:29as descrições apresentadas a seguir são
2:33simplificações do fenômeno cuja função é
2:37exemplificaria como é possível analisar
2:39diferentes sentimentos sobre a
2:42perspectiva analítico-comportamental
2:45e o sentimento de alegria costuma surgir
2:48em situações nas quais no passado as
2:51respostas produziram reforçadores
2:53positivos com alta probabilidade
2:56sentimos alegria ao trocarmos mensagens
2:59com uma amiga engraçada porque em nossa
3:02história conversar com ela produziu boas
3:05histórias piadas e etc o torcedor fica
3:09alegre ao ver o seu time ganhar o
3:11campeonato porque no passado a vitória
3:14no campeonato foi o tema de diversas
3:17interações reforçadoras com amigos ou
3:19colegas de trabalho a namorada fica
3:22alegre ao receber um buquê de rosas
3:24vermelhas no dia dos namorados pois
3:27receber rosas está pareado em sua
3:30história de vida com outros reforçadores
3:32como atenção carinho e etc todos esses
3:36exemplos tem em comum uma história de
3:39pareamento entre as respostas
3:41fisiológicas que a gente denomina como
3:44alegria
3:45nós temos eliciadores condicionados que
3:50seriam a conversa com amiga a vitória no
3:53campeonato e o buquê de flores
3:56e geralmente dizemos que amamos algo ou
3:59alguém que nos proporcionam uma
4:02variedade de reforçadores ou reforços de
4:05alta intensidade amamos aquele namorado
4:09que sempre nos diz elogios e nos enche
4:12de presentes em momentos alegres amamos
4:15aquele cachorro de estimação que sempre
4:18nos dá carinho e atenção é claro que os
4:21reforçadores para cada pessoa irão
4:24variar de acordo com a sua história o
4:26sentimento de tristeza geralmente se
4:29relaciona com o término de reforçadores
4:31ou seja uma determinada fonte de reforço
4:34deixa de sê-lo um exemplo seria quando o
4:38brinquedo preferido de uma criança
4:39quebra ela fica triste porque não poderá
4:42mais brincar com ele outro exemplo é a
4:46perda de um ente querido pois provoca
4:48tristeza já que não poderemos mais ter
4:51as interações sociais reforçadoras que
4:54tínhamos com aquela pessoa
4:56e ainda quando o relacionamento amoroso
4:59termina ficamos tristes porque perdemos
5:02o acesso aos reforçadores presentes
5:06elogios atenção afeto entre outros
5:09produzidos pela outra pessoa há casos em
5:13que a vida de uma pessoa tem
5:15possibilidades estão restritas de
5:17reforçamento que uma uma tristeza
5:19profunda se instala geralmente as
5:22pessoas com quadro de depressão se
5:24encaixam nesse perfil o sentimento de
5:28raiva surge na presença de estimulação
5:30aversiva geralmente produzida por outra
5:33pessoa ou quando somos privados de um
5:37evento reforçador positivo no caso
5:40punição negativa um exemplo seria um
5:43adolescente que fica com raiva quando é
5:45posto de castigo e não pode ir a uma
5:48festa ou ainda ficamos com raiva se
5:51alguém nos diz uma palavra grosseira ou
5:54se somos agredidos fisicamente
5:56assim como ocorre com todos os outros
5:59sentimentos é na história de vida de uma
6:01pessoa que iremos encontrar a explicação
6:04sobre quais eventos e causam o
6:07sentimento de raiva a frustração pode
6:10ser considerada um caso especial de
6:13raiva que acontece em ocasiões em que um
6:15comportamento habitualmente reforsado
6:18deixa de sê-lo vejamos o exemplo de um
6:21aluno que sempre estuda para as provas e
6:23tira notas altas se por alguma razão ele
6:26obtiveram uma nota mediana certamente
6:29ficará frustrado outro exemplo seria
6:32empregado que sempre recebe aumento a
6:35cada seis meses porém ele fica frustrado
6:39quando esse aumento não lhe é dado como
6:41previsto um outro exemplo seria uma
