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Seminário de Estágio - Avaliar para transformar: concepções e práticas de avaliação da aprendizagem

NCEG Unicesumar · 10,784 words · 50 min read

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0:00[música]

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0:21[música]

0:25Olá, pessoal. Boa noite, sejam todos

0:29muito bem-vindos ao nosso seminário de

0:32estágio das licenciaturas. E é com muita

0:35alegria que nós anunciamos então o nosso

0:38tema Avaliar para transformar concepções

0:41e práticas de avaliação da aprendizagem.

0:45Pessoal, hoje o nosso encontro então nos

0:47convida a olhar para a avaliação para

0:49além da nota, para além da prova ou de

0:52um simples resultado. Avaliar é também

0:55acompanhar, compreender, refletir e

0:58tomar decisões que podem transformar os

1:01caminhos da aprendizagem. E pensar sobre

1:03isso é essencial para quem está se

1:05formando, né, como professor aí, está

1:08indo paraa docência, para quem já vive

1:11cotidianamente os desafios de uma sala

1:13de aula, como a gente sabe que tem

1:15muitos alunos que já eh são professores.

1:18Temos então hoje a satisfação de contar

1:21neste momento comigo, professora Márcia

1:23Previato, coordenadora de curso e também

1:27com a professora Antonell Ramos, né, que

1:30é também coordenadora de curso. Boa

1:33noite, professora Antonelli. Boa noite,

1:36Ktia, nossa intérprete.

1:40>> Olá, boa noite. Boa noite, pessoal. É

1:43sempre um prazer estar aqui conversando

1:46com esses alunos de licenciatura,

1:48futuros

1:49colegas de trabalho, não é mesmo? Porque

1:52muito em breve eles estarão ministrando

1:55aulas, transmitindo conhecimento e

1:58fazendo a diferença no nosso sistema

2:01educacional com toda certeza.

2:03Isso. E além de mim, de professora

2:06Antonelli, nós temos uma convidada muito

2:08especial aí, professora Cíntia Gomes. É

2:12um prazer recebê-la, né? Para nós é uma

2:15grande alegria ter você aí esta noite

2:17com a gente, né? Que que vai contribuir

2:19muito para ampliar nossos olhares, não

2:22só dos alunos, mas os nossos também, né,

2:24professora Antonell? Porque a cada

2:25reflexão, a cada tema que a gente traz,

2:28a gente aprende muito, tá bom? Eh, então

2:31que esse seja um momento de muita

2:33escuta, diálogo e principalmente de

2:35reflexão sobre a nossa prática. Afinal,

2:38se avaliamos para compreender a

2:40aprendizagem, podemos também avaliar

2:42para transformar a nossa maneira de

2:44ensinar. Sejam todos muito bem-vindos ao

2:47nosso seminário. Desejo a todos um

2:49excelente encontro, uma um encontro de

2:52muitas reflexões. Então, eh, professora

2:56Cíntia, nosso boa noite e mais uma vez

2:58muito obrigada por ter aceitado aí o

3:00nosso convite de estar aqui com a gente

3:01essa noite para esse momento de

3:03reflexão.

3:05Boa noite, professora Márcia, professora

3:08Antonelli, Cátia, todo mundo que está

3:10aqui, como a professora Antonelli muito

3:12bem disse, né, nossos futuros colegas de

3:14trabalho, de profissão, sempre que a

3:16gente se encontra e se reúne para falar

3:19sobre educação e hoje um tema tão

3:21importante que nós conversamos, que nós

3:24discutimos, que nós estudamos, buscamos

3:26sempre, né, eh, fazer essa discussão

3:29acerca da temática. É para exatamente

3:32isso, tentar instrumentalizar

3:35vocês para essa prática pedagógica, para

3:38prática em sala de aula. Eu sempre digo,

3:41quando a gente chega lá no chão da

3:43escola, a gente quer saber o que que eu

3:44faço agora, né? Então, a para além da

3:46teoria, a gente também quer trazer

3:48alguns exemplos práticos e como então

3:50vocês podem se instrumentalizar sobre a

3:53temática, como utilizar e tudo aquilo

3:56que a gente vai discutir aqui hoje. Para

3:57mim é uma alegria muito grande, um

3:59prazer e uma honra estar aqui com vocês.

4:02>> Isso mesmo. Então, para dar início às

4:04nossas discussões, nossas reflexões aí,

4:07vou convidar professora Antonelli.

4:12Bom, pessoal, eh a gente começa então a

4:17nosso bate-papo, né? Porque hoje nós

4:19estamos aqui para conversar, conversar e

4:22se aprofundar um pouco mais em relação à

4:24avaliação. E eu começo me dirigindo à

4:28professora Cíntia para falar sobre o que

4:33significa avaliar a aprendizagem

4:37e em seguida falasse um pouquinho da

4:40diferença de avaliação da aprendizagem e

4:44também da avaliação para a aprendizagem.

4:50Profundo isso, hein, professora?

4:52[risadas]

4:52É só tudo issoando.

4:57[suspirando]

4:58Então, assim, quando a gente fala em

5:00avaliação dentro de um processo

5:02pedagógico, quando a gente fala em

5:03avaliação da escola, quando a gente fala

5:05em avaliação da educação, é sempre algo

5:08muito polêmico que a gente discute

5:11bastante, como fazer, o que fazer, em

5:13que momento fazer. Então, de forma

5:16geral, o que que é avaliação? Por que

5:18que a gente faz avaliação? porque ela é

5:20tão necessária. Eu tenho trabalhado na

5:23na minha disciplina de planejamento e

5:24avaliação a importância desse processo

5:26indissociável, de trabalhar uma

5:28avaliação na perspectiva de reorientar o

5:31planejamento, de trabalhar exatamente

5:34aqueles elementos que são lacunas no

5:36processo de aprendizagem. Mas em uma

5:38definição assim, né, muito conceitual,

5:42eh, para que vocês possam entender, a

5:44avaliação é quando a gente faz a coleta,

5:47a observação, a interpretação

5:51daquelas informações sobre o processo de

5:53aprendizagem. Então, por que que a gente

5:55faz isso? pra gente tomar decisões

5:58pedagógicas, escolher as melhores

6:00intervenções, escolher as melhores

6:02metodologias e verificar aquilo que o o

6:05aluno realmente aprendeu. Então, o

6:08professor ele avalia para compreender o

6:11que o estudante já sabe. Então, aquilo

6:14que ele sabe, aquilo que ele não sabe e

6:16aquilo que eu preciso potencial

6:18potencializar.

6:19Então, a gente faz uma pergunta assim: o

6:21que o aluno ainda não aprendeu? quais

6:24são as dificuldades que ele apresenta.

6:27Da mesma forma que ele também consegue,

6:29o professor com avaliação consegue ter

6:32uma percepção do seu trabalho. Então eu

6:35sempre gosto de dizer que quando a gente

6:36faz um processo avaliativo, a gente

6:38avalia dois caminhos. Aquilo que o aluno

6:41verdadeiramente aprendeu, aquele

6:43conceito que foi construído ou não, mas

6:46também o nosso trabalho, a metodologia

6:49que eu utilizei. Será que é a melhor

6:51forma? Será que o meu aluno compreendeu

6:54ou não esse conceito por conta da forma

6:56que eu escolhi para ensinar? Então,

6:58quando a gente pensa em processo

7:00avaliativo, a gente não fala somente da

7:03aprendizagem dos alunos, mas também da

7:05minha prática enquanto professor. Hoje a

7:08gente sabe que dentro da sala de aula

7:10nós temos um processo muito diferente,

7:13uma diversidade muito grande e ela

7:15também precisa ser considerada. Nós

7:18vamos falar um pouquinho também, quero

7:19entrar nessa questão das adaptações, que

7:22hoje são muito necessárias numa

7:24perspectiva de educação inclusiva, por

7:27exemplo. Então, a avaliação, ela tem

7:29esse objetivo

7:32de entender o processo de aprendizagem

7:34do aluno, mas também nos avaliar

7:37enquanto profissional, né? eh,

7:40favorecendo essa aprendizagem do aluno.

7:42Então, eu penso que a avaliação a gente

7:44precisa pensar nela em um processo

7:47contínuo que pode ser classificado em

7:49três etapas principais: a observação que

7:52a gente faz do cenário, a interpretação

7:56e a escolha pela intervenção e pela

7:58melhor ou mais adequada metodologia e a

8:01ação propriamente dita, ação docente,

8:04né, que é no caso o que nós vamos fazer.

8:08Então, a avaliação ela não está, como a

8:10professora Márcia trouxe, relacionada

8:12apenas à quantificação, a nota, né,

8:16aquele produto final, mas sim, eh, é uma

8:19interpretação

8:21do que aquela produção do aluno

8:23realmente revela sobre a aprendizagem.

8:26Então, quando a gente para e e toma uma

8:29decisão pedagógica, por exemplo, né, o

8:32que eu quero com aquilo? Meu aluno não

8:34construiu esse conhecimento, então para

8:35onde eu vou? Quando a gente pensa eh

8:39nisso que você trouxe, professora

8:40Antonelli, né, da diferenciação da

8:42avaliação eh da aprendizagem e para

8:46aprendizagem, a gente precisa partir do

8:48de um ponto de partida. Então, assim,

8:52quando a gente pensa na avaliação da

8:54aprendizagem, nós estamos falando do

8:56processo que aconteceu, então o que o

9:00aluno aprendeu ou que ele não aprendeu,

9:03né? Os resultados que ele alcançou. Eh,

9:07após uma intervenção pedagógica,

9:10você consegue verificar enquanto

9:12professor o nível de aprendizagem no

9:14qual o aluno se encontra. Ou seja, a

9:17avaliação da aprendizagem é a

9:19verificação daquilo que foi construído,

9:21aquilo que foi aprendido pelo aluno. Um

9:24exemplo, por exemplo, o professor

9:26trabalha lá uma uma unidade do livro

9:29didático, no final disso ele faz uma

9:32avaliação, ele aplica uma prova, por

9:34exemplo, né, para verificar se aquelas

9:36habilidades que foram desenvolvidas, que

9:38foram trabalhadas, foram construídas e o

9:40aluno construiu então esse conhecimento.

