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Como Lidar com Pessoas que te HUMILHAM (com classe)

Carol Morgana · 2,484 words · 12 min read

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0:00Se alguém tenta te humilhar, existem

0:02três coisas que você não deve fazer. A

0:05primeira é você começar a se justificar

0:08desesperadamente.

0:10A segunda é você dar aquela risadinha

0:13sem graça, sabe, para fingir que nada

0:15aconteceu. E a terceira é você explodir

0:19imediatamente e entregar pra pessoa

0:22exatamente a reação que ela tava

0:24procurando. O que você vai fazer vai

0:26depender do nível de agressão. Se foi

0:29uma provocação pequena, você pode até

0:31ignorar. Agora, se a pessoa insiste,

0:33você pode obrigá-la a explicar o que

0:35acabou de dizer. Se foi um desrespeito

0:39explícito, aí você coloca limite. Se

0:42você já colocou limite várias vezes e a

0:45pessoa continua fazendo a mesma coisa,

0:47aí a sua resposta ela pode precisar

0:50ficar mais dura. Então eu vou te mostrar

0:52exatamente como que você vai fazer isso,

0:54inclusive com frases que você pode usar

0:56para te ajudar nesses momentos. Porque

0:58quando alguém tenta te constranger, o

1:00problema é que muitas vezes você sabe

1:03que deveria reagir, mas aí você não sabe

1:05como. E aí quando finalmente você pensa

1:08na resposta perfeita, você já tá tomando

1:11banho 3 horas depois. É um saco isso,

1:13né? você na hora não conseguiu responder

1:16e depois você fica, poxa, eu devia ter

1:17dito isso, podia ter falado aquilo então

1:20vamos começar com mais simples. Primeira

1:22coisa é não se explique quando você não

1:25tem nada para explicar. Então imagina só

1:27que você tá dando a sua opinião sobre

1:29alguma coisa e alguém diz assim: "Você

1:32fala com tanta confiança sobre coisas

1:34que claramente não entende, qual que é o

1:36seu impulso natural?"

1:38Seu impulso natural é respondendo. Não,

1:40mas eu entendo porque eu sei isso, eu

1:43fiz tal coisa. E aí você percebe o que

1:45aconteceu. Você simplesmente aceitou uma

1:47acusação, sendo que você não precisava

1:50ter aceitado. E essa é uma das

1:51armadilhas mais comuns quando alguém

1:53tenta te diminuir. A pessoa faz uma

1:56afirmação sobre você e ao invés de

1:58questionar a afirmação, você começa a

2:00tentar provar que ela tá errada. E nem

2:02sempre você precisa provar. Uma resposta

2:05muito mais eficiente, de repente seria:

2:07"Por que que você tá dizendo isso?" Ou o

2:09que exatamente eu falei que tá errado?

2:12Agora aconteceu uma mudança. Quem

2:14precisa justificar alguma coisa é a

2:16pessoa que te atacou, não é você mais. E

2:19aí, se existe um erro real no que você

2:21falou, ótimo, ela pode apontar. Mas se

2:24aquilo era apenas uma provocação, uma

2:26uma provocação para te tirar do sério,

2:29ela perde força, porque ela vai precisar

2:31se explicar. Então, lembra disso. Não

2:33aceite automaticamente o enquadramento

2:36que a outra pessoa criou para você.

2:38Então, se alguém diz assim: "Ah, você

2:40sempre quer aparecer, você não precisa

2:43responder: "Eu não quero aparecer". Você

2:45pergunta para essa pessoa: "Por que que

2:47você acha isso? Qual o comportamento que

2:49eu tive que te fez chegar a essa

2:51conclusão?" É uma diferença, parece que

2:53pequena, mas faz muita diferença na

2:55posição que você ocupa na conversa. A

2:57segunda tática é você aprender a usar o

3:00como assim? Alguém de repente fez um

3:02comentário maldoso e aí você responde:

3:03"Como assim?" E espera. Então, por

3:06exemplo, ah, esse seu namorado deve ter

3:08muita paciência.

3:10Como assim? Agora a pessoa precisa

3:14continuar, entende? Aí se a pessoa

3:16responder assim: "Ah, imagina, eu tava

3:18brincando, você pode responder: "Não,

3:20você quis dizer alguma coisa?" explica.