6:44jovem que sempre recebi a presente do
6:47namorado no aniversário de namoro que
6:50fica frustrada quando ele porventura
6:52esquece essa data é importante ressaltar
6:56a entender do valor reforçador do
6:58estímulo ou até mesmo do contexto a não
7:02ocorrência do reforço pode provocar
7:04raiva e não apenas frustração no caso do
7:08aluno que estudou para a prova mas tirou
7:10uma nota mediana poderia ocorrer o
7:13sentimento de raiva se a razão da nota
7:16mais baixa por o fato de o professor ter
7:19elaborado questões sobre temas que não
7:21foram abordados em sala de aula
7:24e a ansiedade em geral é sentida em uma
7:28situação que sinaliza a apresentação
7:31iminente de um estímulo aversivo ao
7:34longo de nossa vida esse estímulo
7:36aversivo foi constantemente apresentado
7:39em determinado contexto de modo que
7:41diante de um contexto semelhante nosso
7:44organismo se prepara para sua ocorrência
7:47isso acontece por exemplo quando
7:49chegamos ao consultório do dentista e
7:52não sentimos anciosos mesmo que o
7:55ambiente esteja tranquilo e silencioso
7:58podemos ficar anciosos também em uma
8:01situação de paquera na qual a
8:04possibilidade de sermos rejeitados pela
8:07outra pessoa há casos em que a ansiedade
8:10é tão grande que a pessoa pode paralisar
8:13diante de uma determinada situação os
8:16casos clínicos que envolvem os chamados
8:18transtornos de ansiedade como transtorno
8:21do pânico agora a fobia e etc são os
8:24e de como determinados estímulos
8:27condicionados podem iniciar um
8:30sentimento intenso de ansiedade ao ponto
8:34da pessoa paralisar ou até mesmo
8:36desmaiar diante dele diferentemente da
8:41ansiedade o medo ocorre quando um
8:43estímulo aversivo está realmente
8:45presente no ambiente sentisse medo na
8:49presença de um rato em uma briga em uma
8:53situação nova na qual não sabemos como
8:56devemos nos comportar entre outros
8:59e vale ressaltar que embora essas
9:02descrições das relações comportamentais
9:04que produzem cada sentimento costumem
9:07ser corretas não são descrições precisas
9:10o modo como relatamos sentimentos é
9:14sempre e impreciso pois aprendemos a
9:17fazê-lo no ponto de vista de outra
9:19pessoa além que as diferentes histórias
9:24individuais produzem diferentes
9:27controles do comportamento e dos
9:30sentimentos e sua obra intitulada sobre
9:33o behaviorismo skinner descreveu vários
9:36sentimentos que ocorrem de forma
9:38associada a processos comportamentais os
9:42exemplos apresentados mostram que as
9:44condições corporais correlatas que podem
9:48ser sentidas ou observadas
9:50introspectivamente não são as causas dos
9:53estados ou das mudanças de probabilidade
9:56mas para os psicólogos clínicos
9:59e são úteis na forma inversa isto é
10:03interessa analisar como é que as
10:05condições sentidas podem indicar os
10:08processos comportamentais relevantes e
10:12a alguns exemplos a sensação de
10:15confiança ocorre quando certo o ato é
10:18quase sempre reforsado a fé é suscitada
10:22também por reforço frequente o reforço
10:25frequente também origina e mantém o
10:27interesse por aquilo que a pessoa está
10:29fazendo já os sentimentos de
10:32desencorajamento impotência ou de
10:35depressão são relacionados com o
10:38processo de extinção a frustração seria
10:41uma tendência de atacar o sistema
10:44característica de uma falta de reforço
10:47saudades seria o sentimento associado
10:50com a falta de uma ocasião apropriada
10:53para o comportamento e esperança ocorre
10:57de forma associada com esquemas de
10:59reforçamento intermitente nos quais o
11:02comportamento é mantido por longos
11:04períodos de tempo com pouquíssima