9:43A partir disso, a avaliação da

9:45aprendizagem, ela presume o quê? O que o

9:48estudante conseguiu aprender.

9:50Na avaliação para a aprendizagem, a

9:54pergunta ela é diferente. A gente

9:56precisa pensar daí numa concepção assim:

9:59o que o aluno precisa ainda aprender e

10:03como eu, como professor posso fazer para

10:05ajudá-lo? Então, a avaliação para

10:07aprendizagem, ela tem um foco no

10:10processo, nos próximos passos. A

10:13avaliação ela para aprendizagem, ela

10:17deixa de ser apenas o ponto de chegada

10:20ou o ponto de partida daquilo que a

10:22gente precisa fazer na construção e

10:25passa a ser um processo de é um

10:28instrumento de potencialização para que

10:30a gente efetivamente consiga fazer a

10:33aprendizagem avançar. Então, eu entendo

10:36que é uma potencialização da

10:37aprendizagem do aluno. Um exemplo, o

10:40professor percebe, por exemplo, durante

10:42uma uma atividade [limpando a garganta]

10:44de língua portuguesa, por exemplo, que

10:47os alunos ainda não têm construídos um

10:50conceito de substantivo ou de adjetivo

10:54ou que se confundem, né, entre os

10:57conceitos. Então, ao invés da do

11:00professor atribuir uma nota baixa, né,

11:03ou focar naquele erro do aluno, ele

11:06utiliza esse resultado dessa avaliação,

11:09essa informação para analisar realmente

11:12o que está acontecendo, para reorganizar

11:15o seu trabalho, a sua didática, o o

11:18formato da sua explicação, a metodologia

11:20que ele vai utilizar, a forma de mediar

11:24esse conhecimento, né, entendendo aquilo

11:26que o aluno já sabe, mas também trazendo

11:28um conhecimento que é científico, propor

11:31uma atividade diferente e aí sim

11:34verificar novamente se houve o avanço ou

11:38a potencialização dessa aprendizagem.

11:41Então, basicamente, eu entendo que

11:43quando a gente fala em avaliação da

11:44aprendizagem, é aquilo que o aluno

11:47apresentou, aquilo que ele efetivamente

11:51construiu ou não. E quando a gente fala

11:53para aprendizagem, é potencializar

11:57aquilo que eu já tenho como resultado do

11:59aluno.

12:01Professora Cíntia, e tem um autor, se eu

12:03não me engano, Paulo Ronca, que ele diz

12:06sempre que a a avaliação ela ela deve

12:10estar a serviço da aprendizagem, né? Nós

12:12não temos que eh usar das avaliações com

12:16cunho punitivo ou com algo apenas para

12:20examinar aquilo que o aluno aprendeu,

12:22né? Mas o que que eu vou fazer com o

12:24resultado dessa avaliação, né? Eu acho

12:26que isso é importante que o que os

12:28nossos alunos saibam. E aí eu me lembro

12:30muito quando eu trabalhava com educação

12:32básica, quando a gente fazia as

12:34produções textuais, né? Eh, e eu

12:38trabalho isso nas minhas aulas. Eu digo

12:39que a produção textual ela é uma quando

12:43você devolve, né? Quando qual que é a

12:45diferença de produção textual para

12:47redação, por exemplo, né? Quando a gente

12:48faz uma redação, a gente faz com

12:51concurso, faz com um vestibular, né? é

12:53algo que alguém lê e não dá uma

12:55devolutiva pra gente. Então, quando você

12:57faz uma produção textual, que você faz

13:00ali a correção, né, que você faz a

13:02reestruturação, que você devolve pro

13:05aluno, que você recorrige isso, você

13:07está apontando aonde ele pode melhorar

13:10ou até mesmo aonde ele errou, né? E a

13:13gente tem que eh entender que muitas

13:15vezes a gente tem que partir do erro que

13:19o aluno teve para poder fazer com que

13:21ele acerte.

13:23Porque se o aluno fizer errado e a gente

13:27não corrigir, né, ele vai continuar

13:30fazendo errado sempre. Então, uma coisa

13:32que eh eu tenho um capítulo de um livro

13:35escrito sobre avaliação e eu digo aqui

13:37assim, a gente precisa tirar o estigma,

13:40o medo da avaliação. Nós somos avaliados

13:44a todo momento. Pensa você, quando você

13:47acorda de manhã, que você olha no

13:49espelho e fala: "Puxa vida, meu cabelo

13:50hoje não tá ajudando, né? Poxa, hoje eu

13:53tô com uma cara de ontem".

13:56Então, eh, nós já estamos fazendo uma

13:58avaliação. Quando você vai pro trânsito,

14:01quando você a todo momento a gente está

14:04fazendo uma avaliação, será que eu posso

14:05vir daqui? Não, não posso. Posso. Então,

14:07a gente tem que entender que a avaliação

14:09é um processo que está a serviço da

14:12aprendizagem, né? E a gente tem que

14:14tratar isso com muita naturalidade

14:15paraas pros alunos, né? e não como na

14:18época do do ensino tradicional que o

14:21professor, né, chegava e colocava aquela

14:23a a avaliação, a prova como algo

14:26punitivo, algo ruim, né? Então, a gente

14:29tem que eh saber como lidar com essa

14:32avaliação para que o nosso aluno não

14:34tenha medo de fazer uma prova ou não

14:37tenha medo de ser avaliado, não é,

14:39professora C

14:41>> Márcia? E e você trouxe assim uma

14:43discussão que eu sempre falo na formação

14:46de professores da indissociabilidade do

14:48planejamento e da avaliação. E por que

14:51isso? Se a gente eh analisar, por

14:53exemplo, avaliações de larga escala, né?

14:55Então, a prova SAEB, que é a prova aí

14:57que avalia final de etapa, eh ela faz

15:00uma avaliação que traz a teoria de

15:03resposta ao item. assim, resumidamente,

15:05ela considera o processo de

15:07aprendizagem, né, do simples para o

15:10complexo. E isso vem e de encontro com o

15:13que a gente tá falando aqui da

15:14importância da gente pensar no processo

15:16de retomada das aprendizagens. O que eu

15:19percebo muito que os professores na

15:22rotina que é exaustiva, que é cansativa,

15:24que é de muito trabalho, pensam mais no

15:27conteúdo do que na retomada. E existem

15:31lacunas de aprendizagem que se não forem

15:33trabalhadas ali, principalmente quando a

15:35gente fala de um processo de

15:36alfabetização, por exemplo, eh isso leva

15:39lá pro terceiro, quarto e quinto ano e a

15:41gente não consegue mais eh lá na frente

15:44retomar. Por quê? pela estrutura da

15:46sala, pelos conteúdos que são

15:47diferentes, até por uma questão, né, de

15:50sistematização.

15:52Então, a retomada de conteúdos, ela é

15:54importantíssima, principalmente quando a

15:56gente pensa em processo. Eu sempre dou o

15:59exemplo das quatro operações. Como que a

16:01gente trabalha com uma criança lá no

16:03terceiro ano, a multiplicação se ela

16:05ainda não consolidou eh adição e a

16:08subtração, eu não consigo porque ele é

16:10processual, né? Então, a gente tem que

16:13pensar exatamente nisso, a avaliação

16:15como processo a serviço da aprendizagem,

16:18retomando aquilo que o aluno ainda não

16:21conseguiu consolidar. E quando eu falo

16:24do planejamento e da avaliação, é

16:26exatamente para que na construção de um

16:29planejamento a gente considera o

16:31resultado de avaliação. Porque muitas

16:34vezes eu vejo que a avaliação acontece

16:36por uma questão de sistema, eu preciso

16:39atribuir nota, mas eu não pego aquele

16:41resultado que eu tenho para reestruturar

16:44o meu planejamento ou para eh refazer

16:47aquilo, aquela minha prática, né? Então

16:50eu sempre falo, a gente só avança a

16:52casinha quando eu percebo que dentro do

16:54processo o meu aluno já consolidou

16:56aquele elemento que é fundamental, né,

16:58aquela habilidade que é fundamental

17:00paraa continuidade desse processo de

17:02aprendizagem.

17:04Professora, se me permite, né,

17:06aproveitando o gancho aí da área das

17:08exatas, que é minha praia, eh, na

17:11matemática a gente trabalha muito com os

17:12erros,

17:14então com as possibilidades de acertos.

17:18E o errar ele é considerado como algo

17:21construtivo dentro da matemática, porque

17:24na matemática você tem diversos caminhos

17:27para chegar no mesmo resultado. E muito

17:30bem colocado pela professora quando deu

17:32o exemplo da multiplicação,

17:34eh, o aluno, se ele não tiver os

17:36pré-requisitos, porque a matemática ela

17:38é uma sequência lógica, se ele não tiver

17:40os pré-requisitos, ele não consegue

17:42avançar. E o que que seria esses

17:44pré-requisitos? a adição, a subtração, a

17:47ordenação, a seriação. Então, é muito

17:49importante. E nós professores, nós temos

17:51que olhar a avaliação não como fim, mas

17:54como um meio, como um como um ciclo

17:57aonde você vai eh avaliar o estudante e

18:01rever as suas estratégias didáticas,

18:03porque muitas vezes você tem que refazer

18:06o seu planejamento.

18:08Então, a gente tem que olhar a avaliação

18:11como um processo e não como um fim. e um

18:14processo essencial. A avaliação ela é

18:16muito importante para pra gente levantar

18:19indicadores de aprendizagem.

18:21Então, a gente tem que ir por esse

18:23caminho e é mudar mesmo a visão até dos

18:26nossos alunos, como bem colocado pela

18:27professora Márcia. A variação ela não

18:29pode ser olhada como algo, ah, eu vou

18:31receber uma punição, né? eh algo que vai

18:34gerar medo nos estudantes, pelo

18:36contrário, tem que tá inserido no dia a

18:38dia deles, no cotidiano deles.

