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Sentimentos na Análise do comportamento

Psicóloga Raísa Hoffmann · 2,428 words · 12 min read

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0:00o olá pessoal eu sou professora raíssa

0:03lobato e na aula de hoje nós falaremos

0:06sobre os sentimentos na visão da análise

0:09do comportamento

0:11e é comum ouvir que sentimentos e

0:14emoções assim como outros estados

0:16subjetivos não são levados em conta pela

0:19teoria comportamental de fato isso

0:22ocorreu especialmente nos primeiros

0:24trabalhos aplicados mas a prática

0:27clínica mudou muito nesse sentido isso

0:30não quer dizer que as conceituações

0:32teóricas tem um sofrido mudanças

0:34fundamentais as bases teóricas

0:37estabelecidas por skinner foram e

0:40continuam sendo as que embasam o

0:42trabalho clínico dos behavioristas

0:44radicais da perspectiva me rever-lista

0:48sentiram uma espécie de ação sensorial

0:51assim como ver e ouvir e que é

0:54basicamente resposta de glândulas de

0:56musculatura lisa aquilo que sentimos são

1:00condições de nosso corpo já discriminar

1:03aquilo que sentimos e falar sobre isso

1:06são comportamentos aprendidos produtos

1:09da comunidade verbal que no

1:11e a descrever o que fazemos o que

1:14pensamos eo que sentimos a colocação de

1:18skinner de que sentimentos não são

1:20causas de comportamentos foi

1:22extremamente importante sentir e

1:25descrever o que sentimos são certamente

1:28comportamentos universais ocorrendo em

1:31todas as culturas através dos tempos

1:34esta já é uma indicação de que devem ter

1:37um valor de sobrevivência para espécie e

1:39para a cultura humana é possível

1:42considerar que os sentimentos e outras

1:44formas de comportamentos encobertos são

1:47os mecanismos que o organismo possui de

1:50perceber os processos comportamentais e

1:53sua história de reforçamento mesmo que

1:56não produzam informações precisas na

1:59clínica por exemplo o relato de um

2:01cliente de que um acontecimento por ele

2:04vivenciado ter sido acompanhado de uma

2:06sensação agradável não garante que tenha

2:10ocorrido

2:11é positivo mas serve como indicador ou

2:15seja permite que essa hipótese possa ser

2:18levantada para compreendermos o que

2:22sentimos é necessário investigar as

2:24variáveis das quais o comportamento

2:27relacionado com o sentimento é a função

2:29as descrições apresentadas a seguir são

2:33simplificações do fenômeno cuja função é

2:37exemplificaria como é possível analisar

2:39diferentes sentimentos sobre a

2:42perspectiva analítico-comportamental

2:45e o sentimento de alegria costuma surgir

2:48em situações nas quais no passado as

2:51respostas produziram reforçadores

2:53positivos com alta probabilidade

2:56sentimos alegria ao trocarmos mensagens

2:59com uma amiga engraçada porque em nossa

3:02história conversar com ela produziu boas

3:05histórias piadas e etc o torcedor fica

3:09alegre ao ver o seu time ganhar o

3:11campeonato porque no passado a vitória

3:14no campeonato foi o tema de diversas

3:17interações reforçadoras com amigos ou

3:19colegas de trabalho a namorada fica

3:22alegre ao receber um buquê de rosas

3:24vermelhas no dia dos namorados pois

3:27receber rosas está pareado em sua

3:30história de vida com outros reforçadores

3:32como atenção carinho e etc todos esses

3:36exemplos tem em comum uma história de

3:39pareamento entre as respostas

3:41fisiológicas que a gente denomina como

3:44alegria

3:45nós temos eliciadores condicionados que

3:50seriam a conversa com amiga a vitória no

3:53campeonato e o buquê de flores

3:56e geralmente dizemos que amamos algo ou

3:59alguém que nos proporcionam uma

4:02variedade de reforçadores ou reforços de

4:05alta intensidade amamos aquele namorado

4:09que sempre nos diz elogios e nos enche

4:12de presentes em momentos alegres amamos

4:15aquele cachorro de estimação que sempre

4:18nos dá carinho e atenção é claro que os

4:21reforçadores para cada pessoa irão

4:24variar de acordo com a sua história o

4:26sentimento de tristeza geralmente se

4:29relaciona com o término de reforçadores

4:31ou seja uma determinada fonte de reforço

4:34deixa de sê-lo um exemplo seria quando o

4:38brinquedo preferido de uma criança

4:39quebra ela fica triste porque não poderá