11:07retribuição existem diferenças
11:10importantes nos sentimentos geral
11:12e eventos aversivos o que uma pessoa
11:15sente quando está numa situação em que
11:17foi punida depende muito do tipo de
11:20punição e depende frequentemente do
11:23agente ou instituição punitiva essa
11:27pessoa foi punida por seus iguais disse
11:30que ela se sente envergonhada já se ela
11:34foi punida por uma instituição religiosa
11:36é comum dizer que ela se sente pecadora
11:39e se ela foi punida por um órgão do
11:42governo é comum falar que ela se sente
11:45culpada
11:47e em todos esses exemplos esquina e
11:50criticou o papel causal dos sentimentos
11:53mas ele absolutamente não nega sua
11:55existência ele considera os sentimentos
11:58também como comportamentos apesar de
12:01encobertos isto é não observava vez por
12:04outras pessoas e como comportamentos
12:06para poder entender os sentimentos
12:08devemos analisar as contingências das
12:11quais eles são função apesar das
12:14críticas feitas skinner afirma que
12:17existem muitas razões para as pessoas
12:20falarem sobre seus sentimentos o que
12:23elas dizem dão dicas quanto ao
12:25comportamento passado e as condições que
12:28o afetaram ao comportamento presente e
12:31as condições que o afeto e as condições
12:34relacionadas com o comportamento futuro
12:38na esquina ainda ponto do
12:40autoconhecimento tem um valor especial
12:43para o próprio indivíduo pois a pessoa
12:46que está mais consciente de si mesma
12:48pelas perguntas que lhe fizeram ela está
12:51possivelmente numa melhor posição para
12:54predizer e controlar o seu próprio
12:57comportamento a importância de entrar em
13:00contato com sentimentos e de
13:03expressá-los é muito vivenciada pelos
13:06terapeutas o cliente vem buscar terapia
13:08quando está experimentando sensações
13:11sentimentos de incômodo ou desconforto
13:14ou seja são sentimentos que levam uma
13:18pessoa a buscar ajuda mas o cliente
13:21frequentemente não sabe descrever com
13:23clareza o que ele sente e quais são suas
13:27sensações que não são sentidas de
13:30maneira precisa elas apenas são sentidas
13:33de forma difusa ao não saber como
13:36descrever em
13:38e essa pessoa não sabe o que fazer com
13:41esses sentimentos ela não sabe analisar
13:43as contingências que estão envolvidas e
13:46não as utilizando portanto para previsão
13:50e controle de seu próprio comportamento
13:52quando o cliente consegue identificar as
13:55relações entre os comportamentos abertos
13:58e os encobertos ele consegue perceber de
14:01quais variáveis eles são função e com
14:05isso ele estará mais apto a modificar o
14:09seu comportamento e ampliar o seu
14:11repertório a falta de contato com as
14:15variáveis controladoras deve-se
14:17frequentemente a esquiva do cliente das
14:20situações que podem provocar a expressão
14:22de afeto estas situações podem ser
14:25bastante agressivas isto é uma provável
14:29decorrência das punições recebidas
14:31durante o processo de socialização
14:34quando os sentimentos e emoções da
14:36criança era 11
14:38com a punição poderia ser explícita como
14:42por exemplo através de repreensões ou
14:45agressões físicas ou implícitas com o
14:48levantar de sobrancelhas o franzir de
14:51testa e outras expressões de desagrado é
14:55como se os adultos educassem as crianças
14:58para seguirem regras não para sentirem
15:00isto é para não estarem em contato com
15:05as contingências seguir significa não
15:08fugir aos padrões sociais ao que é
15:11considerado entre aspas adequado além
15:14dessa punição a criança observava o
15:17modelo dos adultos a sua volta que não
15:20expressar o que sentiam pelo contrário