18:40>> É, eu vi uma pergunta ali, eu sei que a

18:43gente vai falar ainda de adaptações, mas

18:45tem uma aluna ali que acho que ela já

18:47perguntou duas vezes se o SAEB, né, ele

18:50faz eh adaptação

18:52para os alunos com algum tipo de

18:54deficiência. Sim, né, professora Cíntia?

18:57O INEP ele faz adaptações pros

18:59estudantes que têm alguma algum tipo de

19:02deficiência, correto,

19:04Márcia? Nas avaliações de larga escala,

19:06a prova propriamente dita não tem

19:09adaptação, ela é uma prova padronizada.

19:12O INEP ele oferece professores,

19:15profissionais que auxiliam esse aluno na

19:18realização da da avaliação, né, no caso

19:22que são os ledores. Mas, por exemplo,

19:24isso é algo que a gente discute muito,

19:27que é assim, o processo de inclusão no

19:29Brasil, ele foi posto, mas a estrutura

19:32não acompanhou, né, a legislação. Então

19:35assim, só que e em contrapartida, eu não

19:38não vejo uma forma de trabalhar uma

19:41avaliação em larga escala de forma

19:44adaptada, porque é uma avaliação muito

19:46grande que não considera o o a

19:49necessidade de cada aluno. Quando a

19:52gente fala, por exemplo, adaptação

19:53curricular dentro da sala de aula, a

19:55professora regente, a professora de

19:57apoio, já apresenta uma dificuldade

19:59nesse contexto, porque dependendo da

20:03necessidade da adaptação, ela precisa

20:05buscar, ela precisa conhecer a criança,

20:07a família, a necessidade que ela

20:08verdadeiramente tem. Então, se a gente

20:10imaginar numa avaliação de larga escala,

20:12como que essa adaptação iria acontecer,

20:15né, na avaliação. Então, a avaliação

20:18propriamente dita, ela é a mesma. O que

20:21acontece é esse auxílio para esse

20:23público dos profissionais da educação,

20:25né, que fazem a prova junto com o aluno.

20:28>> É, mesma coisa acontece com o Enade, né,

20:30professora Antonéia? Não sei se você ia

20:32falar disso, eh, porque quando a gente

20:34fala em adaptação, pessoal, não é só

20:36adaptar o conteúdo, à prova escrita, né,

20:40mas é dar condições para que esse aluno

20:43faça. Então, se ele é surdo, que ele

20:45tenha um intérprete de Libras, se ele é

20:49cego, que ele tenha um ledor ou algo

20:52assim, né? Então, nesse sentido, eles

20:54dão todo apoio, né, eh, em relação a a

20:59ao tipo de deficiência que a pessoa tem.

21:01Professora Antonella,

21:03>> eu ia falar em relação à teoria de

21:04resposta ao item, que também é utilizado

21:07na prova, né? Eh, assim como no ENAD,

21:09como na prova do SAEB, é onde a gente

21:12avalia as competências e habilidades que

21:14os as crianças, né, nós desenvolvemos ao

21:19longo dessa avaliação. E enquanto método

21:22quantitativo, eu só consigo levantar

21:24esses dados se a prova for igual, porque

21:27aí sim eu vou conseguir avaliar até que

21:30nível a professora Márcia se

21:32desenvolveu, até que nível a professora

21:34Cíntia se desenvolveu. A partir do

21:36momento que eu ofereço provas

21:39diferentes, olhando pro lado matemático

21:42e pro lado quantitativo, eu não consigo

21:44mensurar isso. E a teoria de resposta ao

21:47item, ela veio justamente pra gente

21:49identificar essas competências que os

21:51estudantes se desenvolvem ao longo da

21:53graduação, ao longo da educação básica,

21:55né? Então, por isso que as provas não

21:57são adaptadas, são as questões iguais

22:01para todas as pessoas.

22:03Isso mesmo. Mas professora Cint, a gente

22:06estuda aí, né, nos cursos de formação de

22:08professores, que a gente tem tipos de

22:11avaliação, né? Até vi alguns alunos ali

22:13no chat falando: "Olha, que tipo de

22:15avaliação que eu tenho que fazer com a

22:17criança de 0 a 3 anos, né? Eh, que tipo

22:21de avaliação que eu tenho que fazer

22:23quando o aluno tá na época da

22:24alfabetização?" Tá? Então, a gente sabe

22:26que nós temos alguns tipos de

22:28avaliações, né, que é saber então a

22:31diagnóstica, formativa, somativa, eh, e

22:35qual que é a função, né, da avaliação da

22:38aprendizagem de cada uma dessas

22:40avaliações da aprendizagem.

22:44Então vamos lá, né? Eh, puxando o gancho

22:46aí da pergunta na educação infantil.

22:48Então, lá na educação infantil a gente

22:49tem um modelo de avaliação diferente,

22:52até preconizado pela legislação. Lá a

22:55gente não tem quantificação, a gente

22:57avalia processo de forma contínua.

23:00Então, o aluno pelo aluno, de onde ele

23:03partiu e onde ele vai chegar, com toda a

23:05intervenção pedagógica que os

23:07professores realizam, com base na base,

23:10né, com base na BNCC, que traz os campos

23:14de experiência e aqueles conteúdos que

23:16são mínimos, essenciais para se

23:18trabalhar em cada eh turminha, em cada

23:21série, na educação infantil. Então ali a

23:23gente tem uma avaliação diferenciada,

23:26porque a gente considera o processo. Não

23:28que no ensino fundamental não seja

23:30assim, mas lá vai acontecer de forma

23:33mais sistematizada e a partir do segundo

23:36ano a gente já tem a questão do sistema

23:39educacional no Brasil que trabalha com a

23:41quantificação. Então a gente atribui as

23:44notas a partir do segundo ano, né?

23:47Em relação aos tipos de avaliação, nós

23:49temos três mais utilizados, esses que a

23:52professora Márcia eh citou, a

23:54diagnóstica formativa e a somativa, cada

23:57uma com o seu objetivo, que é utilizada

23:59em cada momento para que o professor

24:01possa então entender esse processo de

24:05avanço ou ajuste que será necessário no

24:09processo de aprendizagem. Então, quando

24:11a gente fala em avaliação diagnóstica,

24:14nós estamos falando sobre onde estamos

24:18ou onde o aluno está, de onde a gente

24:21vai partir, onde esse é o nosso ponto de

24:23partida. É como a gente quando a gente

24:26vai ao médico, né? Então, qual é o seu

24:27diagnóstico? Olha, você está com gripe,

24:30então você vai repousar, você vai tomar

24:33esse remedinho? É mais ou menos isso que

24:36a gente pensa na avaliação diagnóstica,

24:38é entender o processo do aluno onde ele

24:40está para saber para onde a gente vai.

24:42Então, a avaliação diagnóstica, ela

24:44busca identificar o que o aluno já sabe,

24:47as suas as suas habilidades, as suas

24:50dificuldades, as suas necessidades.

24:54Normalmente ela vai acontecer no início

24:56de um período, quando a gente recebe um

24:59aluno novo, por exemplo, que vem de

25:00outra escola e você precisa entender

25:02qual é o nível de aprendizagem que ele

25:04se encontra. Então essa é esse é o

25:07momento normalmente que a gente faz uma

25:09avaliação diagnóstica, quando a gente

25:10quer entender onde o aluno se encontra

25:13em relação à aquela aprendizagem ou

25:15aquele conteúdo.

25:18Quando a gente fala em avaliação

25:20formativa, a pergunta muda. Aqui é que a

25:23gente quer saber como o aluno está

25:26aprendendo. Então aqui nós estamos

25:28falando de uma avaliação dentro do

25:30processo de ensino de aprendizagem,

25:33diferente de quando a gente inicia o

25:35processo. Aqui a gente vai avaliar o

25:38processo propriamente dito. Então o

25:40objetivo aqui dessa avaliação é

25:42acompanhar o desenvolvimento dos alunos

25:46e escolher as intervenções pedagógicas

25:49que são mais adequadas para que a gente

25:52possa então melhorar a aprendizagem. Um

25:54exemplo que a gente que eu gosto muito

25:56da avaliação formativa, o pré-conselho,

26:00préconselho de classe, que é quando a

26:02gente faz aquela primeira identificação

26:06após as intervenções pedagógicas do que

26:08o aluno verdadeiramente aprendeu. Então,

26:11como que pode acontecer isso? Por

26:13exemplo, na prática lá da sala de aula,

26:15como que eu posso fazer uma avaliação

26:16formativa para saber, será que está

26:18dando certo, né, o que eu estou propondo

26:20e fazendo? Você pode fazer isso

26:23observando o desenvolvimento dos alunos,

26:25fazendo perguntas durante a aula a

26:27respeito daquele conteúdo. Nas produções

26:29dos alunos, quando você oportuniza

26:32momentos de roda de conversa, de

26:34debates, de repente você tá avaliando a

26:36oralidade de uma criança, a expressão

26:39corporal, por exemplo, né? Então você

26:41pode propor isso nas rodas de conversa,

26:43nos debates, quando você trabalha a

26:46resolução de problemas, né? você também

26:48está entendendo o que o aluno construiu

26:51sobre aquele conceito, pequenos

26:53exercícios. Então, a avaliação

26:55formativa, ela tem esse caráter ou esse

26:57objetivo, analisar ali o processo.

27:01Quando a gente fala em avaliação

27:03somativa,

27:05aí aqui a nossa pergunta é: o que o

27:07aluno aprendeu no final do processo ou

27:11aquilo que ele não conseguiu construir.