4:42mais brincar com ele outro exemplo é a

4:46perda de um ente querido pois provoca

4:48tristeza já que não poderemos mais ter

4:51as interações sociais reforçadoras que

4:54tínhamos com aquela pessoa

4:56e ainda quando o relacionamento amoroso

4:59termina ficamos tristes porque perdemos

5:02o acesso aos reforçadores presentes

5:06elogios atenção afeto entre outros

5:09produzidos pela outra pessoa há casos em

5:13que a vida de uma pessoa tem

5:15possibilidades estão restritas de

5:17reforçamento que uma uma tristeza

5:19profunda se instala geralmente as

5:22pessoas com quadro de depressão se

5:24encaixam nesse perfil o sentimento de

5:28raiva surge na presença de estimulação

5:30aversiva geralmente produzida por outra

5:33pessoa ou quando somos privados de um

5:37evento reforçador positivo no caso

5:40punição negativa um exemplo seria um

5:43adolescente que fica com raiva quando é

5:45posto de castigo e não pode ir a uma

5:48festa ou ainda ficamos com raiva se

5:51alguém nos diz uma palavra grosseira ou

5:54se somos agredidos fisicamente

5:56assim como ocorre com todos os outros

5:59sentimentos é na história de vida de uma

6:01pessoa que iremos encontrar a explicação

6:04sobre quais eventos e causam o

6:07sentimento de raiva a frustração pode

6:10ser considerada um caso especial de

6:13raiva que acontece em ocasiões em que um

6:15comportamento habitualmente reforsado

6:18deixa de sê-lo vejamos o exemplo de um

6:21aluno que sempre estuda para as provas e

6:23tira notas altas se por alguma razão ele

6:26obtiveram uma nota mediana certamente

6:29ficará frustrado outro exemplo seria

6:32empregado que sempre recebe aumento a

6:35cada seis meses porém ele fica frustrado

6:39quando esse aumento não lhe é dado como

6:41previsto um outro exemplo seria uma

6:44jovem que sempre recebi a presente do

6:47namorado no aniversário de namoro que

6:50fica frustrada quando ele porventura

6:52esquece essa data é importante ressaltar

6:56a entender do valor reforçador do

6:58estímulo ou até mesmo do contexto a não

7:02ocorrência do reforço pode provocar

7:04raiva e não apenas frustração no caso do

7:08aluno que estudou para a prova mas tirou

7:10uma nota mediana poderia ocorrer o

7:13sentimento de raiva se a razão da nota

7:16mais baixa por o fato de o professor ter

7:19elaborado questões sobre temas que não

7:21foram abordados em sala de aula

7:24e a ansiedade em geral é sentida em uma

7:28situação que sinaliza a apresentação

7:31iminente de um estímulo aversivo ao

7:34longo de nossa vida esse estímulo

7:36aversivo foi constantemente apresentado

7:39em determinado contexto de modo que

7:41diante de um contexto semelhante nosso

7:44organismo se prepara para sua ocorrência

7:47isso acontece por exemplo quando

7:49chegamos ao consultório do dentista e

7:52não sentimos anciosos mesmo que o

7:55ambiente esteja tranquilo e silencioso

7:58podemos ficar anciosos também em uma

8:01situação de paquera na qual a

8:04possibilidade de sermos rejeitados pela

8:07outra pessoa há casos em que a ansiedade

8:10é tão grande que a pessoa pode paralisar

8:13diante de uma determinada situação os

8:16casos clínicos que envolvem os chamados

8:18transtornos de ansiedade como transtorno

8:21do pânico agora a fobia e etc são os

8:24e de como determinados estímulos

8:27condicionados podem iniciar um

8:30sentimento intenso de ansiedade ao ponto

8:34da pessoa paralisar ou até mesmo

8:36desmaiar diante dele diferentemente da

8:41ansiedade o medo ocorre quando um

8:43estímulo aversivo está realmente

8:45presente no ambiente sentisse medo na

8:49presença de um rato em uma briga em uma

8:53situação nova na qual não sabemos como

8:56devemos nos comportar entre outros

8:59e vale ressaltar que embora essas

9:02descrições das relações comportamentais

9:04que produzem cada sentimento costumem

9:07ser corretas não são descrições precisas

9:10o modo como relatamos sentimentos é

9:14sempre e impreciso pois aprendemos a

9:17fazê-lo no ponto de vista de outra

9:19pessoa além que as diferentes histórias

9:24individuais produzem diferentes

9:27controles do comportamento e dos

9:30sentimentos e sua obra intitulada sobre

9:33o behaviorismo skinner descreveu vários

9:36sentimentos que ocorrem de forma

9:38associada a processos comportamentais os

9:42exemplos apresentados mostram que as