15:22muitos lhe comunicavam que o sentimento
15:24é sinônimo de fraqueza ou falavam algo
15:28do tipo homem não chora engole esse
15:30choro e entre outros quanto o manejo dos
15:34sentimentos e emoções no processo
15:36clínico
15:38o principal do terapeuta é o dia ajudar
15:40seus clientes a entrarem em contato com
15:43as variáveis controladoras de seus
15:45comportamentos o que inclui perceber
15:48seus sentimentos para isto é necessário
15:50que como terapeuta ele observe indícios
15:54de que seu cliente possa estar evitando
15:56sentir ou expor seus sentimentos quando
16:00isso ocorre ele pode retomar os
16:03estímulos dos quais seu cliente parece
16:05estar se esquivando ou encorajá-lo a
16:08expressar seus afetos e as lembranças
16:11difíceis algumas coisas podem ser ditas
16:14aos clientes para encorajá-los a
16:17expressar aquilo que sentem por exemplo
16:20que sentimentos não são certos ou
16:23errados ele simplesmente existem tenta
16:26se desta forma diminuir a culpa ou a
16:28vergonha por experimentar um sentimento
16:30que ele julga tão errado seria dito
16:34também que sentimentos fazem parte da
16:37conde
16:38a reconhecê-los e aceitá-los fazem parte
16:41de um alto conhecimento podemos também
16:44informar aos nossos clientes que seus
16:47sentimentos nem sempre determinam suas
16:50ações muitos temem que se permitirem a
16:54expressão de sentimentos destrutivos
16:56acabaram agindo destrutivamente pode-se
17:00dizer também que é possível para ele não
17:04agir sempre de acordo com os seus
17:06sentimentos dependendo do contexto
17:08existe também o recurso de mostrar que
17:11as emoções não são imutáveis quando o
17:15contexto em que elas ocorrem muda a
17:17emoção também deixa de ser a mesma
17:22e o papel do terapeuta vai além de
17:26facilitar ocorrência de emoções ele deve
17:30responder ao sentimentos expressos no
17:32momento adequado momento adequado pode
17:35ser entendido como aquele em que a
17:37probabilidade do cliente escutar e
17:39continuar a análise é grande o
17:42comportamento de identificar afetos
17:44envolve a observação de comportamentos
17:47como a entonação da voz pensa o volume o
17:52silêncio entre outros o outro recurso
17:55bastante relevante do terapeuta para
17:58identificar os sentimentos do cliente é
18:00a empatia observando e escutando o seu
18:04cliente ele pode se perguntar como
18:06estaria se sentindo se estivesse na
18:09situação do outro
18:11ah e por fim o último aspecto a ser
18:14abordado na aula de hoje são os
18:16sentimentos do terapeuta com relação a
18:18seus clientes a identificação de seus
18:21próprios sentimentos pode fornecer dicas
18:24acerca de que tipo de estímulo
18:26discriminativo o cliente fornece em uma
18:29relação pessoal quando terapeuta sente
18:32irritação carinho ou tédio frente a um
18:35determinado cliente é importante
18:38identificar se esses eventos internos
18:40estão relacionados a eventos de sua
18:43própria história pessoal o se eles se
18:46relacionam a contingências que envolvem
18:49o comportamento do cliente e que
18:51portanto devem fazer parte de suas
18:54relações pessoais em geral neste caso
18:57podem ser entendidos como uma mostra de
19:00seu comportamento fora da sessão
19:03terapêutica e o terapeuta pode inclusive
19:06mostrar isso a seu cliente a aula de
19:09hoje teve duas
19:11e bibliográficas o livro sobre o
19:14comportamento e cognição volume 2
19:16capítulo 21 organizado por de elite e o
19:20livro fundamentos de psicologia temas
19:22clássicos da psicologia sob a ótica da
19:25análise do comportamento página 94 a 97
19:30organizado por hubner e moreira obrigada
19:34por ter assistido à aula de hoje