27:14A avaliação somativa é aquela que

27:16normalmente vai acontecer no final de um

27:19processo, então no final de um período,

27:21no final do bimestre ou do trimestre, no

27:24final de quando você conclui um

27:26conteúdo, lá no final do ano letivo, né,

27:29quando a gente precisa quantificar essa

27:31nota para preencher eh o sistema. Então

27:35você ali você busca eh os resultados que

27:38foram alcançados, né? A avaliação

27:40somativa, ela está relacionada às

27:42promoções dos alunos, as reprovações, as

27:45classificações. É uma prova que

27:47classifica, né? Então é a avaliação

27:49somativa que diz: "Olha, eh, o aluno

27:52será promovido para a etapa seguinte ou

27:54para a série seguinte ou não, ele não

27:56tem condições, né? Ela está associada à

27:59atribuição de notas, embora ela não

28:03tenha obrigatoriamente que ser uma prova

28:05quantificada,

28:07nada disso. Mas no final do processo ela

28:10dá condições para que a gente entenda se

28:13esse aluno consegue avançar, se durante

28:16aquela série ele conseguiu construir

28:18todos aqueles eh conhecimentos e

28:21habilidades necessárias para aquela

28:23série, né? Então, basicamente essa é a

28:25diferenciação nos tipos ou modelos de

28:28avaliação.

28:32>> Obrigada, professora Cíntia.

28:34>> Professora, eh, e aproveitando, né, que

28:37a professora trouxe essa fala dos tipos

28:39de avaliação, quando a gente fala em

28:42relação à inclusão, como conduzir isso

28:45em sala de aula, em que temos alunos com

28:48diferentes diagnósticos?

28:52Professora Antonelli, eu me arrisco

28:55assim a a dizer, né, principalmente na

28:57formação dos professores, que a gente

28:59precisa entender muito bem a diferença

29:01entre uma educação inclusiva e a

29:03educação especial. Então, quando a gente

29:06fala em educação especial, por exemplo,

29:08nós estamos falando dos alunos com

29:10transtorno do espectro autista, com as

29:12deficiências, né, e aqui sobretudo a

29:14deficiência intelectual e também altas

29:18habilidades e superdotação. São alunos

29:20que têm laudos, são alunos que em na

29:23maioria das vezes, não em todas as

29:25vezes, precisam de adaptação, de

29:28planejamento e de avaliação.

29:31Quando a gente entende eh o conceito de

29:34uma educação inclusiva, eu penso assim,

29:37em uma sala de aula com 25 alunos, nós

29:41temos 25 alunos da educação inclusiva.

29:44Por que que eu eu, né, parto desse

29:47princípio de observação? Porque cada

29:50aluno tem uma necessidade que é

29:52diferente. Então, a educação inclusive

29:54ela precisa ter esse olhar.

29:58Eu tenho alunos, por exemplo, que têm

30:00uma dificuldade ou uma fragilidade

30:03emocional e que não conseguem acompanhar

30:07aquilo que é natural e fluente da aula e

30:09da turma. Muitas crianças que não

30:11aprendem por questões de vulnerabilidade

30:13social, vulnerabilidade emocional, então

30:16elas também precisam ser consideradas,

30:19principalmente quando a gente fala de um

30:21conceito de equidade, né? Então, dar a

30:24mesma condição na necessidade que aquela

30:27criança ou que aquele aluno tem.

30:30De de forma geral, quando a gente fala

30:33nessa necessidade,

30:35a adaptação ela não é e não precisa ser

30:39necessariamente vinculada a um laudo.

30:42Então, o que a criança precisa, como que

30:45eu vou trabalhar a adaptação? Então, os

30:46professores sempre perguntam: "Ah, então

30:48eu vou precisar fazer uma avaliação para

30:50cada aluno?"

30:51E não é isso. A gente precisa entender

30:54que nós, cada aluno tem a sua

30:57necessidade de adaptação e a gente não

30:59pode taxar o aluno pelo laudo. Esse ano

31:02saiu uma portaria, a portaria 421/2026,

31:06que trata sobre a reorganização dos

31:08atendimentos na sala de recursos. E lá

31:11diz exatamente isso, que a gente precisa

31:13atender o aluno na necessidade que ele

31:15tem e que ele não precisa ter um laudo

31:18para ser direcionado à sala de recurso,

31:21porque muitas vezes os professores

31:24esperam um laudo para poder fazer a

31:26intervenção.

31:27Então, se a gente tiver falando numa

31:29criança, por exemplo, de infantil quatro

31:30ou cinco, onde nós estamos ali

31:33trabalhando já os elementos, né, para

31:35uma futura alfabetização,

31:37a criança hoje ela não sabe o que é

31:39direita, esquerda, amanhã ela já

31:41aprendeu, então o desenvolvimento dela é

31:43muito rápido. Por isso que eu sempre

31:45digo, nós não podemos nos eh apegar ao

31:49laudo, principalmente quando a gente

31:51percebe uma necessidade diferente

31:53naquela criança. E como que ela pode nos

31:57apresentar se ela está entendendo,

31:59compreendendo aquele conceito. Ela pode

32:01fazer eh fazer isso escrevendo, falando.

32:04O professor pode utilizar imagens,

32:06aqueles cartões, né, principalmente de

32:08rotina, se a gente tiver falando de uma

32:10criança com transforme do espectro

32:12autista, pode ser por meio de uma

32:13apresentação, do uso de recursos

32:16digitais, de tecnologias educacionais,

32:18né, assistivas para esse grupo, eh,

32:21produzindo um desenho, né? Então tudo,

32:24todos os elementos

32:27podem ser utilizados também. E isso não

32:30significa que nós estamos facilitando a

32:33avaliação desse aluno, que é algo também

32:35que se fala muito na escola, né? Ah,

32:39facilita muito porque essa criança se

32:40for da educação especial não tem

32:42reprova. E não é isso. Mas na verdade

32:44nós estamos criando condições para

32:47atender a necessidade desse aluno, né?

32:49oferecendo diferentes possibilidades de

32:52acesso e participação. Então, por

32:55exemplo, é muito comum ouvir assim, eh,

32:57eu tenho um aluno com teia, como que eu

32:59faço a avaliação dele? Então, na verdade

33:02eu entendo que a gente precisa pensar,

33:03não é? A pergunta não é essa. A pergunta

33:06é: Quais são as características, as

33:09necessidades e as barreiras, né,

33:12apresentadas por esse aluno nessa

33:14situação de de aprendizagem e como eu

33:17posso intervir o diagnóstico, quando a

33:20gente pensa, né, na educação especial

33:22inclusiva, ele fornece informações que

33:24são importantes quando a gente fala do

33:27TEIA mesmo, né, ele traz alguns eh

33:29elementos, comportamentos esperados, mas

33:32ele não vai entregar para o professor

33:34uma receita pronta de ensino e de

33:36avaliação. Então, a gente precisa pensar

33:38nessa avaliação como processo. Talvez

33:41esse aluno não vai conseguir acompanhar

33:43lá no final, ele não vai conseguir

33:44acompanhar a turma, mas como ele chegou

33:47lá em fevereiro e como ele está agora em

33:50novembro, dezembro, né? Então é nessa

33:52perspectiva que a gente precisa pensar,

33:55>> né? Eu eu sempre digo, quando a gente

33:57recebe algum aluno com alguma

33:58dificuldade, né, algum algum laudo, eu

34:01sempre digo pro paraas pessoas, né, às

34:04vezes o tempo de aprendizagem não é o

34:07mesmo, né, professora Cíntia? E às vezes

34:09um aluno que entra numa graduação de 4

34:11anos, muitas vezes ele vai demorar um

34:13pouco mais, mas ele aqui a gente tem

34:16todo o apoio, né, do pessoal da UNIRA,

34:18inclusive a Oliverson, tá aí agora com a

34:20gente, né, para auxiliar os nossos

34:23alunos do ensino superior. Mas,

34:26professora CT, eu vi ali eh uma um aluno

34:30falando de critérios, né? Ah, eu tenho

34:33que usar tal critério, eu tenho que usar

34:35tal critério, né? E muitas vezes a

34:36gente, quando a gente vai conversar com

34:38alguns professores, é comum que eles se

34:41confundam, confundem com eh o que que é

34:46critério, né, e o que que é instrumento,

34:50né? Muitas vezes a gente escuta pessoas

34:51falando assim: "Ah, eu uso como critério

34:53para avaliar a prova", né? E a gente

34:55sabe que os critérios eles são aspectos

34:59que vamos observar e considerar, né? Na

35:02hora da aprendizagem. ele responde eh a

35:06uma a uma determinada pergunta: o que

35:07que eu vou considerar para para ver se o

35:10meu estudante aprendeu? Então, por

35:12exemplo, quando você vai fazer um uma

35:14produção textual, né, eh qual é o

35:17critério? A compreensão do conteúdo, a

35:19capacidade que ele tem de argumentação,

35:22de organização das ideias, se ele usa

35:25adequadamente os conceitos, né? se ele

35:27estabelece relação teoria e prática, se

35:30ele tem clareza nas comunicações, isso

35:33são critérios, né? Então o critério é

35:35aquilo que eh vai ser observado durante

35:39a avaliação em relação à aquilo que o

35:41aluno aprendeu. Veja se eu estou errado,

35:44se eu não estou respondendo aluna

35:46errada. Então, por exemplo, eh dentro de

35:48um trabalho eh escrito, né, a gente tem

35:51que observar tudo isso, né? Essa

35:53capacidade de argumentação, organização

35:55da das ideias. Já os instrumentos de

35:58avaliação são os meios que eu vou usar,

36:01são os recursos que eu vou usar para ver

36:04se o meu aluno aprendeu. Então, se a

36:06gente pensar, por exemplo, aqui na

36:08Unicesumar, quais são os instrumentos

36:10que nós temos como avaliação, a gente

36:13tem o mapa, a gente tem o fórum, né, que

36:16apesar de não ser avaliativo, a gente

36:18consegue ver como é que os nossos alunos

36:20estão eh aprendendo ali, estão

36:23respondendo as provas, as atividades

36:26semanais, né? E aí a gente tem também

36:29outros tipos, né, trabalhos escritos

36:31dentro da sala de aula da educação

36:33básica. Por exemplo, quando eu proponho

36:34uma uma produção textual, projetos,

36:39portfólio, que é muito comum a gente

36:41montar portfólio com os alunos da

36:43educação infantil e dos anos iniciais

36:46ali, principalmente na fase de

36:47alfabetização, estudos de caso,

36:49observação, né? Então, a diferença entre

36:53critério e instrumento é isso. Critério

36:56é o que eu vou avaliar, né? Agora, o

36:59instrumento é o que eu vou usar para

37:02avaliar. E diante disso, professora

37:05Cíntia, professora Antonell, né, os

37:07instrumentos de avaliação, então, eles

37:08podem ser usados por nós professores,

37:12né, em diferentes momentos, né? Há há

37:15limites para isso, professora,

37:18né? Qual que é o resultado eh da

37:20avaliação? Que que o que que essas

37:22avaliações elas eh

37:25elas nos dizem sobre os alunos? Vamos

37:27pensar assim, será que o meu critério e

37:30o meu instrumento ele pode eh

37:33influenciar

37:35na nota do meu aluno?