9:44condições corporais correlatas que podem

9:48ser sentidas ou observadas

9:50introspectivamente não são as causas dos

9:53estados ou das mudanças de probabilidade

9:56mas para os psicólogos clínicos

9:59e são úteis na forma inversa isto é

10:03interessa analisar como é que as

10:05condições sentidas podem indicar os

10:08processos comportamentais relevantes e

10:12a alguns exemplos a sensação de

10:15confiança ocorre quando certo o ato é

10:18quase sempre reforsado a fé é suscitada

10:22também por reforço frequente o reforço

10:25frequente também origina e mantém o

10:27interesse por aquilo que a pessoa está

10:29fazendo já os sentimentos de

10:32desencorajamento impotência ou de

10:35depressão são relacionados com o

10:38processo de extinção a frustração seria

10:41uma tendência de atacar o sistema

10:44característica de uma falta de reforço

10:47saudades seria o sentimento associado

10:50com a falta de uma ocasião apropriada

10:53para o comportamento e esperança ocorre

10:57de forma associada com esquemas de

10:59reforçamento intermitente nos quais o

11:02comportamento é mantido por longos

11:04períodos de tempo com pouquíssima

11:07retribuição existem diferenças

11:10importantes nos sentimentos geral

11:12e eventos aversivos o que uma pessoa

11:15sente quando está numa situação em que

11:17foi punida depende muito do tipo de

11:20punição e depende frequentemente do

11:23agente ou instituição punitiva essa

11:27pessoa foi punida por seus iguais disse

11:30que ela se sente envergonhada já se ela

11:34foi punida por uma instituição religiosa

11:36é comum dizer que ela se sente pecadora

11:39e se ela foi punida por um órgão do

11:42governo é comum falar que ela se sente

11:45culpada

11:47e em todos esses exemplos esquina e

11:50criticou o papel causal dos sentimentos

11:53mas ele absolutamente não nega sua

11:55existência ele considera os sentimentos

11:58também como comportamentos apesar de

12:01encobertos isto é não observava vez por

12:04outras pessoas e como comportamentos

12:06para poder entender os sentimentos

12:08devemos analisar as contingências das

12:11quais eles são função apesar das

12:14críticas feitas skinner afirma que

12:17existem muitas razões para as pessoas

12:20falarem sobre seus sentimentos o que

12:23elas dizem dão dicas quanto ao

12:25comportamento passado e as condições que

12:28o afetaram ao comportamento presente e

12:31as condições que o afeto e as condições

12:34relacionadas com o comportamento futuro

12:38na esquina ainda ponto do

12:40autoconhecimento tem um valor especial

12:43para o próprio indivíduo pois a pessoa

12:46que está mais consciente de si mesma

12:48pelas perguntas que lhe fizeram ela está

12:51possivelmente numa melhor posição para

12:54predizer e controlar o seu próprio

12:57comportamento a importância de entrar em

13:00contato com sentimentos e de

13:03expressá-los é muito vivenciada pelos

13:06terapeutas o cliente vem buscar terapia

13:08quando está experimentando sensações

13:11sentimentos de incômodo ou desconforto

13:14ou seja são sentimentos que levam uma

13:18pessoa a buscar ajuda mas o cliente

13:21frequentemente não sabe descrever com

13:23clareza o que ele sente e quais são suas

13:27sensações que não são sentidas de

13:30maneira precisa elas apenas são sentidas

13:33de forma difusa ao não saber como

13:36descrever em

13:38e essa pessoa não sabe o que fazer com

13:41esses sentimentos ela não sabe analisar

13:43as contingências que estão envolvidas e

13:46não as utilizando portanto para previsão

13:50e controle de seu próprio comportamento

13:52quando o cliente consegue identificar as

13:55relações entre os comportamentos abertos

13:58e os encobertos ele consegue perceber de

14:01quais variáveis eles são função e com

14:05isso ele estará mais apto a modificar o

14:09seu comportamento e ampliar o seu

14:11repertório a falta de contato com as

14:15variáveis controladoras deve-se

14:17frequentemente a esquiva do cliente das

14:20situações que podem provocar a expressão

14:22de afeto estas situações podem ser

14:25bastante agressivas isto é uma provável

14:29decorrência das punições recebidas

14:31durante o processo de socialização

14:34quando os sentimentos e emoções da

14:36criança era 11

14:38com a punição poderia ser explícita como