3:22Você não aumenta a voz, você não corre

3:25para preencher o silêncio. Você

3:26simplesmente pergunta de novo e deixa a

3:29pessoa responder. E se ela disser: "Meu

3:31Deus, você leva tudo a sério?" Você pode

3:33simplesmente dizer: "Eu só pedi para

3:35você explicar. Pronto. Você não precisa

3:37entrar numa discussão sobre a sua

3:40personalidade. Tem aquele clássico

3:42também que a pessoa te ofende através de

3:44uma brincadeira. Já falei várias vezes

3:46sobre isso aqui no canal. Quando ela

3:48percebe que você não gostou, ela já

3:50fala: "Calma, foi só uma brincadeira".

3:52Você pode simplesmente falar: "Olha,

3:54você pode chamar de brincadeira, mas eu

3:56não gostei." Não, não repita isso. Se

3:58para ser engraçado você precisa me

4:00diminuir, você pode procurar outro

4:02assunto. Isso é bem poderoso, porque

4:04você não entra num embate com a pessoa,

4:06com uma batalha. Você continua se

4:08posicionando. Porque quando a pessoa

4:10diz, "Era uma brincadeira" ou "Você não

4:13sabe brincar", ela já passa a ser a

4:17vítima da história. Ela quer se fazer de

4:19vítima porque a partir do momento que

4:21ela joga a responsabilidade para você,

4:24ela é uma pobre coitada que só fez uma

4:26brincadeira. E aqui você não tá pedindo

4:28autorização pra pessoa, você apenas está

4:31se posicionando. Agora é importante você

4:34diferenciar quando o desrespeito ele é

4:37claro. Muitas vezes você vai precisar

4:39ser claro também. Sabe a ideia do ser

4:42mais doido que o próprio doido? Às vezes

4:45você vai precisar agir dessa forma,

4:47porque se a pessoa foi suficientemente

4:50louca, sem noção, a ponto de dizer

4:53certas coisas e achar que você é

4:57obrigado a ouvir e aceitar aquilo, às

4:59vezes você simplesmente tem que devolver

5:01o desconforto para aquela pessoa. De

5:03repente a pessoa levanta a voz para

5:04você, você pode já falar: "Olha, não

5:06fala assim comigo desse jeito". Se uma

5:08pessoa faz um comentário ofensivo sobre

5:10a sua aparência, olha, meu corpo não é

5:12assunto para você. Se a pessoa começa a

5:14te ridicularizar por alguma coisa, olha,

5:17você pode até discordar de mim sem me

5:19desrespeitar. Se você percebe que a

5:21pessoa tá te interrompendo o tempo

5:22inteiro, você pode falar: "Deixa eu

5:24terminar. Eu ainda não terminei". Você

5:26percebe muito isso em entrevistas,

5:29principalmente com candidatos, quando tá

5:33aquela argumentação mais tensa, aquele

5:35embate mais entre as pessoas, entre o

5:37jornalista e o candidato, eles continuam

5:41falando, mesmo que a pessoa queira

5:44interromper. Olha, eu ainda não

5:45terminei, espera só mais um pouco, deixa

5:47eu terminar. Porque isso você está se

5:49posicionando. Você não está permitindo

5:53que o outro tire a sua voz, o seu

5:55direito de fala, o seu direito de se

5:58expressar. Você passou, de repente, por

6:00algum tipo de humilhação pública, talvez

6:03você vai precisar responder também isso

6:04publicamente. Tem um conselho que muitas

6:06vezes as pessoas repetem que, ah, não

6:09responda na frente das pessoas, converse

6:11depois no particular. Em várias

6:12situações isso pode ser sim muito

6:14inteligente, mas não em todas. Então,

6:16imagina só numa reunião, você tá lá

6:17apresentando o seu trabalho e uma um

6:20colega diz assim: "Ah, não sei nem por

6:22deixaram você cuidar disso". Isso já não

6:24foi uma crítica técnica, foi uma

6:26tentativa de te desqualificar na frente

6:29das pessoas. Então, se você simplesmente

6:31abaixar sua cabeça e chamar a pessoa

6:34depois, todo mundo daquela sala ficou

6:37com a cena original. Então você já pode

6:39corrigir ali mesmo, sem nenhum barraco.

6:42Olha, se você tem uma crítica ao meu

6:44trabalho, você pode fazer. Me

6:45desqualificar dessa forma é

6:46desnecessário. Se de repente uma pessoa

6:48começa a contar uma história

6:50constrangedora sobre você e você não

6:52quer que essa pessoa continue, isso não

6:54tem graça para você. Você pode

6:56simplesmente interromper essa pessoa e

6:58falar: "Olha, essa história não precisa

6:59ser contada". E aí, se a pessoa

7:00insistir, não, deixa terminar, você

7:02fala: "Não, essa história é minha

7:03também, eu não quero que você conte".