37:38>> Teve uma pergunta ali, né? Eh, tá lá em

37:41cima o dizendo assim: "Qual é o melhor

37:46instrumento para se utilizar na educação

37:48infantil?" Então, quando a gente fala em

37:50um instrumento, a gente precisa entender

37:53primeiro o diagnóstico da minha turma.

37:56Então, não existe um melhor ou mais

37:58adequado. Na verdade, assim, existe, né,

38:00o mais adequado para a minha turma, na

38:02realidade que eu tenho, na condição que

38:04eu tenho e com o objetivo de

38:07aprendizagem que eu tenho. Então, por

38:09exemplo, na educação infantil, eu gosto

38:11muito do modelo dos portfólios, porque é

38:14um registro do processo.

38:17A gente consegue atender a legislação

38:20que diz, né, que a avaliação precisa ser

38:22processual e contínua. Então eu

38:24apresento lá eh um material que lá na

38:28nossa época era tudo impresso, as

38:31mãozinhas das crianças, né, naquele

38:33processo. Hoje é tudo digital, tem

38:35portfólio virtual. Eu tive acessão a um

38:38material de portfólio maravilhoso, tudo

38:41virtual. Então, hoje a gente consegue

38:42colocar áudios, vídeos, fotos, mas

38:46apresenta o processo de evolução da

38:49criança, que é um processo muito rápido

38:51e que você consegue ver no portfólio

38:53aquilo que ela eh estava, né, com a

38:56condição que ela estava e onde ela

38:58chegou. Então, a gente não tem essa

39:02obrigatoriedade de dizer, ah, qual é o

39:04melhor instrumento? o melhor instrumento

39:06é aquilo que eu conheço, aquilo que eu

39:08preciso, qual é o objetivo de

39:10aprendizagem que eu tenho. Em relação

39:12aos critérios, nós precisamos sempre

39:14também estar atentos ao PPP, que é o

39:17projeto político pedagógico da

39:18instituição. Então, de acordo com o PPP,

39:22eu elaboro o que que eu preciso

39:24considerar diante de uma avaliação

39:26pautada na teoria, né, e na proposta

39:29pedagógica da instituição. E só

39:32respondendo mais uma questão aqui,

39:34Márcia, que eu vi sobre, né, que trouxe

39:36sobre a inclusão e a superdotação,

39:40a gente precisa entender que para alunos

39:42superdotados, com altas habilidades, o

39:45conceito não é trabalhar com atividades

39:49extras. Somente para alunos desse

39:52público alvo, nós precisamos eh

39:55trabalhar a complexidade da atividade.

39:58Então, a atividade que eu trabalho para

40:00uma turma, quando eu tenho um aluno

40:02dentro dessa turma com altas habilidades

40:04de superdotação, eu preciso eh trabalhar

40:07a complexidade, porque uma atividade eh

40:11seria mais fácil para ele, né? Ele pode

40:14se desmotivar e não eh demonstrar

40:16interesse em fazer. Então, muitas vezes

40:18eu vejo que, ah, eu tenho um aluno lá

40:20com super dotação e altas habilidades,

40:22então leva três, quatro, cinco

40:24atividades para ele, porque ele precisa

40:25de muitas atividades para preencher o

40:28tempo. E na verdade não é isso, né? A

40:29necessidade que ele tem é na

40:31complexidade da da atividade, da

40:33atividade avaliativa também,

40:36>> não é? A quantidade, né, professor? É a

40:38qualidade do do trabalho, da avaliação

40:40aí que a gente tem que fazer com os

40:43nossos alunos.

40:45Professor, e aproveitando o gancho, né,

40:47nós estamos falando de avaliação. A

40:49avaliação nem sempre ela é uma prova,

40:52como bem colocado aqui.

40:55O que que a professora e nos fala em

40:58relação ao conselho de classe? Porque o

41:01conselho de classe ele também é um meio

41:03de avaliar o aluno. Então, qual seria a

41:07importância do conselho de classe nesse

41:09processo avaliativo?

41:11Professor Antonelli, eu eh entendo que o

41:15conselho de classe é um momento

41:16riquíssimo de avaliação por vários

41:19motivos. Se o conselho de classe for bem

41:23construído, com a participação de todos

41:25os profissionais envolvidos,

41:28ele traz elementos de avaliação

41:31importantíssimos e o que eu gosto também

41:33são os encaminhamentos. Então, quando a

41:35gente pensa no conselho de classe, na

41:37estruturação, por exemplo, todos os

41:39profissionais que atendem esse aluno ou

41:42essa turma, né, estão juntos, reunidos,

41:45cada um traz elementos dentro da sua

41:48prática. Então, se a gente aqui a

41:51educação infantil, quando a gente fala

41:52em esquema corporal, psicomotricidade,

41:55são habilidades tão essenciais. Se eu

41:57trago junto pro Conselho Professor de

41:59Educação Física, por exemplo, ele vai me

42:01trazer a realidade da prática das

42:03atividades que ele trabalha, que é

42:05diferente das atividades que a regente

42:07faz. Então essa articulação entre todas

42:11profissionais enriquece a avaliação e

42:14mais que isso, a partir dessa conversa

42:18ou dessa troca, os encaminhamentos que

42:21são necessários para esse aluno ou para

42:24essa turma. Então eu gosto do modelo do

42:27conselho quando a gente faz o

42:28pré-conselho, o conselho e o

42:30pós-conselho, que a gente brinca que é o

42:31pós-venda, né? é o que que a gente vai

42:33fazer depois, porque isso também é

42:36importante. O conselho de classe, ele é

42:38o momento em que a gente organiza todo

42:41esse processo para exatamente e agora o

42:44que que nós vamos fazer, ó, nós temos

42:46uma turma aqui de segundo ano que os

42:49alunos ainda, nós temos 25 alunos, só

42:51cinco alunos são leitores fluentes. Nós

42:54estamos, né, no dia 31 de agosto. E aí a

42:58legislação diz que até novembro,

43:00dezembro, todos os alunos precisam estar

43:02alfabetizados. Qual é a ação? O que nós

43:04vamos fazer? Ah, nós vamos propor um

43:06projeto de leitura. Nós vamos trazer os

43:08alunos com mais dificuldade no período

43:09contraturno, nós vamos eh separar eles

43:12em pequenos grupos. Então, essas ações e

43:15esses encaminhamentos são importantes e

43:17indispensáveis e todos os envolvidos

43:22ficam sabendo disso, entendem o processo

43:25como um todo. E quando eu digo todos,

43:27são todos. Quando a gente pensa na

43:28educação especial e inclusiva, quem

43:32atende no como professor de apoio, a

43:34sala de recurso multifuncional, o apoio

43:36em contraturno, né? E aí para assim

43:38ficar algo mais ainda rico, o ideal

43:42sempre quando a gente pensa na

43:44perspectiva dos alunos com necessidades

43:45especiais que esse conselho de classe

43:48também seja repassado e informado nos

43:50encaminhamentos com os atendimentos

43:52clínicos, os atendimentos dos

43:54especialistas, né? Porque aí a escola e

43:57esse atendimento caminhando junto, a

43:59aprendizagem ela é mais facilitada.

44:02Então, por isso que eu sempre defendi

44:04que mesmo que a escola precise de uma

44:07organização que não é fácil de fazer

44:09para reunir todos esses profissionais,

44:11mas que na condição que a escola tiver

44:13que todos participem, né? Ali você

44:16consegue ver o material do aluno. Ali

44:18você consegue entender, os coordenadores

44:21conseguem entender como os professores

44:23estão utilizando as metodologias. Os

44:25professores têm o suporte para tirar as

44:28dúvidas com a coordenação e a gestão da

44:30escola, para pedir ajuda diante de uma

44:32dificuldade também. Então eu entendo

44:34como um movimento riquíssimo nesse

44:36processo avaliativo.

44:45Professora, ô professora Cíntia, quando

44:49há problema de comportamento,

44:52né? Algum aluno tem ah comportamento

44:56diferenciado, conversa demais, briga na

44:59sala de aula. Eh, a gente pode, os

45:02professores podem com eh dar nota pelo

45:06comportamento, diminuir a nota, porque

45:09eu mesmo sempre uma pessoa que conversei

45:10muito na sala de aula, né? Se o se a

45:14minha professora na época fosse tirar

45:16nota, eu ia ter reprovado de ano várias

45:18vezes, né? Então, o que que você pensa

45:20disso?

45:23Sempre que a gente disserem avaliação

45:25dentro do espaço escolar, nós estamos

45:26falando da avaliação da aprendizagem. é

45:29o ponto de partida. Então, comportamento

45:32por si só, né, como você disse, conversa

45:35demais, eh, aluno que dá um pouquinho

45:37mais de trabalho, o comportamento por si

45:39só, né, as ações ou atitudes

45:41comportamentais, elas nada têm a ver com

45:44a quantificação ou com a nota ou com o

45:46processo avaliativo, principalmente,

45:49como você disse, diminuir a nota do

45:51aluno. O que acontece em algumas

45:54situações é que pelo mau comportamento,

45:58né, por de repente não prestar atenção

46:00nas aulas ou não conseguir mesmo

46:03acompanhar ali por uma questão de

46:05comportamento, se isso impactar na sua

46:08aprendizagem, automaticamente, né, claro

46:11que a nota não será aquela que a gente

46:14espera para os alunos, mas falas, por

46:17exemplo, né, que algumas vezes a gente

46:19ouve

46:20>> a gente ouve dos professores

46:22Ah, não. Eu ele ele tirou 80, mas eu vou

46:26dar sete porque ele tá me dando muito

46:28trabalho na sala. Ah, porque ele

46:30conversa demais. A gente não faz essa

46:32associação. Nós precisamos sempre pensar

46:35na avaliação da aprendizagem. E aí a

46:37gente precisa retomar aquela função

46:39social dos professores e da escola de

46:42chamar essa família, de retomar

46:44comportamentos, né, de trabalhar com

46:46limites, com combinados, que é uma outra

46:49questão. Mas o comportamento por si só,

46:52isso é algo que a gente não influencia,

46:54né, principalmente lá no ensino

46:56fundamental, nas notas.