14:42por exemplo através de repreensões ou

14:45agressões físicas ou implícitas com o

14:48levantar de sobrancelhas o franzir de

14:51testa e outras expressões de desagrado é

14:55como se os adultos educassem as crianças

14:58para seguirem regras não para sentirem

15:00isto é para não estarem em contato com

15:05as contingências seguir significa não

15:08fugir aos padrões sociais ao que é

15:11considerado entre aspas adequado além

15:14dessa punição a criança observava o

15:17modelo dos adultos a sua volta que não

15:20expressar o que sentiam pelo contrário

15:22muitos lhe comunicavam que o sentimento

15:24é sinônimo de fraqueza ou falavam algo

15:28do tipo homem não chora engole esse

15:30choro e entre outros quanto o manejo dos

15:34sentimentos e emoções no processo

15:36clínico

15:38o principal do terapeuta é o dia ajudar

15:40seus clientes a entrarem em contato com

15:43as variáveis controladoras de seus

15:45comportamentos o que inclui perceber

15:48seus sentimentos para isto é necessário

15:50que como terapeuta ele observe indícios

15:54de que seu cliente possa estar evitando

15:56sentir ou expor seus sentimentos quando

16:00isso ocorre ele pode retomar os

16:03estímulos dos quais seu cliente parece

16:05estar se esquivando ou encorajá-lo a

16:08expressar seus afetos e as lembranças

16:11difíceis algumas coisas podem ser ditas

16:14aos clientes para encorajá-los a

16:17expressar aquilo que sentem por exemplo

16:20que sentimentos não são certos ou

16:23errados ele simplesmente existem tenta

16:26se desta forma diminuir a culpa ou a

16:28vergonha por experimentar um sentimento

16:30que ele julga tão errado seria dito

16:34também que sentimentos fazem parte da

16:37conde

16:38a reconhecê-los e aceitá-los fazem parte

16:41de um alto conhecimento podemos também

16:44informar aos nossos clientes que seus

16:47sentimentos nem sempre determinam suas

16:50ações muitos temem que se permitirem a

16:54expressão de sentimentos destrutivos

16:56acabaram agindo destrutivamente pode-se

17:00dizer também que é possível para ele não

17:04agir sempre de acordo com os seus

17:06sentimentos dependendo do contexto

17:08existe também o recurso de mostrar que

17:11as emoções não são imutáveis quando o

17:15contexto em que elas ocorrem muda a

17:17emoção também deixa de ser a mesma

17:22e o papel do terapeuta vai além de

17:26facilitar ocorrência de emoções ele deve

17:30responder ao sentimentos expressos no

17:32momento adequado momento adequado pode

17:35ser entendido como aquele em que a

17:37probabilidade do cliente escutar e

17:39continuar a análise é grande o

17:42comportamento de identificar afetos

17:44envolve a observação de comportamentos

17:47como a entonação da voz pensa o volume o

17:52silêncio entre outros o outro recurso

17:55bastante relevante do terapeuta para

17:58identificar os sentimentos do cliente é

18:00a empatia observando e escutando o seu

18:04cliente ele pode se perguntar como

18:06estaria se sentindo se estivesse na

18:09situação do outro

18:11ah e por fim o último aspecto a ser

18:14abordado na aula de hoje são os

18:16sentimentos do terapeuta com relação a

18:18seus clientes a identificação de seus

18:21próprios sentimentos pode fornecer dicas

18:24acerca de que tipo de estímulo

18:26discriminativo o cliente fornece em uma

18:29relação pessoal quando terapeuta sente

18:32irritação carinho ou tédio frente a um

18:35determinado cliente é importante

18:38identificar se esses eventos internos

18:40estão relacionados a eventos de sua

18:43própria história pessoal o se eles se

18:46relacionam a contingências que envolvem

18:49o comportamento do cliente e que

18:51portanto devem fazer parte de suas

18:54relações pessoais em geral neste caso

18:57podem ser entendidos como uma mostra de

19:00seu comportamento fora da sessão

19:03terapêutica e o terapeuta pode inclusive

19:06mostrar isso a seu cliente a aula de

19:09hoje teve duas

19:11e bibliográficas o livro sobre o

19:14comportamento e cognição volume 2

19:16capítulo 21 organizado por de elite e o

19:20livro fundamentos de psicologia temas

19:22clássicos da psicologia sob a ótica da

19:25análise do comportamento página 94 a 97

19:30organizado por hubner e moreira obrigada

19:34por ter assistido à aula de hoje

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