7:05está estabelecendo um limite e muitas

7:07pessoas confundem a questão do controle

7:10emocional com ficar calado, com ficar

7:13mudo, ficar em silêncio, porque às vezes

7:16a gente vai precisar se posicionar de

7:18uma maneira um pouco mais grossa, mais

7:20ríspida. E isso pode assustar um pouco,

7:23principalmente se você é uma pessoa mais

7:24pacata, mais de boa, que aceita mais

7:27coisas. E aí quando você vira o jogo, as

7:32pessoas falam: "Meu Deus, que

7:33desequilíbrio". Nossa, meu Deus, a

7:35pessoa não deve est bem, mas tá tudo bem

7:37também ser chamado dessa forma, porque

7:39as pessoas confundem exatamente essa

7:42questão do controle emocional com achar

7:44que você tem que aguentar todas as

7:45coisas. Porque obviamente se você ataca,

7:48se você grita, se você xinga, se você

7:50joga tudo pro alto, obviamente o

7:52desequilibrado vai ser você. O jogo

7:55vira, você dá o poder para essa pessoa.

7:58Agora, se posicionar de forma firme e às

8:01vezes até ríspida, pode fazer com que o

8:02outro entenda que tá passando do limite.

8:05Se a pessoa ela perceber que você nunca

8:10vai reagir de nenhuma forma, você sempre

8:12vai aceitar, você sempre vai dar aquele

8:15sorrisinho sem graça, nunca vai ter

8:18consequências para ela, ela vai

8:20continuar, ela vai continuar

8:22ultrapassando seus limites. E aí quando

8:24você muda completamente a sua resposta,

8:25ela percebe que aquela dinâmica não vai

8:28ser mais confortável. O jogo aqui não é

8:30se você vai parecer ser uma pessoa mais

8:32grossa ou não. É entender que você não é

8:34uma pessoa que aceita tudo, que você tem

8:37limites, porque o fato de você reagir,

8:40as pessoas esquecem de todas as vezes

8:42que você aguentou calado. E aí você

8:44passa a ser o vilão da história, mas às

8:46vezes você vai se tornar um vilão e tá

8:49tudo bem. Às vezes a gente precisa

8:51também aceitar esse papel, não achar que

8:53a gente vai ser aquela pessoa boazinha

8:56que aceita tudo. E aqui entra a questão

8:57do silêncio também. Dizem que quem cala

9:00com sente. E aí é necessário você

9:02entender. Existem coisas, situações que

9:06realmente é mais fácil você preservar a

9:08sua energia. Será que vale a pena eu me

9:10desgastar com esse tipo de comentário,

9:12com esse tipo de pessoa? Será que eu

9:14ficar calada e seguir minha vida não é

9:17mais fácil? Você precisa só entender se

9:20isso você não está dando mais munição

9:22para que a pessoa continue te atacando.

9:24Porque se ao ficar calado e seguir sua

9:27vida, a pessoa continua tentando te

9:30prejudicar, tentando extrair o pior de

9:32você, talvez você tenha que se

9:34posicionar, talvez você tenha que

9:36estabelecer os seus limites em

9:37determinados momentos entender que o

9:40silêncio vale mais, que vale mais a sua

9:42paz. Então, tudo depende da situação,

9:45depende de quanto tempo tá acontecendo,

9:48o que que isso afeta de fato a sua vida,

9:50o seu trabalho, os seus negócios, o seu

9:53emocional. Você consegue simplesmente

9:55ignorar, passar por isso e de repente

9:57não conviver mais com essa pessoa? Ou é

10:00uma pessoa que você vai precisar

10:01conviver todos os dias, uma pessoa que

10:03você vai ter que aguentar essa falta de

10:05noção, essa falta de limites todos os

10:08dias. E aí sim você vai ter que se

10:10posicionar. E às vezes, antes de você se

10:13posicionar de uma forma mais dura, mais

10:15ríspida, você pode trabalhar com esses

10:17pontos que eu iniciei no vídeo. Olha,

10:19como assim? Me explica mais o que você

10:22quis dizer, porque isso você já desmonta

10:24a pessoa de alguma forma. Ou senão você

10:26vai precisar ser claro e falar: "Olha,

10:28eu não gosto que você fale comigo desse

10:31jeito". ou fale assim sobre o que eu

10:33faço. Agora, existe uma outra questão, é

10:35quando se torna um padrão quase que

10:38repetitivo. A pessoa sempre tá te

10:40humilhando, sempre tá tentando te

10:42diminuir de alguma forma. E aí você

10:44tentar convencer, fica cansativo. E aí

10:47às vezes você vai precisar chamar essa

10:49pessoa num canto e conversar com ela.