46:58E a gente tem que tomar muito cuidado,

47:00né, pessoal, porque a aprendizagem, né,

47:03precisa acontecer e a o comportamento a

47:06gente tem que arrumar estratégias para

47:08controlar dentro de sala de aula.

47:10Professora Antonella, você ia falar

47:11alguma coisa?

47:13>> Sim, aproveitando, né, quando eu aplico

47:16uma avaliação, apliquei a prova e quase

47:20toda a turma foi mal nessa avaliação,

47:23aonde tá o problema, professora C?

47:25Problema está nos estudantes, está na

47:28avaliação que foi aplicada, está na

47:32didática que o professor utilizou. Como

47:34que nós podemos olhar esse cenário?

47:38>> Meu Deus,

47:41quando a gente faz uma, né, Ctia?

47:44>> Hã,

47:44>> muito difícil ela, né?

47:46>> Você viu um exemploado. Inclusive,

47:51>> quando a gente eh eu penso assim, né?

47:53Quando a gente faz uma avaliação,

47:56qual é o processo? A gente faz uma

47:59avaliação diagnóstica, entende onde o

48:01aluno está? Vamos trabalhar esse

48:03conteúdo. Trabalhamos o conteúdo,

48:05fazemos uma intervenção pedagógica, ou

48:08seja, o conhecimento, a gente vai

48:09trazer, né, esse conhecimento

48:11científico, vai entender o que o aluno

48:13sabe daquilo, a partir daquilo a gente

48:15constrói um novo conhecimento. Aplicamos

48:17uma avaliação. Quando a gente tem uma

48:20avaliação insatisfatória para a maioria

48:24da turma, a gente precisa observar

48:27alguns elementos.

48:30Pode ser que a metodologia que eu estou

48:32utilizando não seja mais adequada para

48:34aquela turma. Pode ser que eu estruturei

48:37um instrumento avaliativo que a minha

48:40turma não dá conta de fazer. E aqui eu

48:42chamo atenção para um detalhe muito

48:45importante. Exemplo, você tem essa ação

48:49de trabalhar com essa avaliação, observa

48:52um resultado insatisfatório com o

48:54instrumento avaliativo que você

48:56utilizou. Então aí você, qual é a a

49:00orientação e o que que a gente precisa

49:02fazer? Novamente fazer a intervenção

49:04pedagógica e aplicar novamente a

49:08avaliação para ver se a gente conseguiu

49:10mudar esse cenário. Quando a gente faz

49:13esse processo, a gente também precisa

49:15mudar o instrumento avaliativo, porque

49:18aquele instrumento que eu utilizei, eu

49:20não tive um resultado satisfatório.

49:23Por que que eu tô dizendo isso? Porque

49:24eu vejo muitas vezes, principalmente em

49:27processos de avaliação e depois de

49:29recuperação,

49:31professor trabalha conteúdo, faz a

49:34avaliação, recebe um resultado que não é

49:36aquele esperado, vai na no período de

49:39recuperação e aplica a mesma avaliação,

49:42a mesma avaliação.

49:45Em outras palavras, um xerox da

49:47avaliação.

49:49Então isso a gente não deve fazer porque

49:51eu já tenho uma resposta de que aquele

49:53instrumento não foi adequado. E eu não

49:56estou dizendo aqui que sempre será o

49:58instrumento. A gente precisa entender o

49:59processo. Pode ser que realmente eu

50:02esteja utilizando uma metodologia que os

50:04meus alunos eh não estão compreendendo.

50:06E pessoal, hoje o nosso aluno é muito

50:09desafiador

50:11>> porque os nossos alunos eles têm acesso

50:13à tecnologia, eles têm tablets, eles têm

50:15computadores e na escola a gente muitas

50:17vezes ainda usa o giz.

50:19Então a gente, a, a educação ela não

50:22conseguiu ou não está conseguindo

50:24acompanhar esse processo que é muito

50:26rápido. Então os nossos alunos daqui a

50:28pouco eles estão ensinando as coisas

50:30para nós, se é que já não estão, né?

50:33Muitas das coisas a gente ouve tantos

50:35relatos aí, nossa, eu perguntei pro meu

50:37aluno, meu aluno, né, tinha já esse

50:39conhecimento a respeito disso. Então, é

50:41isso que a gente precisa pensar. Eu

50:44tenho que escolher uma metodologia

50:48que vá atender também a necessidade

50:50desse meu aluno. O nosso aluno hoje é um

50:53aluno que deseja participar, é um aluno

50:55que precisa ser o centro do processo,

50:57que a gente diz, né? Um aluno

50:58protagonista, é um aluno que você

51:01precisa trabalhar com eles atividades de

51:03mão na massa, de resolução de problemas,

51:06porque esse aluno daqui a pouco ele tá

51:08lá na sociedade, né? Ele vai morar aqui

51:11onde a gente mora.

51:13>> [limpando a garganta]

51:13>> E ele é um aluno que vai ser um adulto

51:16que vai ter, vai ter essa necessidade

51:18dessa capacidade de resolver problemas,

51:20de resolver conflitos, de tomar

51:21decisões. Então, na escola a gente

51:23também precisa pensar nesse sentido.

51:25Quando eu tenho um resultado

51:27insatisfatório, eu preciso, é uma luz de

51:29alerta, eu mudo a metodologia, eu

51:31trabalho de outra forma. E aqui eu trago

51:34exemplos, né? trabalha em atividades,

51:37principalmente educação infantil, ensino

51:39fundamental, diferenciadas em espaços

51:41diferentes. Então, hoje eu estou em sala

51:43de aula, amanhã eu estou no pátio,

51:45amanhã eu estou no parque, eu com os

51:47maiores eu marco um passeio, eu trago

51:49outros recursos, né, para que eles

51:52tenham também diferentes vivências, para

51:54que a gente oportunize para eles

51:56diferentes formas de aprendizagem. Isso

51:59é muito importante, é muito rico e a

52:01gente precisa, né, desenvolver dentro

52:03dos espaços escolares.

52:05>> Professora Cíntia, eh, até vi, acho que

52:07foi a Brenda dizendo ali, por

52:10[limpando a garganta] isso a importância

52:11do planejamento, né? O planejamento ele

52:13é eh o carro chefe de todo o processo

52:16educativo aí, né? Eh, você eh quando eu

52:20a professora Antonell fez essa pergunta,

52:22eu me lembrei de um caso de uma vez. Eh,

52:25minha filha sempre foi escreveu muito

52:27bem, sempre foi muito bem nas aulas de

52:30de redação, produção textual, enfim, me

52:33lembro que acho que era quinta ou sexta

52:34série. Um dia ela chegou jururu em casa.

52:37Eu disse: "Que que foi, filha?" Ah, olha

52:40a nota que eu tirei na na minha redação,

52:446,5.

52:46E eu disse para ela assim, mas eu me

52:48lembro até hoje, profe, o tema era a

52:50discriminação da mulher no mercado de

52:52trabalho. E eu nunca tinha ido

52:55conversar, até porque eu trabalhava na

52:56escola, então nunca gostei de, né, até

52:59criar conflito com outros professores,

53:01enfim. Aí eu disse para ela assim: "Tá,

53:04mas eh a professora deu reportagem para

53:08vocês lerem sobre isso?" Não.

53:10Professora, passou algum documentário?

53:12Não. Vocês tiveram alguma aula sobre

53:14isso?

53:16Não, eu falei: "Mas você nunca tinha

53:18visto esse tema?" Ela falou: "Ah, mãe,

53:20eu de ouvir falar, né? Mas eu não sabia

53:22o que escrever, né?" Então ficou aquele

53:25texto redondo, né? Falava, falava e não

53:28falava nada. E aí eu lembrei, né,

53:31professor Antonelli falando, então

53:33quando uma turma inteira, aí eu conheci

53:35as mães, né? Quando uma turma inteira

53:38foi mal, aí se nós nos juntamos e fomos

53:42conversar, né, com a coordenação, porque

53:44assim, 90%, 95% dos alunos foram mal.

53:49Então, a estratégia que a professora

53:52usou, o instrumento que ela usou foi

53:53legal, mas a gente não escreve aquilo

53:56que a gente não sabe. E principalmente

53:58quando a gente vai trabalhar com

54:01crianças e adolescentes, eu tenho que

54:03munir eles. Então, se eu tenho que fazer

54:05uma produção textual com eles, eu não

54:08posso chegar e dar um tema. Me lembro de

54:10uma vez o meu sobrinho também me ligou e

54:12falou: "Tia, minha internet tá ruim e eu

54:15precisava fazer uma pesquisa". Eu falei:

54:19"Ah, do quê?" É sobre o jacaré. Aí eu

54:21falei: "Mas o que que você tem que

54:23pesquisar sobre o jacaré?" "Ah, não sei.

54:25A professora mandou fazer uma pesquisa

54:27sobre o jacaré. Então, assim, não deu um

54:29roteiro do que ele ia pesquisar, né? Das

54:32coisas que uma criança na época, acho

54:34que quarto ano, quinto ano." Então,

54:36assim, a gente quando vai propor uma

54:37avaliação, a gente precisa propor uma

54:40avaliação em que a gente dê subsídio

54:42para ele escrever, né? Se é sobre o

54:45jacaré, que tipo de animal é, onde vive,

54:47né? Dá um roteiro, dá um norte paraa

54:49criança pesquisar e produzir o seu texto

54:52ou pro adolescente. Eu não posso chegar

54:54na sala de aula e propor uma redação de

54:57um tema que não é comum na vida dele ou

54:59que ele já ouviu falar aqui, ouviu falar

55:01ali, mas não tem subsídio, não tem

55:03conhecimento científico nenhum daquilo.

55:06E aí vem um autor, professor Antonelli

55:09vai lembrar a gente, acho, acho que

55:11estudou numa pós que acho que é Gil, ele

55:13diz assim que pode ter muitos problemas

55:16de aprendizagem nas escolas, mas também

55:18tem muitos problemas de ensinagem na

55:21escola. Então a gente também tem, né, eh

55:24que estar sempre com o nosso

55:26planejamento, pensar no nosso sistema de

55:28avaliação, se eu vou propor isso, qual é

55:31o objetivo, o que que eu quero alcançar

55:34com isso, né? Mas muito bom, muito bem

55:37colocado também, viu, professora?

55:40>> Deixa eu só complementar isso que você

55:42fala da ensinagem. Eh, a gente também

55:44precisa sempre entender qual é a

55:47intencionalidade pedagógica daquilo que

55:49eu vou fazer. Então, o que que eu quero

55:52com isso? Eu vou trazer um exemplo para

55:54vocês, até pra gente, né, fechar o nosso

55:57momento aqui de de estudo. Uma

55:59professora trabalhou de geografia,

56:01trabalhou um conteúdo em slides com os

56:04alunos da turma. Então assim, usou um

56:06recurso, né, muito colorido, material

56:08muito bem construído, inclusive eu tive

56:11acesso até na situação que eu fui

56:13mediar. E aí ela trabalhou com os

56:16alunos, aqueles slides muito bem

56:17construídos, eh trabalhou um conteúdo

56:19que os alunos se interessaram e ela

56:21falou: "Olha, pessoal, agora eu vou

56:22deixar uma tarefa de casa para vocês. A

56:25tarefa é fazer a cópia dos slides

56:29para uma turma de oitavo ano."

56:32Então assim, ela acertou na escolha do

56:36do formato, da metodologia. Os alunos

56:39gostaram, mas a gente precisa entender a

56:41intencionalidade. Se eu estou falando de

56:44uma criança lá no primeiro, segundo ano

56:45que precisa efetivamente fazer cópia,

56:48desenvolver a escrita, transcrição, né,

56:51da letra para a letra cursiva, é uma

56:53coisa. Para um aluno de oitavo ano, a

56:56gente precisa pensar que é um aluno

56:57diferente. Então, hoje um aluno de

56:59oitavo ano, quantos anos tem, né? 13, 14

57:01anos. Então, será que aquela atividade

57:04de cópia de uma de um conteúdo que ele

57:06já teve acesso foi a melhor opção? Ela

57:10poderia ter proposto outra situação, né?

57:13Então assim, olha, a gente vai fazer uma

57:14produção textual, olha, procurem lá

57:16nesse material algo que é importante,

57:19mas a tarefa era por si só a cópia dos

57:23slides. Então, eh, eu não vejo sentido

57:27nem intencionalidade pedagógica diante

57:29da situação. Uma, uma turma de oitavo

57:31ano que já tem acesso ao material, então

57:34ela poderia, por exemplo, ter usado o

57:36recurso da sala de aula invertida. levem

57:38esse material, na próxima aula a gente

57:40faz a discussão, vocês fazem a leitura

57:41em casa, né? Agora eu tô lá no terceiro,

57:45quarto ano, tô vendo que os meus alunos,

57:47né, não têm essa prática da escrita, é

57:50diferente. Então tudo a gente precisa

57:52considerar qual é o meu objetivo, qual é

57:55a intencionalidade pedagógica que eu

57:58tenho nesse momento, o que que eu quero

58:00verdadeiramente com essa aula, né?

58:02Trazer o conteúdo, o conceito ou fazer

58:04uma prática, né? que na minha avaliação

58:07muito tradicional. Então é isso que a

58:09gente também precisa sempre pensar,

58:11tanto na construção do planejamento

58:13quanto na utilização da da dos

58:15instrumentos e critérios de avaliação.

58:19>> Professora, estou dando uma olhada aqui

58:21no chat e tem alguns questionamentos dos

58:24estudantes.

58:26Eh, acredito que vem bem de encontro o

58:28que que nós estamos

58:31falando e a gente conseguiu atingir a

58:33nossa intencionalidade pedagógica, que

58:36era instigá-los e provocá-los a essa

58:39reflexão, né? A Jéssica Carvalho ainda

58:42ela fala aqui como fazer a avaliação

58:44diagnóstica em um aluno individualizado.

58:47Então nós não chegamos a falar da

58:49avaliação diagnóstica, mas isso já fez

58:52uma provocação e levou ela a refletir,

58:55que é uma avaliação também muito

58:57importante que nós utilizamos logo no

58:59início, quando nós estamos iniciando a

59:03os conceitos, os conteúdos. E eu

59:05gostaria que a professora respondesse a

59:07questionamento da Jéssica.

59:09Então é isso mesmo, Jéssica. A avaliação

59:11diagnóstica, ela é para você conhecer o

59:13aluno ou a turma. Então, se a gente

59:16tiver falando lá no início do ano

59:17letivo, você assumiu uma turma de

59:19segundo, terceiro ano ou lá com os

59:21pequenininhos também, quatro e cinco, o

59:23que que vai diferenciar? Avaliação

59:25diagnóstica você pode fazer independente

59:27da turminha. O que vai diferenciar? O

59:29nível de complexidade. Então, por isso

59:32que a gente, nós, enquanto professores,

59:34precisamos conhecer os documentos. O

59:36documento que hoje nos orienta sobre

59:38conteúdos é a Base nacional comum

59:40curricular. Então eu trago lá uma

59:43avaliação diagnóstica para um aluno de

59:46infantil 4 e c é diferente de eu

59:48trabalhar a avaliação diagnóstica lá no

59:50ensino fundamental. Então os elementos

59:52são diferentes, né? A gente pode trazer

59:54um exemplo aqui de tentativa de escrita,

59:56por exemplo, é o modelo de avaliação

59:58diagnóstica, porque a gente vai entender

1:00:01qual é o nível de aprendizagem que ele

1:00:03está, o nível de escrita, se ele já

1:00:04conhece, se ele já tem noção do

1:00:06sonzinho, das letras, né, se ele já faz

1:00:08a junção das sílabas. Então, a tentativa

1:00:10de escrita é um modelo de avaliação. Aí

1:00:12tudo vai depender da turma que você

1:00:14está, o objetivo que você tem, o que que

1:00:16você quer alcançar. E quando se trata de

1:00:19um aluno individual, como você disse,

1:00:22não sei se você se refere à educação

1:00:24inclusiva, né, educação especial, aí são

1:00:26outros elementos que precisam ser

1:00:28considerados. Porque esse aluno quando

1:00:30ele chega na escola, normalmente ele tem

1:00:32uma anamnese, ele você precisa de uma

1:00:35documentação que apresente para você

1:00:37aquilo que ele consegue realizar, aquilo

1:00:39que ele ainda não consegue e aí ele tem

1:00:42outros tipos de atendimento, né? Então

1:00:44essa avaliação diagnóstica, quando a

1:00:46gente fala na educação especial, a gente

1:00:48precisa daí considerar outros fatores,

1:00:51né, outros atendimentos, aquilo que a

1:00:53família traz, aquilo que a história

1:00:56desse aluno traz, então precisa ser

1:00:58considerada para você construir uma

1:01:00avaliação, né, que seja efetiva.

1:01:06Temos mais um questionamento aqui da

1:01:08Flávia Belo. Professoras, agora ela nos

1:01:11provocou. Quais estratégias funcionam

1:01:15melhor para transformar o erro do

1:01:17estudante em uma ferramenta pedagógica

1:01:19de aprendizagem e não em punição?

1:01:26>> Quem começa?

1:01:29>> Você, profe. Você

1:01:31>> é as especialista. Os nossos graça,

1:01:35>> os nossos já nos ouvem sempre.

1:01:37>> Olha que graça, [risadas]

1:01:38olha que gracinha, Juciane, antes de

1:01:40responder, meu sonho é atuar em creche.

1:01:43Fiz o estágio. A creche, Jenne, é o o

1:01:47início ali do processo da educação

1:01:50básica, né? Então, como eu sempre falo e

1:01:53defendo a educação infantil, é ali que a

1:01:55gente pode fazer o que a gente quiser,

1:01:57no sentido que a gente oferece

1:01:58elementos, oferece toda a aprendizagem

1:02:01de uma forma diferente do fundamental.

1:02:03Quando a gente vai pro fundamental, lá é

1:02:04tudo diferente, sistematizado, né? Então

1:02:08ali a gente consegue trabalhar na

1:02:09educação infantil com diferentes

1:02:11atividades, espaços, provocações,

1:02:14oportunidades.

1:02:15Então a creche que é de zero a três e

1:02:18inclusive a gente pode trabalhar com

1:02:20todos os elementos também, nós não

1:02:22podemos ter medo de trabalhar com isso

1:02:24da educação infantil, só temos que

1:02:26pensar o que a gente quer com aquela

1:02:27aula, né? Então tomara que dê certo e

1:02:29que você realize esse sonho. É uma

1:02:31aprendizagem muito grande trabalhar com

1:02:33esse público. Em [roncando] relação ao

1:02:35erro, né? A professora Antonelli trouxe

1:02:38para nós uma reflexão sobre isso lá na

1:02:40matemática de como o erro pode

1:02:42potencializar a aprendizagem. E eu acho

1:02:45que é exatamente isso. Quando a gente

1:02:47faz, por exemplo, um simulado sobre

1:02:50determinado conteúdo ou sobre as

1:02:52habilidades que a gente quer entender,

1:02:54se os alunos já consolidaram, quando a

1:02:57gente traz uma, ou esse mesmo exemplo

1:02:59que a gente falou agora de uma turma que

1:03:01apresentou um resultado insatisfatório,

1:03:03primeiro a gente precisa entender por

1:03:05que foi. E quando a gente tem esse

1:03:07resultado, quais são as habilidades que

1:03:10ainda não foram desenvolvidas dentro da

1:03:12avaliação, ela vai aparecer como um erro

1:03:16ou como aquilo que o aluno ainda não

1:03:17construiu. Então, o que que a gente faz?