10:52Falei: "Olha, eu quero te falar uma

10:53coisa, porque você sempre faz

10:55comentários para tentar me diminuir com

10:57frequência. Eu sempre deixei passar, mas

11:00eu não vou mais deixar passar. Você já

11:02avisa pra pessoa que você não tá

11:04gostando. Você não precisa concordar

11:05comigo. Eu tô apenas te avisando. Se

11:08continuar, vai ter consequência. E aí

11:11você precisa estabelecer qual vai ser

11:13essa consequência. Por quê? Porque

11:15simplesmente você coloca o seu limite e

11:19aí você nunca muda o seu comportamento.

11:21Isso vira apenas uma reclamação e aí a

11:23pessoa vai achar que ela pode continuar.

11:26Então, de repente, você vai reduzir o

11:27contato, você vai parar de compartilhar

11:30determinadas coisas, você vai corrigir

11:33essa pessoa na frente das outras. E aí

11:35você precisa entender, beleza?

11:37Por mais que seja família, por mais que

11:40seja amigo, eu preciso continuar

11:43convivendo com essa pessoa. De fato, eu

11:45sou obrigado a continuar com essa

11:48pessoa, senão isso acaba virando uma

11:50justificativa para aceitar as coisas que

11:52você não deveria aceitar de ninguém.

11:55Porque aí você não é obrigado a

11:56continuar numa conversa que alguém tá te

11:58humilhando. Você pode simplesmente

12:00dizer: "Olha, eu não vou ficar mais

12:01aqui. Você não precisa bater porta. Você

12:02não precisa aumentar a voz. você não

12:04precisa anunciar para todo mundo que

12:06ninguém mais vai te ver, você

12:07simplesmente sai. Agora vem a grande

12:10questão, né? E quando isso acontece,

12:13quando é um chefe, quando é um

12:15professor, quando é alguém que de alguma

12:17forma tem algum poder sobre você ou e

12:19pode te prejudicar de alguma forma,

12:21existem casos que você simplesmente vai

12:24ter que se posicionar e arcar com as

12:26consequências, porque, por exemplo, se é

12:28um chefe e aí já passou dos limites e

12:32você não tá aguentando mais aquela

12:33situação e você vai dar uma resposta

12:36mais ríspida,

12:38possivelmente isso pode gerar algum tipo

12:41de problema futuro, seja uma demissão,

12:44seja te marcar por alguma coisa e aí

12:47dificultar uma série de coisas dentro da

12:49empresa. Você tem que entender se você

12:51quer aceitar isso, se existe a

12:53possibilidade de você mudar de emprego,

12:56de você procurar outra situação e aí

12:58você vai entender se cabe de repente ir

13:01até o RH ou não, mas você pode ficar

13:03marcado por isso, dependendo da empresa.

13:05se você pode, de repente, fazer um

13:08processo ou não, o que que isso vai

13:10impactar nossa na sua carreira, se isso

13:12vai manchar de alguma forma a sua

13:13carreira ou é melhor você procurar uma

13:15outra vaga, uma outra situação para que

13:17você saia daquele ambiente. Ponto é que

13:20pode ter algum tipo de consequência e aí

13:22você precisa saber também se você está

13:25disposto a lidar com essa consequência

13:28ou não. Lembre-se que você não precisa

13:30ser amado, você não precisa dar a melhor

13:33resposta, você simplesmente não precisa

13:36colaborar com a sua própria humilhação.

13:39Você não precisa rir quando você não

13:40achou graça, só para aliviar o ambiente,

13:43para não pegar tão mal. Você não precisa

13:45se explicar quando você simplesmente não

13:48deve explicação. Você pode simplesmente

13:50ser a pessoa que vai barrar o sem noção

13:53e dizer: "Olha, aqui comigo não. Você

13:56pode fazer isso com todas as outras

13:58pessoas, mas eu não". Então essa vai ser

14:00a frase do vídeo de hoje. Se você chegou

14:03até aqui, comenta comigo não, que eu vou

14:06saber que você assistiu até o final e

14:08que você também não aceita o desrespeito

14:10do outro gratuitamente. A pessoa pode

14:13até conseguir te desrespeitar uma vez,

14:15te humilhar uma vez, mas ela vai

14:18encontrar resistência. Porque comigo

14:20não, com você não.

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