1:03:19A gente pega esse resultado e faz uma um

1:03:24replanejamento. A gente faz uma

1:03:26adaptação num novo planejamento para

1:03:28poder atender aquela demanda. Então o

1:03:31erro ele é, eu entendo e as professoras

1:03:34podem me ajudar, um ponto de partida

1:03:37para você ter um novo planejamento para

1:03:40atender aquela demanda que o aluno ainda

1:03:42não construiu, né?

1:03:46É, na matemática a gente instiga muito o

1:03:48estudante a refletir, porque não é o

1:03:52processo simplesmente da conta pela

1:03:54conta, mas sim quais foram os mecanismos

1:03:56que ele utilizou para chegar no

1:03:58resultado. Muitas vezes a gente chega a

1:04:01colocar na avaliação uma situação,

1:04:03problema, traz a resposta daquela

1:04:07daquela situação, mas aquela resposta

1:04:09está errada. E a gente provoca o aluno a

1:04:13refletir a o erro, né? A qual foi o

1:04:17passo a passo que ele caminhou para

1:04:19resolver. Então ele resolveu, ele

1:04:21conseguiu resolver até tal ponto. Daqui

1:04:25em diante ele errou. Por que que ele

1:04:27errou? Pode ter sido um sinal, uma

1:04:31vírgula colocada em lugar diferente que

1:04:34muda completamente o resultado na

1:04:37matemática. Então, eh, não é punir o

1:04:40estudante, mas fazer ele pensar de uma

1:04:43forma diferente. E aí, quando eu faço

1:04:46ele pensar de uma forma diferente, ele

1:04:50vai lembrar desta aula, desta prova. Por

1:04:53isso que muitos professores aplicam a

1:04:55prova e depois elas dão a refacção de

1:04:58prova, né? Até a gente costuma dar um

1:05:01pontinho a mais pro aluno que refez a

1:05:03prova. E aí, a hora eu tiro isso pelo

1:05:05meu menino, que a hora que ele vai

1:05:07refazer a prova, eu fala assim: "Poxa,

1:05:08mãe, eu errei de bobeira

1:05:10porque não não prestou atenção quando

1:05:12ele tava fazendo a prova. Eu eu tinha

1:05:14acertado se eu tivesse prestado

1:05:15atenção." Então, é uma maneira também de

1:05:18fazer o estudante refletir em cima do

1:05:20erro.

1:05:21>> E aí numa próxima oportunidade ele já

1:05:24vai ter isso, ele vai relembrar, né?

1:05:28>> Com certeza. É aprendizagem

1:05:29significativa, né? que nós tanto

1:05:31falamos, não é? Aquela aprendizagem da

1:05:33memorização.

1:05:34>> Sim. Eu vi uma uma um aluno passou aí

1:05:38rapidinho eh perguntando se em que

1:05:42momento que se faz a avaliação

1:05:43diagnóstica. Pessoal, avaliação

1:05:45diagnóstica, ela ocorre em qualquer

1:05:46época, né? A gente costuma sim fazer no

1:05:50início do ano, isso seja desde a

1:05:52educação infantil até o ensino médio,

1:05:55pra gente conhecer, né, quem são os

1:05:57nossos alunos, que nível que eles estão.

1:05:59Mas, eh, nada impede que você, ah, eu,

1:06:03por exemplo, eu fiz uma, eh, ensinei lá

1:06:06um conteúdo da matemática, né? E eu vou

1:06:09fazer uma verificação, não como uma

1:06:12avaliação para dar nota, mas pessoal, ó,

1:06:15não vai nem valer nota. Eu quero, né,

1:06:17ver como é que vocês estão, se vocês

1:06:19aprenderam, né? Então ela pode acontecer

1:06:21a qualquer momento. Professora Antonell

1:06:24falando, eu me lembrei quando eu dava

1:06:26aula para para educal

1:06:29que a gente eh dava a conta pro aluno e

1:06:35dava o resultado pro aluno. E aí a gente

1:06:39o aluno tinha que escrever isso na época

1:06:42quarta série, terceira série, com os

1:06:44pequeninos, muito pequenininho, eles não

1:06:46conseguem, né? mais uma quarta, um

1:06:48quinto ano e dicas aí para vocês dos

1:06:50maiores também, eh, de como que ele,

1:06:53como aquele resultado, por que que

1:06:56aquele resultado estava certo. Então,

1:06:58vamos supor que era uma soma, ele tinha

1:07:00que dizer: "Olha, somei unidades 4 + 5,

1:07:04né, chegando ao número depois eu somei

1:07:07dezenas."

1:07:09Então ele ia explicando exatamente eh

1:07:12como ele eh como por que aquele

1:07:15resultado estava certo. Então a

1:07:17matemática inversa aí, né, professora

1:07:18Antonelli? E é muito bacana porque fazia

1:07:22o aluno raciocinar, porque você dava a

1:07:25conta para ele solta, ele simplesmente

1:07:28fazia de forma mecânica, sem pensar no

1:07:30que era, né? Aquele 19, que é 10 + 9, 19

1:07:35para ele é 19. Mas o que é esse 19, né?

1:07:38Então é é muito bacana. O professoras,

1:07:41nós ficaríamos aqui a noite toda, né,

1:07:45conversando. Eu acho que é um assunto

1:07:47que é muito pertinente. A gente pode

1:07:50voltar em outros momentos aí para falar,

1:07:53né, trazer tanto em seminário ou em

1:07:55qualquer outro encontro. Mas chegamos ao

1:07:59final então do nosso seminário, né? E a

1:08:02gente espera que as reflexões que

1:08:04compartilhamos aqui e os alunos

1:08:06contribuíram muito também porque eu vi

1:08:08um respondendo pro outro ali, ajudando a

1:08:11gente ali no chat também a responder,

1:08:13né? Então a gente espera que ao longo

1:08:14desse encontro nós tivemos, vocês tenham

1:08:17tido a oportunidade de pensar a

1:08:19avaliação da aprendizagem, assim como

1:08:21nós, e também o papel que ela ocupa

1:08:24dentro da prática docente. Porque mais

1:08:26do que discutir sobre provas, notas,

1:08:28critérios ou instrumentos, nós

1:08:31refletimos sobre uma questão essencial,

1:08:34que foi quando eu fui conversar com a

1:08:36professora Cíntia, nós conversamos

1:08:39bastante isso, para que avaliamos, né? E

1:08:42a gente deixa isso como reflexão para

1:08:45vocês. Será que nós avaliamos apenas

1:08:48para classificar

1:08:50e encerramos qualquer tipo de

1:08:52possibilidade?

1:08:54Não, né? Nós precisamos avaliar para

1:08:57compreender, acompanhar e intervir. a

1:09:02avaliação passa a ser parte do próprio

1:09:04processo de aprendizagem, pode se tornar

1:09:06um instrumento de transformação

1:09:09e não de medo, gente,

1:09:12para que eh cada um de nós, né, possa

1:09:15sair, então, desse seminário com novos

1:09:18questionamentos, novas reflexões, novos

1:09:21olhares e quem sabe até, né, professora

1:09:23Cint, professora Antonelli, com a

1:09:25disposição de revisitar algumas das

1:09:28práticas que estão vendo no estágio das

1:09:31práticas que vão ver, né, dentro de sala

1:09:34de aula, quando estiver aí trabalhando

1:09:37como professores. Agradeço demais a

1:09:39presença dos nossos intérpretes, da

1:09:41professora Cíntia, da professora

1:09:43Antonelle. Foi um prazer compartilhar

1:09:45essa noite com vocês, meninas.

1:09:50>> Eu agradeço o convite, né? Como eu

1:09:53disse, é uma honra estar aqui com vocês,

1:09:55com os nossos alunos. Nós estamos sempre

1:09:57aqui à disposição. Agradeço também a

1:10:00participação tão ativa deles lá no chat.

1:10:03A gente gosta, né, que eles participam

1:10:05porque a gente pode discutir, construir.

1:10:07É assim que a gente aprende, construindo

1:10:09conhecimento juntos, né?

1:10:11Isso mesmo.

1:10:13>> Bom, eu quero agradecer, agradecer você

1:10:16estudante que nos permitiu entrar na sua

1:10:19casa, sentar aí do lado de você, na sua

1:10:21cadeira de estudos e essa oportunidade

1:10:24de nos ouvir um assunto tão importante

1:10:27para o estágio de vocês, para a

1:10:30construção do perfil e identidade

1:10:32profissional, que muito em breve vocês

1:10:33estarão em sala de aula. E também nós

1:10:35temos alguns alunos aqui que vão

1:10:37realizar o ENAD, a prova nacional

1:10:39docente e é um assunto importantíssimo,

1:10:42temática de prova nacional docente. E eu

1:10:44tenho certeza que vocês vão estar aí com

1:10:47o conteúdo fresquinho. Professora

1:10:49Cíntia, muito obrigada por compartilhar

1:10:51conosco seus conhecimentos, provocar

1:10:54essas reflexões tão importantes paraa

1:10:56formação do docente. Eu quero agradecer

1:10:58então a presença de todos vocês, a

1:11:00professora Márcia, a intérprete e que

1:11:03possamos levar conosco uma ideia

1:11:05simples, mas muito importante e muito

1:11:08potente. Avaliar não é apenas olhar para

1:11:12o que o estudante aprendeu, é também

1:11:15olhar para que nós, professores, podemos

1:11:19transformar para que ele possa aprender

1:11:22mais. E assim eu me despeço de vocês.

1:11:26Forte abraço, pessoal.

1:11:28>> Boa noite, pessoal. Fiquem com Deus e

1:11:31até a próxima.

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